Introdução à Catequética

Report
Introdução à Catequética
Atos 20,24
“ Mas,
de modo nenhum considero minha vida
preciosa para mim mesmo, contanto que eu
leve a bom termo a minha carreira e o serviço
que recebi do Senhor Jesus, ou seja,
testemunhar o Evangelho da graça de Deus.”
Bate-papo
Conversa
Como foi minha catequese?
Catequética
Significa "instruir a viva voz". É uma subdivisão da teologia
que estuda o processo catequético, abrangendo conceito,
objetivo, conteúdo, história e método da ação de iniciar os
novos cristãos na fé eclesial. Assim como a pedadogia
prepara o profissional para atuar como professor, a
catequética prepara o cristão para atuar como catequista.
Dá-se o nome de catequeta à pessoa que se especializa em
catequética.
CATEQUESE
A palavra catequese, muitas vezes, nos remete
à idéia de crianças reunidas em uma sala, nos
fins de semana, tendo aulas de "religião"
com o objetivo de receber a primeira
comunhão, não é verdade?
CATEQUESE
A catequese, como serviço pastoral da Igreja, auxilia
crianças e adultos a entenderem a importância dos
sacramentos a serem recebidos, especialmente os
sacramentos de iniciação à fé cristã: Batismo, Eucaristia
e Crisma. A pessoa, ao receber o primeiro anúncio de
Jesus (querigma), necessita de auxílio para os passos
iniciais em sua caminhada. Esse auxílio é dado
pela Pastoral da Catequese e visa apresentar esse novo
irmão a fé católica; Jesus que nos revela o mistério de
Deus, bom e misericordioso; o perdão dos pecados; a
vida nova que nasce da fé e se manifesta na caridade e
na esperança da felicidade eterna.
CATEQUESE
Nós católicos, somos chamados a uma constante
catequese, um eterno aprendizado das coisas de
Cristo acompanhado de uma constante conversão
de nossos caminhos rumo ao Reino de Deus. Esse
encontro pessoal com Cristo, acompanhado pelos
estudos de sua Palavra e doutrina e pela
conversão sincera de nosso coração, nos leva
enfim a sermos missionários, discípulos de Jesus.
Todos os cristãos são chamados ao anúncio do
Evangelho em todos os âmbitos da sociedade:
família, comunidade, escola, trabalho...
CATEQUESE
Da catequese nasce a ação evangelizadora mais
ampla: o serviço aos necessitados; a denúncia
e ação profética; o zelo em anunciar os valores
do Reino. Reencontramos, assim, as exigências
da vida cristã: o testemunho de vida santa, a
prática da partilha e do perdão, o diálogo
aberto e fraterno com todos, o serviço
solidário na promoção da justiça e da paz.
CATEQUÉTICA
O
movimento catequético atual e os
documentos eclesiais mais recentes sobre
catequese
coincidem
em
indicar
a
comunidade cristã como origem, lugar, agente
responsável e meta da catequese:
* origem: na catequese, como serviço pastoral
da Palavra, a Igreja se vai manifestando como
realidade sacramental de salvação.
CATEQUESE
* lugar: a catequese inicia e aprofunda a
experiência de fé cristã, que não é uma realidade
individual, mas sim, comunitária.
* agente responsável: toda a comunidade tem a
responsabilidade de ajudar a quem procura
conhecer
o
Senhor,
ocupando-se
do
recrutamento, formação e apoio dos catequistas.
* meta: a catequese constrói e renova a
comunidade
através
da
integração
e
desenvolvimento da fé dos/as catequizandos/as.
IDENTIDADE DA CATEQUESE
A catequese é: “A etapa (período intensivo) do
processo evangelizador na qual se formam,
basicamente, os cristãos: para entender,
celebrar e viver o Evangelho do Reino ao qual
aderiram; para participar ativamente na
construção da comunidade eclesial; e no
anúncio e difusão do Evangelho.
A catequese abrange o seguinte
elemento:
uma ação educativa da fé, dirigida às crianças,
jovens e adultos, que abrange o ensino da
Mensagem Revelada, apresentada em forma
orgânica e sistemática, para uma iniciação na
plenitude da vida cristã.
Sendo assim, A catequese não é unicamente
uma instrução doutrinal, mas pelo contrário,
uma ação educativa da fé.
Catequese: iniciação integral
• Cognitivo: Aquisição dos conhecimentos
básicos sobre a fé.
• Afetivo: Desenvolvimento de atitudes e
convicções fundamentais da fé.
• Comportamental: Aquisição de formas de
comportamento e de ação que caracterizam o
estilo de vida dos cristãos.
EDUCAR
A catequese educa “o ser humano todo, de modo a
que seja impregnado pela Palavra de Deus até
“atingir o que há de mais profundo do ser
humano”; e educa em todas as dimensões da fé
conversão a Deus, conhecimento da mensagem
moral evangélica, vida comunitária e ação
apostólica: “a catequese ilumina e robustece a fé,
anima a vida com o espírito de Cristo, conduz a
uma participação consciente e ativa do mistério
litúrgico e alenta uma ação apostólica” (GE 4).
AS TAREFAS DA CATEQUESE
• A catequese tem como finalidade a confissão
da fé.
• As três dimensões (teológica, eclesial e
diaconal)
As tarefas específicas da catequese para
conseguir a sua finalidade geral são:
• iniciação orgânica no conhecimento do
mistério da salvação centrado em Cristo;
• preparação para a vida de oração e para a
celebração da fé na liturgia;
• aquisição de atitudes e comportamentos
evangélicos;
• iniciação no compromisso missionário e
apostólico.
Características – qualidades – de uma fé
adulta:
•
•
•
•
•
•
integrada;
fundamentada psicologicamente;
diferenciada;
aprofundada;
operatória;
aberta.
Expressões básicas de uma fé adulta:
• conversão pessoal e estrutural.
• aquisição de conhecimentos e atitudes de fé.
