Mística dos Pontos Concretos de Esforço e Partilha

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Carisma das ENS
Um carisma é um dom gratuito,
é uma graça, um dom do Espírito.
Quando, na vida de casados, tudo é impregnado
de amor, o Senhor lá está, no coração do casal; o
amor divino se expressa no amor humano; a
espiritualidade é, então, uma realidade vivida.
A isso o Movimento denomina “espiritualidade
conjugal”, um dom de Deus aos casais que das
ENS fazem parte com fervor.
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Espiritualidade
É a inserção da vontade de Deus na
vida cotidiana, isto é, a
transformação do ‘viver segundo a
carne’* para o viver num caminho de
santidade, praticando a caridade
fraterna. Na busca desta perfeição
cristã o indivíduo que se deixa
“conduzir pelo Espírito” (Gl 5, 16-24)
ocupa-se “com tudo o que é
verdadeiro, nobre, justo, puro,
amável, honroso, virtuoso ou que de
qualquer modo mereça louvor e o
Deus da paz permanece nele”(Fl 4, 8-9).
* Natureza humana dissociada do ES e guiada pelos instintos, apetites, fraquezas e corruptibilidade.
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Espiritualidade Conjugal
“É mais do que duas espiritualidades
individuais vividas juntas. Há um
mistério do casal. É fonte de graças.”
(H. Caffarel). Realmente a Espiritualidade
Conjugal consiste na vivência da caridade
conjugal, pela qual cada um faz morrer
em si o “homem velho” (cf. Rm 6, 1-14),
isto é, o pecado, o egoismo, o dominante
“eu”, fazendo nascer o “nós” que é a
comunhão de amor entre os esposos, o
casal na sua plenitude, a fonte de onde
brota vida. Nesta comunhão de almas e
de corpos, de ideais e de bens, aceita-se
plenamente a “alteridade” interpessoal.
O “nós” não significa o aniquilamento do
“eu”, ao contrário, este é como o grão de
trigo que se doa para produzir muito fruto (cf. Jo 12, 24).
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Espiritualidade Conjugal
Palavras de H. Caffarel:
Grande tarefa para os esposos
cristãos é tomar consciência de
que o “mandamento novo”
(cf. Jo 13, 34) lhes diz respeito e,
depois, trabalhar para converter
o seu amor conjugal em
caridade conjugal. Como é belo
o casal em que cada um pode
dizer ao outro, com toda a
verdade: “No teu amor por mim,
vejo o amor de Deus que vem
ao meu encontro; no meu amor
por ti, uno-me ao amor de Deus,
que pede o meu coração
emprestado para te amar”.
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(A Serviço do Mandamento Novo, 1965; do
Livro : A Missão do Casal Cristão)
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“Espiritualidade conjugal é a arte de viver no estado do casamento toda
uma vida cristã conforme os desígnios de Deus” (Pe. H. Caffarel)
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Cultivar a assiduidade em nos abrirmos
à vontade e ao amor de Deus.
Desenvolver a capacidade
de viver na verdade.
Aumentar a capacidade
do encontro e comunhão.
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A busca
da
vontade
de Deus
O que Deus quer para mim?
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A busca
da
verdade
Quem sou eu?
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Viver o
encontro
ea
comunhão
Quem é o meu próximo?
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“Mística”
No dicionário: a palavra ‘mística’ tem relação
com ‘mistério’, daí a dificuldade de
compreende-la e explicá-la nas Equipes.
Para nós: ‘mística’ é uma idéia-força, uma
força motriz que inspira e impulsiona alguém.
É algo em que se acredita e em que se aposta
tudo. É o “espírito” que move a pessoa e dá
sentido a propostas concretas de vida.
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Mística das ENS
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Mística das ENS
Reunidos em
nome de Cristo
“Pois onde dois ou
três estiverem
reunidos em meu
nome, eu estou aí,
no meio deles.”
(Mt 18, 20)
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Mística das ENS
A ajuda mútua
“Carreguem os
fardos uns dos
outros.”
(Gl 6, 2)
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Mística das ENS
O testemunho
“A multidão dos
fiéis era um só
coração e uma só
alma.”
