Slide 1 - Turma de Psicopedagogia 2010

Report
A ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO
 Escola
(com um olhar clínico)
 Consultório
 Psicoprofilaticamente,
 Sistematicamente.
2
...
 Razões
que determinam o sucesso ou o fracasso
escolar de uma criança, como: fatores fisiológicos,
fatores psicológicos, mais precisamente de
mobilização, condições pedagógicas e
principalmente o meio sócio-cultural
3
Clínica

Diagnostica, orienta, atende em tratamento e investiga
os problemas emergentes nos processos de
aprendizagem.

Realiza o diagnóstico-psicopedagógico, com especial
ênfase nas possibilidades e perturbações da
aprendizagem; esclarecimento e orientação daqueles que
o consultam; a orientação de pais e professores, a
orientação vocacional operativa em todos os níveis
educativos.

Recurso principal: realização de entrevistas operativas
dedicadas a expressão e a progressiva resolução da
problemática individual e/ou grupal daqueles que a
consultam.
4
Institucional
 dinâmica
grupal
 equipes multidisciplinares
 Criança, adolescente, o adulto e profissional na
integração e reintegração grupal.
5
Teoria do Vínculo de Pichon-Rivière
A
investigação deveria se dar em três dimensões:
individual, grupal, institucional ou social, que nos
permitiria três tipos de análise:
 Psicossocial - que parte do indivíduo para fora;
 Sociodinâmica - que analisa o grupo como estrutura;
 Institucional - que toma todo um grupo, toda uma
instituição ou todo um país como objeto de
investigação.
6
Psicoprofilático
 Uma
doença tem um ou mais agentes
causadores. Estes necessitam de alguma
maneira interagir com o organismo para gerar
a doença. Toda e qualquer medida que procure
impedir esta interação pode ser chamada de
medida profilática.
7
Sistematicamente
 Intervém
na investigação e planejamento das
aprendizagens, segundo níveis evolutivos ou as
características psicológicas de quem aprende.
Escolha e assessoramento de metodologias
que ajustem a ação educativa nas bases
psicológicas da aprendizagem.
8
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO





"Fazer ou não uso de instrumentos de
avaliação?"
"Qual a necessidade e validade real dos
mesmos?"
"Em que medida podemos nos basear em
resultados de um instrumento de avaliação?"
"Quais considerações que devemos relevar
acerca destas testagens?"
"Como fazermos a leitura deste material?"
9
O Código de Ética e os Testes

(Capítulo I - Dos Princípios - Artigo 1º) podemos
utilizar procedimentos próprios da Psicopedagogia.
Neste sentido, realizando o diagnóstico
psicopedagógico, esse está utilizando procedimentos
próprios de sua área de atuação. No artigo 2º,
enfatiza-se o caráter interdisciplinar da Psicopedagogia,
destaca o uso de recursos das várias áreas do
conhecimento humano para a compreensão do ato de
aprender, também, menciona o uso de métodos e
técnicas próprias.
10
RUBINSTEIN (1996) destaca que o
psicopedagogo:

pode usar como recursos a entrevista com a
família; investigar o motivo da consulta;
procurar a história de vida da criança
realizando Anamnese; entrevistar o cliente;
fazer contato com a escola e outros
profissionais que atendam a criança; manter
os pais informados do estado da criança e da
intervenção que está sendo realizada;
realizar encaminhamento para outros
profissionais, quando necessário.
11
Os recursos apontados por RUBINSTEIN (1996)

Constituem-se em instrumentos para a realização do
diagnóstico e intervenção psicopedagógica. Porém,
BOSSA (1994), destaca outros recursos para o
diagnóstico psicopedagógico, referindo-se a Provas de
Inteligência (Wisc); Testes Projetivos; Avaliação
perceptomotora (Teste Bender);Teste de Apercepção
Infantil (CAT.);Teste de Apercepção Temática(TAT.);
também, refere-se a Provas de nível de pensamento
(Piaget); Avaliação do nível pedagógico ( nível de
escolaridade); Desenho da família; Desenho da figura
Humana; H.T.P - Casa, Arvore e Pessoa (House,Tree,
Person);Testes psicomotores: Lateralidade; Estrutura e
rítmicas ...
Obs.: Informações detalhadas na página 04 da apostila
12
Quanto ao uso de testes, segundo BOSSA
(1994)

não apresenta restrições quanto ao uso dos
instrumentos a que ela se refere para o
diagnóstico psicopedagógico. Mas, orienta que
alguns são testes exclusivo de psicólogos, como:
as Provas de Inteligência (Wisc), Testes
Projetivos, Avaliação perceptomotora (Teste
Bender),Teste de Apercepção Infantil (CAT.),
Teste de Apercepção Temática(TAT.). Porém, a
autora chama atenção para as recomendações
dos autores dos testes, como no CAT Infantil, no
manual, afirma-se que o mesmo poderá ser
aproveitado por psiquiatras, psicanalistas,
psicólogos, assistentes sociais e professores.
13
Bossa, ainda orienta:

Para evitar conflitos, o psicopedagogo pode
ser criativo e desenvolver atividades que
possibilitem observar os aspectos da
inteligência e da projeção e, se o profissional
achar que os testes psicológicos são
importantíssimos para concluir um diagnóstico,
pode encaminhar o cliente para uma avaliação
psicológica, efetivando um trabalho
multidisciplinar.
14
FERNÁNDEZ (1991) e PAÍN (1985)
sugere:
o uso de jogos considerando que o sujeito
através deles pode manifestar, sem mecanismos
de defesa, os desejos contidos em seu
inconsciente.
 desenhos e brincadeiras para manifestar o que
sente.

15
O QUE É DIAGNÓSTICO?
 Segundo
Cunha (1986), a palavra é oriunda do
francês diagnostic, que vem do grego
diagnostikós e significa "capaz de ser
discernível". Ela procede de diagnosis discernimento, exame...
16
Vieira (2001) cita três razões para o uso do
diagnóstico:
 1)
- para existir comunicação, trocas e
transmissão de informações;
 2) - para que seja possível obter uma opinião
coerente que atribua um relativo poder ao que
se analisa;
 3) - o diagnóstico possibilita adquirir
orientações importantes para se ter uma ideia
de como agir e administrar a terapia.
17
...
 Sua
prática, no entanto, não é tão simples quanto sua
definição.
A
grande polêmica é saber como respeitar o universo
do indivíduo;
 Saber
classificá-lo noutro universo de diagnósticos
previamente estabelecidos;
 Vieira
afirma que "por mais que se busque preservar
a singularidade, a atribuição de um diagnóstico é
necessariamente a atribuição de um juízo de valor
que incorpora o sujeito a uma classe" (2001, p. 171).
18
Subjetividade do Sujeito
 Seria
isso justo? Correto? Ético? (...) Vieira chega
à seguinte conclusão: "percebemos então que no
diagnóstico há sempre um aspecto de
objetivação do sujeito que consolida o peso do
eu em detrimento da flutuação subjetiva" (idem).
 Para
a construção do diagnóstico, deve-se levar
em conta a perspectiva subjetiva do indivíduo.
19
Reflexões sobre o diagnóstico psicopedagógico
 Diagnóstico
= análise
O
que estamos diagnosticando?
O
que estamos analisando? (que recorte?)
 pensar
em problema de aprendizagem, vem o
questionamento: o que está compondo esse
problema?
de que ordem é esse problema? da família? da escola? da
criança? da sociedade? de todos estes fatores associados?
20
O QUE É ANAMNESE?
“trazer de novo” e “mnesis” quer dizer
“memória”
 histórico de vida do cliente/paciente
 invasiva, pois “revira” a pessoa do avesso e
mexe muito com as emoções e sentimentos
deve ser realizada com muito zelo e perícia...
 possibilita dimensionar passado, presente e
futuro do cliente.

21
...

Às vezes de forma explícita, preenchendo o
questionário; ou de forma velada, quando se capta um
ato falho significante sobre uma determinada
experiência.

A magnitude e a intensidade aplicada, algumas pessoas
se desestabilizem emocionalmente e até falta às
próximas sessões, ou abandona de vez.

EFES – ENTREVISTA FAMILIAR EXPLORATÓRIA
SITUACIONAL essa sessão deverá ser realizada com
os responsáveis (pai, mãe, etc.), devendo ser observado
durante a entrevista a preocupação dele(s) com a
queixa inicial da criança.
22
QUEIXA PSICOPEDAGÓGICA

No Aurélio a compreensão sobre esse
termo corresponde: “1. Ato ou efeito de
queixar-se. 2. Motivo de desprazer, de
ressentimento, de mágoas, de ofensas, de
dor.... 7. Reclamação, protesto. 8. Sintoma
relatado pelo doente.

a queixa é o primeiro passo para o
diagnóstico psicopedagógico
23
Escuta

A escuta de uma queixa requer uma postura
responsável, porém descontraída – semblante -, sem
demonstrar surpresa, temor, repulsa ou qualquer
outra emoção relacionada à história que está sendo
contada.

