CEAV - Macroeconomia - BACEN - Gabarito

Report
CEAV – Macroeconomia - BACEN
Prof. Antonio Carlos Assumpção
Observações s/ Contas Nacionais
• A partir de 1996 o IBGE passou a adotar uma nova estrutura
para as contas nacionais de acordo como system of national
accounts (1993).
• O sistema agora conta com uma tabela de recursos e usos
(TRU), em que se apresenta a oferta total como somatório
da produção e importações e, simultaneamente, como
somatório do consumo intermediário e da demanda final.
• As antigas quatro contas foram substituídas pelas contas
econômicas integradas (CEI) que apresenta três grandes
grupos; o primeiro constituído pela conta de bens e serviços,
o segundo constituído pela conta de produção (antiga conta
de PIB), dividida entre conta de renda; geração, alocação,
distribuição secundária e usos e a conta de acumulação
(antiga conta de capital) e o terceiro grupo é formado pela
conta das operações correntes com o resto do mundo (antiga
conta com o mesmo nome).
Tabela 1
Economia Nacional - Conta de bens e serviços - 2003
Recursos (1 000 000 R$)
2992739
205272
229673
339
Operações e saldos
Usos (1 000 000 R$)
Produção
Importação de bens e serviços
Impostos sobre produtos
Subsídios aos produtos
Consumo intermediário
Despesa de consumo final
Formação bruta de capital fixo
Variação de estoque
Exportação de bens e serviços
3427345 Total
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais.
Identidades
VBP  QBS  IP  Sub  CI  C  G  FBKF  E  X BS
PIBPM  C  G  FBKF  E  X BS  QBS
PIBCF  PIBPM  IP  Sub
1522125
1382355
259714
8381
254770
3427345
Identidades
PIBPM  VBP  CI  IP  Sub
PIBPM =
Remuneração dos Empregados (inclui autônomos) +IP – Sub. +
EOB (incluindo o rendimento misto bruto)
 Logo:
 EOB = PIBPM –IP +Sub. – remuneração dos empregados
 Note que o EOB é o saldo resultante do valor adicionado do PIB deduzidas
as remunerações pagas aos empregados e rendimentos dos autônomos
menos os impostos sobre produtos mais os subsídios.
• RNB = EOB (incluindo o rendimento misto bruto) +
Remuneração dos empregados +IP – Sub. - (rendas
de propriedades enviadas + recebidas do resto do
mundo)
RDB = RNB – OTCERM + OTCRRM
RDB = (C + G) + Sbruta doméstica
Capac. ou necessid. de financiamento = Sbruta doméstica – FBKF - E
+TCRRM - TCERM
1)Bacen 2010 – Analista – Específica - 31
• No sistema de contas nacionais, o produto de uma
economia pode ser obtido de três maneiras diferentes:
sob a ótica da produção, da despesa e da renda.
• Analisando as informações da tabela acima, pode-se
concluir que, para essa economia, em $, a(o)
• (A) renda nacional é 949.
• (B) renda interna é 1.026.
• (C) despesa interna é 1.068.
• (D) produto nacional bruto é 1.068.
• (E) produto interno bruto é 1.086.
Recursos
Usos
1979
Produção
(+) 135 Importação de B e S
(+) 119 Impostos s/ Produtos
Subsídios
Consumo Intermediário
C+G
FBKF = Var Estoques
Exportações de B e S
Total
2233
PIBPM  C  G  FBKF  E  X BS  QBS
PIBPM  868  236  117  135  1086
1012
868
236
117
2233
2) Analista - Bacen – 2006 - FCC
• 41. Foram extraídos os seguintes dados das Contas
Nacionais do Brasil de 2003, em milhões de reais (R$
1.000.000,00):
Despesas de consumo final = 1.192.613
Saldo externo de bens e serviços = (-) 56.078
Produto Interno Bruto = 1.556.182
Poupança Bruta = 317.172
Transferências correntes recebidas liquidamente do
exterior = 8.753
Formação Bruta de Capital Fixo = 276.741
Variação de Estoques = 30.750
• Logo, a Renda Nacional Bruta da economia
brasileira nesse ano correspondeu, em milhões de
reais
a) 1.444.954
b) 1.501.032
c) 1.509.785
d) 1.518.538
e) 1.574.616
RDB = (C + G) + Sbruta
Logo, RDB = 1.192.613 + 317.172 = 1.509.785
RNB = RDB - TCRLE
RNB = 1.509.785 + 8.753 = 1.501.032
3) Bacen – 2002 – Analista
• 41- Considere as seguintes operações entre residentes e
não residentes de um país, num determinado período
de tempo, em milhões de dólares:
▫ o país exporta mercadorias no valor de 500, recebendo a
vista;
▫ o país importa mercadorias no valor de 400, pagando a
vista;
▫ o país paga 100 a vista, referente a juros, lucros e
aluguéis;
▫ o país amortiza empréstimo no valor de 100;
▫ ingressam no país máquinas e equipamentos no valor de
100 sob a forma de investimentos diretos;
▫ ingressam no país 50 sob a forma de capitais de curto
prazo;
▫ o país realiza doação de medicamentos no valor de 30.
• Com base nestas informações, pode-se afirmar que
as reservas do país, no período:
• a) tiveram uma elevação de 100 milhões de dólares.
• b) tiveram uma elevação de 50 milhões de dólares.
• c) tiveram uma redução de 100 milhões de dólares.
• d) tiveram uma redução de 50 milhões de dólares.
• e) não sofreram alterações.
Conta
Haveres de Curto Prazo no Exterior
Exportações
Importações
Juros, Lucros e Aluguéis
Amortizações
Investimento Direto
Capitais de Curto Prazo
transferências Unilaterais
A
-500
500
Exportações
Importações
Balanço de Serviços
Juros, Lucros e Aluguéis
Transferências Unilaterais
Conta Corrente
Conta de Capitais
Investimento Direto
Capitais de Curto Prazo
Amortizações
Saldo do Balanço de Pagamentos
Capitais Compensatórios
Haveres de Curto Prazo no Exterior
C
100
D
100
E
F
-50
G
30
-400
-100
-100
-100
100
50
-30
Balanço de Pagamentos
Balanço Comercial
B
400
30
530
-500
-100
-100
-30
-100
50
100
50
-100
-50
50
50
Saldo
50
530
-500
-100
-100
100
50
4) Bacen – 2002 – Analista
• 42- A partir de 2001, o Banco Central do Brasil introduziu
algumas importantes alterações no balanço de
pagamentos. Entre estas alterações, destaca-se:
• a) a exclusão da conta “reinvestimentos” dos movimentos
de capitais autônomos.
• b) a inclusão do item “amortizações” na conta de serviços
de fatores.
• c) a introdução da “conta financeira”, em substituição à
antiga conta de capitais, para registrar as transações
relativas à formação de ativos e passivos externos.
• d) a inclusão das transferências unilaterais na conta de
investimentos diretos.
• e) a retirada do item de investimentos diretos dos
empréstimos intercompanhias.
O Balanço de Pagamentos a Partir de 2001
• A partir de janeiro de 2001, o Banco Central do Brasil passou
a divulgar o balanço de pagamentos de acordo com a
metodologia contida na quinta edição do Manual de Balanço
de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional (BPM5),
publicado em 1993.
• O balanço de pagamentos de acordo com o BPM5 tem a
mesma cobertura da versão anterior, contemplando os
mesmos lançamentos a débito e crédito. As diferenças