• Realização de formas de vida e de ação.
O PROCESSO CATEQUÉTICO
• O processo catequético é um período intensivo de
formação cristã integral, realizado em forma
sistemática e organizada, ao longo de um tempo
determinado, ou seja, marcado por um princípio e um
fim
• Este processo catequético é considerado permanente
quando abrange todas as etapas da vida e não fica
reduzido exclusivamente à infância.
• Este processo de catequese permanente exige que a
sua ação catequética, em cada uma das etapas vitais,
seja realizada, em forma progressiva e complementar,
em cada uma das fases.
Itinerário Catequético
No itinerário catequético há que ter em atenção
as seguintes modalidades:
• Catequese de adultos.
• Catequese de adolescentes e jovens.
• Catequese familiar.
• Catequese da infância
• O processo catequético tem uma estrutura
gradual conforme estas três etapas: Précatequese; Catequese propriamente dita;
Mistagogia
Mistagogia cristã é:
• a) uma educação da fé que predisponha os
fiéis cristãos a viverem pessoalmente o que se
celebra.
• b) uma evangelização que leve os fiéis cristãos
a penetrarem cada vez mais nos mistérios que
são celebrados.
O CONTEÚDO CATEQUÉTICO
O conteúdo catequético abrange o conjunto de
verdades, valores, atitudes e pautas de conduta
que integram a totalidade da mensagem cristã ao
serviço da pessoa na sua totalidade:
• Inteligência;
• Afetividade;
• Operatividade;
• O conteúdo catequético deve ser apresentado em
forma:
íntegra ; nuclear ; significante ; gradual ;
globalizada
Núcleo Fundamental do Conteúdo Catequético:
O núcleo fundamental da mensagem cristã
encontra-se no Símbolo da fé ( profissão de fé)
que é “uma expressão privilegiada da herança
viva, que os Pastores receberam o encargo de
guardar” e nele “condensaram em afortunadas
sínteses a fé da Igreja”.
• A primeira "profissão de fé" é feita por ocasião
do Batismo.
• A segunda: “"profissões de fé”: Credo (Quem
diz «Creio» afirma: «dou a minha adesão àquilo
em que nós cremos»).
Fontes ou Mediações
As diferentes fontes ou mediações das que se
serve a catequese para apresentar a
mensagem cristã são:
• a Palavra de Deus;
• a comunidade eclesial: Liturgia, Santos Padres,
Magistério.
LINGUAGEM
A linguagem catequética deve congregar todas
as formas de linguagem da Bíblia e da Tradição
e deve ser apresentado de forma significativa
e acessível ao ser humano de hoje.
Tendo em conta a enorme variedade de
materiais catequéticos existentes,
vamos
indicar alguns critérios a ter em conta para a
sua escolha, revisão e utilização.
CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE
MATERIAIS
• O princípio de fidelidade a Deus e à pessoa humana.
• A harmonia entre as dimensões antropológica, cristológica
e eclesial da catequese.
• A integridade da mensagem cristã, tal como é confessada
pela fé da Igreja.
• A adequação do conteúdo e da linguagem catequética às
diferentes idades e contextos dos destinatários.
• A sua capacidade para facilitar uma iniciação ou reiniciação
na fé e na comunidade.
• A sua adequação para uma catequese ativa, grupal,
indutiva, que responda a todas as dimensões da pessoa e
esteja aberta às diversas linguagens.
• A sua adaptação às possibilidades reais dos catequistas das
nossas comunidades.
Ato catequético
O ato catequético, pela sua própria natureza, tem
que ser fiel a Deus e ao ser humano. Para que
esta fidelidade se torne possível e real, o ato
catequético deverá integrar três elementos
(momentos), que interagem mutuamente:
• a experiência humana, religiosa e cristã do
catequizando.
• a experiência de fé: a Palavra de Deus contida nas
Sagradas Escrituras e na Tradição viva da Igreja.
• a expressão da fé nas suas diversas formas:
confissão da fé, celebração e compromisso.
Ato de fé:
O ato de fé requer uma pedagogia inspirada na
pedagogia divina:
• pedagogia do Dom
• pedagogia da Encarnação
• pedagogia dos sinais.
•
•
•
•
Os métodos mais utilizados são:
Bíblico
Eclesial
Antropológico
O CATEQUISTA
• Catequista é um mestre de oração (catecismo da
IC. 2663).
• O Catequista é um mediador, que facilita a
comunicação entre Deus e o Homem (diretório
geral para catequese pág. 162, cap. 156).
• O Catequista é um intérprete da igreja junto aos
catequizados (catequese renovada 26, pág 56).
• O Catequista é alguém que catequiza em nome
de Deus e da comunidade profética. Em
comunhão com os pastores da igreja (catequese
renovada 26, pág 56 nº 146).
• O Catequista é testemunha ativa do evangelho
em nome da igreja (diretório geral para
catequese pág. 165)
A Igreja Precisa:
A
Igreja precisa de catequistas, porém,
catequistas conscientes com a missão de:
CATEQUIZAR, ENSINAR E EVANGELIZAR.
O CATEQUISTA
• Espiritualidade profunda – rezar e testemunhar o cristianismo, não
perder nunca a intimidade com Deus.
• Integração na comunidade – Participar ativamente de toda a vida
da Igreja. O catequista deve exercer o ministério de forma
continuada e permanente.
• Senso crítico – ler, estudar, e analisar coerentemente os fatos da
Igreja do mundo. A alienação é um mal que jamais deve tomar o
catequista.
• Animação – saber ouvir e dialogar, buscar não mostrar dúvidas e
insegurança, animar de tal forma o encontro de catequese, que leve
o catequizando a um conhecimento gostoso da doutrina da Igreja.
• Qualidade humanas – didática, psicológicas, equilíbrio, carinho.
• Formação doutrinária – buscar conhecer a doutrina católica, estudar
sobre seus diversos aspectos, através de leituras, cursos etc.
