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Serviços de Eficiência
Energética em Edifícios Públicos
Tiago Manuel Pereira Soares Brandão
Orientador: Prof. Dr. Cláudio Domingos Martins Monteiro
Dissertação realizada no âmbito do Mestrado Integrado em
Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Major Energia
Julho 2011
Enquadramento e Motivação
 Crescente necessidade de reduzir o consumo através de uma
maior eficiência energética.
 Aposta do Estado na eficiência energética na administração
pública através do programa Eco.AP.
 Necessidade das empresas de eficiência energética em ter uma
ferramenta que permita facilmente estimar consumos e
identificar potenciais de poupança.
 Escassez de dados relativos a benchmarking energético no nosso
país.
Objetivos
 Definir um benchmarking de características de consumo usando
os dados fornecidos pela empresa.
 Definir características de consumos para as três principais
tecnologias consumidoras num edifício:
 Iluminação;
 Equipamentos;
 Climatização.
 Criar uma ferramenta para ser aplicada no âmbito do programa
Eco.AP, mais concretamente na 1ª fase de apresentação de
propostas.
Eficiência Energética na
Administração Pública (Eco.AP)
 O programa Eco.AP prevê a execução de contratos de gestão de eficiência energética
a realizar entre empresas do setor público e empresas de serviços energéticos (ESCO)
através de concurso público.
 O processo de contratação passa primeiro por uma vistoria preliminar (auditoria
genérica/deambulatória) às instalações e equipamentos por parte das ESCO.
 Desta visita preliminar deverá resultar uma primeira proposta de economias de
energia.
 Em seguida, a entidade pública irá escolher a melhor ou as duas melhores propostas
para, após a realização por estas de uma auditoria energética, apresentarem uma
proposta final .
 O critério de seleção da melhor proposta é o da proposta economicamente mais
vantajosa para a entidade contratante.
Benchmarking Energético
 Benchmarking é usado para comparar a performance individual de um edifício com
outro edifício mais eficiente e que tenha o mesmo fim de utilização baseado numa
análise por setor.
 Pode ser definida como uma ferramenta de gestão de energia que constitui uma base
de dados rica para comparação.
 Benchmarking e análise de indicadores energéticos podem fornecer dados valiosos
sobre potenciais de eficiência energética.
 Nos edifícios em particular, o benchmarking de energia deve ser normalizado para
características que não são geridas :
 Área do edifício;
 Finalidade do edifício (Tipologia);
 Nível de utilização (horas de utilização, conforto, volume de ar exterior, etc.).
Metodologia
Iluminação
Serviços Administrativos
• Tipologia da divisão
• Área
• Sistema de iluminação •
• Potência total
• Perfil de consumo
•
Estabelecimentos
Climatização
Análise
deEquipamentos
dados fornecidos
pela Residências
Hospitais
Cantinas
de Ensino
empresa:
• Tipologia da divisão
• Tipologia do edifício
• Área dos edifícios de
• Áreas climatizadas
Identificação
• Potência
total da
• Tipos de consumo
interesse
no âmbito
• Perfil de consumo
• Sistema climatização
dissertação.
Recolha de dados relativos às três
principais tecnologias
consumidoras.
Indicadores:
Incerteza
Incerteza
Indicadores:
Incerteza
Indicadores:
• Potência por área
• Consumo anual por área
• Perfil de consumo
• Valores
Perfil dedo
consumo
1º Quartil
Valores do 1º Quartil
Valores
(para cada
do 1º
tipo
Quartil
de
• Consumo anual por área
• e
Consumo
3º Quartilanual por área
e 3º Quartil
e
consumo)
3º Quartil
Metodologia: Iluminação
çã

ê  á =

   é =
Á
(

2
)
 ׺   .+ −−׺   −−.
365


365
(ℎ)
ℎ
   = ê  á ×    Médio × 1000 (×2 )
   =    ×
 .é
 .éí
(
ℎ
×2
)

