Universidade de Brasília – UnB

Report
Contribution of
Assistive
Communication
and Writing Signs
for Communication
with Deaf
Contribution of Assistive Communication
and Writing Signs for Communication with Deaf
O
Dra. Enilde Faulstich – Universidade de Brasília – UnB
O
O
[email protected]
Ms. Gláucio Castro Júnior - Universidade de Brasília – UnB
O
O
[email protected]
Ms. Patrícia Tuxi - Universidade de Brasília – UnB
O
[email protected]
O
Possui graduação em Licenciatura em Língua Portuguesa e
respectiva Literatura pela Universidade de Brasília (1975),
mestrado em Linguística pela Universidade de Brasília (1979),
doutorado em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de
São Paulo (1988) e pós-doutorado (Pós-doc) em Linguística e
Políticas Linguísticas pela Université Laval de Québec, Canadá
(1993-94), com bolsa da CAPES. Como tema principal da pesquisa
no Pós-doc, no Canadá, elaborou projeto para a criação do curso de
Licenciatura em Português do Brasil como segunda Língua
(PBSL).Atualmente é Professora Associada da Universidade de
Brasília. Tem experiência na área de Linguística e Língua
Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: Língua
Portuguesa, Terminologia, Lexicografia, Lexicologia, Crítica de
dicionários, Política linguística e Língua de Sinais Brasileira LIBRAS no contraste com o Português (L2). É coordenadora do
Centro de Estudos Lexicais e Terminológicos - Centro Lexterm - da
UnB: http://www.lexterm.unb.br. Coordenou o Curso em EaD
Licenciatura em Letras-Libras, de 2006 a 2010, do polo de
Brasília/UnB.
O
Pesquisador e docente da Universidade de Brasília –
UnB, Instituto de Letras – IL, Departamento de
LingUística, Português e Línguas Clássicas - LIP da
Universidade de Brasília (UnB), trabalha com a
pesquisa da aquisição do léxico por estudantes
Surdos, relacionando-a com a aquisição do português
como L2 e no estudo das variações regionais e
lexicais na Língua de Sinais Brasileira, na pesquisa de
materiais didáticos no Centro de Estudos Lexicais e
Terminológicos (Lexterm) e Coordenador do
Laboratório de Linguística de Língua de Sinais
(LaBLibras), da Universidade de Brasília (UnB). Tem
Graduação – Licenciatura e Bacharelado em Ciências
Biológicas, Graduação Licenciatura em Letras-LIBRAS
pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
no Pólo Universidade de Brasília (UnB). Mestre em
Linguística pela Universidade de Brasília (UnB),
Especialista em Desenvolvimento Humano, Educação
e Inclusão Escolar pela Universidade de Brasília (UnB)
e Doutorando em Linguística pela Universidade de
Brasília (UnB). Graduando em Licenciatura em LetrasPortuguês na Universidade de Brasília (UnB).
O Professora Assistente de Libras e
pesquisadora da Universidade de
Brasília
no
campo
de
conhecimento:
Léxico
e
Terminologia
da
Libras.
Doutoranda em Linguística pela
Universidade de Brasília (UnB),
mestre em Educação
pela
Universidade de Brasília (UnB).
Membro do Laboratório de
Linguística da Língua de Sinais
Brasileira – LabLibras (UnB) e do
Grupo de Trabalho de LSB da
Universidade de Brasília – UnB.
Introdução
O REVISÃO DE LITERATURA
O Este trabalho é fruto de uma necessidade apresentada
pelos estudantes do curso de medicina, enfermagem,
nutrição e terapia ocupacional que participam das aulas
de Libras. São estagiários que atendem a pacientes
Surdos no Hospital Universitário de Brasília – HUB.
O Os Surdos, quando são hospitalizados, passam a
conviver, em ambiente estranho, com pessoas que
não entendem sua forma de comunicação (Pagliuca
et al., 2007).
O Ao atender a uma pessoa surda, os profissionais
deparam com dificuldades para estabelecer uma
comunicação eficaz.
O O fato de falantes de outras línguas não dominarem a
língua de sinais constitui uma barreira para a interação
com a pessoa surda (Chaveiro et al., 2010).