Ser catequista não é ser professor. Aulas são dadas na escola. Os
encontros de catequese têm a preocupação de anunciar Jesus e
levar o catequizando a uma aproximação maior com a Igreja.
O CATEQUISTA DEVE:
Por ser considerado um modelo, o catequista deve dar
testemunho daquilo que prega, de viver o que anuncia.
O essencial a um bom catequista é o AMOR, daí emana:
- Compreensão
- Carinho
- Dedicação
- Atenção
- Preparação
- Serviço
HISTÓRIA DA CATEQUESE
No novo testamento, o termo “catequese”
significa dar uma instrução a respeito da fé.
Em sua origem o termo se liga a um verbo que
significa ”fazer ecoar” (Kat-ekhéo). A
Catequese, de fato, tem por objetivo último
fazer escutar e repercutir a palavra de Deus.
FASES DA CATEQUESE
Catequese como iniciação à fé e vida na comunidade:
Primeira fase: estende aproximadamente, do
século I ao século V. No tempo dos Apóstolos, a
vivência fraterna da comunidade, celebrada
principalmente na Eucaristia maneira de
representar e traduzir a mensagem do Cristo
Ressuscitado (1Cor 11, 17-29). Havia uma
admissão dos catecúmenos de três anos, que
buscavam:
• - Compreender melhor a fé;
• - Deixar de lado os costumes pagãos;
• - Realizar um tempo de conversão e santificação.
Catequese como processo de imersão
na cristandade:
Segunda fase: Nesse período que vai mais ou
menos do século V ao século XVI, a catequese
já não consistia tanto numa iniciação à
comunidade como se vê na primeira fase. A
sociedade se considerava animada pela
religião cristã, que estabeleceu uma aliança
entre o poder civil e o poder eclesiástico, tal
fato denominou-se de cristandade.
Catequese como instrução:
Terceira fase: A partir do século XVI, a catequese
passa a valorizar mais aprendizagem
individual, na qual já não era tão marcante a
ligação com a comunidade. Alguns fatores
contribuíram para essa instrução tais como:
• - A descoberta da Impressa;
• - A difusão das escolas;
• - A preocupação com uma maior clareza das
formulações cristã.
Catequese como educação
permanente para a comunhão e a
participação na comunidade de fé:
Quarta fase: no século XX, a catequese faz
redescobrir a importância fundamental da
iniciação cristã e o lugar primordial que nela
cabe a comunidade.
Para a sua informação:
A catequese no Brasil e no mundo possui alguns
documentos que a organizam e definem seus
objetivos. É importante conhecer esses livros:
Diretório Geral da Catequese, Diretório Nacional
da Catequese.
BÍBLIA E CATEQUESE
É importante que o catequista tenha uma
intimidade com a Bíblia, que saiba como ela se
divide, que a manuseie com habilidade e saiba
interpretar suas principais passagens. Pois ela é o
centro da catequese.
O USO DA BÍBLIA NA CATEQUESE
• Costuma-se dizer que a Bíblia é o principal livro da
catequese, a mais importante fonte do processo de
evangelização. E isso é fácil de entender, pois sabemos
que a Bíblia é para nós Palavra de Deus. Se na
catequese o que se pretende é ajudar o catequizando a
realizar o seu encontro com Deus, fica clara a
importância da Palavra de Deus, por meio da qual se
realiza esse encontro.
• A catequese deve, portanto, ser centrada na Palavra de
Deus. O catequizando deve aprender a escutar a Bíblia
e deve ser incentivado a vivenciá-la. Por meio da
Palavra, Deus se comunica conosco e nós nos
comunicamos com Ele.
SELEÇÃO DE TEXTOS NA CATEQUESE
• Apesar de a Bíblia ser um livro básico na catequese, o
processo catequético não consiste num mero estudo
dela. Do ponto de vista pedagógico, seria inconcebível
na catequese – e ninguém pensa nisso – estudar a
Bíblia do começo ao fim, seguindo seus esquemas
históricos e canônicos.
• A seleção de textos para cada encontro levará em
consideração o conteúdo que se quer transmitir. A
catequese é organizada a partir de certos conteúdos
fundamentais no processo de evangelização. Primeiro,
decidimos os conteúdos. Depois, procuramos a
fundamentação bíblica. Os textos bíblicos servirão de
base e suporte para a transmissão dos conteúdos.
PROCLAMAÇÃO DOS TEXTOS
Um cuidado especial se deve ter ao proclamar um texto
bíblico na catequese. Toda leitura deve ser bem-feita.
Mas, se vamos ler um texto que traduz a Palavra de
Deus diante do grupo, isso exige cuidados especiais.
EIS ALGUNS PASSOS IMPORTANTES:
• Primeiro, é preciso preparar a turma para
escutar a proclamação. É preciso criar um
clima de silêncio e concentração. Se a turma
estiver inquieta, nem adianta proclamar nada.
Os ouvidos estarão ligados em outras coisas.
Primeiro, faz-se silêncio. Depois, proclama-se
o texto.
Atenção
• Outro cuidado importante é fazer, antes da
proclamação, breve comentário a respeito do
texto. O comentário desperta a curiosidade de
quem vai ouvir e facilita a compreensão. É
como se faz na liturgia: antes de proclamar o
texto bíblico, um comentarista motiva a
assembléia. Essa motivação faz com que o
povo se ligue no que vai ser proclamado.
Postura
• A postura também é importante. Talvez seja melhor o pessoal
estar sentado. Mesmo que seja um texto do Evangelho, pode
ser ouvido em pé. Mas catequese não é missa. Deve-se levar
em conta que o encontro catequético costuma iniciar-se com
todos em pé. Também a oração inicial costuma ser feita nesta
posição. Então, quando chega a hora da Palavra, todos já
querem se sentar. E essa é uma boa posição para se
concentrar e ouvir atentamente. Talvez o catequista, no
entanto, ao ler, devesse ficar em pé diante de todos. Isso
ajudaria até para que sua voz se tornasse mais fácil de ouvir.