Ao analisar a queixa, segue-se com a formulação de
hipóteses denominadas essenciais. Assim o Pp faz
algumas suposições da causa do problema para poder
traçar um plano investigativo o mais apurado possível
que possibilite anunciar com segurança o diagnóstico
clínico.
24
REFLEXÕES SOBRE O DIAGNÓSTICO
PSICOPEDAGÓGICO
Pensar em problema de aprendizagem:
 de que ordem é esse problema? da família? da
escola? da criança? da sociedade? de todos estes
fatores associados?
 “Por
que este indivíduo não aprende?” ou “Por que
este indivíduo não está conseguindo utilizar em
plenitude as suas potencialidades?” “O que está
impedindo de se desenvolver?”.
25
...

Não são respostas simples..., temos que ver
aquilo que não está visível; temos que ver o que
está no não dito, tanto no jeito de dizer
diferente quanto naquilo que silencia.

é um olhar transdisciplinar
26
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO: O DESAFIO DE
MONTAR UM QUEBRA-CABEÇA

Fernández (1990) afirma que o diagnóstico, para
o terapeuta, deve ter a mesma função que a
rede para um equilibrista. É ele, portanto, a base
que dará suporte ao psicopedagogo para que
este faça o encaminhamento necessário.

observar a dinâmica de interação entre o
cognitivo e o afetivo de onde resulta o
funcionamento do sujeito (BOSSA, 1995, p. 80)

27
...

Na linha da Epistemologia Convergente,Visca
nos informa que o diagnóstico começa com a
consulta inicial (dos pais ou do próprio
paciente) e encerra com a devolução (1987,
p. 69).
28
Entrevista contratual com a mãe e/ou o
pai e/ou responsável

Identificação da criança: nome, filiação, data de
nascimento, endereço, nome da pessoa que cuida
da criança, escola que frequenta, série, turma,
horário, nome da professora, irmãos, escolaridades
dos irmãos, idade dos irmãos
29
...
Motivo da consulta;
 Procura do Psicopedagogo: indicação;
 Atendimento anterior;
 Expectativa da família e da criança;
 Esclarecimento sobre o trabalho
psicopedagógico.
 Definição de local, data e horário para a
realização das sessões e honorários.

30
Sequência Diagnóstica (WEISS, 1994)
1º - Entrevista Familiar Exploratória
Situacional (E.F.E.S.)
 2º - Anamnese
 3º - Sessões lúdicas centradas na
aprendizagem (para crianças)
 4º - Complementação com provas e testes
(quando for necessário)
 5º - Síntese Diagnóstica – Prognóstico
 6º - Devolução - Encaminhamento

31
EOCA

Visca, a EOCA é um instrumento simples, porém
rico em seus resultados. Consiste em solicitar ao
sujeito que mostre ao entrevistador o que ele sabe
fazer, o que lhe ensinaram a fazer e o que aprendeu
a fazer, utilizando-se de materiais dispostos sobre a
mesa...

folhas de ofício tamanho A4, borracha, caneta,
tesoura, régua, livros ou revistas, barbantes, cola,
lápis, massa de modelar, lápis de cor, quebra-cabeça,
apontador, papéis coloridos, papel pautado,
emborrachado, giz de cera, cola colorida, durex
colorido, hidrocor, livros, dominó, pega varetas,
xadrez, dama, e outros.
32
Atitudes do paciente/cliente:

Alguns imediatamente, pegam o material e
começam a desenhar ou escrever etc. Outros
começam a falar, outros pedem que lhe digam
o que fazer, e outros simplesmente ficam
paralisados:
modelo de alternativa múltipla (Visca), “você
pode desenhar, escrever, fazer alguma coisa de
matemática ou qualquer coisa que lhe venha à
cabeça...” (1987, p. 73).
Sara Paín, “A hora do jogo”, a relação do
sujeito com o objeto):
33
Outras Atitudes
Evitação fóbica - ansiedade intensa
 Desligamento da realidade
 Indiferença sem ansiedade
 Dobra-se às vezes sobre seu próprio
corpo
 Irritação
 Abandono do ambiente

