ARCADISMO - Colégio Militar de Fortaleza

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LITERATURA NO BRASIL
CONTEXTO HISTÓRICO
•
IDADE MÉDIA: ALTA IDADE MÉDIA: Sec V / Sec XI-XII
BAIXA IDADE MÉDIA: Sec XI-XII / XV
- QUEDA DE ROMA (476) (Fim do Império Romano /Ocidente)
- EXPANSÃO DO CRISTIANISMO
- Entre o MOSTEIRO (Papa) e a CORTE (Rei)
 “Os príncipes têm o poder na Terra, os sarcerdotes, sobre a
Alma. E assim como a alma é muito mais valiosa que o corpo,
assim mais valioso é o clero do que a monarquia […] Nenhum
rei pode reinar com acerto a menos que sirva devotamente ao
vigário de Cristo.”
- RELIGIÃO E CULTURA: Textos sagrados, tradução dos filósofos
que não contradiziam a Igreja, Latim como língua literária …
A ERA MEDIEVAL  ERA CLÁSSICA
•1a. ÉPOCA
•(Séc XII a XIV)
2a. ÉPOCA
(Séc XV e Início do XVI)
SÉCULO XVI
TROVADORISMO
HUMANISMO
CLASSICISMO
P
O
E
S
I
A
LÍRICA
- Cantigas de Amor
- Cantigas de Amigo
SATÍRICA
- Cantigas de escárnio
- Cantigas de maldizer
POESIA PALACIANA
- Cancioneiro Geral de
Garcia de Resende
LÍRICA: Luís de Camões
P
R
O
S
A
•Novelas de Cavalaria
•Hagiografias
•Cronicões
•Nobiliários
Crônicas de Fernão
Lopes
• Novelas sentimentais
•Novelas de cavalaria
•Crônicas históricas
•Crônicas de viagens
T
E
A
T
R
O
•Mistérios
•Milagres
•Moralidades
•Autos
•Sortties
O Teatro leigo de
Gil Vicente
A CASTRO, de Antônio
Ferreira – 1a. peça de
influência clássica do
Teatro português
ÉPICA: Os Lusíadas, de
Luís de Camões
TROVADORISMO
IDADE MÉDIA: Nova Organização Social
• FEUDALISMO: Rei, Senhores feudais, Nobreza,
Cavaleiros, Camponeses livres e Servos
 Suserano, Vassalos, Exército do Senhor Feudal.
• TROVADORISMO: Poesia e Cortesia
Projeto Literário: Literatura Oral (entreterimento)
Cavaleiros (novo papel), Vassalagem (amorosa),
Teocentrismo e Amor Cortês*.
 Agentes do Discurso: TROVADORES: Autores
JOGRAIS: Recitadores,
Cantores e Músicos ambulantes.
LITERATURA PORTUGUESA
PORTUGAL
• 1140 – Estado Independente
• 1o. Rei: D. Afonso Henrique
• Língua: Galego-português
• A Literatura Portuguesa nasce com o próprio
país. Os trovadores galego-portugueses são,
inicialmente,influenciados
pela literatura
provençal.
• Primeiro texto: Cantiga da Ribeirinha, 1189.
Cantiga da Ribeirinha
No mundo non sei parella,
Mentre me for’ como me vay,
Mia senhor branca e vermelha,
Queredes que vos retraia
Quando vus eu vi em saia!
!Mao dia me levantei,
Que vus enton non vi fea!
E, mia senhor, des aquel di’!ay!
Me foi a mi muyn mal,
E vós, filha de don Paay
Moniz, e ben vus semelha
D‘aver eu por vós guarvaya,
Pois eu, mia senhor, d’alfaia
Nunca de vos ouve nem ei
Valia d’~ua correa.
Paay Soares de Taveiroos
Não há no mundo ninguém que se compare
a mim em infelicidade, enquanto a minha
vida continuar assim, porque morro por vós
e, ai, minha senhora branca e de faces
rosadas, quereis que vos retrate quando
vos vi sem manto. Mau dia foi esse em que
me levantei, porque vos vi tão bela ,
melhor seria se vos tivesse visto feia.
E, minha senhora, desde aquele dia, ai,
tudo para mim foi muito mal, mas vós, filha
de D. Paio Moniz, parece-vos muito bem
que eu tenha de vós uma garvaia (manto
de luxo) quando nunca recebi de vós o
simples valor de uma correia.