O Quando não há uma comunicação eficaz, não há
como auxiliar o Surdo a resolver seus problemas
e minimizar conflitos (Pagliuca et al., 2007).
OÉ
preciso que os profissionais tenham
conhecimento acerca das particularidades de
como se comunicar com as pessoas Surdas, para
que evitem má compreensão e deem a esses
pacientes informações precisas sobre como
cuidar de si próprios e sobre como usar a
medicação (Costa et al., 2009). Sob esse ponto
de vista, o conhecimento da nomenclatura dos
medicamentos se torna fundamental.
Para isso, o ponto de partida da discussão é o léxico e,
embora haja a possibilidade de aplicação de alguns
princípios das técnicas lexicográficas das Línguas
orais às Línguas de Sinais, “um lexicógrafo que deseje
elaborar materiais em Libras deverá fundamentar a
teoria lexicográfica em concepções linguísticas que
não sejam as mesmas para
os usuários ouvintes,
porque, acima de tudo, o ensino e a aprendizagem
da(s) língua(s) se dá de forma
FAULSTICH (2007: 155).
diferenciada.”
O O ensino da Libras congrega diversos profissionais,
que
atuam
diferenciados
com
saberes
e
instrumentos
para efetivar o atendimento e
possibilitar uma real integração. O professor de
Libras precisa estar consciente de seu papel na
formação de novos profissionais por meio do ensino
da língua e, nesse contexto, é preciso valorizar a
escrita de sinais da própria língua pelo sistema
SignWriting.
PIRÂMIDE DE MASLOW
Justificativa
Diante do exposto, pretendemos neste estudo
descrever como se dá o desenvolvimento de um
processo de comunicação alternativa, adaptada
para o aluno Surdo que necessite de
atendimento na área de saúde escolar.
Objetivos
O Objetivo Geral
O Confeccionar um caixa de comunicação alternativa que
utilize a comunicação para a comunicação alternativa.
O Objetivo Específico
O Adaptar a caixa de comunicação alternativa
para o
paciente Surdo utilizá-la com o profissional da área de
saúde e que esta utilize a Língua de Sinais Brasileira –
LSB e a escrita de sinais – SignWriting.
Materiais e Métodos
O Para a criação da caixa de comunicação alternativa,
relatamos um caso clínico, exposto pelos alunos da
área de saúde, que frequentam o curso de Libras.
Analisamos as necessidades dos requisitos básicos
que deveriam estar presentes na caixa para que
esse material se tornasse eficaz.
Caso Clínico Descrito
O “Criança de 8 anos, sexo feminino, Surda, acompanhada pela mãe
também surda, vão para o espaço multidisciplinar de atenção à saúde.
Criança apresenta febre alta, vômitos, dificuldade respiratória e
fraqueza muscular. A criança foi imediatamente atendida. Após registar
os sintomas que eram visíveis de se perceber, a criança foi
encaminhada em observação para investigação do caso, sem previsão
de alta no hospital. Para facilitar e garantir a comunicação com a mãe
e a criança, que são Surdas, a equipe de saúde discutiu em reunião
interdisciplinar
(médico,
enfermeiro,
nutricionista
e
terapeuta
ocupacional), quais os elementos básicos para a comunicação com a
paciente e sua acompanhante.”
Materiais e Métodos
nutricionista
fome
cuidar
dieta
conversar
chorar
deitar
febre
comer
explicar
precisar
levantar
injeção
urina
dúvida
tristeza
andar
seringa
fezes
medo
raiva
vômito
dor
banho
paciência
alimentação/
querer/
perguntar
alimentos
não querer
(diversos)
horário
saúde
descansar cirurgia
gostar/
responder enfermeiro curativo
não gostar
entender/
dormir
remédio
tosse
não entender
tontura banheiro cansaço
enjoo
exames
(náuseas)
alegria
O Os termos acima, foram os selecionados como forma de
facilitar a comunicação mínima direta entre o paciente e os
profissionais de saúde que precisavam entender os sintomas
físicos e emocionais do paciente.