residem, exclusivamente, nos critérios de classificação das
transações e na nomenclatura das contas. As mais
importantes alterações introduzidas na nova apresentação
do balanço de pagamentos são:
• introdução, na conta corrente, de clara distinção entre bens,
serviços, renda e transferências correntes, com ênfase no maior
detalhamento na classificação dos serviços;
• introdução da “conta capital”, que registra as transações relativas
às transferências unilaterais de patrimônio de migrantes e a
aquisição/alienação de bens não financeiros não produzidos
(cessão de marcas e patentes);
• introdução da “conta financeira”, em substituição à antiga conta
de capitais, para registrar as transações relativas à formação de
ativos e passivos externos, como investimento direto,
investimento em carteira, derivativos e outros investimentos. A
conta financeira foi, portanto, estruturada de forma a evidenciar
as transações ativas e passivas, as classes dos instrumentos
financeiros de mercado e os prazos das transações;
• inclusão, no item investimentos diretos, dos empréstimos
intercompanhia (empréstimos praticados entre empresas
integrantes de mesmo grupo econômico), de qualquer prazo, nas
modalidades de empréstimos diretos e colocação de títulos;
• reclassificação de todos os instrumentos de portfolio, inclusive
bônus, notes e commercial papers, para a conta de
investimentos em carteira;
• introdução de grupo específico para registro das operações com
derivativos financeiros, anteriormente alocados na conta
serviços e nos capitais a curto prazo;
• estruturação da “conta de rendas” de forma a evidenciar as
receitas e despesas geradas por cada uma das modalidades de
ativos e passivos externos contidas na conta financeira.
5) Bacen 2010 – Analista - Geral
• 36
• O Produto Interno Bruto de um país, num certo ano, é
menor que o seu Produto Nacional Bruto, no mesmo
ano, se a(o)
• (A) entrada de poupança externa for elevada.
• (B) entrada líquida de capitais do exterior exceder as
importações.
• (C) renda líquida recebida do exterior for positiva.
• (D) reserva em divisas estrangeiras, no Banco Central,
aumentar.
• (E) superávit no balanço comercial e de serviços for
positivo.
6) MPOG – EPPGG - 2009 – Esaf
(Observação: Excedente Operacional Bruto)
• 56- Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema
de Contas Nacionais, em unidades monetárias:
 Produto Interno Bruto: 1.162;
 Remuneração dos empregados: 450;
 Rendimento misto bruto (rendimento de autônomos): 150;
 Impostos sobre a produção e importação: 170;
 Subsídios à produção e importação: 8;
 Despesa de consumo final: 900;
 Exportação de bens e serviços: 100;
 Importação de bens e serviços: 38.
• Com base nessas informações, os valores para a
formação bruta de capital fixo e para o
excedente
operacional
bruto
serão,
respectivamente,
a) 300 e 362
b) 200 e 450
c) 200 e 400
d) 400 e 200
e) 200 e 262
PIBPM = (C + G) + I + (X – Q)BS
1.162 = = 900 + I + (100 – 38)BS
I = 200
Como a variação de estoques é igual a zero = I = FBKF = 200
EOB = PIBPM – IP + Sub. – remuneração dos empregados e autônomos)
EOB = 1.162 – 170 + 8 – 450 – 150 = 400
Notar que o EOB é a renda menos a remuneração de empregados
e autônomos.
7) MPU – Economista – ESAF
(Observação s/ Poupança externa e CC)
• 64- Considere os seguintes dados para uma
economia aberta e com governo.
• Variação de estoques: 100
• Formação bruta de capital fixo: 800
• Poupança líquida do setor privado: 600
• Depreciação: 50
• Saldo do governo em conta corrente: 50
• Com base nessas informações, pode-se afirmar
que o balanço de pagamentos em transações
correntes apresentou
a)
b)
c)
d)
e)
superávit de 150.
déficit de 250.
déficit de 150.
superávit de 200.
déficit de 200.
Resposta: (E) Sendo a economia aberta e com governo temos:
I Bruto  S Bruta  S P  S g  S e , onde a poupança externa é o déficit em conta
corrente,o investimento bruto é dado pela FBKF mais a variação de estoques, a
poupança bruta do setor privado é a poupança líquida do setor privado mais a
depreciação e a poupança do governo é o saldo do governo em conta corrente.
P
Assim, temos: I Bruto (900)  S Bruta
(600 50)  S g (50)  S e  S e  200  CC  200.
Note que o Investimento supera a poupança doméstica em 200.
Portanto, parte do investimento é financiado pela poupança externa.
YPNB  C  I  G  CC  CC  Y  (C  I  G )
 Se a absorção for maior que a produção ⇒ CC < 0 ⇒ K > 0 ⇒
aumento do passivo externo líquido.
 Se a absorção for menor que a produção ⇒ CC > 0 ⇒ K < 0 ⇒
aumento dos ativos externos líquidos.
 Sob a Ótica do Investimento e da Poupança
S D  Y  C  G 
 Logo, CC
 SD  I
 Se o investimento for maior que a poupança doméstica ⇒
CC < 0 ⇒ K > 0 ⇒ aumento do passivo externo líquido.
 Se o investimento for menor que a poupança doméstica ⇒
CC < 0 ⇒ K > 0 ⇒ aumento do passivo externo líquido.
8) Analista – Bacen - 2006
• 42. Numa determinada economia, os encaixes
totais mantidos pelo sistema bancário
representam 4/10 do total de seus depósitos à
vista em conta corrente. Se a população desse
país mantiver 1/5 dos meios de pagamentos na
forma de moeda manual, um aumento de 1.000
na base monetária acarretará um acréscimo, nos
meios de pagamento, de
a) 1.470 b) 1.923 c) 2.358 d) 3.125 E) 6.250
Temos que M1 = mH, onde M1 é a oferta monetária (meios de
pagamentos) definida como papel moeda em poder do público
(PMPP) mais os depósitos à vista no sistema bancário (D), m é o
multiplicador monetário e H a base monetária, definida como PMPP
mais as reservas bancárias (R).
Sabemos que m 
D
R
1
, onde d 
e r
.
M1
D
1  d 1  r 
De acordo com o enunciado, r  0,4 . Como 20% dos meios de
pagamentos encontram-se na forma de moeda manual, 80%
encontram-se na forma de depósitos. Logo, d  0,8 .
1
 1,923 .
Logo, m 
1  0,81  0,4
Assim, um aumento na base
monetária de 1.000 aumentará os meios de pagamentos em
1.923 unidades monetárias.
9) Bacen – 2002 – Analista
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
44- Considere
C = 100 + 0,8Y
I = 300
G = 100
X = 100
M = 50 + 0,6Y
Onde:
C = consumo agregado;
I = investimento agregado;
G = gastos do governo;
X = exportações; e
M = importações.
• Supondo um aumento de 50% nos gastos do
governo, pode-se afirmar que a renda de
equilíbrio
sofrerá
um
incremento
de,
aproximadamente:
• a) 55,2 %
• b) 15,2 %
• c) 60,1 %
• d) 9,1 %
• e) 7,8 %
Y  c0  c1Y  I  G  X  m0  m1Y   Y  c1Y  m1Y  c0  I  G  X  m0
c0  I  G  X  m0
(1  c1  m1 )Y  c0  I  G  X  m0  Y 
1  c1  m1
100  300  100  100  50
Y
 687,5
1  0,8  0,6
1


