AulaSAS

Report
Patologia Obstrutiva do Sono
Função de restauração
 Reparação celular
 Secreção de hormonas
 Conservação de energia
 Aprendizagem e memória


O sono é um processo biológico, químico e
fisiológico.
The Need For Sleep

Irritabilidade

Função cognitiva degradada

Depressão

Ganho ponderal

Aumento do risco de acidentes
Má qualidade do Sono
58% dos adultos ressonam
 36% queixam-se de insónia
 15% notam hipersonolência diurna persistente
 3% têm comportamentos nocturnos inadequados
 28% fazem trabalho nocturno ou por turnos

Um em cada três indivíduos
estão insatisfeitos com o seu
sono
Serta
Epidemiologia do Sono

Actualmente, 107 doenças do sono distintas (82
reconhecidas no ICSD2, 25 propostas)

Categorias:
◦ Distúrbios do sono intrínsecos
◦ Distúrbios do sono extrínsecos
◦ Distúrbios do sono associados a patologia médica ou
psiquiátrica
◦ Distúrbios do ritmo circadiano
◦ Parassónias (Movimentos e comportamentos nocturnos)
Patologia do Sono
Intrinsic Sleep Disorders











Psychophysiological insomnia
Sleep state misperception
Idiopathic insomnia
Narcolepsy
Hypersomnia (recurrent, idiopathic, post- traumatic)
Obstructive sleep apnea syndrome
Central sleep apnea syndrome
Central alveolar hypoventilation syndrome
Periodic leg movement disorder
Restless legs syndrome
Intrinsic sleep disorder
Patologia do Sono

Extrinsic Sleep Disorders

Circadian Rhythm Sleep Disorders

Sleep Disorders Associated with Medical or
Psychiatric Disorders

Parasomnias
◦ Inadequate sleep hygiene
◦ Environmental
◦ Adjustment
◦
◦
◦
◦
Arousal disorders (confusional, sleepwalking, sleep terrors)
Sleep- wake transitions
REM associated (nightmares, sleep paralysis, etc.)
Other (bruxism, etc.)
Patologia do Sono

O que é?

Prevalência

Sintomas

Diagnóstico

Opções terapêuticas

Follow- up
Síndrome da Apneia Obstrutiva do
Sono

Lentidão e superficialização da respiração
(Diminuição do O2 e aumento do CO2)

Diminuição do volume de repouso pulmonar

Atonia da musculatura com excepção do diafragma

Diminuição dos despertares

Outros factores contribuintes
Pneumopatia
Fraqueza muscular
Anormalidades cerebrais
Estrutura facial
Alterações da Respiração Durante
o Sono




Síndrome de Resistência da VAS (SRVAS)
Síndrome de Apneia do Sono (SAS)
Síndrome de Overlap (DPOC + SAS)
Síndrome de Hipoventilação - Obesidade
Doenças crónicas que agravam durante o sono
(DPOC, DNM, D. Restritivas Pulmonares…)
Distúrbios Respiratórios durante o
Sono
Definição
Alteração da respiração durante o sono que se
caracteriza por obstrução parcial prolongada
e/ou completa intermitente das vias aéreas
superiores (apneia obstrutiva), que compromete
a oxigenação e ventilação normais durante o
sono.
Síndrome da Apneia Obstrutiva do
Sono
American Thoracic Society, AJRCCM 1996; 153:866-878.
Síndrome da Apneia Obstrutiva do
Sono
É uma forma de doença respiratória do sono
na qual ocorre um repetitivo ou contínuo
aumento na resistência ao fluxo aéreo
(limitação do fluxo inspiratório) dentro das vias
aéreas superiores, levando a despertares
múltiplos breves e excessiva sonolência
durante o dia.
Síndrome da Resistência das Vias
Aéreas Superiores
NORMAL
SRVAS
SAOS
Espectro das Doenças Obstrutivas do
Sono





