Aula 4

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IDADE ANTIGA : ÉTICA GREGA
• ÉTICA PLATÔNICA  RACIONALISMO ÉTICO
• ÉTICA ARISTOTÉLICA  RACIONALISMO ÉTICO REALISTA -ÉTICA DO
EQUILÍBRIO
• HEDONISTAS  ÉTICA DO DESVIO DA DOR E A PROCURA DO PRAZER
• ESTÓICOS  ÉTICA DA PAZ INTERIOR E NO AUTOCONTROLE INDIVIDUAL
(ATARAXIA)
IDADE MÉDIA : ÉTICA CRISTÃ
•
ABANDONO DO RACIONALISMO VALORES RELIGIOSOS
• ÉTICA DO LIVRE-ARBÍTRIO (SANTO AGOSTINHO)
IDADE MODERNA
• ÉTICA
ANTROPOCÊNTRICA
IDADE CONTEMPORÂNEA
• ÉTICA DO INDIVÍDUO CONCRETO
IDADE MODERNA :
ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
FIM DA IDADE MÉDIA
RENASCIMENTO  RETOMADA DO HUMANISMO
 ÉTICA : NOVA CONCEPÇÃO DE MORAL  CENTRADA NA
AUTONOMIA HUMANA
ILUMINISMO : ESSA NOVA ÉTICA GANHA IMPULSO, POIS OS
FILÓSOFOS DEFENDIAM UMA ÉTICA FUNDADA NÃO MAIS EM
VALORES RELIGIOSOS, MAS NA COMPREENSÃO DA NATUREZA
HUMANA
IDADE MODERNA :
ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
ÉTICA MAIS EXPRESSIVA DA ÉPOCA MODERNA
 IMMANUEL KANT : A ÉTICA DO DEVER
 FUNDAMENTO: RAZÃO HUMANA Á A RAZÃO LEGISLADORA CAPAZ DE
ELABORAR NORMAS UNIVERSAIS. PORTANTO, AS NORMAS MORAIS TÊM
ORIGEM NA RAZÃO
IDADE MODERNA :
ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
• KANT  AS NORMAS MORAIS DEVEM SER CUMPRIDAS COMO UM DEVER,
POIS A NOÇÃO KANTIANA DE DEVER CONFUNDE-SE COM A DE
LIBERDADE.
• PARA KANT A PESSOA QUE OBEDECE A UMA NORMA ATENDE À
LIBERDADE DA RAZÃO, NAQUILO QUE A RAZÃO DETERMINOU COMO
CORRETO.
• ASSIM, A SUJEIÇÃO À NORMA É O RECONHECIMENTO DE SUA
LEGALIDADE.
KANT  ATO MORAL É O PRATICADO DE
FORMA AUTÔNOMA, CONSCIENTE E POR
DEVER.
QUAL DEVER?  IMPERATIVO CATEGÓRICO
“Age apenas segundo uma máxima (um princípio) tal que possas ao mesmo
tempo querer que ela se torne lei universal”.
Esta é uma determinação imperativa que deve ser observada sempre, em
toda e qualquer situação moral que venhamos a praticar. Ou seja, nossa ação deve
ser tal que possa ser universalizada sem prejuízo da humanidade. Se não puder
ser universal não poderá ser correta.
IDADE MODERNA :
ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA
E porque realizamos atos contrários ao dever e à razão?
Porque nossa vontade é afetada por nossas inclinações: desejos,
paixões, medos e não apenas pela razão.
Por isso afirma que devemos educar nossa vontade para alcançar a a boa
vontade, que seria a única guiada pela razão.
Resumo de Kant
• Ética FORMAL OU FORMALISTA, por possuir o DEVER como norma
universal, sem se preocupar com a condição individual.
• Kant nos dá a forma geral da ação moralmente correta (o imperativo
categórico) , mas não diz nada a respeito de seu conteúdo, não nos diz
o que fazer em cada situação concreta.
O POSITIVISMO
AUGUSTO COMTE
CAP 15, PAG 186
POSITIVISMO
DOUTRINA CRIADA POR AUGUSTO COMTE
EXTREMA
VALORIZAÇÃO
CIÊNCIAS
POSITIVAS
DO
MÉTODO
(BASEADAS
NOS
BASEADA NA
CIENTÍFICO
FATOS
E
DAS
NA
EXPERIÊNCIA) E NA RECUSA DAS DISCUSSÕES METAFÍSICAS.
