E. histolytica

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GIARDÍASE,
TRICOMONÍASE E
AMEBÍASE
Profa. MSc. Bibiana Dambrós
INTRODUÇÃO
Sarcomastigophora
Filos
Subfilos
Mastigophora
(com flagelos)
Sarcomastigophora
(presença de flagelos
ou pseudópodes)
Sarcodina
(com
pseudópodes)
Ordens
Famílias
Gêneros
Espécies
Trypanosoma
T.cruzi
Leishmania
L.braziliensis
L.chagasi
Kinetoplastida
Trypanosomatidae
Diplomonadida
Hexamitidae
Giardia
G.lamblia
Trichomonadida
Trichomonadidae
Trichomonas
T.vaginalis
Entamoebidae
Entamoeba
E.histolytica
E.coli
Acanthamoebidae
Acanthamoeba
A.culbertsoni
Hartmanellidae
Hartmanella
Schizopyrenidae
Naegleria
Amoebida
Schizopyrenida
N.fowleri
INTRODUÇÃO
CID 10: A07.1
Giardíase
Infecção pelo protozoário Giardia lamblia que atinge,
principalmente, a porção superior do intestino delgado.
INTRODUÇÃO
Agente etiológico - Giardia lamblia, protozoário flagelado que
existe sob as formas de cisto e trofozoíto. O cisto é a forma
infectante encontrada no ambiente.
Reservatório - O homem e alguns animais domésticos ou
selvagens, como cães, gatos e castores.
MORFOLOGIA
Trofozoíto
20umX10um
Cisto
12umX8um
EPIDEMIOLOGIA
 Distribuição mundial principalmente entre,crianças de oito
meses a 10-12 anos ;
Estimando-se que a incidência mundial seja da ordem de
500,000 casos por ano.
Surtos epidêmicos veiculados por água;
Altas prevalências são encontradas em regiões tropicais e
subtropicais e entre pessoas de baixo nível econômico;
Reconhecido como um dos agentes etiológicos da "diarréia
dos viajantes" que viajam para zonas endêmicas.
TRANSMISSÃO
Modo de transmissão - Fecal-oral.
Direta: pela contaminação das mãos e consequente ingestão
de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada;
Indireta: por meio da ingestão de água ou alimento
contaminado.
*Cistos podem ser disseminados por ventos (poeira) ou moscas (até 5 km)
Período de incubação - De 1 a 4 semanas, com média de 7 a
10 dias.
Período de transmissibilidade - Enquanto persistir a infecção.
PATOGENIA
Esta infecção é frequentemente adquirida pela ingestão de
cisto na água contaminada;
Um dos meios de transmissão recentemente descritos é a
atividade sexual oral- anal e que provavelmente resulta da
transmissão fecal-oral;
A dose infectante mínima para o homem é estimada em 10 a
25 cistos.
.
O local de multiplicação
e habitat é no duodeno e jejuno;
.
.
EPIDEMIOLOGIA
CICLO BIOLÓGICO

