Missa: parte por parte

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NO DESERTO DA VIDA
1 - No deserto da vida, quando a sede me vem, /
quando clamo bem alto e não vejo ninguém, /
eu me lembro de ti e me sinto feliz, /
pois escuto bem perto tua voz que me diz:
Quem tiver sede venha a mim e beba. /
E do seio de quem crê em mim /
hão de brotar torrentes de água viva /
jorrando sempre sem jamais ter fim. (bis)
Quem tiver sede venha a mim e beba. /
E do seio de quem crê em mim /
hão de brotar torrentes de água viva /
jorrando sempre sem jamais ter fim. (bis)
2 - Muitas vezes a dor não me deixa dizer /
quanta sede de amor trago dentro do ser; /
mas Tu ouves a voz do silêncio também /
e, no amor, me conduzes à fonte do bem.
Quem tiver sede venha a mim e beba. /
E do seio de quem crê em mim /
hão de brotar torrentes de água viva /
jorrando sempre sem jamais ter fim. (bis)
3 - O teu dom sem reservas eu vou receber, /
este pão que conserva tua vida em meu ser. /
Como outrora fizeste pela Samaria, /
a tua presença me traz alegria.
Quem tiver sede venha a mim e beba. /
E do seio de quem crê em mim /
hão de brotar torrentes de água viva /
jorrando sempre sem jamais ter fim. (bis)
4 - Eu quisera viver ao teu lado, Senhor, /
transformando minha vida em fonte de amor/
onde todos que buscam, tentando encontrar /
em meu testemunho, te ouvissem falar.
AMBIENTE:
Seja ele a capela, igreja, algum salão ou casa
particular (comunidade que não tem local
próprio), deve ser limpo, ornamentado com
flores naturais (nunca artificiais), com
simplicidade e bom gosto. O exagero sempre
prejudica; por isso, que os arranjos sejam
discretos. Valorize-se a Mesa da Palavra com
enfeites bonitos. Jamais coloque-se flores ou
outro enfeite qualquer sobre a Mesa da
Celebração (nem mesmo o Missal), porque ela
AMBIENTE:
é sinal do próprio Cristo que reúne seu povo e
oferece o sacrifício de Sua vida pela nossa
salvação. Seja providenciado para as velas um
suporte ou coluna a parte, ao lado da mesa da
celebração, evitando colocá-las em cima da
mesa. Imagens do padroeiro ou outros santos,
nunca sejam colocados sobre a mesa da
celebração, mas em locais apropriados. Não
tem sentido colocar duas ou mais imagens do
mesmo santo (ex: duas imagens de Maria).
SÍMBOLOS:
Quando usar símbolos, sejam eles
visíveis a todos e de acordo com
a celebração do dia. Se algum
cartaz, flâmula ou faixa forem
usados na celebração, sejam
feitos com letras grandes e bem
legíveis. Na medida do possível,
os símbolos sejam verdadeiros e
não de "faz de conta" (ex:
correntes de papel)
VESTES:
Quem exerce alguma função dentro da
celebração precisa estar vestido decentemente;
por isso se fazem necessárias as vestes litúrgicas.
Quando for solicitar ajuda a alguma pessoa para
entrar com algum símbolo, tomar o cuidado de
observar se a mesma está vestida com roupas
decentes. As vestes não servem apenas para
melhorar o visual do proclamador, mas,
principalmente, para destacar a dignidade do
ministério e o valor da Palavra de Deus.
COMPORTAMENTO:
O local da celebração é local da alegria, da
acolhida e também o lugar de silêncio e respeito.
Todos devem se comportar dignamente. Evitar
conversas em alta voz, risadas;.. Isto vale
principalmente para quem está a frente dos
trabalhos daquela celebração. É importante prestar
atenção no modo como sentar. Que as equipes
responsáveis pela celebração providenciem tudo
que for necessário com antecedência para evitar os
"corre-corres" e atropelos de ultima hora.
CANTOS:
Cada momento da Celebração Eucarística tem o seu "espírito"
próprio. O momento da liturgia exige um tipo de expressão
musical, cada canção tem uma função muito especial. Uma boa
escolha de cantos ajuda a assembleia a celebrar e participar
melhor da Missa ou Celebração da Palavra. Os Músicos não
podem apenas "tocar na liturgia“ mas “tocar a liturgia”, pois é
um serviço e uma oração. Os instrumentos terão a função de
unir, incentivar e apoiar o canto litúrgico. Não deverão cobrir
as vozes, dificultando a compreensão da letra da música. Ao
escolher os cantos, especialmente os de abertura e comunhão,
tenha-se por base os textos bíblicos do dia e o fio condutor da
celebração.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
1 - REUNIR TODOS OS RESPONSÁVEIS PELA
CELEBRAÇÃO: EQUIPE DE CELEBRAÇÃO E CANTORES
A celebração litúrgica não pode ser como uma
"colcha de retalhos", onde cada um faz o que quer,
como quer. Ela é uma unidade e todos os
responsáveis pela sua realização precisam estar em
harmonia e dar harmonia ao conjunto da celebração.
Portanto, todos devem preparar juntos a
celebração, com bastante antecedência:
equipe de liturgia, proclamadores,
ministros, dirigentes, cantores etc.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
2 - PEDIR AS LUZES DO ESPÍRITO
SANTO
É o Espírito Santo que conduz todo
o trabalho e nos leva a louvar ao
Pai, por Cristo. Ele nos dá
sabedoria e discernimento. No
início da reunião, a equipe invoque
as luzes do Santo Espírito.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
3 - LOCALIZAR OS TEXTOS BÍBLICOS DA CELEBRAÇÃO E AS
ORAÇÕES PRÓPRIAS (no Missal ou na Liturgia Diária)
São os textos da Palavra de Deus que dão a direção da
celebração do dia. Um bom resumo da liturgia do dia pode
ser encontrado na oração da coleta (antes da liturgia da
Palavra) e nas outras orações. Vale a pena consultá-las.
