A Iniciação Cristã Hoje - Paróquia Santa Rita de Cássia

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A
Iniciação Cristã
Hoje
Conceito de Iniciação
• Mediações ou ritos por meio dos
quais “se entra” em determinado
grupo
• Conjunto de ritos e de ensinamentos
orais cuja finalidade é produzir uma
modificação radical no estatuto
social e religioso da pessoa que é
iniciada
Elementos da Iniciação
• Um mistério
• Um corpo de símbolos
• Uma comunidade de iniciados
• O sujeito da iniciação
Elementos Específicos da
Iniciação Cristã
• A inserção no mistério pascal (finalidade)
• Os sacramentos da iniciação (realidades
simbólicas)
• A Igreja é a comunidade dos iniciados
• O sujeito é o ser humano que deseja ser
cristão
Iniciação Cristã
Processo por meio do qual uma pessoa é
introduzida no mistério de Cristo e na
vida da Igreja, por meio de certas
mediações sacramentais e extrasacramentais, que acompanham a
mudança de sua atitude fundamental, de
seu ser e de seu existir com os outros e
no mundo, de sua nova identidade como
pessoa cristã fiel.
(Dionísio Borobio)
O vocabulário da Iniciação
Cristã
foi cunhado pelos Padres
da Igreja
e recuperado pelo Concílio
Vaticano II
A unidade dos
Sacramentos da Iniciação
Cristã
• Batismo
• Confirmação
• Eucaristia
A Iniciação Cristã na
época apostólica
À luz dos dados do NT, a Iniciação Cristã é
estruturada por meio da articulação de três
elementos:
• A Palavra anunciada, escutada e acolhida
• A conversão de vida segundo os ensinamentos de
Jesus
• A celebração do evento de Cristo crucificado e
ressuscitado
A partir do séc. II até o séc. V
Documentos:
• Didaqué (séc. I) – Doutrina das duas vias,
Batismo, Pai Nosso, Eucaristia
• Apologia de São Justino (aprox. 150) –
Catequese - Banho batismal - Eucaristia,
esboço de catecumenato
• Tradição Apostólica de Hipólito de Roma (séc.
III) – ritual praticamente completo da iniciação
cristã
Tradição apostólica de
Hipólito de Roma
• A apresentação do candidato ao catecumenato e
sua admissão após severo exame (nn. 15-16)
• O período do catecumenato (3 anos), que
abrange a catequese, a oração e a imposição da
mão feita pelo catequista, que pode ser um
clérigo ou um leigo (nn. 17-19)
• A preparação próxima ao batismo, depois de uma
verificação. A partir desse momento, o
catecúmeno é chamado eleito. Imposição diária
da mão acompanhada de um exorcismo (n. 20)
A iniciação sacramental: três dias antes
do Batismo, na quinta-feira anterior à
Páscoa, os eleitos tomam um banho; na
sexta-feira começam o jejum; no sábado,
reúnem-se com o bispo, que lhes impõe
as mãos, exorcizando-os, sopra sobre o
seu rosto e os persigna na testa, nos
ouvidos e nas narinas. Durante toda a
noite, vela-se, orando e escutando a
Palavra de Deus (n. 21)
Séc. VI ao X
Documentos:
• Sacramentário gelasiano antigo (usado
entre 550-700)
• Ordo romanus XI (fim do séc. VII)
A iniciação realiza-se numa única
celebração na qual se sucedem
batismo, confirmação e eucaristia
Do séc. X ao Vaticano II
• 2º milênio: época de fixação definitiva dos
elementos rituais da iniciação cristã
• O batismo começa a desligar-se da Páscoa
• O batismo de recém-nascidos torna-se a única
práxis batismal (séc. XII)
• O catecumenato desaparece
• O batismo por imersão é raro (séc. XIV)
• Os sacramentos da iniciação se desvinculam
definitivamente entre si
Vaticano II
• A Sacrosanctum Concilium restabelece o
catecumenato de adultos e indica os