PARASITO MONOXÊNICO  Só
possui hospedeiro definitivo.
1) Os cistos são resistentes;
2) A infecção ocorre pela ingestão de
cistos;
3) O desencistamento é iniciado no
meio ácido do estômago e
completado no duodeno e jejuno;
4) No intestino delgado, 1 cisto = 2
trofozoítos.
5) Trofozoítos se multiplicam por
divisão binária longitudinal ( no lúmen
do intestino delgado proximal) ;
6) Encistamento ocorre com o trânsito
do parasitas em direção ao cólon;
Cisto - fezes não diarréicas
Trofozoítos – fezes diarréicas
PATOGENIA
 contém várias proteases, algumas delas capazes
de agir sobre as glicoproteínas da superfície das
células epiteliais e romper a integridade da
membrana.
o atapetamento da mucosa por um grande número
de trofozoítos impede a absorção de alimentos;
PATOGENIA
 a giardíase sintomática pode estar associada ao
crescimento de bactérias aeróbicas elou anaeróbicas
na porção proximal do intestino delgado.
 A disseminação extra-intestinal é raro.
PATOGENIA: ( maior susseptibilidade : menores de 5 anos,
pacientes com hipogamaglobulinemia e deficiência de IgA).
 Lesão da mucosa
(atapetamento)  sindrome de má
.
absorção  .B12, A, D, E, K, Ferro, gorduras, etc. 
.
Diarréia com esteatorréia
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Ocorre tanto em adultos, quanto em crianças ( 8 meses a
12 anos)
A maioria das infecções é assintomática!!!
Infecções sintomáticas:
Forma aguda com diarréia;
Acompanhada de dor abdominal (enterite aguda) ou de
natureza crônica,
caracterizada por fezes amolecidas, com aspecto gorduroso;
Fadiga,;
Anorexia;
Flatulência;
Distensão abdominal.
Anorexia, associada com má absorção, pode ocasionar perda de
peso e anemia. Não ha invasão intestinal !!!
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
EPF nos pacientes para a identificação de cistos ou trofozoítos;
Fezes formadas: predomínio de cistos
Métodos:
Preparações a fresco pelo método direto;
Concentração – método de flutuação – método de Faust
Coloração: Lugol, Tricômio ou com Hematoxilina férrica;
Fezes diarréicas: predomínio de trofozoíto
Métodos:
Preparações a fresco pelo método direto – examiná-lo imediatamente ou
diluir as fezes em conservador próprio (MIE SAF, formo1 10%) - trofozoítos
sobrevivem meio externo (15-20 minutos);
Coloração : Hematoxilina Férrica.
* São necessárias, pelo menos, 3 amostras de fezes
para obter uma boa sensibilidade.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Métodos Imunológicos:
ELISA direto das amostras de fezes (corpo-antígenos);
S. 85% a 95%
E. 90% a 100%
IFI direto das amostras de fezes;
Método de Biologia Molecular:
PCR de amostras de fezes
Biópsia duodenal:
trofozoitos
Fotos & Fatos
biopsia duodenal : trofozoitos
TRATAMENTO
Notificação
Não é doença de notificação
compulsória.
Os surtos devem ser notificados aos órgãos
de saúde locais.
MEDIDAS DE CONTROLE
Específicas: creches ou orfanatos, deverão ser construídas adequadas
instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene
pessoal. Educação sanitária, em particular o desenvolvimento de hábitos de
higiene: lavar as mãos após o uso do banheiro, por exemplo.
Gerais: Filtração da água potável. Saneamento
Isolamento: pessoas com Giardiase devem ser afastadas do cuidado de
crianças. Pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas,
com a adoção de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material
contaminado; e controle de cura, deve ser feito com o exame parasitológico
de fezes, negativo no 7o, 14o e 21o
dias apos o término do tratamento.
MEDIDAS PROFILÁTICAS
 Educação sanitária da população;
A busca de casos, principalmente em população
infantil e de escolares, seguida de tratamento
específico;
Tratamento de água e esgoto;
 Cuidados gerais na feitura de refeições, corte de
unhas e lavagem das mãos após defecar, entre outras.
INTRODUÇÃO
Trichomonas vaginalis - Tricomoníase
Ordem Trichomonadida
Familia Trichomonadidae
Quatro espécies parasitam o homem:
Trichomonas vaginalis (cavidades genitais
e urinárias do homem e da mulher).
Trichomonas tenax (boca – Não patogênico)
Trichomonas hominis (intestino grosso – Não patogênico).
Trichomitus fecalis (intestino grosso – s/confirmação de
infecção)
INTRODUÇÃO
Trichomonas vaginalis - Tricomoníase
A Tricomoníase é uma doença ocasionada
peloTrichomonas vaginalis, protozoário unicelular
eucarionte do grupo dos triapanossomos, sendo
transmitido sexualmente, considerada uma uretrite
não gonocócica.
Atinge principalmente mulheres e homens sexualmente ativos
MORFOLOGIA
 Um parasito eucarionte, flagelado e
anaeróbio.
Possui 4 ou 5 flagelos e membrana
ondulante que lhe dão mobilidade.
Por não respirarem o oxigênio, utilizam seus
hidrogenossomas para a produção do gás
hidrogênio.
AF=Flagelos anteriores
RF= Membrana ondulante
CO= Costa
AX= Axonema
HY= Hidrogenossomas
PB= Filamento parabasal
PG= Corpo parabasal
N = Núcleo
MORFOLOGIA
Trofozoítos
EPIDEMIOLOGIA
Distribuição mundial;
 Feminina: A. Assintomáticos (Nível Mundial): 3.4 a 15.0 %
B. Sintomáticos (Nível Mundial): 23.3 a 72.6%.
Não apresentando Atividade Sexual Aparente:
Geral: 0.1 a 1.9% - Recém-natos: 0.1 a 4.8% - 0 a 1 ano: 0.07 a 0.1% - 2 a
9 anos: 0.005 a 0.008%- 9 a 14 anos: 0.003 a 0.3%
Apresentando Atividade Sexual Aparente: 28 a 35%
Profissionais do sexo: 16 a 73%
 Masculina: A. Distribuição etária: 13 a 20 anos: 0.01 a 18% - 21 a 25 anos:: 8 a
48%
Segundo a OMS há 170 milhões de infecções novas a cada ano. Nos países em
desenvolvimento 5% dos homens para cada 15% das mulheres são portadores da
tricomoniose.
TRANSMISSÃO

Considerada uma DST, transmitida pelo contato entre a mucosa
infectada de um indivíduo para outro.