(At 4, 32)
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A Mística dos PCE é o sentido oculto, o
espírito que orienta o casal na vivência
destes meios de aperfeiçoamento.
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Pontos Concretos de Esforço, meios
de aperfeiçoamento
1.Escutar assiduamente a Palavra de Deus;
2.Reservar todos os dias um tempo para um “encontro
com o Senhor” (Meditação ou Oração interior);
3.Encontrar-se, marido e mulher, diariamente para
uma Oração Conjugal;
4.A cada mês, um diálogo conjugal sob o olhar de Deus
(Dever de Sentar-se);
5.Fixar uma Regra de Vida e revisá-la todos os meses;
6.Por-se a cada ano ante o Senhor - em casal - durante
um Retiro de 48 horas, no mínimo, para refletir e
planejar a vida em Sua presença.
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Quem não imprime uma
orientação global à sua vida,
apenas “deixa-se viver”.
...deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)...
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PCE
Agir; esforço pessoal e do casal
Convite a ação
Trata-se de um verbo
Assimilar, viver
Ações postas em prática
Transformando a vida
Caminho de conversão
Seguir a Cristo: necessidade
Não é obrigação imposta
Verdadeiro Encontro com o Senhor, ponto de
partida de toda conversão
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Mística dos PCE
Os PCE possuem
uma coerência
interior baseada
em três apelos que
se repetem em
todos eles e estão
na base que os
unifica: as atitudes
de vida cristã.
PCE
Coerência
interior
Vontade
de Deus
A
Verdade
Encontro e
Comunhão
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Escuta
da
Palavra
Dever de
Sentarse
Meditação
As Três
Atitudes
Regra de
Vida
Oração
Conjugal
Retiro
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Os PCE conduzem às atitudes de vida cristã
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Escuta
da
Palavra
Dever de
Sentarse
Meditação
As Três
Atitudes
Regra de
Vida
Oração
Conjugal
Retiro
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As atitudes de vida levam a vivenciar os PCE
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As Atitudes de Vida
Cristã nos levam a
Escutar a Palavra, a
Meditar, a Orar em
casal, a encontrar-se
num diálogo conjugal, a
fixar uma Regra de Vida
e a fazer um Retiro
anual.
Viver os PCE desperta
em nós o desejo pela
busca da Vontade de
Deus, pela procura da
Verdade e pela
experiência do
Encontro e
Comunhão.
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Relação dos PCE com as Três Atitudes
PCE Escuta
da
Palavra
Atitude
Meditação
Oração
Conjugal
Dever
de Sentar-se
Regra
de Vida
Retiro
Vontade de
Deus
Busca
da Verdade
Encontro/Comunhão
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A Mística da Partilha é o sentido
oculto, o espírito que orienta os
casais na vivência deste meio de
ajuda mútua na Reunião de Equipe.
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Partilha
Para criar e construir a comunidade partilhamos a vida,
damos testemunho e realizamos juntos a entre-ajuda,
colocando em comum o dom de Deus que recebemos.
Esse partilhar de nós mesmos, centrado nas vigas
mestras da vida profunda do casal que são os PCE - fios
condutores de progresso em nossa vida espiritual - não
pode se resumir ao relato contábil de uma lista de
“obrigações que foram ou não cumpridas”.
A Partilha é o momento em que “eu te assumo e tu me
assumes” no nosso projeto cristão de caminhar na
santidade e tornar a equipe uma “comunidade viva”.
Desse modo a partilha é o resultado da fidelidade ao
que somos, conscientes da nossa identidade.
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Partilha e Co-participação
Partilha e Co-participação, duas expressões que
podem criar confusão.
“A co-participação das preocupações familiares,
profissionais, cívicas, eclesiais, dos êxitos e dos
fracassos, das descobertas, tristezas e alegrias,
não é a “Partilha” sobre os PCE”.
Ambas constituem condições necessárias para se
chegar de modo verdadeiro, profundo e durável à
construção de uma “comunidade viva”, pois a
ajuda mútua, um de seus fundamentos, requer o
‘conhecer-se’.
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Henri Caffarel no Brasil, 1957
“Vamos para as equipes para nos ajudarmos mutuamente,
porque não queremos nunca interromper nossa marcha.
