aula 03 ética empresarial

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Profa.: Ana Cristina Silveira
1. O que é ética empresarial
 Problemas

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

Decisões
Nas empresas não é diferente.
As empresas devem ter ações responsáveis não apenas em
termos econômicos, mas principalmente socioambientais.
Ética empresarial diz respeito a regras, padrões e princípios
morais sobre o que é certo ou errado em situações
específicas.
É o comportamento da empresa entendida lucrativa
quando agem de conformidade com os princípios morais e
as regras do bem proceder aceitas pela coletividade (regras
éticas).
 Hoje muitas empresas possuem cartas de valores,
missão e procuram mostrar-se preocupadas com os
clientes, mas...
 Discurso
Prática
2. Classificação da Organização como
Ética
A organização para ser classificada como ética, precisa:
 Sentir-se livre em relação a subornos e chantagens de
governos, de fornecedores e de outros, para tomar
decisão;
 Assumir responsabilidades pelas tomadas de decisão;
 E, ainda, as decisões, conscientemente, não deverão ser
abusivas em relação ao “outro”.
3. Ética empresarial e sua
importância
 Empresa: organização particular, governamental ou de





economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços,
com o objetivo de obter lucro.
Sociedade “pós-capitalista” ou “sociedade do saber”,
caracterizada pela criação de parcerias, em substituição aos
conflitos de interesses;
Relação de parceria, está baseada na confiança e na lealdade;
As empresas procuram ter valores próprios como iniciativa,
responsabilidade, comunicação e transparência;
Abandona-se a relação GANHA-PERDE e entra em voga a
relação GANHA-GANHA;
Logo empresas que tomam decisões éticas têm se destaca
porque conseguem fidelizar clientes.
Johnson & Johnson
 Início da década de 80, EUA;
 A empresa foi notificada
de que 7 pessoas, em
Chicago(EUA), haviam morrido envenenadas por um de
seus produtos, o Tylenol;
 Imediatamente a J&J, recolheu o medicamento – cerca de
32 milhões de embalagens no s EUA;
 A empresa, nessa operação, enfrentou uma redução em
seu faturamento mensal na ordem de 88%;de US$33
milhões, baixou para US$4 milhões;
 Assumiu a responsabilidade pelas vítimas, indenizando-as
junto aos seus parentes e familiares, desembolsou US$100
milhões com a parte fiscal de devolução dos remédios e
gastou US$150 milhões em publicidade para recuperar o
mercado perdido, obtendo enorme sucesso 2 anos depois
do incidente.
 Numa primeira análise, a iniciativa da empresa foi
louvável porque agiu de acordo com os princípios éticos.
Contudo é fundamental enfatizar que o grande motivador
das ações éticas da empresa em questão foi a força da
sociedade capaz de pressioná-la a agi da forma que agiu;
 A empresa teve essa atitude porque sabe que não
conseguiria recuperar mercado se passasse por cima dos
fatos;
 E as empresas agem eticamente não por espontaneidade
ou voluntarismo, mas porque são obrigadas a fazê-lo,
tanto que a J&J só se preocupou em recolher a medicação
nos EUA, onde a sociedade é mais organizada. Em outras
regiões do mundo, sem poder de pressão e
desinformadas, permaneceram entregues à própria sorte;
 Mesmo assim, o ocorrido, mostra que no mundo dos
negócios já não pode fazer o que se bem entende, já não
pode ser abusivo;
 É melhor a empresa ser inteligente e ter a transparência
como diferencial e como grande negócio.
Responsabilidade Social
 Diz respeito ao cumprimento de deveres e obrigações dos
indivíduos e empresas para com a sociedade em geral;
 Para alguns sociólogos a responsabilidade social é a forma
de retribuir a alguém, por algo alcançado ou permitido,
modificando hábitos e costumes ou perfil do sujeito ou
local que recebe o impacto.
 A R.S. Corporativa pode ser entendida como o conjunto
amplo de ações que beneficiam a sociedade e as
corporações que são tomadas pelas empresas, levando em
