2_-_termos_essenciais_da_oração_-_sujeito

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PRÉ-VESTIBULAR
QUILOMBO ILHA
Professora: Vilma Paixão
Disciplina: Língua Portuguesa
Aula 2 e 3 – 03/05/2012 e 10/05/2012 - Tairu.
Aula 1 e 2 – 07/05/2012 e 14/05/2012- Mar Grande.
30/04/2012
FRASE é o enunciado que
estabelece uma comunicação de
sentido completo.
ORAÇÃO é o enunciado que
contém um verbo ou uma
locução verbal.
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PERÍODO – é a frase formada por
uma ou mais orações.
Período simples é constituído de
uma só oração.
Período composto é constituído
de duas ou mais orações.
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SUJEITO é o ser de quem se
declara alguma coisa.
PREDICADO é tudo aquilo que se
diz sobre o sujeito. Em geral, o
verbo do predicado concorda em
gênero e número com o sujeito.
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Leia estas orações.
a)O marido de Helga pensou bem
sobre o assunto.
b)Os amáveis anfitriões vão servir filé
e lagostas.
- Agora, responda: quais são os
sujeitos dessas orações?
- Identifique os núcleos dos sujeitos.
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Como
esses
sujeitos
são
constituídos por um só núcleo, são
chamados de sujeitos simples.
SUJEITO SIMPLES é aquele que
apresenta um só núcleo.
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Observe
orações.
os
sujeitos
nestas
a)Helga e Hagar decidiram ir à festa
juntos.
b)As palavras finais dele e sua atitude
agradaram-na.
Há mais de um núcleo no sujeito de
cada oração. Quais são eles?
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Como
esses
sujeitos
são
constituídos por mais de um
núcleo, são chamados de sujeitos
compostos.
SUJEITO COMPOSTO é aquele que
apresenta mais de um núcleo.
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Há casos em que o sujeito não
está expresso claramente
na
frase, mas é possível identificá-lo
pela desinência verbal.
a)Estamos apreensivos com o
resultado dos exames.
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Sujeito oculto: nós
SUJEITO OCULTO (IMPLÍCITO OU
DESINENCIAL) é aquele que está
implícito na desinência ou
terminação verbal.
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Às vezes, não é possível dizer
quem pratica a ação ou não se
quer identificar claramente o
sujeito da oração.
Leia o trecho da obra Incidente em
Antares, de Érico Veríssimo.
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“O remédio agora é esperar a hora
de fazer uma revolução e
reconduzir o Velho ao trono”.
“Xisto, o primeiro Vacariano na
ordem da sucessão, resmungou:
“Essa república não se aguenta nas
pernas. Dizem que o barulho já
começou no Rio de Janeiro”.
VERRÍSIMO, Érico. Incidente em Antares. Rio de Janeiro:
globo, 1986.
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Na última frase, o emprego do
verbo dizer está na 3ª pessoa do
plural, o que caracteriza o sujeito
indeterminado.
Dizem que o barulho já começou no Rio
de Janeiro.
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O verbo não se refere a nenhum
termo identificado anteriormente,
nem em outra oração, como
acontece com o sujeito oculto.
Eles são chatos e falam demais.
(O sujeito está expresso na 1ª
oração e oculto na segunda - eles)
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O sujeito indeterminado pode ser
expresso de dois modos:
1. O verbo está na terceira pessoa
do plural, como vimos, sem que se
possa dizer qual é o sujeito:
a) Fizeram alterações no relatório da
empresa.
b) Estão admitindo jovens sem nenhuma
experiência.
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2. O verbo é flexionado na 3ª
pessoa do singular e seguido do
pronome se, que funciona como
índice de indeterminação do
sujeito. Esse modo só se aplica se o
verbo for transitivo indireto,
intransitivo ou de ligação. Veja.
a) Investe-se pouco em saúde e
educação.
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b) Viajava-se com maior economia e
segurança.
c) Aqui se fica bem instalado.
SUJEITO INDETERMINADO é aquele
que não está expresso na oração,
porque não se pode identificá-lo ou
não se quer nomeá-lo.
