o fim do terceiro reich? o filme a queda e as reconstruções

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O FIM DO III REICH?
O FILME A QUEDA E AS
RECONSTRUÇÕES DA MEMÓRIA
Lisiane Alves de Lima Silva
Orientador: Cristiano Cezar Gomes
Este trabalho se destina a uma análise do filme “A Queda”, refletindo
sobre o processo de reconstruções de memórias que cercam este longametragem. Embora esta produção cinematográfica transmita a pretensão
didática de seu diretor Oliver Hirschbiegel, também aborda aspectos
diferentes dos defendidos pela “história oficial do acontecimento”. Por
isso leva a refletir a cerca do processo de reconstrução de memórias,
lançando indagações sobre o problema da consciência histórica alemã,
visto que a Segunda Guerra Mundial até os dias de hoje gera polêmica na
Alemanha. Utilizando-se dos diversos caminhos dessa fonte
cinematográfica, objetivamos compreender traços relativos a memória
alemã sobre o nazismo.
Palavras-chave: II Guerra Mundial, Nazismo, Memória, cinema.
A pesquisa tem como objetivo realizar uma analise do filme “A
Queda”, para por meio dela compreender
como mesmo os filmes
“históricos” podem acabar construindo novas memórias.
Este trabalho foi dividido em três capítulos. capitulo 1: OS Últimos
dias do III Reich no cinema: o filme “A Queda” e a narrativa do eclipse de
Adolf Hitler, capítulo 2: O filme “ A Queda” na imprensa, e por fim
capítulo 3: P”perdemos a guerra!” ou as reconstruções na jmemória através
das narrativas em “A Queda”.
• Este capítulo, procura-se entender não apenas o enredo, mas também
os aspectos técnicos,
• Deve-se compreender que mesmo o filme sendo considerado
histórico, não se resume a uma simples descrição do passado;
• Escola dos Analles.
•
A Queda – As Últimas horas de Hitler” , foi lançado em 2004;
•
O Filme trata basicamente dos dias finais de Adolf Hitler.
•
Transmite a intenção de passar uma nova visão desse momento histórico,
sobretudo do ditador nazista.
•
O filme utiliza o trabalho de Fest e os depoimentos de Jung.
•
Tem a pretensão de ressaltar o caráter histórico desse momento;
•
Oliver Hirschbiegel: diretor.
•
Bernd Eichinger: roteirista.
•
Em “A Queda” limitam o foco, e resumem a abordagem a Berlim e ao bunker do
Führer;
•
Entretanto Hirschbiegel / Bernd várias vezes saem do foco, que tanto o livro, quanto o
depoimento expressam.
•
Zonas não visíveis;
•
Apresentam uma percepção diferenciada deste acontecimento, marcada pelo conflito
que existe na memória social alemã.
•
Construção de “bem versus mal;
•
O filme trata de um reflexo do momento social da época em que foi realizado.
•
O esconderijo subterrâneo ficava dividido em duas partes o bunker e o prébunker;
•
A proposta na utilização do bunker está vinculada ao desejo das sociedades
em resgatarem seu passado;
•
A construção desses espaços foi realizada em duas etapas uma em 1933, e a
outra em 1943;
•
A proposta na utilização do bunker está relacionada a intenção de ocultar os
vários acontecimentos da guerra.
• Uma das lembranças que não consegue ser segregada na memória alemã, está
relacionada com a Segunda Guerra Mundial;
• “em face dessa lembrança traumatizante, o silêncio parece se impor a todos
aqueles que querem evitar culpar as vitimas” . (Michael Pollak)
• Embora haja um acanhamento, os alemães hoje estão mais abertos à discussão;
• O filme “A Queda” se adapta ao processo de construção de memórias, a imagem
de Hitler por vezes compasivo é o resultado de um processo de embate de
memórias;
• Através do ambiente caustrofóbico do bunker, é suprido o desejo de
reconstrução de memórias,
• Função do não visto;
2.1.1 Em jornais e revistas?
•
Potencial “pop de Hitler”;
• Os comentários variaram entre uma “mera especulação” em via de seu
lançamento nos cinemas, a juízos de valor;
• Os pontos mais debatidos: o suicídio, a humanização de Hitler, como ainda a
figura do monstro;
•
Saída do perfil americanizado;
•
Muitos confundem cinema com pesquisa historiográfica;
•
Remete as ramificações do nazismo.
•
A maior parte dos comentários classificam o filme entre bom e otimo;
•
Falta de conhecimento histórico.
• A maior parte dos telespectadores são contemporâneos do
lançamento do filme, não dos fatos;
• Memória individual está entrelaçada á memória coletiva;
• Filmes “históricos” acabam por iniciar um processo de construção de memórias
• Reconstrução de memórias versus embate de memórias;
• Compreensão da recepção do filme.
•
Mistificação Versus humanização;
•
Aparição de Hitler no longa-metragem,
•
De acordo com a perspectiva do filme só depois que o império entra nos
momentos finais, é que surge um homem debilitado e fragil;
•
Criação da imagem de traidores ( Fegelein e Himmler)
•
Os momementos finais do III reich representam o calvário de Hitler;
•
Difere em alguns pontos da obra de Fest;
•
Ocultação do corpo de Hitler e de sua cônjuge Eva Braun;
• Divisão entre mocinhos e vilões;
• Personagens inocentes – neutros;
• Pessoas com graves distúrbios mentais;
• Mocinhos: o médico da SS e o arquiteto Speer;
Com base no que foi explanado percebe-se a grande finalidade do
cinematográfico enquanto ferramenta historiográfica. Por meio do longametragem “A Queda” pode-se entender um complexo processo de
(re)construções de memórias que passam por constantes embates em suas
lembranças. Todavia para serem recordadas precisam ser inquiridas, as
memórias não são frutos do acaso, mas sim de um esforço para relembrá-las.
Em síntese, um dos objetivos dos idealizadores de “A Queda” foi
levar o espectador a simpatizar como a população, como ainda a vê Hitler
como um louco sua perturbação é fruto de sua marcante deficiência física e
perturbação mental, bem justificada pelo fato dele está prestes a uma difícil
derrota
•A Deus
•Minha família
•Professor: Cristiano Cezar Gomes da Silva
•Banca: Professor Welligton e Professor Roberto Calábria.
•Ao professor que me ajudou nas pesquisas: Dilton Maynard
•Meus amigos de curso.

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