Y  
  50  62,5
 1  0,8  0,6 
 62,5 

 *100  9,0909%  9,1%
 687,5 
10) Bacen 2010 – Analista – Específica - 22
• Considere uma economia descrita pelas funções a seguir.
• Consumo: C  C0  a  y  T  , sendo C0 > 0 e (0 < a < 1);
• Tributos diretos: T = T0 + ty, onde T0 > 0 e (0 < t < 1);
• Investimento: I = I0 + b y – g r , onde I0 > 0, (0 < b < 1) e g > 0;
Md
• Demanda por moeda:
 l y  q r , onde l > 0 e q > 0 ;
P
• Exportações líquidas: NX = my ;
• Gastos do governo: G = G0 .
• A oferta monetária é exógena e fixada em Ms; P é o índice geral de
preços; r é a taxa de juros; y é a renda da economia; C0, T0 e I0 são
constantes, sendo que todas as letras gregas são parâmetros dessa
economia e t é a alíquota do imposto de renda.
• Nesse contexto, analise as proposições abaixo.
•
•
•
•
•
•
É(São) correta(s) a(s) proposição(ões)
(A) I, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
Observações Sobra a Demanda Agregada
(Economia Fechada e Tributação Exógena)
A curva de demanda agregada capta o efeito do nível de preços sobre o
produto, e é deduzida a partir do equilíbrio dos mercados de bens e monetário.
(  ) ( )
IS
(  ) ( )
Y  c( Y , T )  I (Y , i )  G
(  ) ( )
LM
M  L( Y , i )
DA
 (  )  (  ) (  ) 
M 

Y  Y  , G , T 
 P 

 

LM1 (M0/P1)
LM0 (M0/P0)
i
i1
i0
IS0
P
Y1
Y0
Y
Dado um aumento no nível de
preços, o estoque real de moeda
(liquidez real) diminui, o que
aumenta a taxa de juros, reduzindo
o investimento e, pelo processo do
multiplicador, a renda
P1
P0
AD0
Y1 Y0
Inclinação da DA
Y
 Políticas Monetária e Fiscal no Modelo OA-DA com P
i
i
LM0
LM0
LM1
i1
i0
i1
i0
IS1
IS0
P
Y0
Y1
IS0
Y
AS
P0
P
Y0
Y1
AS
P0
AD1
AD0
AD1
AD0
Y0
Y1
Y
Y
Y0
Y1
Y
(I) A Curva IS
Y  C  I  G0   NX  Y  C0  a Y  T   I 0  b Y  g R  G0  mY
Como T  T0  tY  Y  C0  a Y  T0  tY   I 0  b Y  g R  G0  mY
Y  C0  a T0  a 1  t  Y  I 0  b Y  g R  G0  mY
Y  a 1  t  Y  b Y  mY  C0  a T0  I 0  G0  g R
[1  a 1  t   b  m]Y  A0  g R , onde A0  C0  a T0  I 0  G0
[1  a 1  t   b  m]Y  g R  A0
Logo, (I) é falsa
(II) A Curva LM
• O Equilíbrio no mercado monetário exige que a
oferta monetária (exógena), seja igual a
demanda
por
moeda,
que
depende
positivamente da renda e negativamente da taxa
de juros.
M
 lY  q R
P
Demanda por Moeda
Oferta Monetária
Logo, (II) é Verdadeira
(III) A Curva de Demanda Agregada
• Do item (I), temos que IS = [1  a
1  t   b  m]Y  g R  A0


1
Logo, IS  Y  
  A0  g R 
 1  a 1  t   b  m 


1
Se k  

 1  a 1  t   b  m 
IS  Y  k  A0  g R 
M
M
l
1M
LM   lY  q R  q R  lY   R  Y 
P
P
q
q P
Substituindo a LM na IS, temos:

1 M 
gl
g M
l

Y  k  A0  g  Y 
   Y  k  A0  Y 

q
q
P
q
q
P






gl
g M

Y  k Y  k  A0 
Isolando A0 , temos

q
q P

gl
g M
gl
g M
Y  k Y  kA0  k
Y k Y k
 kA0
q
q P
q
q P
1
gl
g M
g
 1 gl 
Y Y
 A0     Y  MP 1  A0
k
q
q P
q
k q 
Logo, (III) é Verdadeira
11) Bacen 2010 – Analista – Específica - 25
• As seguintes funções descrevem uma economia:
C  90  0,9 y d
I  200  1000r
Md
 y  10000r
P
d
M
• onde C = consumo; I = investimento;
P = demanda por
moeda; P = Índice geral de preços, mantido constante;
y = produto; yd = renda disponível.
• O imposto de renda é proporcional e corresponde a 1/3 da
renda. Os gastos do governo são iguais a 710 e a oferta
monetária é de 500. Sob tais circunstâncias, o governo
apresenta um déficit a ser financiado por uma expansão de
moeda. Nessas condições, o multiplicador monetário e a
expansão de moeda são, respectivamente,
•
•
•
•
•
(A) 0,15 e 200
(B) 0,2 e 150
(C) 0,25 e 120
(D) 0,3 e 100
(E) 0,35 e 85,71
Note que o multiplicador monetário a que se
refere o enunciado mede a variação do produto
induzida por um aumento na oferta monetária.
Sendo assim, temos que calcular tal efeito através
da curva de demanda agregada.
IS : Y  c0  c1 1  t  Y  I 0  I1 R  G
c0  I 0  G
I1
Y 

R
1  c1 1  t  1  c1 1  t 
Chamando o gasto autônomo de A e o multiplicador de a:
IS : Y  a  A  I1 R 
M
1
M
LM :
 eY  fR  R  eY  
P
f 
P
Substituindo a LM na IS para encontrarmos a curva de
demanda agregada:
Passo 1 – Equilíbrio: IS=LM
c0  I 0  G
I1
90  200  710
1000
Y

RY 

R
1  c1 1  t  1  c1 1  t 
1  0,9(1  0,333) 1  0,9(1  0,333)
IS : Y  2500  2500 R
M
M /P f
500 10000
 eY  fR  Y 
 RY 

R
P
e
e
1
1
LM : Y  500  10000 R
IS  LM  2500  2500 R  500  10000 R
R  0,16 e Y  2100
Com G  710 e T  tY  T  0,33  2100  693
Déficit Público = 17
R
LM
LM1
0,16
IS
2100 2130
Y
Devemos calcular o aumento na oferta monetária que elevaria o produto
até que a arrecadação do governo se iguale aos gastos, ou seja, 710.
Como 0,3333 x Y = 710, o produto deve ser igual a 2130. Logo, devemos
calcular o aumento em M que elevaria o produto em 30 unidades
monetárias.
Passo 2 – A Demanda Agregada