34
Visca - o que nos interessa observar na
EOCA

seus conhecimentos, atitudes, destrezas, mecanismos
de defesa, ansiedades, áreas de expressão da conduta,
níveis de operatividade, mobilidade horizontal e
vertical, etc (1987, p. 73).
35
três aspectos que fornecerão um sistema de
hipóteses
A temática – é tudo aquilo que o sujeito diz,
tendo sempre um aspecto manifesto e outro
latente;
 A dinâmica – é tudo aquilo que o sujeito faz,
ou seja, gestos, tons de voz, postura corporal,
etc). A forma de pegar os materiais, de sentarse são tão ou mais reveladores do que os
comentários e o produto.
 O produto – é tudo aquilo que o sujeito deixa
no papel.

36
Desenvolvimento cognitivo, Segundo Weiss:
O nível de estrutura cognoscitiva com que
opera
 registros detalhados dos procedimentos da
criança, observando e anotando suas falas,
atitude, soluções que dá às questões, seus
argumentos e juízos, como arruma o material.
Isto será fundamental para a interpretação das
condutas.
37
Três níveis:
Nível 1: Não há conservação, o sujeito não
atinge o nível operatório nesse domínio.
 Nível 2 ou intermediário: As respostas
apresentam oscilações, instabilidade ou não são
completas. Em um momento conservam, em
outro não.
 Nível 3: As respostas demonstram aquisição da
noção sem vacilação.

38
ATIVIDADES CLÍNICA
Entrevista Familiar Exploratória Situacional, que tem
como objetivo a compreensão da queixa nas dimensões
familiar e escolar,
 Entrevista de Anamnese.
 EOCA – Entrevista Operativa Centrada na
Aprendizagem;
 a percepção das relações familiares além do
engajamento dos pais e da criança no processo de
diagnóstico;
 Sessões lúdicas centrada na aprendizagem;
 Observação frente à produção do sujeito;
 Testes e Provas Operatórias;
 Provas projetivas;
 Provas psicomotoras;

39
ORIENTAÇÕES PARA AS SESSÕES DIAGNÓSTICAS
 VER
PÁGINA 23 DA APOSTILA...
Sessão - Data - Atividade - Observação
 VER
PÁGINA 24 DA APOSTILA...
Aspectos a Serem Analisados para Composição
do Diagnóstico




ASPECTOS FÍSICOS E PSICOMOTORES
ASPECTOS COGNITIVOS
ASPECTOS AFETIVOS
ASPECTOS SOCIAIS
40
DADOS GERAIS DO PACIENTE/CLIENTE, FAMÍLA e
DA ESCOLA
Dados pessoais familiares
VER PÁGINAS 25 e 26 DA APOSTILA...
Anamnese geral
VER PÁGINAS 27 à 31 DA APOSTILA...
ENTREVISTA COM O ALUNO
VER PÁGINA 32 DA APOSTILA...
PRIMEIRA VISITA (ao professor)
VER PÁGINA 33 DA APOSTILA...
41
MODELO DE ORGANIZAÇÃO DAS SESSÕES NO
PROCESSO DE AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Processos de avaliação diagnóstica
VER PÁGINAS 34 à 38 DA APOSTILA...
Algumas técnicas aplicadas nas atividades diagnósticas
VER PÁGINA 39 DA APOSTILA...
42
Orientações
VER PÁGINAS 40 à 48 DA APOSTILA...

Orientações e modelo de relatório para o
estágio psicopedagógico clínico

Normas ABNT

Dicionário Resumido
43
Para a próxima aula

Materiais diversos:
lápis, borracha, revistas, emborrachado, lápis
de cor, cartolina, papel crepom, caixas de
vários tamanhos, papel de presente, giz de
cera, tinta guache, cola, fitas coloridas, fita
adesiva, canudos, madeira(quadrados e
círculos)...
Tesoura, estilete
44
Reflexão
“Ninguém nasce sabendo. Tudo é aprendido. O que as
pessoas têm dentro de si, um dia esteve fora.
Nascemos é com um potencial infinito de
aprendizagem”.
(Içami Tiba)
45
Reflexão Final
“Ninguém ignora tudo.
Ninguém sabe tudo.
Todos nós sabemos alguma coisa.
Todos nós ignoramos alguma coisa.
Por isso aprendemos sempre”.
FREIRE, Paulo.
46

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