Haverá dias em que estaremos desanimados, em que
estaremos cansados… é então que teremos o apoio de
nossos amigos. Digamos-lhes: quando eu adormecer,
acordem-me! Quando estiver cansado, sustentem-me!
Quando eu cair, levantem-me! Há um compromisso de
ajudar os meus irmãos de equipe a caminhar, em não
deixar para trás aqueles que se desencorajam e se acham
cansados. Na montanha todos sobem juntos. Deixar um
companheiro no caminho, porque está cansado, é
abandoná-lo, é trair o nosso compromisso. É aí que está o
valor da ‘Partilha’. Cuidai muito disso. Se ela não for bem
exigente, sob pretexto de discrição, será falta de caridade.”
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A Partilha na visão de São Paulo
“Estejamos atentos uns
aos outros, para nos
incentivar ao amor
fraterno e às boas
obras. Não
abandonemos as
nossas assembléias,
como alguns costumam
fazer. Antes,
procuremos animar-nos
mutuamente”.
(Hb 10, 24-25)
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“O Espírito e as grandes linhas do
Movimento”- 1978
O que caracteriza uma equipe é a determinação dos
casais de se ajudarem uns aos outros.
Por ocasião de sua adesão ao Movimento, é pedido aos
casais que se comprometam a utilizar com lealdade os
métodos e meios das Equipes.
A Partilha sobre os meios de aperfeiçoamento (PCE)
tem grande valor como fator de progresso espiritual.
É comum a tendência dos casais em se desculparem
uns aos outros, a respeito das falhas apresentadas.
Cabe a cada um, mas especialmente ao SCE e ao CRE,
ser firme e exigente para evitar o declínio individual,
do casal e da própria equipe.
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Se os casais de uma equipe fossem a tripulação de um barco que navega
em alto mar e a segurança da viagem confiada a eles, com certeza cada um
seria exigente com o empenho de todos. Afinal trata-se de bens materiais
e de vidas e a negligência significa naufragar.
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A Equipe, como pequena
Ecclesia, tem a certeza da
presença do Cristo e
confia na eficácia da graça
de Deus, até nas
tempestades: “Em sua
agonia clamaram então
ao Senhor, e ele os livrou
da tribulação.
Transformou a procela em
leve brisa, e as ondas do
mar silenciaram... e os
conduziu ao desejado
porto.” (Sl106)
Entretanto, isso depende
do compromisso e do
empenho de cada um.
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Porque somos exigentes com nossa
segurança física e não somos
exigentes com nossa “segurança
espiritual”?
Partilha
Busca da
Vontade de
Deus
Busca da
Verdade
Experiência
do
Encontro e
Comunhão
A Partilha deve ser feita procurando-se assimilar
as mesmas atitudes que estão na base dos PCE
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Busca da
verdade
Busca da
vontade
de Deus
Encontro e
comunhão
A Partilha, se
vivida com base
nas atitudes
cristãs, será um
meio de
conversão da
equipe.
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Partilhar procurando a vontade de
Deus
Buscar a vontade de Deus através dos PCE tem sua
complementação na Partilha com a troca de
experiências, o discernimento e a exigência fraterna de
toda a equipe.
Sem julgar as fraquezas, mostrar que a exigência é
fruto do amor e este é paciente e desinteressado.
O amor faz suportar o que poderia se romper.
“O amor tudo desculpa, tudo suporta” (1Co 13, 7).
Fazer o outro caminhar, querendo o seu progresso.
Respeitar as diferentes opiniões e ritmos de
caminhada sendo compreensivo com essas diferenças.
Não assumir atitude legalista, cruzando os braços.
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Partilhar procurando a vontade de
Deus
Não podemos calar ou não reagir, ser indiferente; o
cristão nunca perde a esperança.
Ajudar a desbloquear o outro, com sinceridade,
caminhando “ombro a ombro”, dando e recebendo
conselhos, sendo “vento e vela”.
