A Importancia da Aplicação Pratica

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“ Todo aquele, pois, que escuta estas
minhas palavras e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente,
que edificou a sua casa sobre a rocha”
– Mt 7.24
“ E sede praticantes da palavra
e não somente ouvintes” – Tg 1.22ª
As escrituras nos abençoam, mas somente se as pusermos em prática. A
escritura pregada ou ensinada somente se torna de fato útil quando gera fé
capaz de promover transformações interiores. Diante desta verdade, quanto
aos professores da EBD é necessário saber interpretar, comunicar e efetuar a
aplicação prática de forma correta de cada lição à vida de seus alunos.
Portanto, a aplicação representa o propósito final do ensino bíblico. A
pergunta é: Como irei aplicar o ensinamento em minha vida e também na
vida dos alunos? Essa é a finalidade deste assunto que, rogamos ao Espírito
Santo que nos conceda sua revelação a fim de atender a chamada para o
ensino e a glorificação do seu Santo Nome.
 TEORIA: É o conhecimento narrado puramente racional
 PRÁTICA: É a realização de uma Teoria concreta (Ensino Bíblico).
OBS: Uma Teoria só é considerada como tal se for provada pela prática. A ciência
antes de divulgar uma teoria apresenta o resultado prático. Não existe teoria sem prática.
No nosso caso, não existe resultado do ensino sem transformação do aluno.
 APLICAÇÃO: Pôr em prática, adequar, dedicar-se, adaptar...
 APLICAÇÃO + PRÁTICA = Praticar o que foi ensinado.
UM TEXTO TEM:
 Uma interpretação
 Muitas aplicações
Há um perigo inerente ao ensino bíblico: levar o aluno a um
processo intelectualmente fascinante, mas espiritualmente
frustrante, onde o aluno até se entusiasma com a verdade,
mas não experimenta mudança de vida. Há várias maneiras
de isso acontecer.
a) Substituímos mudança substancial por obediência
superficial “Quando sondamos áreas de nossa vida frente
a uma determinada aplicação e deixamos de lado
justamente aquelas áreas onde estamos em falta. Ex. O
vendedor que é honesto com a mulher, filhos, colegas,
mas não é totalmente honesto com seus clientes”.
b) Substituímos arrependimento por racionalização
“No momento em que a verdade começa nos “incomodar” procuramos
desculpas para nos defender e as vezes mudar o foco da verdade. Ex. do
vendedor acima: “mas meus concorrentes não são cristãos. Todos
mentem, e eu não tenho como não mentir quando tenho que competir
com um grupo assim” Sl 51. 13 Davi disse que em o Senhor o perdoando
ele seria um ENSINADOR com o objetivo da CONVERSÃO dos pecadores.
c) Substituímos decisão de vontade por experiência emocional
Aquela experiência típica de domingo no culto onde são feitos
compromissos, derramam-se lágrimas e etc., mas em poucos dias
tudo é esquecido e não se produz nenhuma verdadeira transformação.
A aplicação é etapa mais importante do ensino bíblico.
 Durante a leitura na fase da observação marque no
texto “possíveis” pontos de aplicação; Ex. SL 51.13,
SL 73.17 e II SM 12.1-7.
 Procure correlacionar o conteúdo da aplicação com
o restante da Bíblia.
 Dependência de Deus, pois o objetivo principal é
que haja transformação e não que seja seguido um
método.
 Específica – Não ir atrás de generalidade, mas
procurar o centro dos problemas;
 Pessoal – Resista à tentação de usar pronomes no
plural: nós, eles, nosso, nossa... Use apenas: EU ou
Você. Ex. ERRADO: “Nós precisamos ter mais
paciência no trabalho”. Ex. CERTO: “Quando meu
funcionário fizer uma besteira no trabalho eu não
devo perder minha paciência e gritar com ele”
Ilustrativa – Ex. Texto Bíblico: Filipenses 2.3 (Nada façam por
ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os
outros superiores a si mesmos) - “VOCÊ PREFERE SER FELIZ OU TER
RAZÃO?
“Oito horas da noite numa avenida movimentada. O casal já esta
atrasado para o jantar na casa de amigos. O endereço é novo, assim
como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o
carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima à esquerda. Ele
tem certeza de que é à direita. Discutem! Percebendo que além de
atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira a direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu
no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema em chegar
alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer
saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu
estava tomando o caminho errado, deveria ter
insistido um pouco mais”. Ela diz: “Entre ter a
razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à
beira de uma briga, se eu insistisse mais,
teríamos estragado a noite”.
MORAL DA HISTÓRIA
Essa cena ilustra quanta
energia gastamos apenas para
demonstrar que temos razão,
independente de tê-la ou não.
Pergunte para você mesmo:
“Quero ser feliz ou ter razão?”
Ensinar é promover aprendizagem por parte do
aluno. Ensinar não é apenas ler ou falar diante de
uma classe, mas despertar, motivar e interessar a
mente do aluno e em seguida dirigi-la no
processo do aprendizado. O termo “educar”
significa literalmente “conduzir para fora”. É pois,
privilégio e responsabilidade do professor da EBD
conduzir seus alunos ao encontro das
experiências da vida espirituais com Deus,
Família, Igreja e seus semelhantes.