As mulheres são mais afetadas pelos sintomas do que os homens,
nestes, os sintomas apresentam-se entre 80% e 90% de forma
assintomática.

A transmissão também ocorre pela partilha de toalhas e banhos,
roupas íntimas e etc.
Habitat: o trato genitourinário do homem e da mulher, onde produz a
infecção e não sobrevive fora do sistema urogenital.
Reservatório: a cérvice uterina, a vagina e a uretra.
CICLO BIOLÓGICO
1) Trichomonas vaginalis reside na parte
inferior do trato genital feminino e da
uretra masculina e próstata, onde
se replica por fissão binária.
2) O parasita não possui a forma de
cisto, e não sobrevive bem no
ambiente externo.
3) Trichomonas vaginalis é
transmitida entre humanos;
- o seu único
- hospedeiro conhecido,
- transmitida principalmente pela
relação sexual.
PATOGENIA
 Causa danos ao epitélio do órgão infectado.
 Na mulher – após a contaminação o os sintomas manifestam-se de 3
a 20 dias, variando de mulher para mulher.
 Promove a transmissão do HIV (há um aumento na porta de
entrada para o vírus em indivíduos HIV-negativos);
 causa de baixo peso em prematuro;
 predispõe mulheres a doença inflamatória pélvica atípica, câncer
cervical e infertilidade.
 No homem– o trofozoíto sobrevive mais de 1 semana sob o prepúcio
após a relação sexual.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
 O diagnóstico da tricomoníase não pode ter como base somente a
apresentação clínica;
 cérvice com aspecto de morango é observado somente em 2% das
pacientes e o comento espumoso somente em 20% das mulheres infectada;
 A investigação laboratorial é necessária e essencial, uma vez que leva ao
tratamento apropriado e facilita o controle da propagação da infecção.
cervicite
vulvovaginite
DIAGNÓSTICO CLÍNICO











Na mulher
Assintomática: 25 a 50% dos
casos
Vaginite aguda: Corrimento
vaginal fluido abundante de cor
amarelo-esverdeada e de odor
fétido, prurido ou irritação
vulvovaginal.
Dor durante as relações sexuais.
Dor ao urinar (disúria) e
frequência miccional.
Vaginite crônica: sintomas leves
No homem
Assintomática na maioria dos
casos.
Uretrite aguda: corrimento
abundante.
Sintomatologia leve: escasso
corrimento, disúria, prurido
Complicações (raras):
epididimite, infertilidade e
prostatite.
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Exame microscópico de preparações a fresco ou coradas, secreção vaginal
e urina do primeiro jato,
IFI direta (sensível + cara)
Cultura do parasito (resultados demoram de 3 a 7 dias)- cultivo de uma amostra
de swab em meio de Diamond e em anaerobiose.
 O PCR é o padrão-ouro para diagnóstico, mas é de difícil acesso;
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Citologia - TGF
Giemsa
Gram
Tratamento e profilaxia


Tratamento
medicamentoso
com cura em até 95 %. Ambos
os parceiros também devem
receber
tratamento
simultaneamente.
O Metronidazol em uma única
dose não é eficaz, fazendo-se
necessário o uso por 7 -10
dias. A dose para adultos e de
250mg, duas vezes ao dia.