É bom ficar atento a possíveis mudanças no calendário
litúrgico, como festas de santos, dia do padroeiro ou outras
solenidades, que tem leituras próprias e devem substituir as
leituras comuns do dia. Jamais usem a liturgia diária ou
folheto durante a celebração, mas somente para preparála.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
4. LER ATENTAMENTE OS TEXTOS, ESPECIALMENTE
O EVANGELHO
Que o grupo leia com atenção os textos bíblicos,
várias vezes, retire as ideias principais e faça, na
partilha, um resumo da mensagem do dia. Perceba a
ligação clara e direta do Evangelho com a Primeira
Leitura e desta com o seu respectivo Salmo
Responsorial.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
5. DEFINIR, COM O GRUPO, O FIO CONDUTOR DA
CELEBRAÇÃO
Fio condutor é a ideia central que dará rumo a
celebração. Tudo está baseado nele: pedidos de
perdão, preces, reflexão da Palavra, criatividades,
cantos.. .Ele poderá ou não ser colocado em uma
faixa ou cartaz, a critério do grupo. Todos os
envolvidos na celebração precisam estar em sintonia
com o fio condutor, para que se fale uma
"linguagem" só.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
6. DECIDIR, EM GRUPO, OS DESTAQUES DA CELEBRAÇÃO
Estando o grupo ciente do fio condutor, passa-se a
definição dos momentos fortes da celebração, levando em
conta a realidade da comunidade e o tempo litúrgico. São
pensados, aqui, o momento penitencial, a liturgia da
Palavra, a recordação da vida ou outras criatividades.
Importa lembrar que liturgia bem preparada não é
aquela "cheia de coisas", com um "congestionamento" de
atividades. O grupo tenha bom senso para que um
momento da celebração não ofusque outro.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
7. ELABORAR O ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO
Depois de tudo decidido, é muito importante colocar
tudo por escrito, de modo organizado, elaborando
um roteiro. Uma cópia deve ficar com quem está
organizando a celebração, outra com os cantores e
outra com o padre ou dirigente da celebração.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
8. DIVIDIR AS TAREFAS
Em um trabalho em grupo, cada um deve assumir
suas responsabilidades, para que o trabalho não
pese a ninguém e evite-se a centralização ou
manipulação da liturgia. É necessário que as tarefas
sejam dividas e cada um cuide da sua parte, com
zelo e compromisso, pois um leve descuido
prejudicará toda a celebração. Isso favorece uma
boa organização e evita os “desfiles" da equipe no
momento da celebração.
PASSOS PARA PREPARAR E CELEBRAR
BEM A SANTA LITURGIA
9 - AVALIAR A CELEBRAÇÃO, LOGO EM SEGUIDA A
SUA REALIZAÇÃO
Rever o que foi feito sempre ajuda a corrigir futuras
falhas. É muito proveitoso que a equipe de
celebração e os responsáveis pela liturgia avaliem
tudo pós a celebração, com sinceridade, correção
fraterna e muito respeito.
SANTA MISSA EXPLICADA
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
O que é a Missa?
A Missa, ou Celebração
Eucarística, é um ato solene com
que os católicos celebram o
sacrifício de Jesus Cristo na
cruz realizado sobre o alta,
recordando a Última Ceia.
A nossa refeição sempre reúne em torno da
mesa pessoas que se querem bem - é um
momento de partilha, de confraternização, de
amizade.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
Como se dava o ritual das ceias
cultuais judaicas?
No início o hospedeiro tomava um
pedaço de pão, erguia um palmo acima
da mesa e dizia uma breve oração
antes de dividir o pão com todos. E na
Páscoa, para assegurar as graças
divinas, a ceia incluía o sacrifício de um
cordeiro.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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Mas, dessa vez, no início
Jesus tomou o pão, partiu e,
no lugar da oração
convencional, disse “Tomai,
comei. Isto é o Meu Corpo
que será entregue por vós”.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
Jesus Se colocava no lugar do
cordeiro.
No fim da ceia Jesus tomou o
cálice de vinho e o abençoou
dizendo “Bebei dele todos;
porque isto é o meu sangue,
o sangue da Nova Aliança,
derramado em favor de muitos
para remissão de pecados”.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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Nova Aliança = estabelecia uma nova
relação entre Deus e os homens. Com
ela, não apenas Israel mas todos os
povos seriam chamados a ser filhos de
Deus.
E, para deixar esta mudança marcada
no coração dos homens de uma forma
especial, Jesus terminou dizendo “Fazei
isto em memória de mim”.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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Assim foi instituído o sacramento da
Eucaristia, que é o ritual central da
Missa e a memória da Paixão de Cristo.
O ritual da Missa justamente revive
todos os momentos daquela memorável
refeição com o mesmo sentido de
fraternidade. São quatro partes ou
momentos bem distintos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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PARTES DA MISSA:
A primeira parte da Missa, os Ritos Iniciais,
marca a chegada e a reunião de todos os
convidados em torno da mesa.
Segue-se uma animada conversa entre
amigos que se encontram: é a segunda
parte, a Liturgia da Palavra, o alimento
espiritual, a Palavra de Deus - a Boa Nova
que Jesus sempre pregava.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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A terceira parte é o momento central de
toda ceia - todos vão alimentar-se. É a
Liturgia Eucarística, o coração da Missa.
Ela revive o mistério pascal de Cristo,
isto é, Sua morte e ressurreição.
Com a consagração feita sobre o
altar, a hóstia adquire as propriedades
do corpo de Jesus. E como fizeram os
apóstolos naquela ceia, os fiéis também
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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tomam seu alimento sólido (o pão, agora
em forma de hóstia), e podem tomar o
vinho, seu alimento líquido.
A Eucaristia recorda esse momento de
comunhão. Na Eucaristia os fiéis
ressurgem com Cristo para uma nova
existência.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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Encerrando a Ceia, a bênção e a despedida
dos Ritos Finais têm o mesmo sentido da
bênção dada por Jesus a seus discípulos após
Sua ressurreição: nesse momento Jesus os
enviava para apregoar pelo mundo a
palavra de Deus.
A Missa é apenas isso, ou tudo isso.
Veja agora em detalhes como se desenrola
cada parte dessa cerimônia tão rica em
significados:
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
Os ritos iniciais e a
Liturgia da Palavra
são as partes da missa também
chamada “Missa dos
Catecúmenos” (ou seja, Missa
das pessoas que ainda estão
sendo preparadas para
receber o batismo).
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
Os Ritos Iniciais são uma introdução
para a Missa que vai ser celebrada.
O objetivo é fazer com que os fiéis se
preparem para comungar ideias e
sentimentos.
Aqui se inicia uma dupla comunhão:
uma comunhão com Deus e uma
comunhão com os demais membros da
comunidade.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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RESUMINDO:
A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso
Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o
altar.