Apneia: Cessação do débito aéreo por mais de 10
segundos com continuação do esforço abdominal e
torácico.
Hipopneia: redução de 50% do fluxo aéreo oronasal, com
uma duração ~ apneia e que se acompanha de um
despertar transitório não consciente / microdespertar e ou
dessaturação de oxihemoglobina de pelo menos 4%.
RERAs (respiratory effort related arousal): microdespertar
coincidente com o esforço respiratório.
IAH (índice de apneia/hipopneia): apneias e hipopneias/h
sono.
RDI (respiratory disturbance index): apneias, hipopneias e
RERAs/h sono.
Definições

4% noe 2% na

Causa mais frequente de hipersonolência diurna (HSD)
Definição (ATS/ERS/ASDA)
HSD não explicada por outros factores e/ou dois ou mais
dos seguintes sintomas:

◦ Ressonar acentuado
◦ Episódios de asfixia nocturna
◦ Despertares nocturnos recorrentes
◦ Sono não reparador
◦ Fadiga diurna
◦ Dificuldade de concentração
Sínd. Apneia do Sono
Crianças
Adultos

Prevalência estimada
1-2%
2-4%

Idade
2-6 a
> 30 a

Sexo
M:F 1:1

Peso

Associação
Normal ou excesso peso
Anomalias craniofaciais
SAOS
Crianças vs Adultos
M:F 8-10:1
Obeso
Pós-menopausa
Sonolência
diurna
excessiva
Complicações
cardiovasculares
Acidentes
cerebrovasculares
Hipertensão Arterial
Pulmonar
Importância do rastreio da SAS
Prevalência; Consequências graves; Tratamento eficaz
Sínd. Apneia do Sono
Factores de risco










idade (40 – 60 anos)
sexo masculino
obesidade
perímetro do pescoço
alterações craneofaciais
hábitos alcoólicos e tabágicos
medicamentos (sedativos)
doenças endócrinas (hipotiroidismo)
doenças genéticas (S. Down)
história familiar
Sínd. Apneia do Sono
Factores de risco
Sínd. Apneia do Sono
Fisiopatologia
Sínd. Apneia do Sono
Complicações










HTA
HTPA
Arritmias cardíacas
Cor pulmonale
Cardiopatia isquémica
AVC
Acidentes de viação
Acidentes de trabalho
Perturbações cognitivas
Dificuldades de relacionamento social e familiar
Sínd. Apneia do Sono
Clínica
 O perfil típico de um doente com SAS é um homem de
meia-idade, obeso, com roncopatia e hipersonolência
diurna…
Sínd. Apneia do Sono

Ressonar/Roncopatia

Pausas respiratórias durante o sono

Hipersonolência diurna

Cefaleias matinais

Sensação de “noite mal dormida”

Sono agitado

Depressão

Ansiedade severa/irritabilidade

RGE
Sintomas no Adulto

Perda de memória recente

Deterioração intelectual

Alterações da personalidade/humor

Mau desempenho no trabalho

Impotência

Boca seca ao acordar

Respiração bucal
Sintomas no Adulto

Ressonar

Hiperactividade

Atraso de desenvolvimento

Dificuldade de concentração

Enurese nocturna

Pesadelos

Terrores nocturnos
Sintomas na Criança

Cefaleias

Sono agitado

Obesidade

Hipertrofia amigdalina

Respiração ruidosa

Rinorreia persistente

Infecções das VAS frequentes/ otalgias
Sintomas na Criança
História pregressa






sintomas sugestivos da
doença
padrão de sono e vigília
horário laboral (turnos ?)
hábitos alcoólicos, tabágicos e
medicamentosos
doenças cardiovasculares
informação complementar do
companheiro/a
Exame físico







Questionários

HSD (Escala de Epworth)
Diagnóstico
Sonolência/Atenção
IMC
Perímetro cervical
HTA
Observação estruturas orais
(hipertrofia das
amígdalas/adenóides; ↑
úvula; palato mole longo)
Orifícios nasais
Dismorfismos faciais
(Micrognatia /retrognatia)

Score máximo de
24. Em geral, os
indivíduos normais
têm scores < 10,
considerando-se
significativo
um
valor > 14…
Diagnóstico