1
e
M  
1 M 
Y  a  A  I1   eY 

    Y  a  A  I1  Y 
P  
f P 
 f 
 f



I1 M 
I1 M
e
e
Y  a  A  I1 Y 
 Y  a I1 Y  a A  a

f
f P
f
f P

I1 M
a

I1 M
e
aA
f P
Y 

1  a I1  Y  a A  a
e
e
f 
f P

1  a I1
1  a I1
f
f
I1
a
aA
M
f
Y

e
e P
1  a I1
1  a I1
f
f
I1
a
f
aA
M
DA : Y 

e
e P
1  a I1
1  a I1
f
f
Sendo assim:
I1
a
f
 Y 
 Y 
2,5(1000) /10000






 0, 2
  M  1 a I e
  M  1  2,5 1000   1/10000 

P

P
1
f
 M
Y  0, 2   
 P

 M
  30  0, 2   

 P
  M
  
  P

  150

Logo, o Bacen deveria aumentar a oferta monetária em 150. Com isso, o
aumento do produto seria de 30 (pois o multiplicador da política monetária é
igual a 0,2), eliminando o déficit público.
12) Analista – Bacen - 2006
• 44. No modelo de Mundell–Fleming para uma
pequena economia aberta com perfeita mobilidade
de capitais e taxas de câmbio flexíveis, onde se
observa a existência de desemprego no curto prazo,
uma política de expansão da oferta de moeda
praticada pelo Banco Central terá como uma de suas
conseqüências
a) a diminuição do produto real.
b) a valorização da taxa de câmbio.
c) o aumento da entrada líquida de capitais externos.
d) o aumento das exportações líquidas.
e) a permanência da taxa de desemprego nos
mesmos níveis anteriores.
13) Bacen – 2002 – Analista
• 45- Considere o modelo IS/LM para uma pequena economia aberta dada
pelas seguintes equações:
• Y = C (Y) + I(r) + G + X(e) – M(e)
• Ms = L (r,Y)
• r = r*
• Onde:
• Y = produto;
• C = consumo;
• I = investimento;
• G = gastos do governo;
• X = exportações;
• M = importações;
• Ms = oferta monetária;
• L (r,Y) = função demanda por moeda;
• r = taxa de juros interna;
• e = taxa de câmbio;
• r* = taxa de juros internacionais.
• Considere ainda as seguintes derivadas:
• 0 < C’ < 1; I’ < 0; X’ > 0; M’ < 0; ∂L/∂r < 0 ; ∂L/∂Y > 0.
• Com base nessas informações e supondo livre e perfeita
mobilidade de capital, é incorreto afirmar que:
a) se tomarmos como referência a moeda norte-americana,
a taxa de câmbio do modelo segue o conceito de taxa de
câmbio utilizada no Brasil, isto é, quantidade de moeda
nacional necessária para comprar 1 dólar. ?
b) subsídios às exportações ou restrições às importações
sob um regime de câmbio flutuante elevam o produto,
deixando inalterada a taxa de câmbio.
c) é incompatível uma política monetária expansionista
com a manutenção do regime de câmbio fixo.
d) sob o regime de câmbio flutuante, a política fiscal não
afeta o produto.
e) quanto maior a renda, menor será a demanda por
moeda.
14) Bacen – 2002 – Analista
• 46- Considere o modelo IS/LM com as seguintes hipóteses:
▫ ausência dos casos “clássico” e da “armadilha da
liquidez”;
▫ curva IS dada pelo “modelo keynesiano simplificado”
supondo que os investimentos não dependam da taxa de
juros.
• Com base nestas informações, é incorreto afirmar que:
a) aumento nos investimentos autônomos eleva o produto.
b) uma política fiscal expansionista eleva as taxas de juros.
c) um aumento no consumo autônomo eleva o produto.
d) uma elevação nas exportações eleva as taxas de juros.
e) uma política monetária contracionista reduz o produto.
15) Bacen 2010 – Analista – Geral -38
• O gráfico abaixo ilustra o modelo IS/LM/BP,
representando uma economia em regime de taxa de
câmbio fixa.
• Na situação representada no gráfico, a(o)
(A) política monetária é impotente.
(B) política fiscal é impotente.
(C) taxa de desemprego é elevada.
(D) mobilidade internacional do capital financeiro é reduzida.
(E) balanço comercial é superavitário.
16) Bacen 2010 – Analista – Geral - 40
• Entre as várias ações do Banco Central que resultam
numa política monetária expansionista, NÃO se
encontra a
• (A) compra de moeda estrangeira no mercado
cambial.
• (B) compra de títulos federais no mercado aberto.
• (C) venda de títulos federais no mercado aberto.
• (D) redução do percentual de recolhimento
compulsório dos bancos ao Banco Central.
• (E) redução da taxa de juros dos empréstimos de
liquidez do Banco Central aos bancos.
17) Bacen 2010 – Analista – Específica - 23
• Considerando o Modelo Mundell-Fleming, analise as
proposições abaixo.
• I - A política fiscal não exerce influência sobre a renda
agregada quando a taxa de câmbio é flutuante.
• II - A política monetária não exerce influência sobre a
renda agregada quando a taxa de câmbio é flutuante.
• III - Um aumento do prêmio pelo risco país eleva a taxa
doméstica de juros e desvaloriza a moeda local.
• É(São) correta(s) a(s) proposição(ões)
• (A) I, apenas.
• (B) III, apenas.
Mesmo considerando Mundell-Fleming
• (C) I e III, apenas. como perfeita mobilidade de capitais, a III
• (D) II e III, apenas. só é verdadeira se a taxa de câmbio for
flexível.
• (E) I, II e III.
18) Bacen 2010 – Analista – Específica - 24
• Quanto à flexibilidade de taxas, é correto afirmar que no regime
cambial de taxa
• (A) flexível, a política monetária torna-se endógena, de modo que a
autoridade monetária perde sua capacidade de definir que política
monetária adotar.
• (B) flexível, com perfeita mobilidade de capitais, as diferenças entre as
taxas de juros internas dos diversos países devem refletir expectativas
de desvalorização ou valorização cambial das moedas desses países.
• (C) flexível, a taxa de câmbio varia conforme a demanda e a oferta de
moeda estrangeira, mantendo, dessa forma, a paridade entre os preços
dos bens importados e os preços dos bens domésticos.
• (D) fixa, uma política fiscal expansionista aumenta o superávit
comercial.
• (E) fixa, a autoridade monetária fixa a taxa de câmbio da moeda
nacional em relação a uma moeda estrangeira, aceita
internacionalmente (US dólar, por exemplo), e com isso mantém o
poder de controlar a oferta monetária.
19) Bacen 2010 – Analista – Específica - 30
• Em uma economia aberta, com taxa de câmbio
flexível, o Banco Central muda sua política
monetária comprando títulos públicos do setor
privado. Como resultado dessa política, pode-se
antecipar que, no curto prazo,
• I - tanto os investimentos quanto o consumo
correntes serão estimulados, porquanto os gastos
presentes se tornaram mais baratos que os gastos
futuros;
• II - pode ocorrer uma saída de capital para o
exterior, causando uma desvalorização da moeda
local, a qual deverá estimular a demanda agregada
pelo aumento das exportações líquidas;
• III - os preços dos ativos serão pressionados para
cima (ações, habitações, etc.), o que estimulará a
demanda agregada.
• Como resultado dessa nova política monetária,
não antecipada pelos agentes econômicos, pode-se
afirmar que é(são) correta(s) as proposição(ões)
• (A) II, apenas.
• (B) I e II, apenas.
• (C) I e III, apenas.
• (D) II e III, apenas.
• (E) I, II e III.
20) Bacen – 2002 – Analista – 48
•
•
•
•
•
•
•
Considere o seguinte modelo:
Y = f(N); f’ >0 e f’’ < 0
W/P = f’(N)
Ns= ϕ (W/P); ϕ’ > 0
MV = PY
Sp(r) + t = ip (r) + g; Sp’ >0 e ip’ < 0
Onde:
• Y = produto, N = nível de emprego, W = salário nominal,
P = nível geral de preços, Ns = oferta de mão-de-obra,
M = oferta monetária, V = velocidade de circulação da
moeda, Sp = poupança privada, ip = investimento privado,
t = impostos, g = gastos do governo, r = taxa de juros,
f’= primeira derivada da função, f’’= segunda derivada da
função e assim por diante para as outras funções do modelo.
• Este conjunto de equações define o denominado
“modelo clássico”. Com base neste modelo, é incorreto
afirmar que:
a) supondo o mercado de trabalho em equilíbrio,
uma redução nas taxas de juros via redução dos
impostos eleva o emprego e, conseqüentemente, o
produto.
b) supondo o mercado de trabalho em equilíbrio e a
velocidade de circulação da moeda constante, uma
política monetária expansionista só altera o nível
geral de preços.
c) o desemprego pode ser explicado por imperfeições
no mercado de trabalho decorrentes, por exemplo,
de rigidez nos salários nominais.
d) tudo mais constante, uma elevação dos gastos
públicos eleva as taxas de juros.
e) a equação quantitativa da moeda pode ser
entendida como a demanda agregada.
Observações sobre a Equivalência Ricardiana
“Um corte presente nos impostos equivale a maiores impostos no futuro”.
Se o enunciado acima se verifica, sendo os agentes econômicos
racionais, a poupança privada aumenta na mesma proporção
da queda na poupança pública, para o pagamento dos impostos
futuros, deixando R , S , I e a CC inalteradas.

