Psicomotricidade - Instituto Consciência GO

Report
• Neuropsicomotricidade
Cláudio Pereira Neves
Prof. De Educação Física
Fisioterapeuta
Ms. Educação Brasileira
Equipe de avaliação CMAI
[email protected]
Psicomotricidade
De forma geral, o que é preciso
para uma pessoa escrever?
DESENVOLVIMENTO MOTOR
INDIVÍDUO
•HEREDITARIEDADE
•BIOLOGIA
•NATUREZA
•FATORES
INTRÍSECOS
TAREFA
•ASPECTOS
MOTORES
•ASPECTOS
PERCEPTIVOS
•ASPECTOS
ENERGÉTICOS
ESTIMULAÇÃO
OCASIONAL
indivíduo
AMBIENTE
•EXPERIÊNCIA
•APRENDIZAGEM
•ENCORAJAMENTO
•FATORES
INTRÍNSECOS (querer
poder...
ESTIMULAÇÃO
ORGANIZADA
EVOLUÇÃO DA MOTRICIDADE
• Ela se da desde que existam possibilidades de
ação e o desaparecimento dos reflexos
primitivos;
• Pela aparição da atividade dos extensores da
mão;
• Pela oposição do polegar;
• Pela rotação do punho;
• Pela dissociação de movimentos, dando lugar à
aquisição das sinergias, que regulam o movimento
e impedem as sincinesias e paratonias.
(AJURIANGUERRA ,1970).
Surgimento
• Oliveira (1997) aponta que o surgimento
do termo psicomotricidade ocorreu com
Dupré em 1920, significando um
entrelaçamento entre movimento e o
pensamento.
• Júlio de Ajuriaguerra (1948, 1959,
1964,1977, 1988, etc.); Henri Vallom
(1925, 1934, 1947, etc.); Jean Lê Boulch
(1967, 1972,1984, etc.); Vitor da
Fonseca (1983, 1985, 1998, 2000, 2004,
etc.), Gislene de Campos Oliveira(1997,
2000, 2002, etc.), dentre outros.
Definições conceituais:
•  Concepção psicopedagógica do movimento
humano (Vítor da Fonseca,1993)
•  É a educação do movimento com atuação sobre
o intelecto, numa relação entre pensamento e
ação, englobando funções neurofisiológicas e
psíquicas (José; E.A; Coelho,M)
•  Prática que tem como eixo central o movimento
e o corpo de um sujeito desejante (Levin, Steban,
1995)
Sociedade Brasileira de
Psicomotricidade (SBP)
• ...diz que a Psicomotricidade é uma
Ciência que tem como objeto de estudo o
homem por meio do seu corpo em movimento
em relação ao seu mundo interno e externo,
bem como suas possibilidades de perceber,
atuar, agir com o outro, com os objetos e
consigo mesmo. Está relacionada ao
processo de maturação, onde o corpo é a
origem das aquisições cognitivas, afetivas e
orgânicas (1999).
Objeto
• Primeiro a criança age junto com o
objeto;
• Em seguida age sobre o objeto;
• Finalmente age sem o objeto;
(AJURIANGUERRA 1970)
O CORPO
• PERCEBIDO;
• CONHECIDO;
• VIVIDO ;
• REPRESENTADO;
Stamback 1856
Mendes e Fonseca (1988)
Psicomotricidade é utilizada para detectar
dificuldades de aprendizagem pela análise do
desempenho da criança, a história de
experiência lúdico-motora e o perfil de
adaptabilidade
em
cada
etapa
do
desenvolvimento.
Utiliza-se as Baterias Psicomotoras – BPM
- Gislene Campos Oliveira
- Vitor da Fonseca
BPM (FONSECA 1995)
1.
2.
3.
4.
Tonicidade;
Extensibilidade;
Passividade;
Paratonia;
(descontração
voluntária);
5. Diadococinesia
(coordenação
sucessiva e
antagônica mãos);
6. Sincinesias;
7. Noções do corpo;
8. Equilíbrio;
9. Imobilidade;
10. Equilíbrio estático e
dinâmico;
11. Lateralização e
dominância lateral;
12. Praxia global e
Específica
13. Estruturação
temporal e Espacial;
BPM (FONSECA 1995, p.115)

1.
2.
3.
4.
5.
Pontos
27-28
22-26
14-21
9-13
7-8
• Tipo de
perfil
1.
2.
3.