Seria um modo mais solene de proclamar o texto. E ainda
produziria um efeito disciplinar melhor, já que, estando o
catequista em posição de destaque diante da turma, os
catequizandos são mais facilmente induzidos a respeitá-lo.
Entonação da voz
• Por falar em voz, não se pode nunca esquecer
que o texto bíblico deve ser proclamado com
voz clara e boa dicção, respeitando a
pontuação e caprichando na entonação. O
tom da voz e a boa leitura são fundamentais
para a compreensão do texto. Um texto lido,
por exemplo, sem pontuação, torna-se
incompreensível. Por isso, é preciso treinar a
leitura com antecedência, compreendendo
bem o sentido de cada frase.
É preciso lembrar ainda:
É preciso lembrar ainda que há enorme diferença
entre proclamar um texto e contar uma história.
Na Pré-evangelização, como lidamos com
crianças muito novas – 5 a 7 anos – os textos
bíblicos vêm em forma de histórias. A história não
é propriamente uma tradução do texto bíblico.
Ela é mais uma adaptação do texto. Uma história
não deve ser lida, deve ser contada, dramatizada.
Principalmente, se estivermos lidando com
crianças de 5 a 7 anos, como acontece na Préevangelização.
PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
A comunicação envolve:
comunicação horizontal vai do catequista ao
catequizando e, deste, retorna ao catequista.
comunicação vertical vai de Deus ao
catequizando e, deste, retorna a Deus, em
forma de adesão íntima e pessoal.
ATENÇÃO
• 1º) O catequista precisa se comunicar com os
catequizandos, saber uma linguagem que eles
entendam, de um modo que apreciem.
• 2º) O catequista precisa também abrir um canal de
comunicação com os catequizandos.
• 3º) O catequista precisa estabelecer a comunicação de
Deus com os catequizandos. A Palavra que se ouviu é
Palavra de Deus.
• 4º) O catequista precisa ainda incentivar a
comunicação dos catequizandos com Deus. Trata-se de
dar uma resposta, um retorno àquela iluminação divina
que tiver sido captada a partir da reflexão sobre a
Palavra.
DOUTRINAS E DOGMAS
O catequista deve conhecer as principais doutrinas da
Igreja Católica Apostólica. Os dogmas são verdades
de fé proclamadas pela Igreja. O conjunto de dogmas
constitui a identidade doutrinária do catolicismo.
A Igreja Católica proclama a existência de 43
Dogmas, subdivididos em 8 categorias
diferentes:
•
•
•
•
•
•
•
•
# Dogmas sobre Deus;
# Dogmas sobre Jesus Cristo;
# Dogmas sobre a criação do mundo;
# Dogmas sobre o ser humano;
# Dogmas marianos;
# Dogmas sobre o Papa e a Igreja;
# Dogmas sobre os sacramentos;
# Dogmas sobre as últimas coisas (Escatologia).
METODOLOGIA CATEQUÉTICA
Nenhuma metodologia dispensa a pessoa do
catequista no processo da catequese. A alma
de todo método está no carisma do
catequista, na sua sólida espiritualidade, em
seu transparente testemunho de vida, no seu
amor aos catequizandos, na sua competência
quanto ao conteúdo, ao método e à
linguagem. O catequista é um mediador que
facilita a comunicação entre os catequizandos
e o mistério de Deus, das pessoas entre si e
com a comunidade” (DNC 172)
IMPORTÂNCIA DA METODOLOGIA NA
AÇÃO CATEQUÉTICA
Uma das preocupações mais intrigantes para os
catequistas é com relação à Metodologia.
Cada vez mais nos defrontamos com a
necessidade de melhorarmos e crescermos na
missão catequética. Ao preparar um encontro
catequético sempre vêm à mente aquelas
perguntas: “como vou preparar omeu
encontro?”, “de que maneira vou trabalhar
com os catequizandos?”, “qual o caminho a
percorrer?”.
O que significa a palavra Método?
A palavra método é uma palavra de origem grega
(méthodos, do grego – odós, caminho), que quer dizer
caminho, estrada que ajuda a chegar aonde que se
quer, isto é, alcançar a meta proposta.
A metodologia da Catequese é a metodologia da Igreja.
Ela contempla alguns passos importantes: VER –
ILUMINAR – AGIR – CELEBRAR - AVALIAR.
O método catequético supõe uma ação de
planejamento, o qual requer:
a) “domínio” do conteúdo a ser transmitido (O
QUÊ?)
b) conhecimento da realidade e da vida dos
catequizandos (QUEM?)
c) objetivos claros e concretos (PARA QUÊ?)
d) discernimento para escolher o melhor caminho,
o método mais apropriado (COMO?)
e) capacidade para agendar as datas e administrar
bem o tempo (QUANDO?)
f) clareza quanto à razão da sua missão e do
caminho a ser percorrido (POR QUÊ?)
Temos que ter em mente:
Na catequese, precisamos percorrer os caminhos
mais adequados para vivenciar um processo
eficaz: “Para isto, é preciso não esquecer que
além dos objetivos,precisamos ter em mente a
realidade em que trabalhamos (rural, periferia,
urbana), os destinatários com suas experiências,
cultura, idade, os conteúdos a serem refletidos,
vivenciados, o uso de uma linguagem adequada,
e a comunidade que é fonte, lugar e meta da
catequese”
A Conferência de Aparecida : reflexão sobre os
métodos utilizados pela Igreja na Catequese e na Ação
Evangelizadora.
• “Percebemos uma evangelização com pouco ardor e
sem novos métodos e expressões, uma ênfase no
ritualismo sem o conveniente caminho de formação,
descuidando outras tarefas pastorais” (DA 100 c).
• “Na evangelização, na catequese e, em geral, na
pastoral persistem também linguagens pouco
significativas para a cultura atual e em particular para
os jovens. (...) As mudanças culturais dificultam a
transmissão da Fé por parte da família e da sociedade”
(DA 100 d).