C2
Q2  T2 
 Q1  T1  
Como: C1 
1  R 
1  R 

C2
Q2
T2 
Temos: C1 
 Q1 
 T1 

1  R
1  R  1  R
Note que a ROI não é alterada se o valor presente dos impostos não for alterado
Logo, a evolução dos impostos no tempo não afeta o consumo se G.
A Lógica da Equivalência Ricardiana
 A Restrição Orçamentária Intertemporal do Governo
D1g  G1  I1g  T1

D2g  D1g  RD1g  G2  I 2g  T2

Combinando as duas relações acima, chegamos a :


g
T2
D2g
G

I
T1 

 G1  I1g  2 2
1  R  1  R 
1  R 


O valor presente dos gastos é igual ao valor presente
dos impostos mais as dívidas restantes no final do
g
segundo período. Logo, se D2 = 0 , o valor presente
dos gastos é igual ao valor presente dos impostos.
Resolvendo a Restrição Orçamentária Intertemporal do Governo
Substituindo a primeira relação na segunda, temos:
D  G1  I  T1  RG1  RI  RT1  G2  I  T2
g
2
g
1
g
1
g
2
(1  R)T1  T2  D2g  (1  R)(G1  I1g )  G2  I 2g
Finalmente, dividindo a expressão acima por (1+R), obtemos:


T2
D
G2  I
g
T1 

 G1  I1 
1  R  1  R 
1  R 
g
2

g
2

C2
C2
Q2
U0
Q2-(1+R)T
Poupança privada antes
do corte nos impostos.
C1
Q1
Q1+T
C1
Poupança privada após
o corte nos impostos.
Se o governo corta os impostos em US$ 100, incorre em um déficit primário de
US$ 100 (supondo o orçamento inicialmente equilibrado). Dada uma taxa de juros de
10%, o governo terá que aumentar os impostos em US$ 110 no futuro para equilibrar
o orçamento.
T2
(1  R)T2
(1,1)100
T1 
 T1 
 0  100
0
(1  R)
(1  R)
(1,1)
Limitações da Equivalência Ricardiana
(A) Horizonte de Empréstimo do Setor Público Superior ao
das Famílias (Gerações Futuras)
Neste caso, o corte nos impostos implica em um aumento
da renda real, com o consumo aumentando, a poupança
nacional diminuindo e a conta corrente ficando deficitária
(se houver LMC).
 

g
g
T2
D2g
G

I
g
2
2
,
com
D
Caso em que: T1 

 G1  I1 
2 0
1  R  1  R 
1  R 

Logo, a dívida será paga pelas gerações futuras, via superávits
primários futuros.
g
g
T

G

I
T

G

I
3
3
4
4
D2g  3
 4
 .....
2
1  R
1  R
(B) Restrições de Liquidez
C2
Caso em que os agentes não
conseguem tomar
empréstimos.
Desta forma, seu consumo máximo
no primeiro período
é dado pela
renda no primeiro período.
Q2
Q2-(1+R)T
U1
U0
Q1
Q1+T
C1
C1’
C1
Se o governo decide cortar os impostos o consumo aumenta, pois os
agentes tomarão este acréscimo de renda como um empréstimo
concedido pelo governo.
Neste caso, a poupança privada fica inalterada. Como a poupança do
governo diminuiu, houve uma queda na poupança nacional. Dito de
outra forma, a absorção aumentou.
(C) Incerteza Quanto ao Nível Futuro de Renda
 A expectativa de uma renda crescente pode fazer com que C1
aumente.
 Falta de clareza na tributação: o corte no imposto de
renda pode ser compensado por um aumento futuro nos
impostos sobre a renda do capital.
21) Analista - Bacen – 2006 - 43
• A concepção ricardiana da dívida pública está baseada na hipótese de
que o consumo não depende apenas da renda corrente, mas sim da
renda permanente, que inclui tanto a renda presente quanto a futura.
Em relação a esse modelo, é correto afirmar que:
a) se os consumidores agem racionalmente, um corte de impostos no
presente, sem que haja mudança na estrutura de gastos do governo,
aumentará o consumo atual e diminuirá o consumo futuro.
b) se os consumidores não agem racionalmente e não se preocupam
em deixar o ônus da dívida para as gerações futuras, um aumento
de impostos no presente manterá tanto o consumo corrente quanto
o consumo futuro inalterados.
c) a preocupação em deixar o ônus da dívida para as gerações futuras
fará com que os consumidores aumentem seu consumo atual caso o
Governo reduza os tributos sem alterar os seus gastos.
d) existindo restrição de crédito aos consumidores, mesmo que eles
ajam racionalmente, um corte de impostos no presente poderá
elevar o consumo corrente, mesmo que os gastos do Governo
fiquem inalterados.
e) o Governo não tem restrição orçamentária intertemporal, ao
contrário dos consumidores, porque ele tem o poder de emitir
moeda para financiar seus déficits.
22) Bacen 2010 – Analista – Específica - 26
• Em uma economia aberta com taxa de câmbio flexível, se o governo adotar
uma política fiscal expansionista, incorrendo em um déficit fiscal
financiado pela venda de títulos de dívida pública, com relação ao impacto
sobre a demanda agregada, verifica-se que
• (A) este será dado por kD, onde k é o multiplicador keynesiano dos gastos
autônomos e D o déficit público.
• (B) este, pelo efeito crowding-out, será inferior ao implicado pelo modelo
keynesiano básico, porque a equivalência ricardiana não opera
plenamente.
• (C) o efeito crowding-out será mitigado pelo influxo de capitais
estrangeiros, entretanto, a valorização da moeda local reduzirá as
exportações líquidas e, consequentemente, reduzirá o impacto do déficit
sobre a demanda agregada.
• (D) o efeito crowding-out será neutralizado pelo influxo de capital
estrangeiro atraído pelas altas taxas domésticas de juros.
• (E) o efeito crowding-out será nulo, caso valha a equivalência ricardiana e,
portanto, o impacto sobre a demanda agregada será o previsto pelo modelo
keynesiano básico.
Observações sobre Ciclos Econômicos Reais
 Teoria que explica os ciclos econômicos através das
variações (choques) tecnológicas, ou seja, choques
aleatórios na tecnologia, propagados em mercados
competitivos, fazem com que o produto real flutue.
 Note então, que esta teoria, apesar de
desenvolvida e defendida por economistas novos
clássicos, é diferente da ideia de ciclo de Robert
Lucas.
 Supondo um choque tecnológico positivo, que
aumente a produtividade, as firmas aumentam a
demanda por trabalho (a produção aumenta mesmo
que o nível de emprego não aumente). Para que o
emprego se expanda, é necessário que a oferta de
trabalho seja ascendente, ou seja, é necessário
que o efeito substituição domine o efeito renda.
• Mesmo que tal fato se observe, qual o motivo de
uma pequena variação no salário real alterar de
maneira considerável o produto e o emprego ? Os
defensores da teoria do ciclo real argumentam
que a grande resposta da mão-de-obra, dada uma
pequena variação no salário real, é devida à
substituição intertemporal da mão-de-obra.
Substituição Intertemporal da Mão-de-Obra
A teoria dos ciclos reais afirma que os agentes econômicos ofertam uma
quantidade de trabalho variável no tempo, trabalhando mais horas quando
o salário real estiver temporariamente alto e menos horas quando estiver
temporariamente baixo.
 Neste caso, a substituição não é estática entre renda e lazer e sim entre
trabalhar em um ou em outro período, escolha que é feita de acordo com o
preço relativo intertemporal, que mede o ganho de trabalhar no primeiro
período em relação ao ganho de trabalhar no segundo período, de forma que:

Preço Relativo intertemporal =
1  R W1
W2
Representando o salário real por W, estamos dizendo que os agentes
optam por trabalhar mais no primeiro período caso seus rendimentos
sejam maiores em comparação com o segundo período, o que acontece se o
salário real do primeiro período aumentar temporariamente ou se a taxa de
juros subir.
 Nota-se então que, apesar dos choques tecnológicos serem a principal
fonte das flutuações, a variação dos gastos do governo também fazem o
produto flutuar; não pela variação da demanda, como nos modelos
keynesianos, mas pela variação da oferta de mão-de-obra intertemporalmente.

Condições Para a Existência da Substituição Intertemporal
 Os agentes devem ter grande flexibilidade de poder
substituir o trabalho no tempo
(tecnicamente, a
elasticidade intertemporal de substituição do lazer deve ser
grande;
 Os trabalhadores devem considerar as modificações no
salário real como transitórias, para que estejam dispostos
a variar consideravelmente a oferta de trabalho.
 Outro aspecto importante que deve ser destacado é o fato
da produção ser maior que a tendência usual em vários
períodos após o choque. Tal fato é explicado pelo
aumento da PmgK após um choque tecnológico positivo,
que aumenta os investimentos e o estoque de capital,
provocando um aumento persistente da produção acima
da tendência anterior.
Explicando as Recessões
• Pelo que vimos até agora, as recessões devem ser
explicadas pelo retrocesso tecnológico, o que é
uma explicação controvertida. Os defensores do
modelo argumentam que há muitos acontecimentos
que, embora não possam ser considerados
tecnológicos no sentido literal da palavra afetam a
economia de uma forma muito semelhante aos
choques tecnológicos. Desta forma, condições
climáticas adversas, aprovação de uma legislação
ambiental muito restritiva ou aumento no preço de
um insumo básico como o petróleo, são fatores
que reduzem a
capacidade da economia de
transformar capital e trabalho em bens e serviços.
Neutralidade da Moeda
 Pelo próprio nome, teoria dos ciclos reais, nota-se que
o ciclo econômico não pode ser causado pelas
flutuações da oferta monetária, ou seja, a moeda é
considerada neutra.
 Os críticos argumentam que a evidência empírica não
sustenta tal hipótese, a medida em que variações na
oferta monetária e na taxa de inflação estão, quase
sempre associadas as flutuações no produto.
Entretanto, os defensores da teoria do ciclo real
argumentam
que
existe
uma
confusão
de
causalidade, a medida em que as flutuações no
produto real é que causam variações na oferta
monetária. Por exemplo, dado um choque tecnológico
positivo, que aumente o produto real e a demanda por
moeda, o Banco Central, via de regra aumenta a
oferta monetária para fazer frente a maior demanda.
23) Analista – Bacen - 2006
• A teoria dos ciclos econômicos reais pretende que flutuações
econômicas de curto prazo devam ser explicadas assumindo que
os preços da economia sejam totalmente flexíveis, ao contrário da
teoria keynesiana, que os considera rígidos no curto prazo.
Analise as seguintes afirmativas sobre essa teoria.
I. A quantidade ofertada de mão-de-obra depende positivamente
dos incentivos econômicos oferecidos ao trabalhador.
II. Se os salários dos trabalhadores estiverem altos e/ou a taxa de
juros for elevada, os trabalhadores preferirão trabalhar menos e
a economia entrará em recessão.
III. A aprovação de uma legislação ambiental muito restritiva ou o
aumento do preço internacional do petróleo não são fatores que
podem induzir a economia à recessão.
IV. A oferta de moeda é endógena e a expansão dela em função do
crescimento da atividade econômica pode dar a ilusão de que a
moeda não é neutra, embora ela o seja de fato.
• É correto o que consta apenas em
a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) I, II e III.
Observações sobre A Oferta Agregada e a
Curva de Phillips
Curva de Phillips
πt = π t + ( μ + z ) - α ut
e
• Segundo esta equação:
▫ Um aumento da inflação esperada leva ao aumento da
inflação efetiva.
▫ Dada a inflação esperada, um aumento no mark-up (m), ou
um aumento nos fatores que afetam a determinação do
salário (Z), leva a um aumento na inflação.
▫ Dada a inflação esperada, um aumento na taxa de
desemprego, leva a uma queda na inflação.
• Sendo a inflação esperada = 0, então:
π t = ( μ + z ) - α ut
 Esta é a relação inversa entre desemprego e inflação que Phillips
constatou para o Reino Unido e Solow Samuelson para os
Estados Unidos (ou a curva de Phillips original).
 Segundo a versão original da curva de Phillips haveria um tradeoff permanente entre inflação e desemprego
Formação de Expectativas:
Expectativas Adaptativas Estáticas
• Suponha que as expectativas sobre a inflação sejam
formadas de acordo com
π et = θπt- 1


O parâmetro q captura o efeito da taxa de inflação do ano passado, pt-1, sobre a
taxa de inflação prevista para este ano, pet-1.
Suponha ainda que q seja igual a um. Logo, a curva de Phillips passa a ser
dada por (curva de Phillips aumentada pelas expectativas, também chamada de
curva de Phillips aceleracionista, ou curva de Phillips Friedman-Phelps):
πt - πt- 1 = ( μ + z ) - αut

