Absolutismo - Oficina de Humanidades

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Absolutismo
Revisão – 1ªEM
Origens do Estado Absolutista
• O absolutismo foi a principal característica política das
nações europeias durante a Idade Moderna,
caracterizado por forte centralização do poder e, nos
Estados católicos, justificado como de origem divina.
• Existe uma ideia comum de que, para os reis
fortalecerem o seu poder, a nobreza e a Igreja tiveram
seu poder reduzido; essa interpretação é
predominante nos livros didáticos, porém existem
visões diferentes, que reforçam o poder das velhas
elites – nobreza e clero – no controle do Estado
Moderno.
“Linhagens do Estado Absolutista”
• Para o Historiador inglês Perry Anderson o Estado
Absolutista não representa uma mudança drástica, pois
preserva os tradicionais privilégios da velha elite
feudal. Tal modelo, desenvolvido na Idade Moderna,
apesar de possuir uma estrutura centralizada de poder,
representou uma adaptação.
•
Para o autor, a classe dominante é a nobreza,
responsável pelo controle dos principais cargos
políticos. Ministros, conselheiros e assessores do Rei
pertenciam à nobreza, colocando essa classe social no
controle do Estado.
“Linhagens do Estado Absolutista”
• O novo regime político nada mais fez do que
reordenar a organização social existente, que
contava com o domínio da nobreza (ou
aristocracia) sobre os camponeses. A única
novidade seria o apoio econômico fornecido
pela burguesia, que passou a receber
incentivos econômicos da realeza, mas não
obteve participação política.
“Linhagens do Estado Absolutista”
• “O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que
ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da
propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo
tempo, os meios pelos quais tal proteção era concedida pudessem
assegurar simultaneamente os interesses básicos das classes
mercantis e manufatureiras nascentes. Essencialmente, o
absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal
recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas
à sua posição tradicional. Nunca foi um árbitro entre a aristocracia
e a burguesia, e menos ainda um instrumento da burguesia
nascente contra a aristocracia: ele era a nova carapaça política de
uma nobreza atemorizada.”
(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39.
“Linhagens do Estado Absolutista”
• Os Estados Absolutistas garantiam privilégios
ao clero e eram caracterizados por grande
intolerância religiosa, principalmente nos
países católicos, nos quais o poder do rei era
justificado como sendo de origem divina. No
campo econômico, os Estados exerciam forte
intervenção e controle, preocupados em obter
balança comercial favorável, segundo uma
mentalidade mercantilista.
Mercantilismo
• Política econômica das Monarquias Nacionais,
visando o enriquecimento do Estado através
das atividades comerciais, e por conseguinte,
o fortalecimento do poder real. Caracterizavase pelo metalismo (acumulação de metais
preciosos), pelo estímulo à balança comercial
favorável, pelo protecionismo alfandegário,
pelo intervencionismo e pela exploração de
colônias.
“Hamlet”
• A obra de William Shakespeare, “Hamlet” externa
muito do contexto europeu.
• Estavam surgindo os “Estados Nacionais”, dos
escombros do mundo Feudal, através de uma
aliança entre rei e burguesia.
• Aumentou a centralização do poder político nas
mãos dos reis como condição fundamental para
conseguir a paz bem como a autonomia do reino.
Vale dizer que a burguesia pagava impostos para
o Estado que montava e equipava exército para
manter a autonomia dos Estados Modernos

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