Materiais e Métodos
O Definido os termos primordiais, a equipe de solicitou
aos pesquisadores criar um recurso de comunicação
alternativa que pudesse auxiliar os profissionais e os
Surdos a se comunicarem;
O A partir de orientações de um pesquisador
lexicógrafo Surdo e de professores de Libras, foi
pensado uma caixa de comunicação alternativa que
utilizasse três ícones linguísticos: a palavra ( Língua
Portuguesa), o sinal (LSB) e a escrita de sinias
(SignWriting).
Resultados
O 1 caixa para comunicação alternativa adaptada
O Cartões sinalizados
INJEÇÃO
FEBRE
INJEÇÃO
FEBRE
Discussão
O Os cartões sinalizados e a escrita são os meios para
a comunicação. É uma metodologia alternativa
porque facilita um caso de conversação entre o
paciente Surdo e o profissional da saúde. Serve
como estratégia para assegurar que o Surdo fala por
si, sem a necessidade de porta-voz. Assim, é
garantido ao Surdo o direito de contato direto com o
profissional que lhe atende; sua autonomia é
desenvolvida e a cidadania é exercida. Também ao
inserir o SW é valorizado a própria escrita da LS que
é também um fator de identidade o sujeito Surdo.
Considerações Finais
O As fichas utilizadas foram uma forma de garantir uma comunicação
mais efetiva com do Sujeito Surdo com os profissionais de saúde.
O Para as crianças que foram atendidas um sistema de significação
da escrita da sua própria língua;
O Os adultos Surdos que não tem um contato efetivo com a escrita de
sinais se sentiram estimulados e valorizados ;
O Os profissionais de saúde, que participam dos cursos de
LSB
se mostraram abertos para o aprendizado da escrita de sinais;
O A caixa mostrou um alto potencial de aceitação a um baixo custo;
O Necessidade de novos estudos realizados com o público-alvo e
O Necessária aplicação com a comunidade Surda em uma escala
maior.
Referências
O
O
O
O
O
O
O
O
O
Cardoso AHA, Rodrigues KG, Bachion MM. Percepção da pessoa com surdez severa e/ou
profunda acerca do processo de comunicação durante seu atendimento de saúde. Rev Latinoam Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4).
Chaveiro N, Barbosa MA, Porto CC, Munari DB, Medeiros M, Duarte SBR. Atendimento à pessoa
surda que utiliza a língua de sinais, na perspectiva do profissional da saúde. Cogitare Enferm.
2010 Out/Dez; 15(4):639-45.
Costa LSM, Almeida RCN, Mayworn MC, Alves PTF, Bulhões PAM, Pinheiro VM. O atendimento
em saúde através do olhar da pessoa surda: avaliação e propostas. Rev Bras Clin Med, 2009;
7:166-170.
FAULSTICH, Enilde. Formação de termos: do constructo e das regras às evidências empíricas.
In: FAULSTICH, E.; ABREU, S. P. Lingüística aplicada à terminologia e à lexicologia – Cooperação
Brasil e Canadá. Porto Alegre: UFRGS, Instituto de Letras, NEC, 2003. p. 11-31.
Haddad JGV, Neves-Amado J, Machado EP, Zoboli ELCP. A comunicação terapêutica na relação
enfermeiro-usuário da atenção básica: um instrumento para a promoção da saúde e cidadania.
O Mundo da Saúde, São Paulo: 2011;35(2):145-155.
Nóbrega JD, Andrade AB, Pontes RJS, Bosi MLM, Machado MMT. Identidade surda e
intervenções em saúde na perspectiva de uma comunidade usuária de língua de sinais. Ciência
& Saúde Coletiva, 17(3):671-679, 2012.
Pagliuca LMF, Fiúza NLG, Rebouças CBA. Aspectos da comunicação da enfermeira com o
deficiente auditivo. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(3):411-8.
Pelosi M. Proposta de implementação da Comunicação Alternativa e Ampliada nos hospitais do
Município do Rio de Janeiro - RJ, Brasil. Revista Temas sobre Desenvolvimento, volume 14,
número 80-81, maio-junho, julho-agosto, Editora Memnon. 2005.p. 47 – 53.
Silva MJP. Comunicação tem remédio: a comunicação nas relações interpessoais em saúde.
São Paulo: Ed Gente; 1996. 113 p.

similar documents