(Tradução livre)
O TROVADORISMO*
• PRIMEIRAS MANISFESTAÇÕES LITERÁRIAS
- PROSA - TEATRO
- POESIA – memorizada e difundida oralmente
 CANTIGAS ( Trovas, rimas, canções populares
nos gêneros lírico e satírico)
• CANCIONEIROS (coletâneas de poemas):
- Cancioneiros da Ajuda (Sec XIII)
- Cancioneiro da Vaticana (Sec XV)
- Cancioneiro da Biblioteca Nacional (Sec XIV)
CANTIGAS
• CARACTERÍSTICAS: Eu lírico, Assunto, Estrutura,
LINGUAGEM (funções, figuras)  4 Tipos:
• GÊNERO LÍRICO: Cantigas de Amigo*
- tema central: Saudade
Cantigas de Amor*
- Coita de amor
• GÊNERO SATÍRICO: Cantigas de Escárnio*
- Crítica (duplo sentido)
Cantigas de Maldizer*
- Crítica direta (baixo calão)
2a. Época Medieval – HUMANISMO
RENASCIMENTO (Séc XVI)
• Transição medieval para o Mundo Moderno
• Consolidação da Prosa Historigráfica e do Teatro
• Poesia afasta-se da música e ganha formalidade
POESIA PALACIANA
• Melhor elaboração em relação às Cantigas
• Sensualidade e Intimidade # Visão idealializada
e platônica da mulher amada
• Figuras de Linguagem (metonímia)
PROSA HISTORIOGRÁFICA
• Crônicas  Acontecimentos históricos de Portugal
• FERNÃO LOPES – principal cronista
• Importância do Povo no processo histórico
TEATRO
• Ligado à Igreja / Datas religiosas
• Passagens da Bíblia / Histórias de santos
• GIL VICENTE – início do Teatro leigo português,
livre da influência da Igreja – “pai do Teatro
Português” – Teatro, crítica e humor.
GIL VICENTE
• Séc XVI – laicização da cultura portuguesa
• Diversidade de classes e grupos sociais
• GIL: Missão moralizante e reformadora
• Não atingia as Instituições, mas os
inescrupulosos.
• Objetivo: - Demonstrar como o ser humano,
independentemente de classe social, sexo ou
religião; é egoísta, falso, mentiroso, orgulhoso e
frágil diante dos apelos da carne e do dinheiro.
• Produção rica e variada.
CLASSICISMO ou QUINHENTISMO
RENASCIMENTO
• Movimento artístico, cultural e científico / Séc XVI,
Inspirado na cultura greco-latina;
• DANTE ALIGHIERE: Divina comédia, Medida nova;
• PETRARCA: Cancioneiro com 350 poemas (sonetos) –
amor platônico espiritualizado por Laura;
• BOCCACCIO: Decameron – crítica realidade / época;
 TRANSFORMAÇÕES DE TODA ORDEM:
• Fé medieval => Razão; Cristianismo => Cultura greco-latina;
• Antropocentrismo; Domínio e transformação do mundo
CONTEXTO HISTÓRICO
RENASCIMENTO: Idade Média  Era Moderna:
• Grandes Navegações e Descobrimentos;
• Formação dos Estados Modernos;
• Reforma da Igreja Católica Romana (1517);
• Revolução Comercial (início Séc XV);
• Fortalecimento da Burguesia comercial;
• Teoria Heliocêntrica de Copérnico;
• Inflências estenderam-se ao Sec XVII;
 Era Clássica: Classicismo, Barroco, Arcadismo.
PROJETO LITERÁRIO DO CLASSICISMO
• RETOMAR MODELOS DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA
(GRECO-LATINA);
- Nega a antiguidade medieval (teocentrismo)
• ADOTAR A RAZÃO PARÂMETRO DE OBSERVAÇÃO E
INTERPRETAÇÃO DA REALIDADE;
- Império da razão
• AFIRMAÇÃO DA SUPERIORIDADE HUMANA
(ANTROPOCENTRISMO);
- A beleza da perfeição humana
• VALORIZAÇÃO DO ESFORÇO INDIVIDUAL.