O Método Catequético
supõe um caminho a ser trilhado, a ser
construído.
Como diz o provérbio: “não há caminho pronto,
caminho se faz ao caminhar”.
Observação:
O catequista faz parte do Método Catequético:
seu jeito de ser, olhar, escutar, falar, sorrir,
questionar, trabalhar, pontuar e agir;
O Método supõe sempre uma ação comunitária:
ele passa pela partilha em grupo e aproveita os
espaços onde há reflexão, planejamento, ação e
avaliação;
Método é uma experiência de convivência e de
amizade: o método transforma as pessoas, de
desconhecidas a bons amigos.
JESUS CRISTO:
Jesus fez do seu seguimento um método
bastante eficaz para os seus discípulos. Ele
mesmo se colocou como caminho (Jo 14, 6);
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.”
MÉTODO:
• Método é procedimento: acolher, ver, iluminar,
agir, celebrar e avaliar;
• Método é interação: Fé, Vida e Comunidade;
•
Método é aprendizagem (aprender-fazendo,
aprender-ensinando)
e
oportunidade
para
aprimorar a escuta (ouvir-rezando; ouvir-sentindo
e ouvir-amando).
• Método é comunicação através da linguagem
verbal e não verbal (gestos e símbolos);
• Método é ação criativa e dinâmica. É caminho de
construção, instrução e desconstrução.
O ENCONTRO CATEQUÉTICO
• “A pedagogia catequética tem uma originalidade
específica, pois seu objetivo é ajudar as pessoas
no caminho rumo à maturidade na fé, no amor e
na esperança”. (DNC 146)
• O encontro catequético é um encontro de fé,
espaço
privilegiado
de
educação
e
amadurecimento da fé.
• O encontro é uma feliz oportunidade para
aprender, ensinar, sentir, criar, descobrir e
experenciar.
Eis algumas dicas para melhorar a
qualidade do encontro catequético:
• 1. Conheça o seu grupo de catequizandos, chamando-os
pelo nome. Interesse-se por conhecer cada família e a
realidade de cada um.
• 2. Busque apoio em alguém para resolver as dificuldades
surgidas; seu coordenador deve estar a par de tudo.
• 3. Procure variar a disposição dos lugares na hora do
encontro. a disposição em semi-círculo é sempre muito
boa: todos se olham de frente.
• 4. Evite as improvisações. Prepara cada encontro com
antecedência. Tenha seu caderno de preparação e
avaliação sempre em dia e em ordem.
• 5. Evite a rotina. Aproveite para isso as celebrações e
revisões. Quando sentir que o grupo está desinteressando,
prepare um encontro-surpresa: passeio, confraternização,
jogo...
Qualidades do encontro:
• 6. Procure conhecer o conjunto da programação e do
material que pode ser utilizado na catequese. Isso lhe dará
segurança.
• 7. Use com critério e criatividade o seu material à sua
disposição. Saiba inculturar de acordo com a realidade de
cada um.
• 8. Procure valorizar e acompanhar os catequizandos,
dando-lhes algumas responsabilidades e oportunidades
para participar ativamente do encontro catequético.
• 9. Esteja sempre em contato com a coordenação. Ela
ajudará você a resolver suas dúvidas e você sentirá que não
está sozinho nessa obra. Não desanime! O trabalho que
vale a pena, sempre exige compromisso e sacrifício.
Qualidades do encontro:
• 10. Não se interesse pelo catequizando somente no momento do
encontro. Ele precisa ter a certeza de que você está pensando nele,
querendo o seu bem. Procure saber do que ele gosta, quais seus
problemas.
• 11. Participe intensamente de sua comunidade. Carregue no coração a
alegria de pertencer a uma comunidade cristã, mesmo com suas
dificuldades. Lembre-se de que você é um legítimo representante e
servidor da Igreja, no ministério do anúncio da Palavra.
• 12. Seja uma pessoa de oração. Reze. A Palavra de Deus deve ser para
você um livro de meditação diária. Não uma oração alienada da
realidade, mas uma oração comprometida com a vida e a realidade.
• 13. Seja freqüente nos encontros de formação de catequese,
correspondendo ao chamado de Deus com responsabilidade. Seja
presente e atuante na vida da sua comunidade. Seu testemunho de
vida é a forma mais eloqüente para viver o ministério.
Como preparar um encontro catequético:
• 1. Olhar a realidade: quem são? Crianças?
Adolescentes e Jovens? Adultos? Onde vivem?
• 2. Traçar o objetivo do encontro: o que se
pretende alcançar com esse encontro? qual
sua finalidade? Tente formular um objetivo
bastante simples e bem concreto. Algo bem
“pé no chão”.
• 3. Escolher o conteúdo: qual a mensagem a
ser anunciada? Que tema trata o encontro?
Preparar um encontro catequético
• 4.Qual o texto da Palavra de Deus será proclamado e
refletido no encontro? Quais as perguntas que poderão
ser feitas a fim de ajudar a entender o texto?
• 5. Selecionar o método apropriado: como chegar lá?
Quais os meios e recursos serão utilizados para
transmitir a mensagem?
• 6. Executar o que foi planejado: colocar em prática
tudo aquilo que foi preparado com antecedência.
• 7. Avaliar o encontro: o objetivo do encontro foi
alcançado? Se não foi, por quê? Houve imprevistos? O
que não ficou claro e precisa ser esclarecido? Houve
uma boa participação?