Metronidazol via oral - Não é
indicado para o tratamento de
mulheres que estejam no
primeiro trimestre de gravidez;
Já foram descritas linhagens
de parasitas resistentes na
Europa
Ducha vinagre pode ser útil.
Uso de preservativos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NEVES, D. P & Cols. Parasitologia humana. Ed. Atheneu, 11a ed, 2005. 495 pp.
REY, L. Bases da Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 2a ed, 2002. 349 pp.
REY, L. Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 4a ed, 2008. 930 pp.
COOK, G.C & ZUMLA, A. Manson's Tropical Diseases. WB Saunders Company Ltd, London,
Twenty-second edition, 2009. 1830 pp.
AMATO NETO, V & Cols. Parasitologia: uma abordagem clínica. Elsevier, São Paulo, SP. 2008.
434 pp.
DE CARLI, G. Seleção de Métodos e Técnicas de Laboratório para ao Diagnóstico das
Parasitoses Humanas. 2a ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2007, 950 pp.
http://pathmicro.med.sc.edu/parasitology/intest-protozoa.htm
Disponibilização das aulas e roteiros de aulas práticas no site www.unic.com.br
DSTs. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_controle_das_dst.pdf
Gênero
Entamoeba
Prof. MSc. Bibiana Dambrós
INTRODUÇÃO
AMEBÍASE
CID 10: A06
Infecção causada por protozoário que se
apresenta em duas formas: cistos e trofozoitos. Esse
parasito pode atuar como comensal ou provocar a
invasão de tecidos, originando as formas intestinal e
extra intestinal da doença.
Agente etiológico - Entamoeba histolytica.
INTRODUÇÃO
AMEBAS

O centenário de descobrimento da Entamoeba histolytica
transcorreu em 1975.

Lösch encontrou trofozoítos nas fezes de um pobre
lenhador russo em São Petersburgo que foi acometido de
um ataque prolongado e fatal de diarréia.

Sete diferentes espécies de ameba habitam a boca e os
intestinos do homem, mas apenas a E. histolytica foi
conclusivamente demonstrada como causadora de
enfermidade.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

Espécie: Entamoeba histolytica

Protozoário, parasita unicelular, extremamente “simples”
Apresenta uma fase de vida comensal (90% dos casos são
assintomáticos), entretanto o parasito pode ser tornar patogênico,
provocando quadros disentéricos de gravidade variável;


Forma: não possui forma definida (amebóide)

Locomoção: pseudópodes
Habitat: intestino grosso humano e diversos mamíferos (primatas,
cães e gatos)


Ciclo evolutivo: monoxeno (infecção fecal-oral)
Contaminação: o homem infecta-se ao ingerir cistos presentes na
água ou em alimentos contaminados

MORFOLOGIA
Tamanho: 10 -20um;
Cepas mais invasivos tendem a ser maiores;
Único núcleo
Endoplasma granular fina pode conter
eritrócitos ingeridos;
Cromatina nuclear é distribuída
uniformemente ao longo da periferia do
núcleo.
MORFOLOGIA
Cistos são esféricos;
Parede refrativa,
Citoplasma contém corpos
com coloração escura
cromatoide;
Cisto maduro 1-4 núcleos;
Cisto imaduro 1-3 núcleos
com um cariossoma central e
periférica
Cromatina uniformemente
distribuída.
MORFOLOGIA
Núcleo
Citoplasma
Cisto
1 a 4 núcleos
Trofozoíto
EPIDEMIOLOGIA
 África, Ásia tropical e América latina <2/3 população terá estes
parasitas intestinais, apesar da maioria das infecções ser praticamente
assintomática.
Freqüente também nos países de clima frio.
 A falta de condições higiênicas adequadas é a responsável por sua
disseminação.
 A infecção pela Entamoeba é bastante disseminada, com uma
estimativa de prevalência mundial da ordem de 10% da população
apenas para as espécies Entamoeba hystolitica e Entamoeba dispar e é
a terceira maior causa parasitária de mortes em todo o planeta.
EPIDEMIOLOGIA
No Brasil, estima-se que a prevalência média de infecção pela
Entamoeba, sintomática ou não, é de aproximadamente 23% da
população;
A infecção assintomática é mais encontrada em países, como
Estados Unidos, Canadá e países da Europa.
Nos países industrializados, os grupos de risco incluem
homossexuais masculinos, viajantes e imigrantes recentes, e as
populações institucionalizadas.
As formas graves de disenteria amebiana têm sido registradas com
mais freqüência na América do Sul, na Índia, no Egito e no México.
EPIDEMIOLOGIA
Modo de transmissão:
ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo cistos
amebianos maduros;
Raramente na transmissão sexual, devido a contato oral-anal.
A falta de higiene domiciliar pode facilitar a disseminação de cistos nos
componentes da família.
*Os portadores assintomáticos, que manipulam alimentos, são
importantes disseminadores dessa protozoonose.
Período de incubação - Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou
anos.
Período de transmissibilidade - Quando não tratada, pode durar anos.
CICLO BIOLÓGICO
1) Ingestão de cistos maduro em
alimentos contaminados com fezes,
água ou mãos;
2) Excistação ocorre no intestino
delgado;
3) O trofozoítos são liberados,
migram para o intestino grosso;
1) Os trofozoítos se multiplicam por
fissão binária e produzem cistos ;
2) Os cistos são passados ​nas fezes.
 Os cistos podem sobreviver dias a
semanas no ambiente externo e são
responsáveis ​pela transmissão.;
5
 Os Trofozoítos também podem ser
passadas em fezes diarréicas, mas são
rapidamente destruídos, se ingeridos
não iriam sobreviver exposição ao
ambiente gástrico.
CICLO BIOLÓGICO