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício
realizado há dois mil anos torna-se presente
novamente, de um modo novo, um modo
sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem
derramamento do Sangue, mas verdadeiro e
eficaz.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução

A missa é o mesmo sacrifício, presente de
modo sacramental, porque nela aquele
mesmo sacrifício de Jesus se apresenta
diante de nós através de sinais sensíveis
que realizam a graça sacramental. Estes
sinais, no caso da missa são as espécies
consagradas, o pão e o vinho que, na
consagração, se transformam no Corpo e
Sangue de Jesus pelas palavras que o
sacerdote pronuncia.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
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A Missa é, então, um Sacramento, é a
cerimônia na qual se realiza o Sacramento
da Eucaristia, que é a presença real de
Jesus na hóstia consagrada.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
Introdução
Os fiéis se reúnem em nome da
Santíssima Trindade,
confessam arrependimento pelas
faltas cometidas,
louvam e pedem graças ao Senhor.
A assembleia se prepara para viver
todos os atos da
Missa propriamente dita.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
Primeira Parte
A Introdução a missa é formada por um conjunto
de Ritos ligados entre si. A finalidade destes ritos é
fazer com que os fiéis reunidos formem uma
comunidade e se disponham convenientemente a
ouvir a Palavra de Deus e celebrar dignamente a
Eucaristia.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
Os Ritos Iniciais são elementos interligados que
antecedem a Liturgia da Palavra. Nem todos farão
parte da estrutura de todas as Celebrações. São
eles:
1 - Ambientação/Mantra
2 - Procissão de entrada com Canto;
3 - Saudação Presidencial;
4 - Recordação da Vida;
5 - Ato Penitencial;
6 - Hino de Louvor e 7 - Oração da Coleta
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
1a). AMBIENTAÇÃO: O espaço celebrativo precisa ser bem
preparado. Antes de iniciar a celebração pode-se compor o
espaço celebrativo com alguns símbolos que farão parte da
liturgia daquele dia, usando incenso, velas, fundo musical, luzes
apagadas, etc. Após este momento, normalmente mais dinâmico e
participativo, pode-se dar um pequeno intervalo para a
procissão de entrada.
Durante o canto da ambientação, quase sempre um canto alegre,
alguém poderá, com muito respeito, acender as velas do altar.
Pode-se também entrar com incenso e fazer a incensação do
altar ou com outros símbolos do dia. Neste caso, dispensa-se o
mantra.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
1b. MANTRAS: São pequenos refrões cantados
repetidamente para que toda a assembleia entre em
clima de oração. O uso de mantras dispensa
definitivamente qualquer tipo de comentário.
Quem prepara a celebração poderá sugerir a
equipe de canto um refrão ou poderá deixar por
conta da mesma. O mantra não deve vir
acompanhado de símbolos, para que a assembleia
não seja distraída. Durante o mantra a assembleia
permanece sentada.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
2. PROCISSÃO DE ENTRADA: Caminhar em
procissão lembra a caminhada do Povo de Deus a
terra prometida e também relembra a entrada
triunfal de Jesus em Jerusalém. Devemos ficar em
pé para simbolizar nossa caminhada de povo de
Deus e a nossa disposição em celebrar o Mistério
Pascal de Cristo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
Sempre entra primeiro a cruz. Quando houver entrada do Círio,
ele vai atrás da cruz. Quando for usar incenso, este entra a
frente da procissão. Logo após, posicionem-se os Ministros da
Palavra, Ministros da Comunhão Eucarística, coroinhas e, por
último, o Presidente da Celebração. Os Ministros da Palavra
também podem entrar com velas e a Bíblia ou Lecionário neste
momento, se a equipe achar conveniente. Quem entra com a
Palavra não precisa mostrá-la ao povo e nem fazer vênia (se
dobrar em respeito ao sagrado = altar, Palavra de Deus); isso
também vale para a celebração da Palavra (cultos). Cada um
que se aproxima do altar deverá fazer vênia somente quando
não estiver levando algum símbolo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
CANTO DE ENTRADA: É a manifestação de alegria
do povo reunido por Deus. Tem a função de
congregar a assembleia, introduzir o povo no
espírito do tempo litúrgico e acompanhar a
procissão de entrada. Toda a assembleia, unida,
a uma só voz, canta a alegria da festa do
mistério celebrado. Todo o povo deve deixar-se
envolver nesta canção, pois o canto inicial
marcará toda a celebração.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
O canto deve ser escolhido de acordo com a
1ª Leitura e o Evangelho. Que seja canto
fácil para facilitar a participação do povo e
a maior união e expresse a alegria do povo
se encontrar na celebração. Deve ser cantado
somente durante a procissão ou, se houver
incensação, até que o presidente a termine e
chegue a cadeira presidencial.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
3 - SAUDAÇÃO PRESIDENCIAL: O Presidente da
Celebração, mesmo sendo na Celebração da
Palavra (somente ele), beija o altar em sinal de
veneração, pois o altar é o próprio Cristo. Beijando
o altar, ele expressa sua relação íntima com o
Senhor, pois é em nome d'Ele que irá presidir a
Santa Liturgia. Em seguida ele invoca a Santíssima
Trindade, reunindo toda a assembleia na presença
do Senhor. Depois, acolhe o povo, dizendo: “boa
noite, bom dia, seja bem vindo...." e saúda o povo
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
com uma das fórmulas usadas por São Paulo em
suas cartas: "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo...
". Com a resposta, a assembleia toma consciência
de que participa da celebração litúrgica em união
com toda a Igreja do mundo inteiro. Depois, faz
uma breve introdução do mistério celebrado e
prepara o povo para o Ato Penitencial.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
As primeiras palavras que ouvimos na
celebração são palavras bíblicas: Em nome
do Pai ... A graça de nosso Senhor....
Ninguém deverá dizer nenhuma palavra
antes da invocação à Santíssima Trindade.
Essa invocação poderá ser cantada, mas não
seja longa.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
4 - RECORDAÇÃO DA VIDA: Recordar é lembrar,
trazer de volta ao coração, fatos e
acontecimentos alegres ou tristes que marcaram
a vida da comunidade, da cidade, do país e do
mundo, também de alguma pastoral ou
movimento; algo que vale a pena ser trazido
para a celebração, de interesse de todos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
Não é necessário fazê-la em todas as missas, mas quando a
equipe ou o presidente da celebração achar conveniente.
Pode ser preparada com antecedência; pode-se, ainda, o
padre ou o animador convidar as pessoas a dizerem os
motivos espontaneamente.
Se for preparada com antecedência, pode ser ilustrada por
símbolo. É bom cantar, intercalando os motivos, ou
somente no início e no fim, um refrão como:
"Recordações, lembranças da vida sofrida e querida..."
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
5. ATO PENITENCIAL: É momento de recolhimento de
toda a assembleia para reconhecer, diante de Jesus
Salvador, sua pobreza e fraqueza, e invocar o seu
amor misericordioso que liberta das faltas cometidas
desde a última celebração para, dignamente, bem
celebrar o Mistério Pascal de Cristo.
