RELAÇÕES INTERPESSOAIS

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RELAÇÕES
INTERPESSOAIS
Prof. Ms. Edson Alencar Silva
APRESENTAÇÃO DO MÓDULO
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Objetivo
Plano de aula
Materiais e métodos
Avaliação
CARACTERIZAÇÃO
• Relações interpessoais são interações que
estabelecemos com os outros determinando quem
somos e o que representamos;
• Contato entre o mundo subjetivo e mundo social;
• Espaço da construção pessoal e grupal;
• Neste sentido, destaca-se a cognição.
O QUE É COGNIÇÃO?
Significado de Cognicao
• s.f. Faculdade, ato ou ação de conhecer; aquisição de um conhecimento.
• Significado de Social
• adj. Que diz respeito à sociedade: ordem social. / Sociável. / Relativo a uma
sociedade; próprio dos sócios: carteira social. / História natural Diz-se de certas
plantas e animais que vivem em grupos. // Legislação social, conjunto das
disposições legais que protegem os interesses dos indivíduos e dos grupos de uma
coletividade organizada. // Ciências sociais, conjunto das ciências (sociologia,
economia etc.) que estudam a natureza e o comportamento dos grupos
humanos. // Ser social, aquele que vive em sociedade. // Psicologia social,
aquela que estuda as interações entre o indivíduo e os grupos de que faz parte. //
Previdência social, v. PREVIDÊNCIA.
• Significado de Interacao
• s.f. Influência recíproca: a interação da teoria e da prática. / Psicologia Fenômeno
que permite a certo número de indivíduos constituir um grupo, e que consiste no
fato de que o comportamento de cada indivíduo se torna estímulo para outro.
• Fonte: dicionário Aurélio online.
COGNIÇÃO SOCIAL
• É a forma através a qual os indivíduos percebem e
compreendem outras pessoas. (RAMIRES, 2003
apud. LAMB E SHERROD, 1981);
• Percepções sobre as outras pessoas, considerando
não apenas a forma como as pessoas pensam
sobre as outras, mas também a forma como elas
pensam que pensam sobre as outras (idem, apud.
FISKI E TAYLOR, 1991);
COGNIÇÃO SOCIAL
• A cognição social inclui também o pensar sobre o que
as pessoas deveriam fazer e como elas se
sentem(RAMIRES, 2003 apud. FLAVELL & MILLER, 1999);
• De acordo com Ramires (idem) Fu, Goodwin,
Sporakowki e Hinkle (1987) consideram que a cognição
social abrange mais do que a percepção e as
inferências sobre as outras pessoas, envolvendo as
compreensão das relações entre os próprios
sentimentos e nossa compreensão o social. Depende
da nossa organizção dos conceitos sociais e da
habilidade de integrar e coordenar perspectivas;
COGNIÇÃO SOCIAL
• Em resumo: O processo de cognição social referese diretamente à maneira como encaramos os
outros e a nós próprios. Centra-se, portanto, nos
fatores que influenciam e afetam a maneira como
interagimos com os outros.
PERCEPÇÃO
• As reações do indivíduo às pessoas e coisas se
formam através da maneira pela qual às vê pelo
seu universo perceptivo;
• A construção de universo significativo ocorre
através de um trabalho perceptivo e cognitivo, por
meio de classificações e organização de objetos.
Os mais significativos são as pessoas.
PERCEPÇÃO
• O comportamento social é modelado pela
percepção e organização desses objetos do de
um ponto de vista específico;
• Cada individuo desenvolve uma visão particular do
universo em que está mergulhado.
PERCEPÇÃO
• Essa propriedade é fruto de fatores interno e
externo:
- Externos – Físicos e sociais
- Internos – Estrutura fisiológica, experiências
passadas, desejos e objetivos e características de
personalidade;
PERCEPÇÃO INTERNA E EXTERNA
• É imprescindível perceber ou conhecer a si próprio
para determinar a ação dos outros, buscando com
isso estabelcer parâmetros para perceber o outro.
Nisso funda-se as auto percepção e hetero
percepção;
PERCEBENDO O OUTRO
• Como procedemos?
• Leitura corporal do elemento estranho a nossa
percepção;
• Leitura facial a partir dos nossos conceitos
perceptivos;
• Conclusão da análise (aspectos positivos x
aspectos negativos).
PERCEBENDO O OUTRO
• Interações que determinam a nossa percepção
sobre os indivíduos:
-
Indícios físicos;
Indícios verbais;
Indícios não verbais;
Indícios comportamentais.
INFLUÊNCIA DA PERCEPÇÃO NO
COMPORTAMENTO
• Aproximação;
• Cautela;
• Afastamento;
• Rechaço
POEMA: AS JANELAS
Olhando de fora, através de uma janela
aberta, nunca se vê tantas coisas como
quando se olha por uma janela fechada.
Não existe cena mais profunda,
mais misteriosa, mais fértil, mais tenebrosa,
mais encantada, que uma janela iluminada
pela luz de um candelabro.
O que a gente vê com a luz do Sol é sempre
menos interessante do que o que passa
Atrás de uma vidraça. Nesse buraco negro ou
luminoso a vida passa, alucina e sofre.
POEMA: AS JANELAS
Além das frestas, das sombras do telhado,
vejo uma mulher antiga, envelhecida,
sem fortuna, sempre debruçada sobre
alguma coisa e confinada dentro de casa.
Observo sua fisionomia, observo sua
vestimenta, seus gestos, e com esse quase
Nada, re-escrevo a história dessa mulher,
POEMA: AS JANELAS
ou melhor ainda,
a sua lenda, que às vezes reconto
a mim mesmo, em lágrimas.
Se fosse um pobre velho, eu também teria
narrado a cena com igual facilidade.