4.
5.
Superior
Bom
Normal
Dispráxico
deficitário
• Dificuldades de
aprendizagem
1. __
2. __
3. __
4. Ligeiras (específicas)
5. Significativas
(Moderadas ou
severas)
Elementos básico da
psicomotricidade
Fatores:
-Praxia Fina
-Praxia global
-Estruturação
EspaçoTemporal
-Noção corporal
(somatognosia)
-Lateralidade
-Equilíbrio
-Tônus
7 - Praxia
global
3 - Noção
corporal
9 -Estruturação
espacial
8 - Praxia
fina
5 - Estruturação
espacial
4 - lateralização
6 - Estruturação
temporal
2 - equilíbrio
1- tonicidade
Tônus
• Sequência do desenvolvimento:
postura
ação motora
ação mental.
• tônus muscular apresenta-se como
uma tensão que regula e controla a
atividade postural como suporte do
movimento.
Tonicidade
A tonicidade, que indica o tono muscular, tem
um papel fundamental no desenvolvimento motor,
é ela que garante as atitudes, a postura, as
mímicas, as emoções (expressão), de onde
emergem todas as atividades motoras humanas .
A importância do tônus muscular é
ressaltada por vários autores. Oliveira (1997)
diz que “O tônus muscular está presente em
todas as funções motrizes do organismo com o
equilíbrio, a coordenação, o movimento etc.,
todo o comportamento comunicativo está
relacionado com o tônus” (p.27).
Desarmonia do Tônus Motor
• Pode ocorrer em indivíduos com um bom nível motor: variações
afetivas, com as emoções.
• PARATONIA: o individuo não pode realizar movimentos e ao
tentá-lo aumenta mais sua rigidez.
• SINCINESIAS: são movimentos que se realizam de forma
involuntária, ao contrair-se um grupo de músculos, realiza-se
outro movimento junto com o que centramos nossa atenção.
Por ex.: enquanto a criança escreve, mostra ou morde a ponta
da língua. Está diretamente relacionado com certa
imaturidade sobre o controle do tônus. Pode ser algo normal
até os 10-12 anos, idade em que vão desaparecendo.
• Por si mesmas não são transtornos, apenas são sintomas de
algum outro problema.
Atividade para o tônus
• Andando com brinquedo – A atividade de
locomoção com apoio tem como objetivo
tonificar a musculatura relacionada à
posição em pé. O deslocamento contribui
para o equilíbrio postural.
Com a atividade, desenvolve-se também
a noção visual e espacial, pois o bebê
tem que observar para onde ele pode
empurrar o brinquedo para poder
deslocar-se.
Túnel – O uso do túnel favorece o deslocamento
engatinhando (4 apoios), o que possibilita tonificar a
musculatura de braços, pernas e tronco.
O aspecto visual e espacial também é trabalhado nesta
atividade, pois os bebês podem encontrar saídas e
possibilidades de ficarem em pé dentro do túnel.
Rolo – O rolo possibilita a tonificação da musculatura
dos braços e da musculatura dorsal do bebê, a fim de
prepará-lo para o sentar.
Bebê Rolando – Rolar é a primeira forma de
deslocamento global do bebê, movimento que
requer a integração da musculatura dos dois
lados do corpo.
Cobertor – O “arrastar” sobre o cobertor possibilita o
ajustamento do corpo na posição sentada, pois, quando
o cobertor é puxado, o bebê contrai a musculatura
necessária para manter-se em equilíbrio.
Equilíbrio
Equilíbrio
O equilíbrio reúne um conjunto de aptidões
estáticas (sem movimento) e dinâmicas (com
movimento), abrangendo o controle postural e
o desenvolvimento das aquisições de
locomoção.
• O equilíbrio estático caracteriza-se pelo tipo
de equilíbrio conseguido em determinada
posição, ou de apresentar a capacidade de
manter certa postura sobre uma base.
•
• O equilíbrio dinâmico é aquele conseguido
com o corpo em movimento, determinando
sucessivas alterações da base de
sustentação.
• O equilíbrio é a base primordial de
toda coordenação geral, é a
manutenção do corpo na posição
normal, sem oscilações ou desvios,
mantendo-se no seu centro de
gravidade.
• Integração: Tônus, Vestíbulo
coclear e cerebelo.
Equilíbrio
• Quanto mais defeituoso é o equilíbrio
corporal, mais energia e atenção escapa
em detrimento de outras atividades.