Aqui não se trata de uma confissão regular, mas
apenas de uma forma de os fiéis tomarem
consciência de sua condição de pecadores.
O Ato Penitencial não substitui o
sacramento da confissão.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
Quando for feito por invocações escritas, que sejam curtas e
objetivas, sempre ressaltando a misericórdia do Cristo. Deve
ser na ordem: “Senhor”, “Cristo” e “Senhor”. Quando for
cantado, seja um canto de repouso. Sua melodia seja suave;
o acompanhamento do instrumentista seja quase
imperceptível, pois deve traduzir a contrição de quem pede
perdão. A simplicidade é a melhor forma de expressar o
arrependimento. Poderá ser acompanhado de gestos de
tocar a água, gestos corporais ou rezado. Também pode-se
usar símbolos. Como é um momento de recolhimento e de
arrependimento, não é conveniente que se batam palmas.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
O Ato Penitencial pode ser feito em outro momento
da celebração como, por exemplo, depois da
homilia. Este momento é dirigido a Jesus, e não
as outras pessoas da Trindade. Nenhuma
procissão substitui o ato penitencial (exceto a de
Ramos), a não ser que seja preparado dentro do
esquema da missa, com esta clara intenção.
O Missal Romano traz excelentes opções para este
momento.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
6 - HINO DE LOUVOR: É um Hino
muito antigo. Nele a Igreja, reunida
no Espírito Santo, entoa louvores ao
Pai e dirige súplicas ao Filho,
Cordeiro e Mediador.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
É um Hino próprio para o povo cantar (e não recitar) com
entusiasmo e alegria em finais de semana, festas e
solenidades e em celebrações especiais. Este hino não é
cantado e nem rezado no tempo do Advento e na
Quaresma. Não pode ser substituído por um outro canto só
porque tem a palavra “glória”. Sua letra deve ser o
mais fiel possível ao texto do missal. Há uma letra
oficial da CNBB para ser cantada. Não é um canto
trinitário, por isso não deve-se cantar "glória ao Espírito
Santo", mas é Ele quem nos leva a cantar ao Pai e a seu
Jesus.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
A. RITOS INICIAIS
7 - COLETA: É a oração em que cada um apresenta a Deus
as suas intenções, como gratidão, tristeza, pedidos pela
saúde, aniversários, etc.
O presidente convida o povo a fazer silêncio e tomar
consciência de estar na presença de Deus e fazer no
próprio íntimo sua oração pessoal. As intenções poderão
ser apresentadas em voz alta e espontaneamente, quando
em locais menores; em seguida, o presidente as recolhe
(daí o nome "coleta") e as apresenta a Deus em nome da
Igreja reunida.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
“A preparação espiritual dos fiéis para a
Eucaristia, que é o momento central da
Missa, é feita com a leitura e
interpretação da Palavra de Deus, com
uma reafirmação de fé cristã e com
uma oração ao Senhor pedindo para
as necessidades coletivas.”
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
Segunda Parte
Este momento da celebração visa reavivar o
diálogo da Aliança entre Deus e o seu povo,
receber do Senhor uma orientação para a vida,
estreitar os laços de amor e fidelidade. A
Liturgia da Palavra é o alimento espiritual ceia
que a Missa reproduz. É a catequese, o
ensinamento dos mistérios que são o fundamento
da nesta fé.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
A Palavra de Deus proclamada não só
instrui e revela o Mistério da Salvação
realizada através da história, mas torna
o Senhor Jesus realmente presente no
meio de seu povo. A atitude da
assembleia deve ser de escuta. O
povo deve aprender a ouvir, pois é Deus
quem fala por meio dos ministros.
Faz parte deste momento:
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
1- Canto de Escuta ou Entrada da Palavra
2- 1ª Leitura
3 - Salmo Responsorial
4- 2ª Leitura (quando houver)
5 - Canto de Aclamação / Entrada do Evangeliário
6 - Evangelho
7 - Homilia
8 - Profissão de Fe
9 - Oração da Assembleia
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
1a. CANTO DE ESCUTA: Normalmente consta de um canto
de repouso, tranquilo, que fale da Palavra e
predisponha a assembleia a escutar e acolher em seu
coração os textos bíblicos que serão proclamados.
Quando a Palavra já entrou na Procissão de Entrada, então
canta-se um canto de escuta antes da Primeira Leitura,
dispensando os tradicionais comentários. Este refrão pode ser
repetido várias vezes. O Proclamador espere terminar o canto
para então se dirigir até a Mesa da Palavra. Antes de
proclamar, ele deverá fazer vênia ("dobrar os rins") e depois
da proclamação também.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
1b. ENTRADA DA PALAVRA: Nossas comunidades
manifestam grande carinho a Palavra de Deus,
acolhendo-a solenemente, com uma procissão
alegre. É um rito opcional. Consta de levar o
Livro Sagrado até a Mesa da Palavra, de onde
serão proclamados os textos bíblicos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
Quando a Palavra vai ser entronizada em procissão, ela pode
ser trazida pelos Proclamadores ou por outras pessoas, com
um canto vibrante de acolhida a Palavra. Também pode
entrar acompanhada com velas ou incenso, que deverão vir a
frente. Quando entrar com símbolos, a Palavra deve vir por
ultimo. Não precisa fazer vênia quem está com o símbolo e
com a Palavra e também não precisa mostrá-la a assembleia;
quem poderá fazer isto é o presidente, após a proclamação
do Evangelho. A Palavra deve ser proclamada sempre da
Bíblia ou Lecionário e jamais de um folheto ou livreto qualquer
(Liturgia Diária).
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
2. PROCLAMAÇÃO DA PRIMEIRA LEITURA: esta é
tirada do Primeiro Testamento, Atos ou Apocalipse de São
João. Esses escritos ajudam a compreender melhor a
missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento
nos apresenta.