Exames laboratoriais:
◦ hemograma, bioquímica ( glicémia, perfil lipídico),
hormonas tiroideias

Exames imagiológicos:
◦ Rx tórax
◦ Rx seios perinasais / cavum faríngeo ( TAC )

Estudo funcional ventilatório:
◦ é geralmente normal

Gasometria arterial:
◦ é geralmente normal

Exames cardiológicos:
◦ ECG : HVD, arritmias
◦ Ecocardiograma : dilatação das cavidades direitas – cor
pulmonale

Polissonografia
Diagnóstico

Level 1 – Attended Standard Polysomnography

Level 2 – Unattended Portable Polysomnography

Level 3 – Unattended Portable Sleep Apnea
Testing

Level 4 – Unattended Continuous Bioparameter
Recording (O2 Sat)
Estudos do Sono








Eléctrodos EEG
Faixa torácica
Faixa abdominal
Sonda nasal
Sensores oculares
Oxímetro
Eléctrodos ECG
Eléctrodos EMG
Estudo Polissonográfico
Permite a avaliação de:

EEG

Fluxo oro-nasal

EOG

Movimentos torácicos

Movimento MI

Movimentos abdominais

ECG

Posição corporal

EMG (mento e tibial anterior)

Saturação Oxigénio
Estudo Polissonográfico

A sua interpretação permite o diagnóstico de:

Estadio do Sono

RDI/ AHI

Saturação O2

Apneias centrais vs obstrutivas

Graduação da apneia (ligeira, moderada, severa)

Periodic leg movements (PLMs)

Outros distúrbios do sono
Estudo Polissonográfico
Estudo Polissonográfico
Estudo Polissonográfico
Índice de Apneia/ Hipopneia – IAH > 5/h
Ligeiro – 5 -15 /h
Moderado – 15 - 30/h
Grave > 30/h
Respiratory Disturbance Index – RDI > 5/h
(Apneias + Hipopneias + RERAs)
Critérios de Diagnóstico e
Gravidade de SAS
•
O diagnóstico apurado é importante para estabelecer a
gravidade e a urgência do tratamento.
• Aumento do tamanho das vias aéreas superiores para
aliviar a obstrução.
•
Começar com tratamentos menos invasivos
• Na criança, o tratamento cirúrgico é o de escolha.
•
No adulto, o tratamento cirúrgico é controverso.
Objectivos do Tratamento da SAS
Conservadora
Terapêuticas

Perda ponderal

Abstinência alcoólica

Cessação tabágica

Alteração da posição
(dilatadores da via
durante o sono
aérea)


CPAP
(BiLevel, AutoCPAP)

Aplicadores orais
Tratamento da

Cirurgia (UPPP, LAUP)
obstrução nasal

Sonoplastia
Terapêutica SAHS
CPAP
A pressão positiva contínua mantém patência da
via aérea
 Necessita de titulação de pressões
 100% eficaz se usada todas as noites, de forma
adequada
SAS com RDI > 30/h, mesmo sem sintomas
SAS com 5 < RDI < 30/h, se SDE, pat. cardiovasc.( HTA, AVC,…)
Terapêutica SAHS
CPAP - Interfaces
Dispositivos de reposicionamento mandibular
 Avanço mandibular ou da língua
 Indicações:
◦ Roncopatia primária, sem SAS
◦ SAS ligeiro que não responde à perda de peso
◦ SAS moderado a grave, desde que o CPAP seja recusado
ou não tolerado
◦ SRVAS
◦ Falência da UVPF
Dispositivos Orais




Turbinectomia/reconstrução septo nasal
Adenoamigdalectomia
Uvulopalatofaringoplastia (UVPF)
Avanço mandibular e do genioglosso
Tipos De Cirurgias
Radiofrequência na base da língua
 Reduz volume tecidular
 Alarga a via aérea

Sonoplastia

Consultas de seguimento a 1, 3, 6M e anuais

Aferição compliance do doente

Resolução de problemas técnicos ou ajuste
máscara

Ajuste de pressões
Follow-up

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