• Quase todas as crianças que apresentam
dificuldades em seu equilíbrio, são
crianças tímidas, retraídas e
excessivamente dependentes.
• A Bola de Bobath possibilita o
fortalecimento da musculatura dorsal
e abdominal. Quando o bebê está
sobre a bola, busca estabilidade e
precisa ajustar-se a cada instante.
Estes “ajustamentos” possibilitam a
busca pelo equilíbrio corporal.
Problemas no equilíbrio
• Segundo a Fonseca esse déficit envolve os
centros de postura e tonicidade (áreas
primárias de Luria) que interferem nos
estados de atenção e alerta, que são
bases da aprendizagem como um todo.
Esquema Corporal
Esquema corporal
• É também conhecido por estruturação
corporal. Vitor da Fonseca (1983) também
o chama de somatognosia.
• Wallon (1968) (in De MEUR e STAES,
1989) diz que “O esquema corporal é
elemento básico indispensável para a
formação da personalidade da criança. É a
representação relativamente global,
científica e diferenciada que a criança tem
de seu próprio corpo” (p. 9).
• “O
esquema corporal não é um
conceito aprendido, que se possa
ensinar, pois não depende de
treinamento [...] é uma construção
mental que a criança realiza
gradualmente, de acordo com o uso
que faz de seu corpo. É um resumo
e uma síntese de sua experiência
corporal” (OLIVERA, p. 52, 1997).
• Muitas condutas psicomotoras
dependem do esquema corporal, tais
como o equilíbrio, a coordenação visomotora, a percepção de movimentos e de
posição no espaço e a linguagem.
• Ademais, o corpo é também uma
expressão da individualidade. E o
referencial para perceber-se, perceber
o outro e as coisas que o cercam se dá a
partir do próprio corpo.
Esquema corporal
• Crianças com dificuldade de aprendizagem
frequentemente emergem de uma fraca autoimagem, nesse sentido Fonseca diz que as novas
aprendizagens são construídas sobre sistemas
pré-existentes, ou seja, se o anterior não for bem
assimilado o próximo terá maiores chances de
também não ser.
• Segundo Vitor da Fonseca, uma má percepção
corporal revela uma má percepção sensitiva e
proprioceptiva corporal, que devem ser
estimuladas.
• Duas graves consequências no distúrbio
do esquema corporal são apontadas por
Oliveira (1997):
- o não desenvolvimento de
instrumentos próprios para o bom
relacionamento social e o com meio
ambiente.
- e um mau desenvolvimento da
linguagem.
Partes do corpo – Trabalhar com as partes do
corpo permite o auto conhecimento pelo
sentido cinestésico, onde a criança toca a
parte do corpo solicitada, respeitando a lei
“céfalo caudal” e “próximo distal”.
Atividade de expressão corporal
A linguagem é função de expressão e comunicação do
pensamento e função de socialização. Permite ao
indivíduo trocar experiências e atuar - verbal e
gestualmente - no mundo.
Minha perna quebrou;
Estou com dor de cabeça;
Gosto de viajar;
Grupo inventar uma frase sem usar palavras o outro
tem que adivinhar!!
– Etc.
–
–
–
–
Espelho – Vendo-se no espelho, a criança
constrói seu esquema corporal, usando sua
própria referência.
O relaxamento:
– Relaxamento global – com ele a criança será capaz
de sentir e precisar as noções de repouso, de
extensão, de peso, de contato.
– Relaxamento segmentário (das partes) – permite
que a criança tome consciência das sensações de
contração e de
relaxamento localizadas a esta ou aquela parte do
corpo.
 Em todo o processo de conscientização sobre seu
corpo a criança vai, pouco a pouco, fazendo
diferenciações entre o eu e o outro; sujeito e
objeto; mundo interior e mundo exterior, como
também do espaço objetivo, já que ela tende a
tomar consciência dos seus limites corporais.
 Uma constituição inadequada do esquema corporal
pode trazer consequências na coordenação dos
movimentos, que costumam ser observadas em
atividades cotidianas como o atraso ao se despir e
dificuldades em executar habilidades manuais.
Expressão facial
Imitar/reconhecer
Identificar/Memória
Transtornos do Esquema
Corporal
ASOMATOGNOSIA: O SUJEITO É INCAPAZ DE
RECONHECER E MOSTRAR EM SEU CORPO ALGUMA
DE SUAS PARTES. PODE OCORRER A PARTIR DE
ALGUMA LESÃO NEUROLÓGICA.