Os Ministros devem saber, com antecedência que irão
proclamar a Palavra, a fim de que preparem-se. Em
primeiro lugar, a Palavra deve entrar no coração e na
vida do Ministro através da oração com a Palavra, para
depois ser proclamada e realmente revelar o DeusPalavra a toda Assembleia. Recomendam-se os seguintes
passos:
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
a) Buscar a Palavra: ir a fonte de onde o texto será
proclamado (Bíblia, Lecionário, etc.) e procurar
conhecer, entender todas as palavras e sentido do
texto;
b) Meditar a Palavra: O que o texto diz para mim?
c) Orar com a Palavra: Rezar, a partir da meditação,
respondendo aos apelos de Deus;
d) Proclamar a Palavra: com expressão, serenidade, técnica
e muita espiritualidade
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
3. SALMO RESPONSORIAL: Dentro do diálogo
litúrgico, este canto é a resposta da assembleia
ao Deus que falou na primeira leitura. Este canto
é o canto mais importante da liturgia da Palavra
e por isso nunca deve ser excluído. Não pode ser
substituído por nenhum outro canto, mas que seja
um dos 150 salmos, de acordo com a leitura
proclamada.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
O Salmo é um canto de meditação executado em
estrofes com adesão de toda a assembleia, no
refrão. O acompanhamento do instrumentista
deve ser discreto, mais suave que nos outros
cantos. A preparação dos salmistas deve seguir
os mesmos passos dos proclamadores das
leituras. O Salmo seja preferencialmente cantado.
Tão sendo possível cantá-lo, seja declamado
como convém a um poema.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
4. PROCLAMAÇÃO DA SEGUNDA LEITURA: (Somente
aos domingos e dias festivos): tiradas do Segundo
Testamento. Nem sempre segue o mesmo tema do dia.
5. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: a aclamação mais
utilizada é o "Aleluia". O refrão pode ser seguido de
pequena estrofe que prepara a leitura do Evangelho, já
prevista no Lecionário. NÃO é um canto obrigatório; no
entanto, quando executado, é preciso que seja uma
aclamação pessoal ao Senhor. É um verdadeiro "Viva o
Verbo de Deus!"
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
Este canto permite a vibração dos instrumentos.
Quanto ao versículo poderá ser cantado por um
solista. O Aleluia deverá ser invariavelmente
cantado. Aleluia significa louvar a Palavra de
Deus, que liberta e salva os homens. Cantos do
tipo "Buscai primeiro...", "Como são belos" ou "A
minh'alma abrirei"... não são apropriados para
este momento.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
ENTRADA DO EVANGELIÁRIO
Prefere-se a Procissão com o Evangeliário
à entrada do Lecionário, para dar mais ênfase
a Jesus, que diretamente nos fala no Evangelho.
Ele pode ser conduzido em procissão solene até
a mesa da Palavra, vindo pelo corredor
principal ou da própria mesa do altar, onde fica
desde o início da celebração.
6. EVANGELHO: É o ponto culminante, para o qual encaminham-se
as outras leituras bíblicas. Jesus está presente através da Sua
Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no
vinho consagrados. Pode ser proclamado, cantado ou realizado
com a participação de vários leitores.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
7. HOMILIA: Significa "conversa familiar". Na celebração
da Palavra um leigo faz a reflexão.
A equipe de celebração pode indicar ao padre ou dirigente alguns
pontos importantes a serem refletidos. Não é conveniente que
passe de dez minutos e seu objetivo é atualizar a Palavra de
Deus. Não fica bem usar deste momento para dar indiretas na
assembleia e nem mandar recados pessoais. Em grupos menores,
também pode ser partilhada a Palavra, com a participação de
várias pessoas. Não é momento de fazer exegese bíblica, isto é,
ficar explicando detalhes do texto, como se fosse uma aula.
Pode-se comentar todas as leituras ou somente uma delas, de
preferência o Evangelho.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
8. PROFISSÃO DE FE: Depois de ouvir a Palavra de
Deus, de novo de pé os fiéis fazem uma declaração
pública de que acreditam nas verdades ensinadas
por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos
pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi
revelado por Jesus. Essa declaração é o Credo:
“Creio em Deus Pai...” Os fiéis reafirmaram sua
crença. Normalmente é rezada apenas no final de
semana ou em datas especiais. Também pode ser
cantada, desde que a letra não seja mudada.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
9. ORAÇÃO DA ASSEMBLEIA: É o
momento da comunidade fazer suas
preces a Deus. A Assembleia unida
eleva suas súplicas pelas necessidades
de toda a Igreja, pelos governantes,
pelos que se acham em necessidades,
por todos os homens e mulheres, pelas
necessidades da comunidade onde se
realiza a Missa e pela salvação de
todo o mundo, etc.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
B. LITURGIA DA PALAVRA
A oração é sempre dirigida a Deus Pai e com referência a
liturgia do dia, na seguinte ordem: rezar pela Igreja,
comunidade, povo, intenção especial (pelos falecidos
recentemente) e pelas famílias. Lembramos que as preces
podem ser formuladas com antecedência e lidas por alguém
da própria mesa da Palavra. Quem vai ler as preces não
precisa fazer vênia. As preces poderão ser espontâneas,
brotadas do coração das pessoas. Sejam curtas, objetivas e
dirigidas diretamente ao Pai, como neste exemplo: "nós vos
pedimos, Pai, pelas crianças que sofrem o abandono.
Amparai-as!". Deste modo, dispensam-se as munições
"rezemos ao Senhor" ou "cantemos ao Senhor“.
A terceira parte
É o momento
central de toda
ceia – todos vão
alimentar-se. É a
Liturgia Eucarística,
o coração da
Missa.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
A celebração eucarística é o supremo e mais belo
ritual da Missa, reproduzindo com delicadeza o
acontecimento central da Última Ceia, quando
Jesus instituiu a Eucaristia.
A Missa recorda este momento com o Ofertório, a
Oração Eucarística e a Comunhão.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
1 - Apresentação dos Dons (não é momento do ofertório)
2 - Oração Eucarística
3 - Pai-Nosso
4 - Oração pela paz
5 -Abraço da paz
6. Fração do Pão (Cordeiro de Deus)
7. Comunhão
8. Oração Pós-comunhão
Os fiéis, cheios de gratidão, oferecem a
Deus o fruto do seu trabalho, louvando o Senhor
e bendizendo Seu Filho, em cujo corpo serão
transformados o pão e o vinho oferecidos. Antes
de receber a comunhão em Cristo, os fiéis se
cumprimentam reafirmando a comunhão entre
irmãos - e reafirmam sua adoração a Deus
rezando o Pai Nosso, a oração que aprendemos
da boca de Jesus.
A celebração eucarística se completa com a
partilha do pão e do vinho, a comunhão do
sacerdote e o recebimento da comunhão pelos
fiéis.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
1. APRESENTAÇÃO DOS DONS
É expressão da comunhão de pessoas capazes de
realmente colocar em comum o que são e o que
possuem para distribuir conforme as necessidades da
própria comunidade. Significa: partilha entre irmãos.