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Leia o texto a seguir.
Havia uma festa anual nos jardins
da empresa. Os que trabalhavam
para a grande máquina, ou nas
indústrias ligadas a ela, eram
convidados. Isto significava que
noventa por cento da população
comparecia, sendo que os outros
dez por cento eram penetras.
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Nunca perdi uma festa. Queria a
minha chance, e tive. Há dez anos
tentava
me
aproximar
do
presidente da empresa. Não
conseguia. Ninguém me mostrava
quem era o presidente.
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O homem que procurava a
máquina. In: cadeiras proibidas; Vida. São Paulo: Global,
1988.
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Na primeira frase do texto e no
segundo parágrafo ocorre o
emprego do verbo haver. Observe:
 Havia uma festa anual nos jardins
da empresa.
 Há dez anos tentava me aproximar
do presidente da empresa.
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Nesses exemplos, o verbo haver é
impessoal, não tem sujeito e
conjuga-se na 3ª pessoa do
singular. Equivale a realizar-se e
fazer, respectivamente. Esses são
exemplos de oração sem sujeito.
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Ocorre oração sem sujeito nos
casos a seguir.
 Com o verbo haver no sentido de
existir:
Há bons cinemas neste shopping
 Com os verbos fazer, haver e ir
referindo-se a tempo decorrido:
Faz muito tempo que não o vejo.
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Morei no Rio há cerca de dez anos.
Ia o tempo da Primeira República
quando se conheceram.
 Com o verbo ser indicando
tempo em geral
Era um período de inverno rigoroso.
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 Com os verbos que denotam
fenômenos
da
natureza,
incluem-se nesse caso os verbos
chover, ventar, nevar, trovejar,
relampejar, etc. Veja estes
exemplos:
Ventava forte naquela tarde.
Esfriou muito nesta noite.
De noite choveu.
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Isso não ocorre quando os verbos
que exprimem fenômenos da
natureza estão em sentido
figurado.
Os meninos amanheceram com fome.
O
sujeito
determinado
meninos.
dessa
frase
e simples,
é
os
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ORAÇÃO SEM SUJEITO é aquela
que se forma apenas pelo
predicado, cuja declaração não se
refere a nenhum ser.
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SUJEITO
ORACIONAL
ocorre
quando o sujeito é uma oração
subordinada.
Ex. É preciso que o grupo melhore.
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Das Pedras
Ajuntei todas as
pedras
que vieram sobre
mim.
Levantei uma
escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete
floreado
e no sonho me
perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha
poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que
me esmagavam
Levantei a pedra
rude
dos meus versos.
Cora Coralina
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Das Pedras
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada
muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
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A. Nestes versos, o que as ações de
quebrar pedras e plantar flores
representam?
B. Identifique o número de frases
nominais ocorrentes no poema de
Cora Coralina e diga em que estrofe
estão.
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Classifique o
destacadas.
sujeito
das
orações
A. Fazia calor tremendo naquela sala.
B. Aqui se fica bem instalado.
C. “… E gastei uma quantidade gigantesca de
energia e preocupação temendo o que
determinei que era mau”… (A CABANA, William P. Young).
D. “Só confiamos nas pessoas em quem temos
de confiar”. (SUZAK, Markus - A menina que roubava livros).
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E. “Nunca perdi uma festa. Queria a minha chance,
e tive. Há dez anos tentava me aproximar do
presidente da empresa. Não conseguia. Ninguém
me mostrava quem era o presidente”. ( BRANDÃO, Ignácio
Loyola. O homem que procurava a máquina. In: cadeiras proibidas; vida. São
Paulo: Global, 1988)
F. “Essa república não se aguenta nas pernas. Dizem
que o barulho já começou no Rio de Janeiro”.
(VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares. Rio de Janeiro: Globo, 1986).
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b)Oferecem-se passagens para
Fernando de Noronha.
c) A medicina se beneficiou também
do avanço tecnológico como outras
áreas.
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REFERÊNCIAS
SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. 2. ed. Ver, São Paulo: Moderna 2012.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. Rio de janeiro: Nova
Fronteira, 2009.
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