- Participação social # Busca da felicidade
IMPÉRIO PORTUGUÊS - Culminância
PORTUGAL
• Um dos países mais importantes do Mundo, Séc
XV e XVI, lidera a expansão marítima e comercial;
• Amadurecido como Povo, Nação, Estado, Língua, e
Cultura; falta-lhe uma Epopeia.
LUÍS DE CAMÕES (1525-1580)
• Estudioso da cultura clássica, cortesão, militar,
literato, filósofo – integra sua vivência a
conhecimentos de História, Geografia e Política –
produz, além da sua primorosa obra lírica, a maior
epopeia do Renascimento: OS LUSÍADAS.
LÍRICA AMOROSA DE CAMÕES
• POESIA PALACIANA: Poemas na medida velha
(redondilhas) e na medida nova (decassílabos),
Sonetos, Odes, Éclogas, Oitavas, Elegias;
• TEMAS: neoplatonismo amoroso, reflexão
filosófica (sobre os desconcertos do mundo) e a
natureza (confidente amoroso do amante que
sofre);
• LÍRICA AMOROSA: o Amor como abstração pura e
perfeita X realização física do Amor; (p. 86)
• LÍRICA FILOSÓFICA: queixas dos rumos de seu
tempo e insatisfação com a transição para o
mundo burguês. (p. 87)
POESIA ÉPICA
• EXALTAÇÃO AOS FEITOS HEROICOS;
• IMORTALIZAÇÃO DAS GLÓRIAS DE SEU POVO, A
EXEMPLO DA ILÍADA E DA ODISSEIA DE HOMERO.
LUÍS VAZ DE CAMÕES: OS LUSÍADAS
• REINVENÇÃO ÉPICA DA HISTÓRIA DE PORTUGAL;
• EPOPEIA DE IMITAÇÃO, CUMPRIU O PAPEL DE
RELEMBRAR A GRANDIOSIDADE DE PORTUGAL, JÁ
EM DECADÊNCIA (1572);
• CRÍTICA À COBIÇA, À TIRANIA, À CORRUPÇÃO E À
SEDE DE PODER DESMEDIDO.
OS LUSÍADAS
• ESTRUTURA: 10 CANTOS, NUM TOTAL DE 1.102
ESTROFES (OITAVAS REAIS = RIMA: ABABABCC),
PERFAZENDO 8. 816 VERSOS DECASSÍLABOS.
• TEMA: CANTAR A GLÓRIA DO “POVO NAVEGADOR
PORTUGUÊS” E A MEMÓRIA DOS REIS QUE “FORAM
DILATANDO A FÉ, O IMPÉRIO”.
• DIVISÃO DOS CANTOS:
- Proposição: apresentação do poema
- Invocação: Tágides (musas, ninfas do Rio Tejo)
- Dedicatória: D. Sebastião
- Narração: episódios da viagem de Vasco da Gama
- Epílogo: encerramento – desilusão com a decadência
do Império.
AS GRANDES NAVEGAÇÕES e DESCOBRIMENTOS
BANDEIRA NACIONAL PORTUGUESA
SENHOR, FALTA CUMPRIR-SE PORTUGAL!
5o. IMPÉRIO – Daniel
5o. IMPÉRIO – F. Pessoa
SONHO DE NABUCODONOSOR
• Dimensão material e
geopolítica:
DIFUSÃO DA LÍNGUA E CULTURA
PORTUGUESAS
• Poder da Poesia e do Sonho:
1. GRÉCIA
2. ROMA
3. CRISTANDADE
4. EUROPA (pós-renascença)
5. PORTUGAL …
 Ressurgimento de PORTUGAL:
* “MINHA PÁTRIA É A
LÍNGUA PORTUGUESA”.