Tem um sentido profundamente evangélico de ação de
graças pelos dons, de generosidade, de partilha, de fé
confiante na Providência, de fraternidade pela atenção
as necessidades alheias. Não é o momento do
"ofertório", mas de apresentarmos a Deus a nossa
vida, simbolizados nos dons do pão e do vinho.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Neste momento há também a coleta, um gesto de
expressar a disposição cristã de colocar em
ofertas o que temos em comum, enquanto
cantamos o canto de apresentação dos dons ou
fazemos silêncio. Este é um dos cantos menos
importantes da missa. Portanto, o seu objetivo é
criar uma atmosfera de alegria e generosidade.
Pode-se, simplesmente, responder as orações do
presidente da celebração, omitindo-se o canto.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Serão apresentados somente o pão e o vinho que serão
consagrados e distribuídos em comunhão. Pode-se
preparar a mesa trazendo também a toalha. Não
seja colocado nada sobre o altar a não ser o
necessário, para que nossos olhos se concentrem no
pão e no vinho. O pão e o vinho apresentados
são os mesmos que serão usados na
consagração e não outros.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Não é momento para ofertar outros objetos ou
símbolos, a não ser alimentos que serão doados aos
mais necessitados. Pode-se fazer primeiro a procissão
dos dons, depois a coleta, enquanto o padre e a
equipe de celebração aguardam sentados. A seguir,
faz-se a oração de apresentação dos dons, rezada
ou cantada. Neste momento, dispensam-se outros
cantos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Jesus é a Vítima do Sacrifício que se
vai realizar sobre o altar. Ao iniciar a
liturgia eucarística, levam-se para o altar
os dons, que se vão converter no Corpo e
Sangue de Cristo.
Em primeiro lugar prepara-se o altar ou
mesa do Senhor, que é o centro de toda
a liturgia eucarística; nele se dispõem o
corporal, o purificador (ou sanguinho), o
Missal e o cálice, salvo se este for
preparado na credência.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA


Além do pão e do vinho, são permitidas
ofertas em dinheiro e outros dons,
destinados aos pobres ou à Igreja, e tanto
podem ser trazidos pelos fiéis como
recolhidos dentro da Igreja. Estes dons
serão dispostos em lugar conveniente, fora
da mesa eucarística.
A procissão em que se levam os dons é
acompanhada do cântico da
Apresentação das Oferendas, que se
prolonga pelo menos até que os dons
tenham sido colocados sobre o altar.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
O pão e o vinho são colocados
sobre o altar pelo sacerdote,
acompanhados das fórmulas prescritas.
O sacerdote pode incensar os dons
colocados sobre o altar, depois a cruz e
o próprio altar.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA


Deste modo se pretende significar que a
oblação e oração da Igreja se elevam,
como fumaça de incenso, à presença de
Deus. Depois o sacerdote, por causa do
sagrado ministério, e o povo, em razão
da dignidade batismal, podem ser
incensados pelo diácono ou por outro
ministro.
A seguir, o sacerdote lava as mãos, ao
lado do altar: com este rito se exprime
o desejo de uma purificação interior.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Após a preparação do altar e a
purificação (lavabo), o sacerdote vem
ao meio do altar e, voltado para o
povo, abrindo e juntando as mãos,
convida-o à oração, dizendo:
Orai, irmãos e irmãs, para que este
nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai
todo-poderoso.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
O povo levanta-se e
responde:
o Senhor, por
tuas mãos, este sacrifício,
Receba
para a glória do Seu Nome,
para o nosso bem e de toda
a Santa Igreja.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Repare o profundo significado:
dialogamos com o sacerdote,
desejando que o Senhor receba
(não é “Ó Senhor”) o sacrifício
oferecido pelas mãos do sacerdote
(“por tuas mãos”: as mãos do
sacerdote). Só o sacerdote (padre ou
bispo) pode oferecer este sacrifício,
mas oferece por todo o povo “para o
nosso bem e de toda a Santa Igreja”.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Chegamos à Oração Eucarística, o ritual
central da Missa. É o momento em que
Deus vai atender a súplica dos fiéis e
santificar as oferendas transformando o pão
e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus.
O celebrante lembra que agora, mais do
que nunca, o pensamento de todos deve
estar voltado para o Senhor e por isso
trava com os fiéis este diálogo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
2. ORAÇÃO EUCARÍSTICA
É uma oração do povo sacerdotal chamado
a celebrar a Aliança, que Deus, seu
parceiro, estabeleceu por meio da Páscoa
de seu Filho. É um todo, cuja unidade de
estrutura e gênero literário devem ser
respeitadas.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
a) Diálogo inicial
Presidente:
Todos:
Presidente:
Todos:
Presidente:
Todos:
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Corações ao alto.
O nosso coração está em Deus.
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
b) Prefácio: Proclamação das maravilhas
de Deus, realizadas por Cristo. É um
hino de louvor que o sacerdote, em
nome de toda a assembleia, apresenta
a Deus-Pai na ação de graças por
toda a obra da Salvação.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
Antes do início da narrativa do prefácio a comunidade poderá
apresentar os motivos pelos quais dá graças a Deus. Os motivos
apresentados deverão ser curtos e dirigidos a Deus Pai. Podem
ser acompanhados de símbolos e intercalados com um refrão de
ação de graças. Ex. Nós vos damos graças, Senhor, pela vida de
nosso padre... (canto: Demos, graças, ao Senhor...). Pode-se usar
incenso, a cada louvação. Caso se opte por ele, que seja
preparado um local próximo do altar, para que todos se
concentrem nele.
Após a comunidade apresentar sua ação de graças, o Presidente
conclui com a oração do prefácio que se encerra com o" Santo“.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
c) Santo: (Aclamação, glória, santidade de
Deus): A assembleia proclama a santidade e
grandeza de Deus. No início da oração,
repetindo “Santo” três vezes. Os fiéis
reconhecem a existência de Deus nas pessoas do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este é o grande
canto da liturgia. Nele, toda a assembleia se
une aos anjos, santos e toda criatura para
proclamar as maravilhas do Deus Uno e Trino.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
Ele deve ser sempre cantado. Este é essencialmente
um canto do povo. É importante a participação dos
instrumentos para solenizar esta vibrante saudação.
Não deve ser longo e nem com letras diferentes da
prevista no missal.