Ciclo não patogênico: a ameba vive como comensal na luz do intestino se
alimentando dos nutrientes que não são absorvidos;
Ciclo patogênico ou invasivo:
os trofozoítos invadem a parede do intestino,
alimentando-se de células da mucosa e de
hemácias.

*Em casos de infecção crônica podem invadir
outros órgãos através da circulação
sangüínea, especialmente o fígado, podendo
infectar os pulmões e cérebro.
PATOGENIA
Os
trofozoítos tornam-se patogênicos e invadem a
parede intestinal, podendo invadir o fígado, pulmão e
cérebro alimentando-se de células da mucosa e de
hemácias;
Em casos de infecção crônica podem invadir outros
órgãos através da circulação sangüínea, especialmente ao
fígado;

Os trofozoítos que permanecem no intestino sob a
forma comensal reduzem o seu metabolismo, armazenam
reservas energéticas e secretam uma parede cística ao seu
redor, formando os cistos, que são eliminados através das
fezes.

PATOGENIA
Fatores do parasito:
Fatores do hospedeiro:
Cepa ou linhagem
Susceptibilidade
Proteases
Estado nutricional
Eritrofagocitose
Imunidade
Citólise
Moléculas de adesão (Gal Gal/Nac 260kDa)
Invasão da mucosa
Entamoeba histolytica
Ulcerações na Mucosa Intestinal
Ulcerações
Entamoeba histolytica
Abscesso no Intestino
Gênero Entamoeba

Espécie: Entamoeba dispar
Em 1977, a OMS assume a E. dispar como espécie infectando o
homem. Esta nova espécie seria a responsável pela maioria das
infecções assintomáticas atribuídas à E. histolytica.

O não-patogênicos Entamoeba dispar , no entanto, é
morfologicamente idêntico ao E. histolytica e a diferenciação deve
ser baseado na análise isoenzimática ou imunológicas e métodos
moleculares;

Eritrofagocitose é a única característica que pode ser usado para
diferenciar morfologicamente E. histolytica da não patogênicas
E. dispar .

MORFOLOGIA
CISTO
Entamoeba dispar
Entamoeba histolytica
TROFOZOÍTO
Gênero Entamoeba

Espécie: Entamoeba coli
Ameba comensal não patogênica e se locomove por
pseudópodes


Habitat: intestino grosso humano
Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados
nas fezes

Cistos: contêm de um a oito núcleos e, à medida que o
número de núcleos aumenta, o diâmetro nuclear e a
quantidade de cromatina do cisto reduzem

Devido à semelhança existente entre os cistos de E. histolytica
e os de E. coli é preciso fazer o diagnóstico diferencial através
da morfologia e do número de núcleos do organismo.