1. BABILÔNIA
2. MEDO-PERSA
3. GRÉCIA
4. ROMA
5. INGLATERRA
(E U A: Nova Inglaterra)
COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
(CPLP)
C P L P – Membros Efetivos
EFETIVOS
PAÍS COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Maurícia
Moçambique
Portugal
República
Democrática de
São Tomé e
Príncipe
Senegal
Timor-Leste
C P L P – Membros Observadores e
Candidatos
• GUINÉ EQUATORIAL
•
•
•
•
•
•
ANDORRA
FILIPINAS
MACAU
GOA
ROMÊNIA
INDONÉSIA
MAURÍCIA
SENEGAL
MARROCOS
GALIZA
MALACA
CROÁCIA
UCRÂNIA
VENEZUELA
CPLP – Minha Pátria é a Língua Portuguesa
BANDEIRA DA C P L P
O QUINHENTISMO NO BRASIL
A PRODUÇÃO LITERÁRIA NO BRASIL-COLÔNIA
ERA COLONIAL
QUINHENTISMO
BARROCO
ARCADISMO
1500
1601
1768
Carta de Pero Vaz de
Caminha
Pero Vaz de Caminha
Pero M. Gandavo
Gabriel Soares de
Sousa
José de Anchieta
PROSOPOPEIA
- Bento de Teixeira
Gregório de Matos
Pe. Antonio Vieira
Obras de Cláudio
Manuel da Costa
Cláudio Manuel da
Costa
Tomaz Antonio
Gonzaga
Silva Alvarenga
Santa Rita Durão
Basílio da Gama
LITERATURA NO BRASIL COLONIAL
AINDA NÃO HAVIA OS PRÉ-REQUISITOS:
• PRODUÇÃO CULTURAL INDEPENDENTE (?)
• FLORESCIMENTO DA LITERATURA (condições):
- PÚBLICO LEITOR ATIVO E INFLUENTE;
- GRUPOS DE ESCRITORES ATUANTES;
- VIDA CULTURAL RICA E ABUNDANTE;
- SENTIMENTO DE NACIONALIDADE;
- LIBERDADE DE EXPRESSÃO;
- MEIOS DE COMPOSIÇÃO GRÁFICA E IMPRESSÃO.

MANIFESTAÇÕES LITERÁRIAS
“ECOS DA LITERATURA NO BRASIL”
BRASIL-COLÔNIA: 1500 a 1808
REINO UNIDO BRASIL, PORTUGAL e ALGARVES:
I808 a 1821
Século XVI:
• Garantia do domínio sobre a terra descoberta;
• Organização em Capitanias Hereditárias;
• Escravos negros da África;
• Padres jesuítas para a catequização os índios.
“ECOS DA LITERATURA NO BRASIL”
 A PRODUÇÃO LITERÁRIA CONTRIBUIU PARA:
- AMADURECIMENTO DO ESPÍRITO NACIONALIDADE;
- VALORIZAÇÃO DO HOMEM, DO ESPAÇO E DA LÍNGUA;
- FUNDAÇÃO DE CIDADES;
- ESTABELECIMENTOS DE CENTROS COMERCIAIS;
- AFLORAMENTO DE MANIFESTAÇÕES IMPORTANTES:
• JOSÉ DE ANCHIETA
• GREGÓRIO DE MATOS
• “ÁRCADES”
• IDEALISTAS E REVOLUCIONÁRIOS
“ECOS DA LITERATURA NO BRASIL”
Século XVII:
• Salvador-BA  centro de decisões
político-comerciais (virtual capital);
• Aventureiros, náufragos e degredados;
• Brancos, Índios, Negros  Mestiços;
• Ciclo do pau-brasil
• Ciclo da cana-de-açucar
“ECOS DA LITERATURA NO BRASIL”
Século XVIII:
• Ciclo do Ouro  Minas Gerais: Exploração do
ouro e Revoltas políticas contra a colonização;
• Inconfidência Mineira (1789).
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES LITERÁRIAS
• LITERATURA DE INFORMAÇÃO
• LITERATURA DE CATEQUESE
• BARROCO
• ARCADISMO
A LITERATURA DE INFORMAÇÃO
• CARTAS DE VIAGEM, DIÁRIOS DE NAVEGAÇÃO e
TRATADOS DESCRITIVOS (PROSA);
• NARRAR E DESCREVER OS PRIMEIROS
CONTATOS COM A TERRA E SEUS NATIVOS;
• DIRIGIDAS ÀS AUTORIDADES PORTUGUESAS;
• PEQUENO VALOR LITERÁRIO;
• GRANDE VALOR HISTÓRICO;
• REGISTRO DO CHOQUE/INTERAÇÃO CULTURAL;
• TEMAS: Índios, belezas naturais, origens
históricas, diferentes linguagens.
A LITERATURA DE INFORMAÇÃO
PRINCIPAIS PRODUÇÕES NO BRASIL-COLÔNIA:
• Carta, de Pero Vaz de Caminha;
• Diário de Navegação, de Pero Lopes de Sousa;
• Tratado da terra do Brasil e a História da
Província de Santa Cruz (Brasil), de Pero de
Magalhães Gândavo;
• Tratado descritivo do Brasil, de Gabriel Soares;
• Diário das grandesas do Brasil, de Ambrósio
Fernandes Brandão;
• Cartas dos missionários jesuítas.