E demeus.
ito-me, com orgulho de ter sentido
a vida e o sofrimento dos outros
como se fossem
Fonte: VALE, Mario. (org.) O desejo de pintar: o desejo de pintar e outros
poemas em prosa de Charles Baudelaire. Noovha America: São Paulo,
2008
POEMA: O ENTERRADO VIVO
É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.
É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.
É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.
O ENTERRADO VIVO
É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.
Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética,
Rio de Janeiro, Editora Record - 1987
ATIVIDADE 1
• Os poemas são formas de literatura que
possibilitam a criação de imagens através de
palavras. Eles nos possibilitam entender ou resumir
muitos problemas reais, nos levando a ver sob
outros ângulos as mazelas da vida. Sendo assim, o
que os poemas acima nos trazem de interessante
para pensar as questões até aqui discutidas?
INDIVÍDUO E GRUPO
• Para Georg Simmel (1858-1919) os indivíduos têm
objetivos e propósitos menos definidos do que os
grupos. O indivíduo apresenta várias dimensões de
conflito interno que o impediria de agir com
objetividade nas diversas possibilidades de
comportamento;
• Os grupos em contrapartida apresentariam uma
objetividade no agir, sempre sabendo quem é o
amigo ou inimigo;
INDIVÍDUO E GRUPO
• “Nesses termos, os indivíduos se mostram “livres”,
enquanto as ações de massa seriam determinadas por
uma “lei natural”. (SIMMEL, 2006);
• Para o autor, o indivíduo estaria submetido ao grupo em
busca de realisar desejos e ambições primitivas , desse
modo estaria ainda protegido de indecisões e escolhas.
Isso implica em um agir diferenciado, de um lado um
modo individual que obedece aos seus impulsos e
desejos subjetivos e por outro em que se abre mão do
controle e busca-se um “lugar” onde possa-se gozar de
segurança.
INDIVÍDUO E GRUPO
• “A diferenciação perante outros seres é o que incentiva
e determina em grande parte a nossa atividade.
Precisamos observar as diferenças dos outros caso
queiramos utilizá-las e assumir o lugar adequado entre
eles.” (SIMMEL, 2006, p. 46);
• A idéia de diferenciação aqui apreendida faz mais
sentido para a questão da pertença. Para o autor a
identificação com um determinado grupo leva em a
consideração o estar sempre em relação à algo. Assim,
as qualidades individuais – por melhores e mais
superiores que se apresentem – estarão submetidas à
lógica do grupo.
INDIVÍDUO E GRUPO
• Existência de um indivíduo sujeito e um indivíduo
grupal;
• Percepção de auxílio e proteção;
• Perigos da ação grupal.
AÇÕES GENERALIZADORAS
• Modos de classificação do outro:
- Preconceitos (não conhecimento)
- Esteriótipos (distorção da realidade)
• Medo como conformador de percepções
- O outro como ameaça a integridade individual e
grupal
POEMA: CONGRESSO INTERNACIONAL
DO MEDO
Provisóriamente não cantaremos o amor,
que se se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso
companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos
desertos,
POEMA: CONGRESSO INTERNACIONAL
DO MEDO
o medo dos soldados, o medo das mães, o
medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo
dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de
depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores
amarelas e medrosas.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética, Rio de Janeiro, Editora Record 1987
REFLEXÃO
• Estabelecidos e outsiders
- Norbert Elias no seu livro “Os estabelecidos e os outsiders” a
difícil relação entre duas comunidades na Inglaterra. Essas
comunidades estabeleceram multiplas formas de tratamento
com os outros o que gerou rusgas e ressentimentos entre
ambos os lados. A principal motivação da contenda entre
eles baseava-se na antiguidade de ocupação territorial e a
partir dessa concepção estabeleceu-se uma relação de
disputa por legitimidade. No final das contas ninguém mais
sabia onde, quando e porque as hostilidades haviam
começado. Nesse sentido como agir?
- Quem pode qualificar quem é estabelecido e quem é
outsider?
- O outro é sempre fonte de angústias? Em que medida?
FILME: TRATAMENTO DE CHOQUE
Título em português
Tratamento de choque
Título em inglês
Anger Management
Diretor
Peter Segal
Principais atores epersonagens
Jack Nicholson/ Dr. Buddy Rydell,
Adam Sandler/Dave Buznik e
Marisa Tomei/Linda.
Ano de lançamento
2003
Produção
Barry Bernardi, Derek Dauchy,
Todd Garner, Jack Giarraputo,
John Jacobs e Joe Roth
PENSANDO O FILME
Como pensar as dificuldades de relacionaento da
personagem principal?
O que se perde e o que se ganha na busca por ser
autêntico consigo e com os outros?
O título “Tratamento de choque” é adequado para
a temática do filme? Justifique.
REFERÊNCIAS
• ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética, Rio de Janeiro, Editora Record 1987
• Produção de BERNARDI, Barry, DAUCHY, Derek, GARNER, Todd, GIARRAPUTO, Jack,
JACOBS, John, ROTH, Joe. Direção de SEAGAL, Peter. Tratamento de choque. USA, 2003.
• FLAVELL, J. H.; MILLER, P. H.; MILLER, S. A. Desenvolvimento cognitivo. Trad.
Claudia Dornelles. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 1999.
• RAMIRES, Vera Regina Röhnelt. Cognição Social e Teoria do Apego: Possíveis
Articulações. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2003, 16(2), pp. 403-410.
• SIMMEL, Georg. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
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VALE, Mario. (org.) O desejo de pintar: o desejo de pintar e outros poemas em prosa de
Charles Baudelaire. Noovha America: São Paulo, 2008
• Sites consultados:
http://www.dicionariodoaurelio.com/Social.html

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