Regras de ouro para o bom êxito de um
encontro:
• a) Divida bem o tempo do encontro;
• b) Evite atrasos;
• c) Inicie sempre os encontros com uma
oração;
• d) Procure primeiro OUVIR;
• e) Valorize as colaborações dos catequizandos;
• f) Tente inspirar confiança, respeito e alegria
através da sua presença;
Regras
• g) Valorize a diversidade e os dons de cada
um;
• h) Quando for necessário dialogar, não queira
que a sua idéia ou sua cabeça prevaleça;
• i) O catequista também ensina, em nome da
Igreja, por isso, apresenta a verdade de fé;
• j) Ao escolher uma criatividade ou dinâmica
para os encontros procure variar, levando em
conta os cincos sentidos: ouvir (audição); ver
(visão); degustar (paladar); cheirar (olfato);
trabalhar as mãos (tato). É bom variar pra não
cansar explorando somente um sentido!
Regras
• k) Saiba criar dinâmicas de acordo com as
idades dos catequizandos: desenhos, gestos,
cantos, gincanas, jogral, encenação, trabalhos
em grupos, gravuras, recortes de jornal, slides,
fantoches,
histórias
em
quadrinhos,
audiovisuais, filmes, poemas, cartazes,
pintura, etc...;
• l) Saiba colocar um toque de humor em cada
encontro;
• m) Se os catequizandos falam alto demais, fale
mais baixo.
Regras
• n) Não humilhe, não despreze e nem deixe
ninguém de lado;
• o) Cada um é um. Por isso, evite fazer
comparações entre os catequizandos.
• p) Procure perceber se está havendo a
participação de todos, ou se tem algum que não
se envolve;
• q) Saiba ser presença junto a cada catequizando,
ao longo do encontro;
• r) Apresente os objetivos do encontro de forma
atraente e desejável
• s) Terminar o encontro com uma oração ;
• t) Celebrar a vida e a fé, as alegrias e as dores, os
desafios e os anseios da caminhada
PSICOPEDAGOGIA CATEQUÉTICA
Antigamente se entendia a catequese como um
processo automático.
Hoje se percebe que é necessário usar os
conhecimentos da pedagogia, da didática e da
psicologia para se relacionar de modo adequado e
eficiente com os catequizandos. Além de
conhecimentos básicos de Teologia. A seguir,
apresentamos as contribuições da psicologia na
abordagem da catequese.
PSICOLOGIA DAS IDADES
Antes de prepararmos nossos encontros de
catequese, é necessário conhecermos as pessoas
a quem vamos transmitir a mensagem. Para que
nossos catequizandos possam amadurecer na fé,
precisamos levar o conteúdo da mensagem cristã
adaptado ao seu desenvolvimento psicológico.
Para ajudar o catequista em seu trabalho de
elaboração do plano da catequese, citaremos em
síntese algumas características correspondentes
às diversas faixas etárias: 1ª- Infância (O a 6
anos); 2ª-Infância (7 a 9 anos); Pré-adolescência
(9 a 14 anos); adolescência (14 a 20 anos) e
juventude (após 21-29 anos). Adulto (30 -60
anos) Idoso (65 anos).
INFÂNCIA 0 a 6anos:
É a fase em que a criança acorda para o mundo,
num ambiente de família. Precisa de muita
alegria, afeição e segurança. É a idade das
primeiras descobertas: de si mesma, do mundo
familiar, do seu corpo e das coisas. E uma fase
de total dependência e aprende por imitação.
Características: a criança de 0 a 6 anos é:
• imensamente afetiva, precisa de proteção,
amor, carinho, apoio, confiança, atenção e
segurança;
• bastante possessiva, quer tudo para si e não
gosta de repartir;
• insegura, dependente e não faz muita
diferença entre ela e o mundo que a cerca;
• muito intuitiva e aprende mais vendo,
tocando e fazendo.
Orientações para o catequista:
• a criança nunca deve ser reprimida.
• criar em torno da criança um ambiente de segurança, de
afeição e de alegria;
• a catequese não será sistemática, mas ocasional. A
preocupação do catequista será fundamentar a vida de fé
do dia de amanhã, pelo culto a Deus. Dar às crianças a
certeza de que são amadas por Deus e levá-las a
corresponder a esse amor por uma vida de gratidão e bom
comportamento;
• acentuar a oração de louvor, gratidão e admiração.
Consagrar, todos os dias, algum tempo para a oração sem
constrangimento e com alegria. Ex: Deus é grande,
fiquemos de joelhos; Deus é bom, vamos louvá-lo e
agradecê-lo.
Atividades:
• As atividades devem ser todas baseadas nos
gestos, na Expressão corporal, no desenho
espontâneo e na música.
SEGUNDA INFÂNCIA 7 a 9 anos
• É a fase da curiosidade. É a idade em que a
criança precisa ser valorizada e começa a
despertar a consciência moral. Vive no mundo
da imaginação. A televisão exerce uma grande
influência nesta idade.
Características: a criança de 7 a 9 anos
gosta:
• de admirar as coisas, desenhar a natureza, as
coisas de que ela gosta, admira e contempla;
• de saber o porquê das coisas. Começa a
desenvolver o uso da razão de uma maneira mais
acentuada. É a fase da curiosidade;
• de possuir um certo grau de consciência moral e
já é capaz de distinguir o bem do mal, o certo do
errado;
• de chamar a atenção sobre si;
• de participar de jogos coletivos e de dar ordens;
• de viver no mundo da imaginação e da fantasia.
Orientações para o catequista:
• nunca dizer para uma criança que o trabalho dela está mal
feito;
• o catequista deve responder a todas as perguntas que a
criança faz, mesmo se for preciso pesquisar e responder
depois. Dizer sempre com frases simples e curtas;
• a criança é capaz de permanecer muito tempo em
admiração e meditação diante de uma flor. O catequista
poderá aproveitar-se disso para levar a criança a admirar a
criação de Deus.
• o catequista deve canalizar a agressividade para o bem,
para o belo etc. Aproveitar as energias da criança para as
atividades e não castigá-la;
• o catequista deve ser um testemunho para a criança.
Aproveitar-se da interiorização da criança para levá-la a
pensar, a falar com Cristo em oração.
Atividades:
• As atividades devem ser organizadas em
equipes, brincadeiras certas regras e que
estimulam a liderança.