A LITERATURA DE CATEQUESE
• INTENÇÃO CATEQUÉTICA DOS JESUÍTAS;
• CARTAS, TRATADOS, CRÔNICAS E POEMAS;
• MANUEL DA NÓBREGA, FERNÃO CARDIM, …
• JOSÉ DE ANCHIETA (qualidades literárias):
* Ilhas Canárias, 1534 + Reritiba (ES), 1597
- Poesia religiosa, Poesia épica, Crônica,
Gramática da língua mais usada na costa do Brasil
- Teatro: Autos, Peças teatrais polilíngues, Festas/
Dogmas católicos  Indígenas, Soldados,
Colonos, Marujos, Comerciantes
O BARROCO COMO ESTILO
1.
2.
3.
4.
5.
1.
2.
• ACEPÇÕES
Relativo ao Estilo Barroco
Ornamentado, Sobrecarregado, Exuberante, …
Irregular, Extravagante, Estrambótico, …
Conflito entre o Espiritual e o Material
Modo de ser, fazer, comportar-se hetodoxamente
• A ARTE DA INDISCIPLINA
Predominou no século XVII: momento de crise
espiritual na civilização ocidental;
Duas formas de ver o mundo:
Paganismo # Sensualismo
X
Religiosidade (teocentrismo medieval)
A LINGUAGEM DO BARROCO
• CONTEXTO HISTÓRICO
1. Sec XVI: Renascimento  Ser Humano: Senhor da
terra, dos mares, da ciência e da arte. (?)
2. Sec XVII: Dualismo e Contradição  BARROCO:
Ressugimento de questões Religiosas, Políticas,
Sociais, Espirituais, …
X
Valores Renascentistas
BARROCO: vínculos com a cultura clássica, mas
buscando caminhos próprios, condizentes com as
necessidades do momento.
CONTEÚDO e FORMA
CLASSICISMO
BARROCO
ANTROPOCENTRISMO
CONFLITO: ANTROPO X TEOCENTRISMO
EQUILÍBRIO
OPOSIÇÃO: ESPIRITUAL X MATERIAL
RACIONALISMO
CONFLITO: FÉ X RAZÃO
PAGANISMO
CRISTIANISMO
INFLUÊNCIA GRECO-LATINA
MORBIDEZ
IDEALIZAÇÃO AMOROSA: NEOPLATONISMO
IDEALIZAÇÃO AMOROSA: CULPA
UNIVERSALISMO
EFEMERIDADE DO TEMPO
BUSCA DE CLAREZA
RACIOCÍNIOS COMPLEXOS: PARÁBOLAS …
`
CARPE DIEM
GOSTO PELO SONETO
GOSTO PELO SONETO
EMPREGO DA MEDIDA NOVA (POESIA)
EMPREGO DA MEDIDA NOVA (POESIA)
BUSCA PELO EQUILÍBRIO FORMAL
INVERSÕES, CONSTRUÇÕES COMPLEXAS E
RARAS: FIGURAS DE LINGUAGEM: ANTÍTESES,
PARADOXOS, METÁFORAS, METONÍMIAS, …
Desenganos da vida humana metaforicamente
É vaidade, Fábio, nesta vida,
rosa, que da manhã lisonjeada,
púrpuras mil, com ambição dourada,
airosa rompe, arrasta presumida.
É planta, que de abril favorecida,
por mares de soberba desatada,
florida galeota empavesada,
sulca ufana, navega destemida.
É nau enfim, que em breve ligeireza,
com presunção de Fênix generosa,
galhardias apresta, alentos preza:
Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa
de que importa, se aguarda sem defesa
penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
Gregório de Matos
TEXTO II
Que és terra, Homem, e em terra hás de tornar-te,
te lembra hoje Deus por sua Igreja,
de pó te faz espelho, em que se veja
a vil matéria, de que quis formar-te.
Lembra-te Deus, que és pó para humilhar-te,
e como o teu baixel sempre fraqueja
nos mares da vaidade, onde peleja,
te põe à vista a terra, onde salvar-te.