A AGNOSIA DIGITAL É A MAIS FREQUENTE NAS
CRIANÇAS: ESTA NÃO É CAPAZ DE RECONHECER,
MOSTRAR NEM MOVER OS DISTINTOS DEDOS DE
SUA PRÓPRIA MÃO OU DE OUTRA
• Fonseca (1995)diz que essa má percepção
corporal tem provável causa numa má
percepção sensitiva e proprioceptiva .
• Esse autor ainda diz que crianças com
dificuldade
de
aprendizagem
frequentemente emergem de uma fraca
auto-imagem
e
que
as
próximas
aprendizagens, que dela dependerem,
também poderão vir a serem deficitárias.
Exemplos de Atividades
• Pique de pegar: partes dos corpo;
• Quem corre “foge” tem que por a mão
em tal lugar, o pegador ou o professor
escolhe o local:
• Músicas;
• Desenho;
• Explorar andar, saltar, estalar língua.
• De 0 a 4 anos
Cabelos; mãos; pés; boca; orelhas; olhos;
nariz; costas; ventre; joelhos.
• De 4 a 5 anos
Calcanhares; bochechas; testa; queixo;
pescoço; polegares; unhas; lábios;
ombros.
• De 5 a 7
Cotovelos; cílios; punhos; sobrancelhas;
narinas; “barriga da perna”; pálpebras;
tornozelos; quadril.
Lateralidade
Lateralidade
• Na concepção de Oliveira (1997), a
lateralidade é propensão do ser humano em
utilizar mais um lado do corpo do que o outro,
ou seja: há um predomínio, uma dominância
motora nas mãos, olhos, ouvidos e pés.
• Essa autora ainda pontua que até um ano de
idade não se verifica nenhuma dominância, no
entanto, é nesse período que a lateralidade
começa a se evidenciar e que só podemos falar
em dominância propriamente dita entre os 5 e
7 anos de idade.
• Podemos acrescer à lateralidade o
entendimento da “divisão” lados direito e
esquerdo do corpo, interligando-os às
noções e ao desenvolvimento do esquema
corporal. Para tanto, dizemos que uma
criança (pessoa) tenha uma consciência da
lateralidade quando ela reconhece os lados
direito e esquerdo no seu corpo, no outro,
nos objetos do seu meio e entre esses
objetos.
Transtornos do Esquema Corporal
TRANSTORNOS DA LATERALIDADE: ALTERAÇÕES NA ESTRUTURAÇÃO
ESPACIAL E, PORTANTO, NA LEITURA/ESCRITA (DAÍ, O FRACASSO
ESCOLAR). AS MAIS FREQUENTES SÃO:
1- Lateralidade contrariada, aquela criança que tendo seu
lado esquerdo dominante, por influencias sociais passam a
escrever com uma falsa dominância destra.
2- Ambidestrismo :a criança utiliza indistintamente os dois
lados de seu corpo para realizar coisas; também origina
sérios transtornos à criança, espacialmente, em relação à
aprendizagem.
3- Lateralidade cruzada: também origina problemas de
organização corporal. Quando a criança não tem uma
lateralidade claramente definida, temos que ajudá-la a
resolve-la em algum sentido, sem impor qual será o
escolhido.
• Um dos problemas relevantes quando se
há a perturbação da lateralidade é o
aparecimento de sincinesias, que “...é o
comprometimento de alguns músculos
que participam e se movem, sem
necessidade, durante a execução de
outros movimentos envolvidos em
determinada ação. É involuntária e
geralmente inconsciente” (OLIVERA,
p.73, 1997).
• Outras importantes consequências da
perturbação da lateralidade, na área
educacional, é a dificuldade em
apreender a direção gráfica, os
conceitos de direita e esquerda e a
dificuldade na coordenação motora fina.
Esses que são considerados graves
problemas de aprendizagem escolar.
Ditado Topológico
• EX: Objetivos: distância, forma, cor,
lateralidade.
1- No meio da folha, desenhe uma casa, de
um lado da casa desenhe
uma árvore do outro lado desenhe um
menino empinando uma pipa, atrás da casa
desenhe umas montanhas, nuvens e um sol
brilhante, embaixo desenhe um lago com
peixes e patos perto do lago desenhe uma
menina.
Coloque nome em cada desenho.