PRE-ADOLESCÊNCIA 9 a 14 anos:
• É a fase em que os interesses, energias e
atenções estão voltados para o mundo das
coisas e das pessoas. É a descoberta do
mundo e das pessoas. É também a fase das
experiências e atividades. Nesta faixa etária,
tanto os meninos quanto as meninas têm uma
vontade imensa de se sentirem importantes e
uma grande facilidade de memorização.
Características: o pré-adolescente gosta de:
• viver em grupos homogêneos (grupos só de meninos
ou só de meninas) mas ainda sem uma liderança
definida;
• viver no mundo dos sonhos, das fantasias;
• as meninas procuram fazer-se notar diante dos adultos
e provocam os meninos;
• o menino quer ser o “tal”, o “forte” e sente-se superior
às meninas. É a fase das brutalidades ou indiferença
diante delas. Gosta de realizar “grandes inventos”;
• tanto os meninos como as meninas têm grande
capacidade de memorização;
• questionar o que aprendeu na catequese.
Orientações para o catequista:
• nos encontros de catequese, partir do que é
concreto;
• o pré-adolescente nesta fase tem necessidade de
exteriorizar sua fé; é bom que participe de
celebrações litúrgicas;
• é a melhor época para desenvolver o sentimento
de comunidade e para lhe dar a idéia de IgrejaComunidade Unida;
• a oração para essa idade deve ser uma oração
voltada para a realidade, com fórmulas simples e
espontâneas, partindo sempre do mundo que a
cerca.
Atividades:
Já que o pré-adolescente gosta de atividades,
deve-se desenvolver o trabalho em grupo,
fazendo cartazes, debates, álbuns etc. Deve-se
organizar teatros, dramatizações, celebrações
litúrgicas, jograis, interpretações de fatos,
encenações, expressão corporal etc.
ADOLESCÊNCIA - 14 a 19 anos
• É a fase da busca de personalidade, da
liberdade, do amor e da realização pessoal. O
adolescente gosta de viver em grupos e sente
necessidade de se auto-afirmar, de amar e ser
amado. É a idade das transformações, das
grandes mudanças. É inconstante nas atitudes
e emoções.
• Nessa fase (idade), muitos já entram no
mundo do trabalho.
Características: o adolescente gosta:
• de seguir a moda, de curtir seus heróis e costuma criar
ídolos; é muito influenciado pelos meios de comunicação
social;
• de ser independente dos adultos e de fazer novas
experiências;
• de questionar e criticar as práticas religiosas;
• de viver em grupo onde pode se auto-afirmar;
• de conviver com pessoas do mesmo sexo. É a idade da
amizade;
• de ouvir música;
• de ter emoções fortes, sentimentos diferentes. E a idade da
grande instabilidade emocional;
• de sonhar, de viver no mundo da fantasia como se fosse
realidade. É a chamada idade dos sonhos.
Orientações para o catequista:
• para o adolescente o catequista é aquele que vai
ajudá-lo a resolver os seus conflitos, as suas
dúvidas religiosas;
• o catequista deve inspirar-lhe confiança, coragem
para que o adolescente se sinta seguro e possa,
espontaneamente, abrir-lhe o coração;
• não se pode ter receio de tratar todos os
problemas da vida, numa linguagem acessível e
numa dimensão de fé;
• o desenvolvimento sexual marca um período de
grandes dificuldades para o adolescente. O
catequista precisa estar atento e procurar ajudálo em suas dificuldades.
Atividades:
• As atividades devem ser em grupos,
explorando a criatividade, com músicas que
apresentem mensagens e exercícios que
utilizem a memorização. Daí a facilidade que
os adolescentes têm na apresentação de
encenações, teatros etc.
JUVENTUDE - 20 - 29 anos:
• É a fase das primeiras experiências sexuais e a
descoberta da vocação profissional e pessoal.
•
• Gosta de viver em grupos heterogêneos e,
embora viva afastado da Igreja, sente
necessidade de íntima relação com Deus. Seus
problemas pessoais muitas vezes levam-no a
pensar em acabar com a vida.
Características: o jovem gosta
•
•
•
•
•
•
•
de curtir a vida, de praticar esportes;
de ouvir música e dançar;
de ajudar as pessoas, de sentir-se útil;
de ser alegre;
de ser livre e independente;
de ser romântico, sonhador;
de ser crítico para com os adultos e de questionar
o comportamento deles;
• de apaixonar-se. A jovem gosta de sonhar com o
“príncipe encantado”;
• de ter amigos e viver em grupos;
• de aparecer.
Orientações para o catequista:
• para o jovem, o catequista é aquele que vai estar ao
seu lado para ajudá-lo a enfrentar seus problemas e a
entender as suas dúvidas religiosas;
• o catequista deve valorizar o jovem nas suas aptidões;
• o catequista deve ouvir o jovem e orientá-lo sem fazer
críticas ao seu comportamento;
• uma das dificuldades do catequista é de orientar os
jovens quanto ao desenvolvimento sexual. Quando o
catequista tiver dificuldades nessa parte, procure
pessoas capacitadas para que falem aos jovens numa
linguagem aberta e acessível sobre o assunto;
• o catequista deve respeitar as idéias do jovem, mas
sem ter medo de expor suas próprias idéias.
Atividades:
• Devem ser dadas em grupos, ajudando os jovens a
sentirem-se bem, úteis (através de visitas a asilos, a
creches, onde com suas músicas e alegria contagiantes,
promovam momentos felizes);
• É importante promover gincanas e os brindes
arrecadados entregar para alguma promoção social.
• Abrir espaços para que o jovem possa atuar na vida da
comunidade ativamente. As celebrações litúrgicas são
muito importante na vida os jovens, principalmente
quando preparadas por eles mesmos.