Alerta, alerta pois, que o vento berra,
e se assopra a vaidade, e incha o pano,
na proa a terra tens, amaina e ferra.
Todo o lenho mortal, baixel humano
se busca a salvação, tome hoje terra,
que a terra de hoje é porto soberano.
Gregório de Matos
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da
dama quem queria bem
Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo derretido.
Tu, que em um peito abrasa escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo em cristais aprisionado;
Quando cristal, chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente,
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.
Gregório de Matos
O MUNDO EM CRISE
1. TENSÃO NO MUNDO DA FÉ
a. REFORMA PROTESTANTE
b. A CONTRA-REFORMA
2. BARROCO: a harmonia da dissonância
PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO
• “A POESIA TEM O DESEJO DE PRODUZIR ESPANTO”
• OBJETIVO: DESENCADEAR UMA REAÇÃO ESPECÍFICA
NUM DETERMINADO PÚBLICO
1. AGENTES DO DISCURSO
- O Barroco e o público
2. O FUSIONISMO
3. O CULTO DO CONTRASTE
4. O PESSIMISMO
PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO
5. O FEÍSMO
6. O REBUSCAMENTO
7. DINAMISMO E TEATRALIDADE
8. REFLEXÃO SOBRE A FRAGILIDADE HUMANA
PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO
9. LINGUAGEM: Agudeza e Engenho
- A RETÓRICA DA SEDUÇÃO AMOROSA
- A FÁBRICA DE METÁFORAS
- OUTROS RECURSOS DA LINGUAGEM
PROJETO LITERÁRIO DO BARROCO
10. A ESTRUTURA DOS POEMAS
11. AS CORRENTES DO BARROCO
- CULTISMO
- CONCEPTISMO
BARROCO: Competências e Habilidades
• O que você deverá saber ao final do 3o. Bimestre:
1. Por que a Reforma e a Contrarreforma
influenciaram o surgimento da arte barroca?
2. O que foi o Barroco?
- Projeto literário do barroco
- Conceitos: agudeza, rebuscamento e contraste
- Cultismo e Conceptismo
- Metáforas x Estética
3. Marcas da produção barroca no Brasil
- Sermões do Padre Antonio Vieira
- Poesia de Gregório de Matos
O BARROCO NO BRASIL
LITERATURA NACIONAL – Pré-condições atendidas:
• Presença de escritores ativos (colonos  letrados)
• Meios de publicação e circulação (academias lit.)
• Público leitor ( incipiente  crescimento lento)
1601: Bento TeixeiraPROSOPOPEIA – poema épico
• Marco inicial do Barroco brasileiro
Pe. ANTÔNIO VIEIRA (1608 - 1697)
* Homem de ação * Visionário
* Orador
GREGÓRIO DE MATOS GUERRA (1633 – 1696)
* Irreverência e Esquecimento * Lírica * Sátira
ARCADISMO (NEOCLASSICISMO)
HISTÓRIA SOCIAL DO ARCADISMO
1. FRASES PARA LEITURA E REFLEXÃO ( J. ROUSSEAU):
- O homem não foi feito para meditar, mas para agir.
- O homem nasceu livre e por toda parte vive acorrentado.
- As leis são semepre úteis aos que têm posses e nocivas
aos que nada têm.
2. CONSTATAÇÕES (HISTÓRICAS):
- O homem parece estar sempre insatisfeito com o rumo
dos acontecimentos do seu tempo e, por isso, rompe com
o presente, propondo algo novo.
- Ao analisarmos o “novo”, verifica-se: É o velho que,
misturado a certas tendências, volta à tona como
novidade.
A LINGUAGEM DO ARCADISMO
• Sec XVII: Reforma X Contrarreforma  BARROCO
• Sec XVIII: Combate à Contrarreforma 
NEOCLASSICISMO ou ARCADISMO:
- resposta artística que a burguesia pode dar à
necessidade de expressão humana daquele momento,
contrapondo-se ao Barroco;
- procura resgatar o racionalismo e o equilíbrio do
Classicismo do Sec XVI, ou seja, inspirando-se no
Renascimento.