O TERMO POSITIVISMO , ADOTADO POR COMTE, DEFINE A SUA
FILOSOFIA DE CULTO À CIÊNCIA E DA SACRALIZAÇÃO DO
MÉTODO CIENTÍFICO.
POSITIVISMO
• O POSITIVISMO MANIFESTOU-SE DE FORMA DIFERENCIADA
EM DIVERSOS PAÍSES OCIDENTAIS A PARTIR DA SEGUNDA
METADE DO SÉCULO XIX.
• EMBORA CRITICADO NO PLANO TEÓRICO É UMA DOUTRINA
MUITO INFLUENTE NO PLANO PRÁTICO ATÉ NOSSOS DIAS.
POSITIVISMO E A LEI DOS 3 ESTADOS
1. ESTADO TEOLÓGICO OU FICTÍCIO
ESTÁGIO QUE REPRESENTA O PONTO DE PARTIDA DA INTELIGÊNCIA
HUMANA NO QUAL OS FENÔMENOS DO MUNDO SÃO VISTOS
COMO PRODUZIDOS POR SERES SOBRENATURAIS. O PONTO
CULMINANTE DESSE ESTÁGIO OCORREU QUANDO O HOMEM
SUBSTITUIU O POLITEÍSMO PELO MONOTEÍSMO.
POSITIVISMO E A LEI DOS 3 ESTADOS
2. ESTADO METAFÍSICO OU ABSTRATO
A INFLUÊNCIA DOS SERES SOBRENATURAIS DO ESTÁGIO TEOLÓGICO
FOI SUBSTITUÍDA PELA AÇÃO DE FORÇAS ABASTRATAS
CONSIDERADAS COMO REPRESENTANTES DOS SERES DO MUNDO.
POSITIVISMO E A LEI DOS 3 ESTADOS
3. ESTADO CIENTÍFICO OU POSITIVO
ESTÁGIO DEFINITIVO DA EVOLUÇÃO RACIONAL DA HUMANIDADE EM
QUE PELO USO COMBINADO DO RACIOCÍNIO E DA OBSERVAÇÃO, O
SER HUMANO PASSOU A ENTENDER OS FENÔMENOS DO MUNDO,
ORGANIZANDO A SOCIEDADE EM BASES RACIONAIS E CIENTÍFICAS
OU POSITIVAS.
Corresponde à maturidade do espírito humano, objetivo de toda
educação para a elaboração de leis racionais e universais.
CONCLUSÃO
1. O
CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
TORNOU-SE
UM
INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE, DE
DOMÍNIO DO SER HUMANO SOBRE A NATUREZA.
2. AS TRANSFORMAÇÕES PROMOVIDAS PELA CIÊNCIA VISAM O
PROGRESSO, O QUAL, PORÉM, DEVE ESTAR SUBORDINADO
À ORDEM.
CONCLUSÃO
3. A FILOSOFIA DE COMTE FOI ACEITA NÃO APENAS NA
EUROPA,
MAS
E
PRINCIPALMENTE
NO
BRASIL
INFLUENCIANDO A FORMAÇÃO DO IDEAL REPUBLICANO
PARTIR DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX.
A
IDADE CONTEMPORÂNEA:
ÉTICA DO INDIVÍDUO CONCRETO
No período contemporâneo, a Ética desdobra-se em diversas
concepções diferentes sobre a moral e sua fundamentação.
Ponto comum dessas concepções  Recusa a uma fundamentação
exterior, transcendental para a moralidade, centrada no indivíduo
concreto a origem dos valores e das normas morais.
O 1º a dar uma fundamentação  HEGEL, EM SUA CRÍTICA AO
FORMALISMO KANTIANO
Hegel e a fundamentação histórico-social da moral
•
A moralidade assume conteúdos diferentes ao longo da história das
sociedades, e a vontade individual seria apenas um dos elementos
da vida ética de uma sociedade e seu conjunto.