• Amarrar, prender algo nos braços, pernas:
Pique de pegar simples mão,
• Pular com um pé só;
• Amarelinha: ida com um pé volta com outro;
• Quadriculado;
• Driblar a bola com uma mão depois com a
outra;
• Rodar bambolê num braço e no outro;
• Orientação com olhos vendados:
• Reversibilidade: prof. de frente aos alunos
• Vivo morto: com braços ( elevar direito ou
esquerdo.
Estruturação Espacial
• Alguns autores também a denominam
orientação espacial, organização espacial
ou ainda estruturação espaço-temporal,
tal como na concepção de Fonseca
(1983).
• Para Oliveira (1997) a estruturação espacial é
um conceito que vai sendo apreendido pelo
indivíduo, é uma elaboração e uma construção
mental que se opera através de seus
movimentos em relação aos objetos que estão
em seu meio.
• Essa autora ainda diz que, para que uma
criança perceba a posição dos objetos no
espaço, precisa, primeiramente, ter uma boa
imagem corporal, pois usa seu corpo com um
ponto de referência. Ela só se organiza quando
possui um domínio de seu corpo no espaço. [...]
• Mendes (2001) diz que a organização espacial
é a possibilidade, para o indivíduo, de
organizar-se perante o mundo que o cerca, de
organizar as coisas entre si, de colocá-las em
um lugar, de movimentá-las. É ter a noção de
direção (acima, abaixo, à frente, atrás, ao
lado), e de distância (longe, perto) em
integração. Toda nossa percepção do mundo é
uma percepção espacial na qual o corpo é o
termo de referência (p.39).
PROBLEMAS NA PERCEPÇÃO
ESPACIAL
• A criança não é capaz de distinguir
um “b” de um de um “d”, um “p” de
um “q”, “21” de “12”, caso não
perceba a diferença entre direita e
esquerda.
• Se não sabe bem alto e baixo,
confunde “b” com “p”, o “n” e o “u” o
“ou” e o “on”.
Inicia-se com a percepção do seu
corpo no espaço, para depois usá-lo
como referência
quadriculado
Letras;
números;
Misto;
Direita;
Esquerda;
Frente;
trás;
etc
• A boa percepção do espaço exterior se dá por
consequência à boa percepção do próprio
corpo, revelando, novamente, a questão das
etapas que se sucedem na maturação neuropisico-fisiológica do indivíduo, já que “Para a
criança assimilar os conceitos espaciais
precisa também, como já afirmamos, ter uma
lateralidade bem definida (OLIVEIRA, p. 79,
1997).
Potes – Os potes nos permitem, de
forma divertida, trabalhar a noção de
“dentro e fora”.
• Empilhar – Nas atividades de empilhar
trabalha-se a coordenação visual e
motora e a noção espacial.
Estruturação Temporal
Medes (2001) diz que a
...a estruturação temporal é a capacidade de
situar-se em função da sucessão dos
acontecimentos (antes, durante, após); da duração
dos intervalos (hora, minuto, aceleração, freada,
andar, corrida); renovação cíclica de certos
períodos (dias da semana, meses, estações) e do
caráter irreversível do tempo (noção de
envelhecimento, plantas e pessoas).
A noção do tempo está intimamente ligada à noção
de espaço e para sua compreensão é fundamental
a ação da memória, que desempenha papel
importantíssimo (p.p. 39-40).
•
Pinte, recorte e cole
na sequencia:
• De forma geral é através da
orientação temporal que o indivíduo
apreenderá a localização dos
acontecimentos presentes,
passados e futuro, podendo, então,
planejar e organizar melhor sua
vida.
Espaço temporal (problemas)
• Uma má organização espacial ou temporal
acarretará fracasso em matemática. Para
calcular a criança deve ter pontos de
referência, colocar os números
corretamente, possuir noção de fileira, de
coluna, deve combinar formas.
Coordenação Global:
• - A coordenação dinâmica global ou geral
[também conhecida por Coordenação motora
grossa] é considerada como a possibilidade de
controle dos movimentos amplos de nosso
corpo. Victor : praxia Global.
• Possibilita contrair grupos musculares
diferentes de uma forma independente,
promovendo a dissociação de movimentos, ou
seja, realiza múltiplos movimentos ao mesmo
tempo, mesmo assim conservando a unidade do
gesto.