- BUCOLISMO e PASTORALISMO
• VÍDEO
• ESTUDO DE TEXTOS
O ARCADISMO NO BRASIL
• O INTELECTUAL BRASILEIRO DO Sec XVIII
- Influências da Literatura europeia / Iluminismo
- Sentimento nativista e sonhos de Liberdade
• ORIGEM e FUNDAMENTOS
- Vila Rica  Ouro Preto – MG
- Crescimento urbano X extração do ouro
- Marquês de Pombal: iluminismo / inovações
- COIMBRA: cursos / vida político-cultural
- Independência dos EUA (1776)
ARCADISMO: Origens e Fundamentos
• COLÔNIA: LOCAL X UNIVERSAL
- Princípios estabelecidos pelas Academias
- Inspiração nos autores clássicos
- Eliminar vestígios locais e pessoais
 Aspectos diferentes dos prescritos
- mito do “homem natural” (indianismo)
- expressões espontâneas e não convencionais
- influências barrocas
- prenúncios do Romantismo (Idt. Nacional)
ARCADISMO BRASILEIRO
POESIA
AUTORES (DESTAQUES)
LÍRICA
CLÁUDIO MANOEL DA COSTA,
TOMÁS A. GONZAGA
SILVA ALVARENGA
ÉPICA
BASÍLIO DA GAMA
SANTA RITA DURÃO
CLÁUDIO MANOEL DA COSTA
SATÍRICA
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA
ECONOMIÁSTICA
SILVA ALVARENGA
ALVARENGA PEIXOTO
OS ÁRCADES E A INCONFIDÊNCIA MINEIRA
• INFLUÊNCIAS
- Ideias iluministas / enciclopedistas
- movimento de independência dos EUA
• CAUSAS
- exploração do povo pelo erário régio (tributos)
- confisco da maior parte do ouro extraído
- sonhos e anseios de Liberdade política
• GRUPO DE INCONFIDENTES (participaçação direta)
- Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto,
Cláudio Manoel da Costa e Joaquim José da Silva
Xavier (Tiradentes:dentita prático, militar, masson)
CLÁUDIO M. DA COSTA: a consciência árcade
•
•
•
•
•
Iniciou estudos com os Jesuítas
Curso de Direito na Universidade de Coimbra
Influências: Arcádia lusitana, Pombal e Verney
Vila Rica: advogado e administrador
OBRAS POÉTICAS: afinidade c/ a lírica de Camões,
influências barrocas (inversões e figuração),
cultivou a poesia Épica (saga dos bandeirantes) e
Lírica (neoplatonismo : desilusão amorosa)
• Introdutor do Arcadismo no Brasil
• GLAUCESTE (eu lírico) X NISE (musa inspiradora)
TOMÁS A. GONZAGA: a renovação árcade
•
•
•
•
O mais popular (inovador) dos poetas árcades;
Nascido no Porto-PT, criado na Bahia;
Formado em Coimbra (Direito) / ideias iluministas;
Escreveu: Tratado de Direito Natural , em homenagem ao
Marquês de Pombal;
• Vila Rica: função de ouvidor / romance com Maria
Doroteia de Seixas (cantada em versos como Marília);
• Acusado de ser Inconfidente, foi preso, encarcerado e
expatriado para Moçambique, onde casou, enriqueceu e
fez política local;
• Transição para o Romantismo: subjetividade,
espontaneidade e emotividade. Poesia lírica (Marília de
Dirceu) e satírica (reunidas em Cartas chilenas)
BASÍLIO DA GAMA: nativismo indianista
•
•
•
•
•
•
•
mineiro de Tiradentes (1741 – 1795)
estudou com os jesuítas
intenção de seguir carreira eclesiástica
completou so estudos em Portugal e Itália
ingressou na Arcádia Romana: Termindo Sipílio
amizade e proteção do Marquês de Pombal
Obra de referência: O URUGUAI
- (portugueses + espanhóis) X (índios + jesuítas)
- modelo clássico ( 5 cantos)
- vitória dos europeus (tratado de Madri)
- valorização dos índios (7 povos das Missões)
SANTA RITA DURÃO: apego ao modelo clássico
•
•
•
•
nasceu em Mariana-MG (1722- 1784)
colégio dos jesuítas  vida e estudos em Portugal
vida religiosa: professor de Teologia
Obra de referência: CARAMURU
- valoriza ação catequética sobre os índios
- modelo camoniano (10 cantos, oitava rima, … )
- qualidades da terra # costumes indígenas
- tema universal: Morte por Amor  LINDÓIA
- triângulo amoroso: Paraguaçu # Diogo # Moema

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