ADULTA 30 a 60 Anos:
• É um dos mais extensos estágios psicossociais e
resume-se no conflito entre educar, cuidar do
futuro, criar e preocupar-se exclusivamente com
os seus interesses e necessidades. Usualmente
dá-se desde os 30 aos 60 anos, não havendo
porém uma idade comum a todas as pessoas.
• A questão – chave na nesta idade pode formularse de várias formas: «Serei bem sucedido na
minha vida afetiva e profissional?»;
• «Produzirei algo com verdadeiro valor?»;
«Conseguirei contribuir para melhorar a vida dos
outros?».
Características:
• Potencial
e
maturidade
para
a
paternidade/maternidade;
• Produção, ensino, cura, criatividade
• Escolha de valores ideais para a vida.
• A virtude própria deste estágio é o cuidado, a
inquietação com os outros, o querer fazer algo
por alguém.
Orientações para o catequista:
• a) reforçar a opção pessoal por Jesus Cristo;
• b) promover uma sólida formação dos leigos,
levando em consideração o amadurecimento da
vida no Espírito do Cristo Ressuscitado;
• c) estimular e educar para a prática da caridade,
na solidariedade e na transformação da
realidade, julgando com objetividade e à luz da fé
as mudanças sócio-culturais da sociedade;
• d) ajudar a viver a vida da graça, alimentada pelos
sacramentos;
• e) formar cada pessoa para cumprir os deveres
do próprio estado de vida, buscando a santidade;
Orientações
• f) dar resposta às dúvidas religiosas e morais de hoje;
• g) desenvolver os fundamentos da fé, que permitam
dar razão da esperança;
• h) educar para viver em comunidade e assumir
responsabilidades
na missão da Igreja, dando
testemunho cristão na sociedade;
• i) educar para o diálogo ecumênico e inter-religioso,
como instrumentos para a busca da unidade cristã e da
paz entre os filhos de Deus;
• j) ajudar na animação missionária além fronteira.
(DNC183)
Atividades:
• a) levar em conta seus problemas e
experiências, capacidades espirituais e
culturais;
• b) motivá-los para a vivência da fé em
comunidade, para que ela seja lugar de
acolhida e ajuda;
• c) fazer um projeto orgânico de pastoral com
os adultos que integre a catequese, a liturgia e
os serviços da caridade (cf DGC 174).
PESSOA IDOSA 65 ANOS:
• Esta fase da vida é marcada por um olhar
retrospectivo, que faz com que, ao
aproximarmo-nos do final vida, sintamos a
necessidade de aquilatar o que dela fizemos,
revendo escolhas, realizações, opções e
fracassos.
• Nesta etapa da vida a questão que se coloca é
«Teve a minha vida sentido ou falhei?». Esta
última idade ocorre frequentemente a partir
dos 60 - 65 anos.
Nesta fase:
• Toma consciência que a vida teve sentido e que foi feito o
melhor possível dadas as circunstâncias e as suas
capacidades. Reconcilia-se com a mágoa e a angústia, e
encara a existência como algo positivo. Segundo Erikson, o
possuidor de integridade está preparado para defender a
dignidade do seu próprio estilo de vida contra todas as
ameaças físicas e econômicas.
• Se o avaliamento da existência é negativa, se sentimos que
desaproveitamos o nosso tempo e não concebemos quase
nada, existe o desejo de retroceder, de readquirir as
oportunidades perdidas, de reformular opções e escolhas.
Pode instalar-se o desgosto, a angústia, o pânico da
morte.
Características:
• Olhar retrospectivo para a vida;
• Da realização ou da angustia pela não
realização;
• Processo de integridade consigo se vivido bem
as experiências da vida, ou também período
de angustia pelo passado, sentimento de
culpa;
• A sabedoria é a virtude resultante da última
fase da vida, a percepção de que não vivemos
em vão, «A sabedoria, então, é a preocupação
desprendida com a vida em si.
Orientações para o catequista:
a) Destacar o valor da pessoa idosa como um dom
de Deus à Igreja e à sociedade, pela sua grande
experiência de vida.
b) Descobrir talentos e possibilidades nessa
situação também é função da catequese,
c) A catequese com pessoas idosas deve estar
atenta aos aspectos particulares de sua situação
de fé.
d) A catequese valoriza e incentiva a redescobrir as
ricas possibilidades que têm dentro de si e
assumir sua missão em relação com o mundo e
com as novas gerações.
Atividades:
• De qualquer maneira, a condição de idoso
exige uma catequese de esperança, que os
leve a viver bem esta fase da própria vida e a
dar o testemunho às novas gerações e assim
se prepararem para o encontro definitivo com
Deus. Entre outras coisas, é necessária uma
catequese que os prepare para a Unção dos
Enfermos.
RECORDANDO
• Catequese é profecia. O profeta é aquele que
conjuga a inspiração do Alto com a respiração
da realidade. Ele prolonga o mistério da
Encarnação do Verbo, partilha seus
aniquilamentos. Anuncia e denuncia. A missão
do catequista é fazer ecoar a Palavra de Deus.
Ele é sobretudo um comunicador, por isso “é
necessário que a catequese estimule novas
expressões do Evangelho na cultura na qual
este foi implantado.”(DGC 208).
ORAÇÃO DO CATEQUISTA:
Senhor, tu me chamaste a ser catequista na tua Igreja
nesse imenso Brasil, na tua comunidade que também é
minha. Tu me confiaste a missão de anunciar a tua
palavra, de denunciar o pecado, de testemunhar, pela
minha própria vida, os valores do evangelho. Recuo
diante do teu chamado. É pesada, Senhor, a minha
responsabilidade. Mas, se me escolhestes confio na tua
graça. Caminharemos juntos, Senhor, tu, apoiando-me,
iluminando-me; eu, colocando-me à tua disposição, à
disposição da tua Igreja, preparando-me, atualizandome sempre mais para servir melhor o teu povo. Fazeme teu instrumento para que venha o teu reino, reino
de amor e paz, de fraternidade e justiça, reino, onde
Deus será tudo em todos. Amém.

similar documents