MORFOLOGIA
Entamoeba coli
Trofozoíto
Cisto = contendo oito núcleos
E. histolytica X E. coli
Entamoeba hartmanni (comensal)
Formas comensais pequenas, entre 4 a 10 micra, movimentação ativa.
Citoplasma vacúolos e detritos, mas nunca hemácias. Possui cistos
semelhantes aos da E. histolytica porém menores.
Iodamoeba butschilli (comensal)
É uma ameba pequena, comumente encontrada no porco, com
incidência em torno de 14% no homem. Seu tamanho varia de 8 a 30
micra, em média 13 micra.
Endolimax nana (comensal)
É uma das menores amebas que parasitam o homem e seu tamanho
varia de 10 a 12 micra. Nas preparações a fresco observa-se essa
pequenina ameba emitindo pseudópodes largos e rombos de formas
lenta, contendo bactérias e vacúolos: o núcleo geralmente é visível.
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Manifestações clínicas atribuídas à E. histolytica podem ser
errôneas devido à grande superposição de sintomas comuns à várias
doenças intestinais;
A associação do abscesso hepático amebiano com a amebíase
intestinal, para um possível diagnóstico, nem sempre é
correspondida, pois somente 9% dos pacientes com abscesso
hepático amebiano têm retocolites com amebas nas fezes;
 Sinais e sintomas: febre, dor abdominal prolongada, diarréia com
posterior disenteria (fezes com muco, pus e sangue), distensão
abdominal e flatulência ;
Quadro clínico compatível com a protozoose, Imagem (Raio X,
ultrasonografia).
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Amostras: fezes, soros , aspirados de abscesso ou cortes de tecido.
Exame Parasitológico das fezes (EPF):
 Tem como objetivo identificar trofozoítos ou cistos.
Fase Aguda (eliminação de trofozoítos)
Método direto: Fezes coradas pela técnica de lugol e hematoxilina
Férrica;
Fase Crônica (eliminação de cistos)
Método de Faust
Método de sedimentação espontânea (Hoffmann)
Retrosigmoidoscopia (biópsia)
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Exame Imunológico: Métodos sorológicos:
ELISA:
Kits para detecção de anticorpos IgG : 95% sensibilidade
Kits para detecção de anticorpos IgM : 64% sensibilidade.
kits EIA para detecção de antígenos nas fezes, detectam E. histolytica ,
mas não excluem E. dispar das infecções.
O teste EIA detecta anticorpos específicos para E. histolytica em
aproximadamente 95% dos pacientes com amebíase extra-intestinais,
70% dos pacientes com infecção intestinal ativa, e 10% de pessoas
assintomáticas
Hemaglutinação indireta (detectam antígenos nas fezes E. histolytica ,
mas não excluem E. dispar das infecções).
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Técnicas moleculares:
PCR Convencional
Diferenciar as espécies patogênicas ( E. histolytica ) e as espécies não patogênicas
( E. dispar ).
PCR Real Time
A TaqMan em tempo real PCR abordagem foi validada no CDC e é usado para
o diagnóstico diferencial de laboratório de amebíase. Os alvos do gene rRNA 18S com
a espécie-específicos sondas TaqMan em um formato duplex, tornando-se possível
detectar as duas espécies na mesma reação.
Amebíase hepática
Diagnóstico Laboratorial:
Imagem (RX, ressonância entre outras)
Aspirado hepático
Pesquisa de Acs
Leucocitose
Transaminases e bilirrubina
TRATAMENTO
Notificação
Não é doença de notificação
compulsória.
Os surtos (2 ou mais casos) devem ser
notificados aos órgãos de saúde municipal,
regional ou central.
MEDIDAS PROFILÁTICAS
1) cuidados com o paciente
a) isolamento - é necessário o isolamento no casos de
pacientes hospitalizados
b) desinfecção concorrente - disposição sanitária adequada
de fezes e desinfecção concorrente.
2) medidas preventivas
a) educação da população quanto às boas práticas de
higiene pessoal com especial ênfase na lavagem rigorosa das mãos
após o uso do banheiro, na preparação de alimentos, antes de se
alimentar; etc.;
b)medidas de saneamento básico;
c) tratamento dos portadores ;
3) medidas em epidemias
a) a investigação epidemiológica
b) detecção da fonte comum de transmissão.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- DE CARLI, G.A. – Parasitologia Clínica – Seleção de Métodos e Técnicas de Laboratório
para o Diagnóstico das Parasitoses Humanas – Editora Atheneu, São Paulo, 2001.
- CIMERMAN, B. & FRANCO, M.A. - Atlas de parasitologia: artrópodes, protozoários e
helmintos. São Paulo, Ed. Atheneu, 1999.
- LEVENTHAL, R. & CHEADLE, R.- Parasitologia Médica. Texto e Atlas. 4ª ed. Editora
Premiere, 2000.
-REY, L. - Bases da parasitologia médica. 2ª ed. Guanabara Koogan (RJ), 2002.
- PARASITOLOGIA, CAPÍTULO UM, INTESTINAL E luminal PROTOZOÁRIOS
Dr. Abdul Ghaffar . Disponível: http://pathmicro.med.sc.edu/parasitology/intestprotozoa.htm
-CDC, disponível: http://dpd.cdc.gov/dpdx/html/Frames/AF/Amebiasis/body_Amebiasis_serol1.htm
- CDC . Disponível: http://dpd.cdc.gov/dpdx/html/PDF_Files/MedLetter/Amebiasis.pdf
“ Quem cedo e bem
aprende, tarde ou nunca
esquece....”
William Shakespeare

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