Obs.: “Santo, santo é, Santo, santo é Deus do universo,
o Senhor Javé...”, deve ser evitada, por dois
motivos: além de acentuar duas vezes o verbo “É”,
que não faz parte do texto do Santo, dando-lhe
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
outro significado; contém a palavra “Javé”, expressão
“da infinita grandeza e majestade de Deus”, que no
Antigo Testamento se manteve impronunciável e por isso
foi substituída na leitura das Sagradas Escrituras com o
uso da palavra alternativa “Adonai”, que significa
“Senhor”. O pedido a que não se use o termo “Javé”
nas liturgias, orações e cantos, é da Congregação para
o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
d) Aclamações da Oração: Há uma série de
aclamações particulares para as Orações
Eucarísticas, que podem ser cantadas ou
rezadas. É a intervenção da assembleia.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
e) Epíclese: É a invocação ao Espírito
Santo sobre o pão e o vinho, que os
transformará no Corpo e no Sangue de
Cristo. O presidente (e concelebrantes)
estende as mãos sobre o pão e o vinho
e pede ao Espírito Santo que os
transforme no Corpo e no Sangue de
Jesus (“Santificai, pois, estas
oferendas...”).
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
f) Narrativa na Ultima Ceia:
O momento da Consagração é descritivo da
Última Ceia. O presidente (e concelebrantes)
relembra e repete os mesmos gestos de Jesus,
obedecendo à Sua ordem (“Fazei isto em
memória de mim”).
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
Só os concelebrantes estendem as mãos em direção as
oferendas, ninguém mais. Momento de fixar o olhar nas
espécies e não repetir narrativa na ultima ceia.
É dirigida a Deus Pai e não a assembleia!
Lembramos ao Pai tudo aquilo que Jesus fez na
ultima ceia e nos mandou fazer em sua memória,
para assim fundamentar nosso pedido de
transformação do pão e do vinho e de toda
comunidade em Corpo de Cristo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
De acordo com a orientação de grandes liturgistas
atuais, levando em conta o sentido pascal da
oração eucarística, é mais coerente ficarmos de pé
durante toda a oração eucarística em atitude de
louvor e participação na ressurreição de Jesus,
como acontecia nos primeiros séculos do
Cristianismo. Mas nós vamos seguir a orientação
da Igreja ou de nosso Arcebispo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
g) Aclamação memorial: é uma solene aclamação
pascal, cantada logo após a proclamação: Eis o
mistério da fé! Nela fazemos o memorial da
entrega de Jesus e de sua Páscoa, enquanto
aguardamos sua volta gloriosa. Aqui, passado,
presente e futuro se unem numa só fé e num só
louvor. Nenhuma outra resposta poderá substituir
esta aclamação, nem mesmo um canto de
adoração (como "Bendito, louvado seja" ou
"Glória a Jesus").
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
A assembleia, de pé, reconhece isso
dizendo “Toda vez que comemos deste
pão e bebemos deste cálice anunciamos,
Senhor, a Vossa morte e proclamamos a
Vossa ressurreição”. Ou outra
semelhante.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
Perguntas:
1 - Em que consiste o rito da aclamação memorial e
quem o realiza?
Consiste em fazermos o memorial da entrega de
Jesus e de sua Páscoa, enquanto aguardamos sua
volta gloriosa. O próprio Cristo na pessoa do
Sacerdote.
2 - Qual é o mistério da fé a que se refere a
aclamação?
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
"... o 'mistério da fé' que aclamamos é o mistério pascal
de Cristo e nossa participação nele pelo sacramento da
eucaristia (que supõe a incorporação ao corpo de Cristo
já realizado pelo batismo). (...) Mas o mistério pascal
não se detém no presente de nossa participação, senão
que inclui o futuro da parusia (segunda vinda de Cristo).
(...) e o mistério pascal do cosmos (totalidade do
Universo), pois com ele o cosmos se transfigurará no novo
céu e na nova terra (...). Fazemos memória do futuro
contido em promessa no mistério pascal de Cristo."
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
"A Tradição ( ... ) é esse 'recordar-se’ que se dá
pela ação do Espírito Santo na transmissão da
Palavra, na conformação cristã da existência
cristã por meio do amor ao necessitado (cf. Hb
13,3), na celebração da liturgia. Não se trata de
uma recordação historizante, nem intelectualista,
nem doutrinária, mas de uma vivificação pela
Palavra numa vivência celebrada na liturgia sob a
ação do Espírito Santo de Cristo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
3. A quem se dirige a aclamação?
a) Ao povo
b) Ao Senhor Jesus
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
4. O que vem antes e o que vem depois da
aclamação memorial na liturgia eucarística?
antes: Façam isto para celebrar a minha memória
(mandado de Jesus);
depois: Celebrando, pois, a memória da ... (+
ação do Espírito Santo).
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
5. Analise do texto (estrutura; forma; conteúdo ...)
“Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a
vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”
- Referência Bíblica fundamental: ICor 11,26:
Toda vez que vocês comem deste pão e bebem
deste cálice, anunciam a morte do Senhor, até que
ele venha.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
 O “tempo” em que se move o memorial:
 Ontem: morte/ressurreição
 HOJE: anunciamos, proclamamos
 Futuro: até que Ele venha – Vinde
(Vamos cantar conscientemente, prestando atenção
ao sentido teológico-litúrgico...)
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
h) Memorial e oblação:
O grande ofertório da
missa acontece nesse momento: o próprio Cristo é
oferecido ao Pai pelo padre, em nome de toda a
assembleia. Já não se trata mais de pão e o vinho, mas
do Corpo e o Sangue de Jesus.
i) Epíclese (invocação sobre a comunidade):
novamente o Espírito Santo é invocado,
agora sobre toda a assembleia, que se
torna um só Corpo em Cristo.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
j) Oração pela Igreja: Todo o povo de Deus é
lembrado neste momento de louvor e ação de
graças, pois o Mistério de Cristo abrange tudo.
Fazemos referência aqui ao Papa, Bispos e todo
o clero, ao povo presente na assembleia e aos
irmãos ausentes, bem como aos falecidos e aos
santos, todos juntos oferecem o mesmo sacrifício
de louvor!
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
ESTRUTURA DAS ORAÇÕES EUCARÍSTICAS
k) Doxologia Final:
Com as palavras solenes do “Por Cristo, com Cristo e
em Cristo...” (oração exclusiva do sacerdote) e o gesto
de erguer o Pão e o Vinho, o padre conclui a grande
prece de ação de graças e súplica iniciada pelo
Prefácio. O povo "assina em baixo", proclamando
o AMÉM, que quer dizer "Eu concordo e aceito
". Aqui fica bem tocar os sinos e cantar com
entusiasmo e alegria. É como um grande brinde!