Note que a redução no desemprego “acelera” a taxa de inflação. Dito de outro
modo, se a taxa de desemprego estiver abaixo da “taxa natural” , a inflação será
crescente. Logo, não existe trade-off permanente entre inflação e desemprego.
• A taxa natural de desemprego é a taxa de
desemprego não aceleradora da inflação. Portanto,
n
se πt - πt- 1 = ( μ + z ) - αut ® u Þ π t - π t- 1 = 0 . Logo:
0  ( m  z)  aun
então,
m z
un 
a
• Sendo assim, a un  ( m  z ) . Substituindo na curva
de Phillips, obtemos:
πt - πt- 1 = - α( ut - un ) Þ πt = π - α( ut - un )
e
t
Um Exemplo Numérico da Curva de Phillips
 Suponha que a curva de Phillips seja dada por : p t  p te  0,18  3ut

com p te  qpt 1 e, em t-1, u  u e p  0
a) Qual a taxa natural de desemprego ?
Resposta: como a taxa natural de desemprego é a taxa de desemprego nãoaceleradora da inflação, devemos ter, p t  p t 1  0.
Logo, 0  0,18  3un  3un  0,18  un  0,06  6%
b) Suponha que o governo deseje reduzir a taxa de desemprego para 5% e
mantê-la nesse patamar. Quais seriam as taxas de inflação nos próximos 3
períodos ? (trabalhe com q  1)
p te  p t 1  0
p t  p te  0,18  3ut
t
p t  0  0,18 30,05
p t  0,03  3%
p t 1  p te1  0,18  3ut 1
t+1
p t 1  0,03  0,18  30,05
p t 1  0,06  6%
Logo,
p t 2  0.09  9%
cphLP
Curva de Phillips de longo
prazo: associada a taxa
natural de desemprego.
p t 2  9%
p t 1  6%
p t  3%
p t 1  0
5%
6%
cph1 p  0
e
t



cph3 p te1  6%

cph2 p te1  3%
• A política monetária afeta o produto somente no curto prazo.
• Ao manter a taxa de desemprego abaixo da taxa natural o
Bacen estaria elevando a taxa de inflação permanentemente.
• Reduzir a inflação exige um aumento do desemprego no curto
prazo.
Expectativas, Credibilidade e a Crítica de Lucas
 Expectativas e Credibilidade: A Crítica de Lucas



Tomar a equação pt  pt  a u t  u
, que com expectativas
n
adaptativas estáticas equivale a pt  pt 1  a u t  u
como
dada, seria equivalente a supor que os fixadores de preços e
salários continuariam a esperar que a inflação futura fosse
mesma do passado e que não se alteraria em resposta a uma
mudança na política econômica.
e
n



Robert Lucas: Por que os fixadores de preços e salários não
deveriam levar em consideração as mudanças na política
econômica ?

Sendo crível a promessa do Bacen de desinflacionar isso
deveria reduzir a expectativa de inflação, reduzindo a inflação
sem a necessidade de um desemprego muito elevado ou
prolongado.
 A Lógica do Argumento:

Se pt  p  a u t
devemos ter u  u n .



e
t


u
n
ep
e
tt
 pt 1
, para reduzir a inflação,
n
p

p

a
u

u
t 
Suponha agora que t
M
, onde p M é a meta
de inflação anunciada pelo Bacen, o que equivale a dizer
que pet  pM .
Desta forma, o anúncio de uma meta de inflação menor por
parte do Bacen reduziria a expectativa de inflação e a própria
inflação, desde que o anúncio seja crível, sem que a taxa de
desemprego se desviasse do seu nível natural.
 Mais Credibilidade X Menos Credibilidade


