Doenças Psicossociais x Bullying nas escolas

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DOENÇAS PSICOSSOCIAIS X BULLYING
NAS ESCOLAS
Prof. Dr. Edmilson Fontinelle.
Neuropsicólogo e Psicanalista Clínico
Doutor em Neurociências e Gestão
Comportamental
DEFININDO DOENÇA PSICOSSOCIAL
Científicamente, doença Psicossocial pode ser
entendida como uma variação mórbida do normal,
variação esta capaz de produzir prejuízo na
performance global da pessoa (social, ocupacional,
familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem
convive.Organização Mundial de Saúde diz que o
estado de completo bem estar físico, mental e
social define o que é saúde, portanto, tal conceito
implica num critério de valores, já que, lida com a
idéia de bem-estar e mal-estar.
TIPOS DE DOENÇAS PSICOSSOCIAIS E
TRANSTORNOS
Agorafobia
Fobias
Sociais
Fobias Específicas
Outros transtornos fóbico-ansiosos
Transtorno do Pânico
Ansiedade Generalizada
Transtorno misto ansioso e depressivo
Transtorno obsessivo-compulsivo
Reação aguda ao stress
Transtorno Bipolar do Humor
Depressão.
DIFERENÇAS ENTRE
NEUROSE E PSICOSE
Neuroses são alterações quantitativas dos fenômenos
psíquicos, capazes de produzir sofrimento e/ou prejuízo
na maneira da pessoa viver. Isso significa que os
neuróticos não apresentam nenhuma novidade ou
nenhuma característica psíquica que não exista nas
pessoas normais em quantidades mais adequadas.
Ansiedade, angústia, sentimentos depressivos, idéias com
tendência obsessivas, teatralidade, medo, etc.
São
ocorrências psíquicas normais mas, nos neuróticos elas
estariam exageradamente (quantitativamente) alteradas.
Psicoses são alterações qualitativas dos fenômenos
psíquicos, capazes de produzir sofrimento e/ou prejuízo
na maneira da pessoa existir. Nesse caso, as pessoas
normais não costumam apresentar os fenômenos
psíquicos dos psicóticos, mesmo em quantidades menores.
Nenhum normal sente um pouquinho de perseguição,
paranóia, catatonia, confusão mental, delírios e
alucinações primárias.
BULLYING – RISCO PERIGOSO NAS
ESCOLAS: LEI DOS MAIS FORTES E
SILÊNCIO DOS INOCENTES
BULLYING – RISCO PERIGOSO NAS
ESCOLAS: LEI DOS MAIS FORTES E
SILÊNCIO DOS INOCENTES
A palavra bullying ainda é pouco conhecida
do grande público. De origem inglesa e sem
tradução ainda no Brasil, é utilizada para
qualificar comportamentos violentos no
âmbito escolar, tanto de meninos quanto de
meninas. Dentre esses comportamentos
podemos destacar as agressões, os assédios e
as ações desrespeitosas, todos realizados de
maneira recorrente e intencional por parte
dos agressores. Os mais fortes utilizam os
mais frágeis como meros objetos de diversão,
prazer e poder, com o intuito de maltratar,
intimidar, humilhar e amedrontar suas
vítimas.
BULLYING – RISCO PERIGOSO NAS
ESCOLAS: LEI DOS MAIS FORTES E
SILÊNCIO DOS INOCENTES
Se recorrermos ao dicionário,
encontraremos as seguintes traduções
para a palavra bully: indivíduo
valentão, tirano, mandão, brigão. Já a
expressão bullying corresponde a um
conjunto de atitudes de violência física
e/ou psicológica, de caráter intencional
e repetitivo, praticado por um bully
(agressor) contra uma ou mais vítimas
que se encontram impossibilitadas de se
defender.
BULLYING – RISCO PERIGOSO NAS
ESCOLAS: LEI DOS MAIS FORTES E
SILÊNCIO DOS INOCENTES
O bullying divide-se em duas categorias:
Bullying direto - é a forma mais comum entre os
agressores (bullies) masculinos;
Bullying indireto - conhecido como agressão social, é
a forma mais comum em bullies do sexo feminino e
crianças pequenas, caracterizada por forçar a vítima
ao isolamento social.
3 TIPOS DE ATORES ENVOLVIDOS NO
BULLYING: ATOR 1 – A VÍTIMA
Costuma ser tímida ou pouco sociável e foge do padrão do
restante da turma pela aparência física (raça, altura, peso),
pelo comportamento (melhor desempenho na escola) ou
ainda pela religião. Geralmente, é insegura e, quando
agredida, fica retraída e sofre, o que a torna um alvo ainda
mais fácil. Algumas das doenças identificadas como o
resultado desses relacionamentos conflituosos (e que
também aparecem devido a tendências pessoais), como
angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico,
depressão, anorexia e bulimia, além de fobia escolar e
problemas de socialização. A situação pode, inclusive, levar
ao suicídio. Adolescentes que foram agredidos correm o risco
de se tornar adultos ansiosos, depressivos ou violentos,
reproduzindo em seus relacionamentos sociais aqueles
vividos no ambiente escolar. A potencial vítima pode ser
uma criança ou um jovem que apresente determinada
característica que a torne um alvo fácil, como por exemplo,
ser mais gorda/magra, gaguejar, usar óculos... Os pais e
educadores devem estar atentos a possíveis sinais (fobia à
escola, baixo rendimento, depressão, baixa auto-estima, etc.)
que possam surgir por parte dos filhos ou alunos. O bullying
não deve ser confundido com as brincadeiras que
normalmente acontecem na infância e adolescência.
3 TIPOS DE ATORES ENVOLVIDOS NO
BULLYING: ATOR 2 – O AGRESSOR
Atinge o colega com repetidas humilhações
ou depreciações porque quer ser mais
popular, se sentir poderoso e obter uma boa
imagem de si mesmo. É uma pessoa que não
aprendeu a transformar sua raiva em diálogo
e para quem o sofrimento do outro não é
motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário,
se sente satisfeito com a reação do agredido,
supondo ou antecipando quão dolorosa será
aquela crueldade vivida pela vítima.
3 TIPOS DE ATORES ENVOLVIDOS NO
BULLYING: ATOR 3 – O ESPECTADOR
Nem sempre reconhecido como personagem atuante
em uma agressão, é fundamental para a continuidade
do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos
fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos
agressores. Quando recebe uma mensagem, não
repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de
também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa
para tomar partido. "O espectador pode ter senso de
justiça, mas não indignação suficiente para assumir
uma posição clara". Também considerados
espectadores, há os que atuam como uma platéia ativa
ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou
dizendo palavras de incentivo. Eles retransmitem
imagens ou fofocas, tornando-se co-autores ou coresponsáveis.
TÉCNICAS DO BULLYING
Os bullies combinam a intimidação e a humilhação para
atormentar os outros. Por exemplo:

Roubar
e/ou danificar objectos pessoais de uma pessoa,
como livros ou material escolar, roupas… Espalhar rumores
e comentários negativos sobre a vítima (trocar e passar
mensagens ou bilhetes falando mal da pessoa em causa);
Fazer
com que a vítima faça o que ela não quer,
ameaçando-a;
Fazer
comentários negativos sobre a família da pessoa,
sobre a sua aparência pessoal, orientação sexual, religião,
raça, nível de vida, nacionalidade…
Levar
a vítima ao isolamento social;
Praticar
o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a
vítima em variados sites);
Fazer
chantagem;
Utilizar
expressões ameaçadoras;
Chamar
nomes aos colegas;
Agredir
física e/ou verbalmente colegas, de forma
sistemática e prolongada no tempo;
"Fazer

chacota" (cochichar) continuamente sobre a vítima;
Tirar bens dos colegas (dinheiro, objectos pessoais...).
EFEITOS DO BULLYING
Quando praticado de forma persistente pode ter um ou vários efeitos
no sujeito e/ou no ambiente onde ocorre.
Efeitos sobre o sujeito:
* Ansiedade Sensibilidade a determinadas brincadeiras
* Perda de auto-estima
* Tristeza e irritação
* Medo de expressar emoções
* Problemas de relacionamento
* Abuso de drogas e álcool
* Auto-mutilação e mesmo suicídio (bullycídio)
EFEITOS DO BULLYING
Efeitos sobre o ambiente escolar:
* Níveis elevados de abstinência escolar
* Alta rotatividade do quadro de pessoal
* Desrespeito pelos professores
* Número de faltas elevado
* Porte de arma por parte de crianças com o objetivo de se
protegerem
COMO PREVENIR O BULLYING
Ensinar
a olhar para o outro (Respeito)
Deixar a turma falar
Dar o exemplo
Mostrar os limites
Alertar para os riscos da tecnologia ( Cyberbullying)
COMO RESOLVER O BULLYING
Reconhecer
os sinais
Fazer um diagnóstico
Falar com os envolvidos
Encaminhar os casos a outras instâncias

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