Admitir que o amor vai mais longe que a eficácia e é
mais importante que o êxito. “Eis que o semeador saiu
para semear …” (Mt 13, 3-4); “O Senhor não olha
tanto a grandeza das nossas obras. Olha mais o amor
com que são feitas.” (Sta. Tereza D’Ávila)
Não são os lugares e as situações que engrandecem
uma vida, mas a coragem de não se negar, ali onde se
está, a fazer a escalada que é da vontade de Deus.
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Partilhar procurando a verdade
Aprender e assimilar as coisas de Deus.
(Abandonar o “eu acho”).
Amar, e amar exige o “conhecer”.
Descobrir-se, fazer a auto-crítica sem fantasia
e desculpa, avaliar a si próprio, a caminhada
cristã, as crenças, idéias e valores, sem medo
do que será descoberto.
Dar-se a conhecer, revelar-se sem se proteger
atrás de mecanismos de defesa.
(Evitar as síndromes da “esfinge” e do “estripado”)
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Partilhar procurando a verdade
“Tira primeiro a trave do teu olho, e então
verás bem para tirar o cisco do olho de teu
irmão” (Mt 7, 5)
Ter coragem e humildade ao revelar-se.
Ter compreensão e solidariedade (sem se
sentir superior) ao escutar e saber que isso
produz esperança e conversão.
Entender que o amor só se realiza na verdade
e não resiste à mentira.
Buscar a verdade dos outros, sem
preconceitos.
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“O homem mais inteligente que conheço é o
meu alfaiate. Toda vez que o procuro ele me tira
novas medidas; os outros me mediram para
sempre.” (Bernard Shaw)
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Partilhar procurando a verdade
“Procurai adquirir as
virtudes que julgais
faltarem nos vossos
irmãos, e já não lhes
vereis os defeitos,
porque vós mesmos
não os tereis.”
(Santo Agostinho)
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Partilhar procurando viver o Encontro
e a Comunhão
O primeiro encontro é com Deus, sabendo que o
amor de Deus é incondicional.
Abandonar a velha experiência humana do amor
condicional. (Só amo o que é bom; Deus torna bom aquele que ama)
Sair de si mesmo para interessar-se pelos outros.
Deixar de ser espectador e entrar em campo para
jogar; carregar os fardos uns dos outros.
Ter o necessário equilíbrio entre a aceitação e a
exigência. Ajudar os outros na vivência dos PCE.
Ver no irmão o próprio Cristo.
“Transformar-se no homem novo, que vive do
amor do Deus invisível, mas visibilizado naqueles
que ama.” (Pe. Avelino)
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A Partilha, caminho de conversão comunitária,
é para ser vivida num esforço conjunto
de ajuda mútua espiritual.
Meta
Perfeição
Cristã
(Santidade)
Busca da Vontade
de Deus
Busca da Verdade
Experiência do Encontro
e da Comunhão
Atitudes
Vida de Equipe
Orientações de Vida
Escuta da Palavra / Meditação / Oração Conjugal
Dever de Sentar-se / Regra de Vida / Retiro
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Meios
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Bibliografia
• Doc. “Mística dos PCE e Partilha” - SRBrasil, 2009.
• Doc. “Carisma, Mística e Espiritualidade” – SRBrasil,
2004
• “A Partilha como meio de conversão” – Pe. Bernard
Olivier - Carta Mensal fev/mar, 1995.
• Guia das Equipes de Nossa Senhora – ERI – ed 2003
• “Partilhamos nossa vida espiritual” – Reunião de
Equipe – ERI, 2010
• Carta das ENS (Estatutos), 1947
• Bíblia Sagrada
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Invocação ao Espírito Santo
Espírito Santo, vós sois o alento do Pai e do Filho
na plenitude da eternidade. Vós fostes enviado por
Jesus para nos fazer compreender tudo o que Ele
nos diz e nos conduzir à verdade completa.
Vós sois, para nós, Sopro de Vida, Sopro Criador,
Sopro Santificador. Vós sois quem renova todas as
coisas. Nós vos pedimos, humildemente, que nos
deis vida, e que habiteis em cada um de nós, em
cada um de nossos lares, em cada uma de nossas
Equipes para que possamos viver o Sacramento
do Matrimônio como um lugar de amor, um projeto
de felicidade, e um caminho de santidade. Amém!
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