•
Moral para Hegel  resultado da relação entre o indivíduo e a
sociedade.
•
Assim, Hegel vincula Ética à História.
Karl Marx e a fundamentação ideológica da moral
• Para Marx, a moral é uma produção social que atende a determinada
demanda da sociedade. E essa demanda deve contribuir para a
regulação das relações sociais. Portanto, os valores não são absolutos,
não valem de forma universal para todos os indivíduos.
• A liberdade, por exemplo, embora seja um valor universal, teve
conteúdos diferentes ao longo do tempo.
Karl Marx e a fundamentação ideológica da moral
• Para Marx, a moral seria uma das formas da ideologia
dominante na sociedade , por difundir determinados valores
necessários
à
manutenção
dessa
sociedade.
fundamentação ideológica da sociedade.
É
a
A FENOMENOLOGIA: A LIBERDADE SITUADA
CAP 19, PAG 241
A FENOMENOLOGIA: A LIBERDADE SITUADA
FENOMENOLGIA É UM MÉTODO E UMA FILOSOFIA, QUE SURGIU COM O
ALEMÃO EDMUND HUSSERL.
“CRITICA A FILOSOFIA TRADICIONAL POR DESENVOLVER UMA NOÇÃO DE SER
VAZIA E ABSTRATA, VOLTADA PARA A EXPLICAÇÃO. VISA, ENTÃO, À DESCRIÇÃO DA
REALIDADE E COLOCA COMO FOCO O PRÓPRO SER HUMANO, EM SUA AÇÃO DE UM VIVER
SOB UMA “INTENCIONALIDADE”, UM DIRIGIR-SE PARA”, VISANDO ALGUMA COISA, OU
SEJA, A VISÃO DE QUE O HOMEM NÃO É UM AUTÔMATO.
A CONSCIÊNCIA DO SER HUMANO, 2º A FENEOMENOLOGIA, DÁ O SENTIDO,
UM SIGNIFICADO À REALIDADE.
ESTA É MAIS UMA CORRENTE FILOSÓFICA QUE COMBATE O DETERMINISMO.
LIBERDADE E FENOMENOLOGIA
1. FACTICIDADE
É O CONJUNTO DAS CONDIÇÕES DETERMINÍSTICAS EM QUE O SER HUMANO VIVE.
EX: CORPO, COR , SEXO, RAÇA, GRUPO SOCIAL, ETC
2. TRANSCENDÊNCIA
É A POSSIBILIDADE DE O SER HUMANO IR ALÉM DAQUELAS DETERMINAÇÕES, NÃO PARA
NEGÁ-LAS, MAS DAR-LHES UM SENTIDO.
É A DIMENSÃO DA LIBERDADE.
LIBERDADE E FENOMENOLOGIA
MERLEAU PONTY É UM DOS MAIS IMPORTANTES FILÓSOFOS DA
CORRENTE FENOMENOLÓGICA.
- DESFAZ A IDEIA DE FACTICIDADE E DA TRANSCENDÊNCIA, ISTO
É, A IDEIA DE QUE DE UM LADO EXISTE O MUNDO DOS OBJETOS,
MERLEAU PONTY
(1908 – 1961)
OBRA:
FENOMENOLOGIA DA
PERCEPÇÃO
DO CORPO, DA FACTICIDADE,
E DE OUTRO O MUNDO DA
CONSCIÊNCIA E DA SUBJETIVIDADE, DA TRANSCENDÊNCIA.
PARA O FILÓSOFO, A REALIDADE NÃO APARECE DA MESMA
MANEIRA À PERCEPÇÃO DAS PESSOAS, MAS SE DÁ A PARTIR DA
VIVÊNCIA DE CADA UM; NÃO SURGE POR MEIO DE UMA
CONSCIENCIA EXPLÍCITA, MAS POR UM MODO DE EXISTIR E DE
DAR SENTIDO AO MUNDO.
FAZER A LEITURA E UM RESUMO
DO TEXTO “A LIBERDADE” DA
PÁGINA 245 PARA A PROVA.
Bibliografia
-Filosofando, Introdução à Filosofia – de Maria Lúcia de Arruda e Maria
Helena Pires Martins . Editora Moderna.

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