consideração a educação, economia, meio-ambiente,
saúde, transporte, moradia, atividades locais e governos.
 As ações da R.S.C., otimizam ou criam programas sociais,
trazendo benefício mútuo entre a empresa e a
comunidade, melhorando a qualidade de vida dos
funcionários, quanto da sua atuação da empresa e da
própria população.
 Muitas empresas dizem que são socialmente responsáveis
pelo simples fato de colocarem em seus slogans a palavras
responsabilidade social ou por fazer entrega de cestas
básicas ao final do ano. Isso é ter responsabilidade social?
 Ter R.S. não é fazer caridade, as empresas devem
promover o desenvolvimento sustentável, o trabalho deve
ser duradouro e contínuo.
Os 4 tipos de R. S. da empresa
 Responsabilidade Econômica: localiza-se na base da
pirâmide, pois é o principal tipo de responsabilidade
social encontrada nas empresas, sendo o lucro a maior
razão pela qual as empresas existem. Ter responsabilidade
econômica significa produzir bens e serviços de que a
sociedade necessita, e quer, a um preço que possa garantir
a continuação das atividades da empresa, o cumprimento
de suas obrigações com os investidores e a maximização
do lucro de proprietários e acionistas;
 Responsabilidade legal: espera-se que as empresas sejam
responsáveis pela observância das leis municipais,
estaduais e federais;
 Responsabilidade ética: inclui comportamentos ou
atividades que a sociedade espera das empresas, mas que
não são necessariamente codificados em lei, para serem
éticos os tomadores de decisão das empresas devem agir
com eqüidade, justiça e imparcialidade, além de respeitar
os direitos individuais.
 Responsabilidade discricionária ou filantrópica: é
puramente voluntária e orientada pelo desejo da empresa
em fazer uma contribuição social não imposta pela
economia, pela lei ou pela ética, inclui fazer doações
beneficentes, contribuir financeiramente para projetos
comunitários.
Exemplos de Empresas Socialmente
Responsáveis
 Bradesco – Fundação Bradesco; Banco do Planeta
(Fundação Amazônia Sustentável/ S.O.S. Mata
Atlântica/Relatório de Sustentabilidade)
 Banco Real – Programa Talentos da Maturidade; Espaço
Real de práticas em Sustentabilidade (cursos de
edificação sustentável/direitos humanos)
 Grupo Claudino – Programa Ciranda do Bem;
 Natura – Programa Carbono Neutro(2007); Patrocínios a
projetos de desenvolvimento sustentável, projetos de
inclusão social(Afroreggae); Produtos Natura Ekos;
Sistema Refil (1983);
A relevância dos ativos
intangíveis
 Ativos intangíveis são os bens não físicos das empresas;
 Hoje, na sociedade da informação, possuem uma
importância estratégica;
 Está relacionado com as competências desenvolvidas – o
patrimônio intelectual, as habilidades do pessoal, os
segredos de negócio, as informações confidenciais – ,
bem como as marcas, patentes, a reputação e a imagem
da empresa;
 O que é reputação? É o conceito que uma coletividade
atribui a uma organização ou um indivíduo, a percepção
pública construída ao longo do tempo;
 Corresponde ao prestígio, à fama, ao renome, à
consideração ou ao respeito de que se desfruta;
 A reputação se incorpora aos produtos e serviços como
relação de confiança sedimentada no decurso dos anos
ou como credibilidade pública.
 Os clientes não compram apenas bens ou serviços pelos
seus atributos, qualidades ou preços; compram ao
mesmo tempo as promessas de benefício que eles
embutem ou as expectativas que os acompanham.
 Dito de outra forma, significa dizer:
 Os produtos ou serviços são adquiridos não só pelas
necessidades
materiais,
mas
também
pelas
necessidades materiais que satisfazem – emoções
despertadas, estilos de vida propalados, sonhos
provocados, valores culturais expressos, prestígio
almejado;
 Os clientes compram e pagam mais pelas reputações,
imagens e marcas;
 Quem vai comer um Big Mac no MacDonald´s não
procura exclusivamente a qualidade nos serviços,
procura também: rapidez no atendimento, exige