É o aluno pensar e agir por si próprio sob
orientação inicial do professor. O aluno
aprende:
Quando motivado; quando vê fazer; quando
faz;
quando
investiga
e
pesquisa
independentemente,
sendo
previamente
orientado; quando está interessado; quando crê
em si mesmo, no professor, na escola e
finalmente, quando recebe atenção pessoal.
O PROFESSOR E O ENSINO: O Professor espiritual e
preparado completa o trabalho do evangelista e pregador.
É melhor um professor com pouco preparo, mas espiritual,
do que o contrário. Somente o preparo não realiza.
Pr. Antônio Gilberto – Manual da Escola Dominical;
A MENSAGEM BÍBLICA E O PROFESSOR: Os professores não foram chamados
para contarem histórias bíblicas! Deus os chamou para lançarem mãos da Sua
Palavra e aplicá-la à vida dos seus alunos de maneira que produza
transformação de caráter e, consequentemente mudança de atitudes. Em toda
a Bíblia Deus tem propósitos e não é somente nos fazer conhecedores dos fatos
verídicos ocorridos em um passado tão distante, mas nos revelar
conhecimentos importantes e orientações valiosas para uma vida cristã
vitoriosa. A atualidade da Palavra está na disposição daquele que a lê, que a
ouve e aplica seus conteúdos à sua vida tomando como exemplo as atitudes,
escolhas e experiências dos personagens dos relatos bíblicos. Irmã Susana dos
Santos. Pedagoga e professora da EB – Ensinador Cristão/2013;
A CONCLUSÃO DO ENSINO: Um bonito ensino, que
recebe aplausos e elogios, mas não convence a crê, é
como o barulho de latas vazias. Levar o ouvinte a
uma decisão para mudar de atitudes é tarefa séria e
difícil que requer graça e unção do Espírito Santo na
vida do ensinador.
Pr. Elienai Cabral – EETAD.
1. Chegue cedo! Pelo menos 10 minutos antes da hora de começar a
reunião da EBD;
2. Antes do Ensino da Lição, o Secretário (a) da classe cuidará das
seguintes providências preliminares:
 Arrumação da sala;
 Chamada dos alunos e recolhimento da oferta;
 Indicação dos Visitantes;
 Indicação dos aniversariantes.
3. Introdução da Lição – O fato da introdução deve levar o aluno para
dentro do assunto da lição. Conta-se de um pregador inglês que
gastava tanto tempo pondo a mesa, que a igreja perdia o apetite pela
comida.
4. Exploração da lição – O próprio esboço da lição. O professor deve
evitar sair do assunto da lição, bem como, controlar o tempo e os
questionamentos dos alunos.
5. Aplicação da Lição.
Uma das partes mais importantes da lição. O conhecimento pessoal
adquirido pelo aluno não será eficaz se não for aplicado. A Aplicação da
lição corresponde ao apelo na pregação.
ETAPA
%
MINUTOS
CONTATO INICIAL
6
3
INTRODUÇÃO
10
5
DESENVOLVIMENTO
50
25
CONCLUSÃO
10
5
APLICAÇÃO
24
12
TOTAL
100
50
A linguagem revela muito a personalidade do indivíduo.
Uma fala perfeita dá prazer ao ouvido, mas o falar
errado, seja na entonação, na pronúncia, na pontuação,
ou na escolha das palavras, cansa os ouvintes, e o
auditório todo só acerta dizer: “Amém”, não em sinal de
satisfação, mas ansioso que o ensinador pare. A
expressão oral perfeita, impõe-se e dá destaque,
mesmo que o ensinador seja modesto e humilde.
É um prazer ouvir alguém falar corretamente,
com expressão e graça. Em juízes 12.2-6, temos
um caso em que 42.000 homens morreram por
causa de má pronúncia. Hoje em dia muitos
“matam” seus ouvintes da mesma maneira! O
professor tem que cuidar da linguagem, porque
ele utiliza dela quase todo o tempo da aula. A
linguagem do professor, quanto ao vocabulário,
deve ser comum entre ele e os seus alunos.
CONCLUSÃO: “Os dois grandes males que debilitam
o ensino são: a rotina, sem inspiração nem objetivo
e a improvisação, confusa e sem ordem. O melhor
remédio contra esses dois grandes males é o
planejamento culminando com a aplicação”.
Precisamos ser mais dedicados e zelosos na obra de
Deus, no ensino e aos alunos, assim como foi o
professor por excelência, Jesus Cristo o
transformador de vidas.
CONCLUSÃO: “Os dois grandes males que
debilitam o ensino são: a rotina, sem inspiração
nem objetivo e a improvisação, confusa e sem
ordem. O melhor remédio contra esses dois
grandes males é o planejamento culminando com
a aplicação”. Precisamos ser mais dedicados e
zelosos na obra de Deus, no ensino e aos alunos,
assim como foi o professor por excelência, Jesus
Cristo o transformador de vidas.
Conhecia a matéria que ensinava. Lucas 24.27;
Conhecia os seus alunos. Mateus 13;
Ensinava as verdades bíblicas de modo simples e
claro. Lucas 5.20-26;
Ensinava através do seu exemplo. João 13.15;
Ensinava com graça. Lucas 4.22 e;
Ensinava com autoridade e poder. Lucas 4.36.

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