• Envolve movimentos básicos de membros
inferiores e superiores simultaneamente, tais
como: correr, saltar, arremessar bolas, lançar,
levar objetos, marchar, andar, suspender-se,
etc., (MENDES, 2001).
• Entretanto, é dependente de uma boa capacidade
de equilíbrio postural ( que depende do tônus)
ligadas às sensações proprioceptivas cinestésicas
e labirínticas, e, quanto maior o equilíbrio, mais
econômica a atividade do indivíduo e mais
coordenadas serão suas ações.
•
•
•
•
•
•
•
•
Jogos pré-desportivos;
Ordem, seu lugar, sem rir...
Jogar bola para cima e passar por baixo.
Polichinelo;
Ginástica;
Danças;
Estafetas com obstáculos;
boliche
Coordenação Fina
praxia fina
De forma geral: capacidade de controlar
os pequenos músculos para exercícios
refinados, como: recorte, perfuração,
colagem, encaixes, e envolve a
coordenação óculo-motora, viso-manual,
e músculofacial (MENDES, 2001).
E o deficiente visual?
Tátilcinestésica.
• A praxia fina traduz um produto final no
qual participam todos os restantes fatores
psicomotores.
• A tríade postura-visão-mão é uma
recoordenação sistêmica que está na base
da praxia fina.
Fonseca (1995)
• Nesse mesmo sentido, Fonseca (1995), diz que
essa coordenação compreende o que ele
denomina de micromotricidade e a perícia
manual.
• Entretanto, temos que considerar como parte
da coordenação fina a questão do controle
ocular, ou seja, a visão conjuntamente com o
gesto manual, comumente chamada de
coordenação óculo-manual, viso-motora ou olhomão (como por exemplo, experiências de lançar
e pegar).
Macarrão – Pegar fios de espaguete exige o
movimento de pinça, tão importante nessa fase do
desenvolvimento.
Lanterna - Usando a lanterna, pode-se explorar a
coordenação visual e espacial, em que o bebê terá que
acompanhar com os olhos o espaço por onde o ponto
luminoso irá passar. O bebê tenta “pegar” o ponto de
luz, o que possibilita também o trabalho de
coordenação visual e motora.
Bolha de sabão – A brincadeira possibilita a
coordenação visual e motora, pois o jogo olho/mão é o
ponto mais explorado nessa atividade. A criança terá
que se adaptar a cada momento para apanhar as
bolhas de sabão
Dispraxias (dificuldade na praxia global
e ou fina)
• Há uma lentidão ou ineficiência na planificação de novas
ações, independentemente de uma inteligência normal ou
de uma motricidade funcional.
• O problema reside na ligação entre o intelecto e os
membros, entre o psíquico e o motor. Há, então, uma
dificuldade na organização, na sequencialização e na
própria ação (execução motora), visto que nas tarefas
da praxia global se revela o nível de atenção voluntária
da criança frente a situações novas e o seu potencial de
cognição. A parte ou loccus que faz essa organização no
cérebro é o lobo frontal.
• Estafetas: tampinhas, clipes
com uma mão; fita crepe com
nome, letras números;
PSICOMOTRICIDADE
A fase ideal para trabalhar todos os
aspectos do desenvolvimento motor,
intelectual e sócio-emocional é do
nascimento aos 8 anos de idade.
(Manhães, 2004)
PSICOMOTRICIDADE
• Este período é propício para desenvolver
dificuldades de aprendizagens, sendo importante
observar todo o contexto em que a criança vive.
• Se as dificuldades não forem exploradas e
trabalhadas a tempo, poderão surgir déficits na
escrita, na leitura, no cálculo matemático, na
socialização, entre outras.
(Fonseca, 1995; Gualberto, 2003).
Percepções/discriminações:
• Percepção auditiva;
• Percepção visual;
• Percepção tátil;
• Percepção olfativa/gustativa;
• Percepção motora;
• Percepção espacial;
• DISCRIMINAÇÕES E INTER-RELAÇÕES
P
E
R
C
E
P
Ç
Ã
O
v
I
S
U
A
L
Percepção visual
Encaixe – As atividades de encaixe proporcionam ao
bebê o desenvolvimento da coordenação visual e
motora, em que ele irá experimentar a solução de
problemas, pois os encaixes possuem alternativas
restritas.
Gelatina – Tentando pegar os cubos de gelatina o bebê
experimenta sensações como consistência e
temperatura.
Percepção auditiva

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