pet  lp M  1  lpt 1


Suponha que

Se
l  1  p te  p M 
credibilidade completa

Se
l  0  pet  pt 1 
ausência de credibilidade
Devemos notar que no caso de credibilidade completa, a
curva de Phillips passa a ser vertical. Nesse caso, a política
monetária não afeta o produto e a taxa de desemprego nem
mesmo no curto prazo.
• A Curva de Oferta Agregada
• Como
πt = π - α( ut - un )
e
t
, podemos utilizar
a relação entre entre a inflação e o nível de preços assim
como a Lei de Okun para encontrarmos a seguinte
relação:
Pt = Pt e + β(yt - y * ) Þ yt = y * + γ (Pt - Pt e ) OA
24) Bacen – 2002 – Analista – 47
• Considere:
▫ curva de oferta agregada de longo prazo vertical ao
nível do produto de pleno emprego;
▫ curva de demanda agregada definida pela teoria
quantitativa da moeda;
▫ curva de oferta agregada de curto prazo dada pela
equação;
▫ Y = Yp + α(P – Pe),
• Onde:
• Y = produto,
Yp = produto de pleno emprego,
P = nível geral de preços, Pe = nível geral de preços
esperado, e α > 0;
• situação inicial de equilíbrio de longo prazo.
• Considerando
um
aumento
nos
preços
internacionais do petróleo, é correto afirmar que:
• a) no curto prazo haverá inflação sem alteração no nível do
emprego. No longo prazo, ocorrerá uma redução no nível do
emprego: o nível de produto de pleno emprego será menor
quando comparado com a situação anterior ao aumento nos
preços internacionais do petróleo.
• b) no curto prazo, só ocorrerá inflação. O produto permanecerá no
pleno emprego uma vez que a produção será estimulada pelo
aumento do nível de preços esperados decorrente da elevação nos
custos das empresas.
• c) no curto prazo, ocorrerá inflação combinada com desemprego.
No longo prazo, a economia voltará para o pleno emprego. O
Banco Central, entretanto, poderá reduzir os efeitos do
desemprego no curto prazo implementando uma política
monetária expansionista. O aspecto negativo desta opção será
mais inflação.
• d) não ocorrerá inflação uma vez que a elevação dos custos será
compensada pela elevação da inflação esperada.
• e) se as expectativas forem racionais, o produto permanecerá no
pleno emprego e não ocorrerá inflação, no curto prazo, uma vez
que o aumento no custo de produção será compensado pela queda
nos salários reais.
25) Bacen – 2002 – Analista – 50
• Não é característica do sistema de metas de inflação no Brasil:
• a) o Banco Central é o responsável pela execução das políticas
necessárias para o cumprimento das metas.
• b) o estabelecimento de média geométrica entre três índices
de preços de ampla divulgação, no caso de forte
desvalorização cambial ou demais choques de oferta, desde
que aprovado pelo Comitê de Política Monetária.
• c) os intervalos de confiança serão fixados pelo Conselho
Monetário Nacional, mediante proposta do Ministro de
Estado da Fazenda.
• d) caso a meta não seja cumprida, o Presidente do Banco
Central
divulgará
publicamente
as
razões
do
descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro de
Estado da Fazenda.
• e) a meta de inflação é estabelecida como diretriz para a
fixação do regime de política monetária.
26) Bacen 2010 – Analista – Geral - 39
• O gráfico abaixo mostra Curvas de Phillips para uma
determinada economia.
•
•
•
•
Analisando o gráfico, conclui-se que a
(A) taxa natural de inflação é igual a p*.
(B) taxa natural de desemprego é igual a u*.
(C) curva A1 reflete expectativas de inflação mais
elevadas que A2.
• (D) curva B é de curto prazo, inelástica.
• (E) demanda agregada da economia é
representada por B.
27) Bacen 2010 – Analista – Específica - 20
• Com as constantes inovações financeiras, tem-se
tornado mais difícil a administração da política
monetária por causa do surgimento de ativos
financeiros com elevada liquidez (quase moeda).
Isso tem conduzido os responsáveis por política
monetária, nos mais variados países, a
concentrar a administração monetária, na taxa
básica de juros. O regime de metas para a
inflação tem essa característica. Assim, é por
meio da taxa básica de juros que a estabilidade
de preços é administrada pelo Banco Central.
Sobre o regime de metas para a inflação, analise
as afirmações a seguir.
• I - O sucesso dessa forma de promover a estabilidade de
preços depende da credibilidade do Banco Central junto
aos agentes econômicos, sendo que metas muito
ambiciosas e pouco prováveis de serem atingidas podem
representar fracasso da política, com consequências
danosas à estabilidade de preços.
• II - Definida a meta para a inflação, para um período de
tempo não muito longo ou excessivamente curto, o
Banco Central só precisa acompanhar a taxa básica de
juros, uma vez que ela regula a liquidez do sistema, o que
torna a política monetária transparente, pois a taxa
básica de juros é amplamente divulgada.
• III - Um aspecto negativo do regime de metas para a
inflação é que os agentes econômicos antecipam a
direção da política e, portanto, não havendo o elemento
surpresa, ela não atingirá seus objetivos.
•
•
•
•
•
•
Está correto APENAS o que se afirma em
(A) I.
(B) II.
(C) I e II.
(D) I e III.
(E) II e III.
28) Bacen 2010 – Analista – Específica - 21
• Os economistas utilizam, com muita frequência, construções
teóricas com o objetivo de analisar situações reais e dinâmicas,
com simplicidade. Longo prazo x curto prazo, produto potencial e
taxa natural de desemprego são alguns exemplos.
• Nesse contexto, analise as proposições abaixo.
• I - O produto potencial corresponde ao potencial de produto de
uma economia, dadas suas instituições sociais, a disponibilidade de
recursos produtivos e a tecnologia; por isso, produto potencial
corresponde ao conceito de curva de possibilidades de produção.
• II - Além dos mercados de bens e serviços, de recursos produtivos,
de ativos financeiros e de moeda estrangeira (câmbio) usados na
caracterização do modelo de demanda e oferta agregadas, os
economistas utilizam o conceito de produto potencial para
caracterizar a oferta agregada de longo prazo.
• III - A Curva de Phillips, originariamente percebida como uma
regularidade estatística, pode ser interpretada como a oferta
agregada de curto prazo, enquanto que sua versão de longo prazo à
la Friedman-Phelps pode ser interpretada como oferta agregada de
longo prazo.
•
•
•
•
•
•
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões)
(A) I, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
29) Bacen 2010 – Analista – Específica - 29
• A incorporação das expectativas dos agentes
econômicos na avaliação de prováveis impactos da
política de estabilização ou anticíclica é indispensável.
Como não se dispõe de informações sobre as
expectativas dos agentes econômicos, os economistas
desenvolveram modelos de formação de expectativa
que pudessem ser usados para antecipar as reações
dos agentes econômicos e, desse modo, inferir sobre os
impactos das políticas. Considerando uma situação
inicial, na qual haja estabilidade de preços e o nível
corrente do produto seja o de pleno emprego (produto
potencial), suponha que seja introduzida uma política
econômica expansionista. Associe os dois modelos de
formação de expectativas com os resultados para a
economia, antecipados no curto e no longo prazos, em
decorrência da nova política macroeconômica,
apresentados abaixo.
• Modelo de Expectativas
I - Adaptativas
II – Racionais
• Impactos da política macroeconômica sobre a economia
• No curto prazo:
P - Preços ficam mais elevados e há aumento de produto.
Q - Preços ficam mais elevados e não há mudança no produto.
• No longo prazo:
R - Preços ficam mais elevados e não há mudança no produto.
S - Não há mudança nos preços e no produto.
T - Não há mudança nos preços e o produto aumenta.
•
•
•
•
•
•
As associações corretas são:
(A) I - P e R; II - Q e R
(B) I - P e T; II - Q e S
(C) I - P e S; II - P e S
(D) I - Q e S; II - P e T
(E) I - Q e R; II - P e R
30) Bacen 2010 – Analista – Específica - 27
• A existência de ciclos econômicos tem
estimulado o desenvolvimento das mais variadas
teorias que procuram explicar suas causas de
modo a sugerir o que pode ser feito pelos
responsáveis pelas políticas macroeconômicas.
Nessa perspectiva, relacione as explicações às
referências de autores, grupo de autores ou
teoria a seguir.
• I - Os ciclos econômicos são identificados pelos movimentos
auto-correlacionados das discrepâncias do produto real
quanto à sua tendência, as quais não podem ser explicadas
pela disponibilidade de fatores e pela tecnologia.
• II - À medida que a economia se aproxima do pleno
emprego, a taxa de crescimento do produto se reduz e, pelo
efeito acelerador, os investimentos caem, o que realimenta a
redução na taxa de crescimento do produto pelo
multiplicador keynesiano.
• III - O princípio do acelerador não considera a existência de
excesso de capacidade durante os ciclos, excesso que pode
permitir aumento de produto sem que ocorra investimento;
dessa forma, os investimentos devem depender das taxas de
lucro e não do crescimento do produto como sugere o
princípio do acelerador.
• IV - A maioria das flutuações econômicas é causada, não
pelas variações de demanda agregada decorrentes de
mudanças de expectativas ou otimismo empresarial, mas
sim pelas reações dos agentes econômicos a choques de
oferta.
• Autores ou teorias
P - Kalecki
Q - Keynesianos
R - Teoria dos ciclos reais
S - Novos clássicos
T - Teoria monetarista dos ciclos
• As associações corretas são:
(A) I – R ; II – S ; III – P e IV – Q.
(B) I – R ; II – S ; III – T e IV – P.
(C) I – S ; II – P ; III – R e IV – T.
(D) I – S ; II – Q ; III – P e IV – R.
(E) I – T ; II – Q ; III – S e IV – R.
31) Bacen – 2006 – Analista - 45
•
•
•
•
•
•
•
•
A função de produção de uma economia é: y  k
Onde:
y = produto por trabalhador
k = estoque de capital por trabalhador
Sabe-se também que:
s = taxa de poupança = 20%
n = taxa anual de crescimento populacional = 1%
d = taxa de depreciação anual = 4%
1
2
a) no estado estacionário (steady state) dessa economia o nível de
renda de equilíbrio por trabalhador (y*) é igual a 16
b) estoque de capital por trabalhador (k*) é igual a 4
c) valor da depreciação anual dos equipamentos é maior que o
valor do investimento por trabalhador
d) nível de renda de equilíbrio por trabalhador (y*) é igual a 5
e) o produto total e o capital total crescem à mesma taxa que a
população, ou seja, 1%
32) Bacen – 2002 – Analista – 49
• Considere o modelo de crescimento de Solow sem crescimento
populacional e progresso tecnológico.
• Suponha as seguintes informações:
0, 5
• y.  k
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
d = 0,05
Onde:
y = produto por trabalhador;
k = estoque de capital por trabalhador;
d = taxa de depreciação.
Com base nestas informações, os níveis de produto por trabalhador;
estoque de capital por trabalhador; taxa de poupança; investimento por
trabalhador; e consumo por trabalhador, no estado estacionário e
supondo a “regra de ouro” são, respectivamente:
a) 10; 100; 0,25; 3; 7
b) 10; 100; 0,25; 4; 6
c) 5; 25; 0,5; 3; 2
d) 5; 25; 0,5; 2,5; 2,5
e) 10; 100; 0,5; 5; 5
33) Bacen 2010 – Analista – Específica - 28
• A teoria do crescimento endógeno, associada aos trabalhos de Paul Romer
e Robert Lucas, diferente de outras construções com base no Modelo de
Crescimento de Solow, considera que
• (A) capital humano, externalidades positivas entre firmas e investimentos
em pesquisa e desenvolvimento são os fatores determinantes do
crescimento econômico e explicam a não verificação da hipótese de
convergência das diferentes taxas de crescimento.
• (B) as instituições sociais são um fator determinante para o crescimento
econômico e explicam a não verificação da hipótese de convergência das
diferentes taxas de crescimento.
• (C) a taxa de crescimento do capital físico resultante dos investimentos
financiados pela poupança é o fator determinante do crescimento
econômico.
• (D) a disponibilidade de recursos naturais limita o processo de
crescimento que, para ser promovido, depende da abertura da economia
para o comércio e para as transações financeiras internacionais.
• (E) o desenvolvimento de tecnologia própria e adequada às condições
internas é o fator preponderante na promoção do crescimento econômico.

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