higiene e requer padronização dos produtos;
 Quem compra uma Ferrari, não deseja somente um
carro de alto rendimento, deseja se diferenciar do
comum dos mortais, deseja participar de um grupo
seleto e deseja desfrutar a vida em uma ícone mundial.
 No contexto contemporâneo, três fatores essenciais se
conjugam e conferem à sociedade civil uma invejável
capacidade de retaliar empresas julgadas socialmente
irresponsáveis:
 A competição econômica que dá aos clientes a
possibilidade de ir para o concorrente;
 Os regimes políticos liberais, que asseguram ao
cidadão o direito efetivo de recorrer à Justiça e às
agências de defesa do consumidor;
A
mídia plural e investigativa, apoiada nas
telecomunicações em tempo real, reúne condições para
questionar fatos lesivos à população e pode destruir
reputações, imagens, marcas, sem deixar muita
margem a quem quer que seja recuperar sua
credibilidade.
 Logo, preservar os ativos intangíveis exige uma
competente reflexão ética, pois qualquer deslize moral
pode provocar imensos prejuízos, quando não a ruína
do empreendimento.
Código de Ética Profissional do
Administrador
É
o guia orientador e estimulador de novos
comportamentos e está fundamentado num conceito
de ética direcionada para o desenvolvimento, servindo
simultaneamente de estímulo e parâmetro para que o
Administrador amplie sua capacidade de pensar,
visualize seu papel e torne sua ação mais eficaz diante
da sociedade.
Art. 6º São deveres do Administrador
III- capacitar-se para perceber que acima do seu
compromisso com o cliente, está o interesse social,
cabendo-lhe, como agente de transformação, colocar a
empresa nessa perspectiva;
IV- contribuir, como cidadão e como profissional, para
incessante progresso das instituições sociais e dos
princípios legais que regem o País;
VI- manter sigilo sobre tudo o que souber em função de
sua atividade profissional;
X- assegurar, quando investido em cargos ou funções de
direção, as condições mínimas para o desempenho
ético-profissional;
XI- pleitear a melhor adequação do trabalho ao ser
humano, melhorando suas condições, de acordo com
os mais elevados padrões de segurança;
XIII- considerar, quando na qualidade de empregado, os
objetivos, a filosofia e os padrões gerais da organização,
cancelando seu contrato de trabalho sempre que
normas, filosofia, política e costumes ali vigentes
contrariem sua consciência profissional e regras deste
Código;
XVII- recusar cargos, empregos ou funções, quando
reconhecer serem insuficientes seus recursos técnicos
ou disponibilidade de tempo para bem desempenhálos;
XXV- Citar seu número de registro no respectivo
Conselho Regional após sua assinatura em
documentos referentes ao exercício profissional;
XXVIII- informar, esclarecer e orientar estudantes de
Administração, na docência ou supervisão, quanto aos
princípios e normas contidas neste Código.
Art.: 7º É vedado ao Administrador
III- permitir a utilização de seu nome e de seu registro
por qualquer instituição pública ou privada onde não
exerça pessoal ou efetivamente sua função inerente à
profissão;
IV- facilitar, por qualquer modo, o exercício da profissão
a terceiros, não habilitados ou impedidos;
V- assinar trabalhos ou quaisquer documentos
executados por terceiros ou elaborados por leigos
alheios à sua orientação, supervisão e fiscalização;
IX- contribuir para a realização de ato contrário à lei ou
destinado a fraudá-la, ou praticar, no exercício da
profissão, ato legalmente definido como crime.
 Atualmente,
Técnico em Administração é uma
profissão reconhecida na Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO);
 Porém, diferentemente dos profissionais que são
técnicos como: técnico em enfermagem(COREN),
técnico em edificações(CREA) e técnico em higiene
bucal(CRO), por exemplo, o Técnico em Administração
não pode fazer registro no CRA e não é regido pelo
Código de Ética do Administrador.

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