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
3. ORAÇÃO DO PAI NOSSO: é conhecido como "A
Oração do Senhor". Nela se pede o pão de cada
dia, no qual os cristãos vêem também uma
referência ao Pão Eucarístico, e se implora a
purificação dos pecados; ao final da oração do
Pai Nosso não se diz "amém", uma vez, que a
oração que vem a seguir (livrai-nos do mal ..., que
é rezada somente pelo sacerdote) é uma
continuação do pedido que fazemos no Pai Nosso.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Pode ser rezado ou cantado. A recitação do Pai
Nosso, - a oração que Jesus nos deixou - vem
precedida de um convite para que todos
possamos rezar juntos: Pai Nosso!
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
O Pai Nosso também poderá ser cantado, desde que
não se mude a letra, que é bíblica. Ele tem grande
força e significado. É um dos grandes pontos da
missa. Por isso, o cantar coletivo do Pai Nosso é
muito significativo na celebração. Se não for
cantado por todos, é preferível que seja recitado.
Os instrumentos tem uma participação simples, de
sustentação, evitando distrair das palavras desta
oração maravilhosa.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
4. ORAÇÃO PELA PAZ: É dirigida a
Jesus. O padre deverá rezá-la
sozinho. O povo reforça com uma
resposta bem convicta.
5. ABRAÇO DA PAZ: Nele fazemos um gesto de
fraternidade, reconciliando-nos uns com os outros,
para podermos receber, bem preparados, o Pão da
Vida, Fonte da verdadeira Paz.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Dentro da celebração Eucarística
não deve haver canto da paz para
não acontecer a dispersão da assembleia
para o próximo momento que é a fração do
pão. O abraço da paz se dá aqueles que
estão ao nosso lado. Não é momento de
andar pela igreja.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
O abraço da paz é um rito móvel, podendo ser
colocado para qualquer parte da Missa (Acolhida,
depois do Ato Penitencial, depois da Liturgia da
Palavra ou no final da celebração... ). Não é
necessário que aconteça em toda celebração, para
não se tornar um gesto rotineiro ou banal.
O abraço da Paz dispensa-se a música.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
6. FRAÇÃO DO PÃO (Cordeiro de
Deus): é o gesto repartir o alimento.
A mistura do fragmento da hóstia
consagrada com o vinho consagrado
simboliza a unidade do corpo e do
Sangue de Cristo e, nele, a nossa
unidade.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Este gesto de repartir é acompanhado
pelo canto do Cordeiro de Deus. No
caso de acontecer a redistribuição
das partículas consagradas ou pão
ázimo em outros recipientes repete-
se várias vezes a primeira parte
do canto e, somente após o
término da fração, canta-se "
dai-nos a paz".
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
7. COMUNHÃO: Comungar o Pão e
Vinho consagrados significa que
queremos estabelecer a comunhão
fraterna com Deus e com todos. A
comunhão eucarística é o ápice e a
síntese de outras experiências do
Senhor Ressuscitado presente entre
nós. Buscando o alimento espiritual,
manifestamos que estamos dispostos
a partilhar com os irmãos o
alimento material.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
O ato de participar da Missa sem
comungar, participando só
externamente pelos cantos e diálogos,
não satisfaz a exigência fundamental
da intenção de Jesus, que é a de se
entregar como comida e bebida para
que tenhamos a vida.
Algumas pessoas, por motivos particulares ou obrigados
pela própria disciplina da Igreja, estão impedidas de
comungar. Incentive-se, neste caso, a comunhão da
Palavra de Deus, que também é alimento.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Porém, quem pode comungar não deve ficar sem receber
Jesus, pois Ele é Dom, é Graça; é para gente que está a
caminho, que erra, que falha..., que busca viver o
Evangelho. Se alguém não está se sentindo em condições
de receber a comunhão por algum motivo, que procure o
sacerdote e faça uma boa confissão para depois
comungar. Não é necessário confessar toda vez que vai
comungar, mas quando a consciência assim o exigir.
“A Igreja de Jesus Cristo não é a Igreja dos
perfeitos. Se assim fosse eu seria o primeiro a ser
expulso, mas você viria logo em seguida“.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Pode ser como de costume ou, preferencialmente, sob
as duas espécies: Pão e Vinho. Isso depende da
equipe de celebração e orientação do Presidente da
Celebração. Deverá ser acompanhado pelo canto
que será de acordo com o Evangelho, e exige a
participação de todo o povo.
Como fica difícil cantar na fila de comunhão, sugere-se
que o canto tenha refrão curto e fácil, a fim de que
possa ser expressão da unidade da assembleia.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
Depois de terminada a comunhão, então faça-se o silêncio em
reverência ao Cristo-Pão. Não é momento para pedir ou dar
graças, mas para mergulhar no Mistério de nossa comumunião com o Senhor. Não é momento para conversar. São
dispensados os tradicionais cantos de "ação de graças".
Quem vai receber a Eucaristia deve-se manter na
posição em pé, no sentido de prontidão, de quem vai
ao encontro do Senhor. Não deve sentar-se. Só depois
de receber a Eucaristia se senta.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
C - LITURGIA EUCARÍSTICA
8. ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO: é a oração que
nos compromete a atitudes gestos concretos de
vivência da Eucaristia.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
D – RITOS FINAIS
1 – Avisos / Homenagens
2 – Benção final
3 – Despedida
1. AVISOS: Logo após a Oração pós-comunhão, pode-se
dar os avisos e fazer homenagens e agradecimentos, mas
nunca antes da oração. É recomendável que sejam dados
avisos estritamente necessários. Coisas que podem ser
combinadas em grupos pequenos não sejam levadas
para os avisos.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
D – RITOS FINAIS
2. BÊNÇÃO FINAL: tem o duplo sentido de louvor e de
súplica. Diante das maravilhas de Deus, o cristão bendiz,
glorifica e exalta o Senhor do universo, mas também lhe
pede sua santidade e seu poder.
Ha uma série de bênçãos previstas
no Missal Romano. É importante
usá-las com mais frequência
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
D – RITOS FINAIS
3. DESPEDIDA: A missa termina, mas a missão do
cristão continua. Daí, a necessidade de contar com
a ajuda de Deus para ser fiel.
Uma saída em silêncio geralmente é fria. Por isso
é preciso criar atmosfera de alegria, na saída.
A CELEBRAÇÃO PARTE POR PARTE
D – RITOS FINAIS
Para isso os instrumentistas podem cantar um solo que
combine com a celebração. Da mesma forma que o
canto de entrada dê ânimo ou dê desânimo a toda
celebração, o canto final é a ultima impressão que
se leva da celebração. Portanto esse canto deverá
ser executado de tal forma a criar uma
predisposição para retornar a Festa Eucarística. É
um canto próprio do grupo de canto. Não convém
"segurar" o povo para cantar. O "vamos em paz" é
pra valer!

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