2 

2 í
×
Metodologia: Iluminação
Comparativo entre os valores obtidos e os valores ASHRAE
Metodologia: Iluminação
 A poupança é conseguida principalmente pela troca
de equipamentos.
Perfil de
Consumo
(h)
Tipologia
Balastro
Lâmpada


Aulas (Salas
+ Auditório)
Eletrónico
Fluorescente
Tubular
13,19
5,38
Consumo Anual A =
W/2     
Aulas (Salas
+ Auditório)
Ferromagnético
Fluorescente
Tubular
16,09
5,38
Consumo Anual B =
365
W/2      1000
365
1000
Consumo A < Consumo B
Resultados: Iluminação
Resultados obtidos com os indicadores calculados
41%
10%
21%
Metodologia: Equipamentos
 O perfil de consumo médio é calculado da mesma forma que o
anterior.
      á =
 ×  é
Á
×
365
1000
(
ℎ
)
×2
    = Á ×
     á (
ℎ
)
×2

   =    ×
 .é
ℎ
(
2)
 .é ×
Resultados: Equipamentos
Resultados obtidos com os indicadores calculados:
67%
20%
73%
Grande variabilidade!
Área não chega para estimar corretamente o consumo.
Metodologia: Equipamentos
Específicos
 Tipologias em que a área não influência claramente o
consumo anual.
Tipologias consideradas:
 Elevador;
 Sala de Informática;
 Lavandaria;
 Cozinha.
Metodologia: Equipamentos
Indicadores Obtidos:
 Elevador
o
 
ℎ
  çã
×..
   çã = º   ×
º −1
º  
 Sala de Informática
o
o
 
ℎ
º  
º   á =
 Lavandaria
o
o
 
(
º 
×
º  
)
º 
 Cozinha
o
ℎ
 
º çõ
(
ℎ
×çã
)
º  º 
Á
(
2
)
Metodologia: Climatização
Indicador obtido:

   ℎ
   á = Á  (  )
Tipos de consumo:
ℎ

ℎ


Consumo Arrefecimento

Consumo Aquecimento

Consumo Aquecimento a Gás Natural

Consumo AQS
Restaurante-

Consumo bombas de aquecimento



ℎ

ℎ

(kWh de gás natural). Nota: Expresso em kWh/(ano*nr refeições anuais) no caso da tipologia
ℎ

ℎ
Consumo bombas de arrefecimento

ℎ
Consumo ventiladores aquecimento 
ℎ
Consumo ventiladores arrefecimento

Resultados: Climatização
Resultados obtidos com os indicadores calculados:
7%
64%
31%
22%
11%
60%
Resultados Globais





Agrupar todos os consumos elétricos.
Agrupar todos os consumos de gás natural.
Converter em energia primária:
kWh elétrico: 0,215 kgep.
kWh gás natural: 0,086 kgep.
29%
15%
56%
Notas finais

Ainda não foi dada a devida importância ao benchmarking energético em edifícios públicos a nível nacional. Não há
dados nacionais publicados.

Este trabalho consistiu na realização de um benchamrking energético para as três principais tecnologias consumidoras
num edifício público.

O modelo de consumo de iluminação foi o mais bem conseguido.

O modelo de consumo de equipamentos necessita de mais dados de entrada.

No modelo de consumos de climatização pode haver dificuldade em obter as áreas climatizadas para cada tipo de
consumo. Não houve dados suficientes para fazer uma análise por tipo de equipamentos utilizados.

Não foi possível comparar os valores obtidos nestes dois modelos com outros estudos realizados uma vez que
durante a realização da dissertação não foram encontrados quaisquer estudos referentes a estas duas tecnologias.

Foi conseguida uma ferramenta em ambiente Excel que permite estimar os consumos e identificar potenciais de
poupança.
Serviços de Eficiência Energética em
Edifícios Públicos
FIM

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