critérios para a reforma dos ritos do
batismo e da confirmação (nn. 64-71)
• O Ritual da Iniciação Cristã de Adultos
(RICA)
A Iniciação Cristã de
Adultos
Conjunto formado por 4 tempos e 3 etapas
• Tempo ou período: constituído
querigma e catequese
• Etapa: fase marcada pelos ritos
por
• 1º tempo: pré-catecumenato
• 1ª etapa: rito de admissão no catecumenato
• 2º tempo: catecumenato
• 2ª etapa: rito de eleição ou da inscrição do nome
• 3º tempo: purificação ou iluminação
• 3ª etapa: celebração dos sacramentos da
iniciação
cristã
• 4º tempo: mistagogia
Iniciação à Vida Cristã
A iniciação cristã, que inclui o querigma,
é a maneira prática de colocar alguém
em contato com Jesus Cristo e iniciá-lo
no discipulado. Dá-nos, também, a
oportunidade de fortalecer a unidade
dos três sacramentos da iniciação e
aprofundar o rico sentido deles. A
iniciação cristã ... refere-se à primeira
iniciação nos mistérios da fé, seja na
forma do catecumenato batismal ..., seja
na forma do catecumenato pós-batismal”
(DAp n. 288)
“Sentimos a urgência de desenvolver em
nossas comunidades um processo de
iniciação cristã que comece pelo
querigma e que, guiado pela Palavra de
Deus, conduza a um encontro pessoal,
cada vez maior, com Jesus Cristo, perfeito
Deus e perfeito homem, experimentado
como plenitude da humanidade e que
leve à conversão, ao seguimento em uma
comunidade eclesial e a um
amadurecimento de fá na prática dos
sacramentos, do serviço e da missão”
(DAp n. 289)
“Ser discípulo é um dom destinado a crescer.
A iniciação cristã dá a possibilidade de uma
aprendizagem gradual no conhecimento, no
amor e no seguimento de Cristo. Dessa forma,
ela forja a identidade cristã com as convicções
fundamentais e acompanha a busca do
sentido da vida. É necessário assumir a
dinâmica catequética da iniciação cristã. Uma
comunidade que assume a iniciação cristã
renova sua vida comunitária e desperta seu
caráter missionário. Isto requer novas atitudes
pastorais por parte dos bispos, presbíteros,
diáconos, pessoas consagradas e agentes de
pastoral” (DAp n. 291)
“Como características do discípulo, indicadas
pela iniciação cristã, destacamos: que ele
tenha como centro a pessoa de Jesus Cristo,
nosso Salvador e plenitude de nossa
humanidade, fonte de toda maturidade
humana e cristã; que tenha o espírito de
oração, seja amante da Palavra, pratique a
confissão frequente, e participe da
Eucaristia; que se insira cordialmente na
comunidade eclesial e social, seja solidário
no amor e um fervoroso missionário”
(DAp n. 292)
A paróquia precisa ser o lugar onde se
assegure a iniciação cristã e terá como tarefas
irrenunciáveis: iniciar na vida cristã os adultos
batizados e não suficientemente
evangelizados; educar na fé as crianças
batizadas em um processo que as leve a
completar sua iniciação cristã; iniciar os não
batizados que, havendo escutado o querigma,
querem abraçar a fé. Nessa tarefa, o estudo e
a assimilação do Ritual de Iniciação Cristã de
Adultos é uma referência necessária e um
apoio seguro”
(DAp n. 293)
“Propomos que o processo
catequético de formação adotado
pela Igreja para a iniciação cristã seja
assumido em todo o Continente
como a maneira ordinária e
indispensável de introdução na vida
cristã e como a catequese básica e
fundamental”
(DAp n. 294)
A família cristã na iniciação
“Para que a família seja ‘escola de fé’ e possa
ajudar os pais a serem os primeiros catequistas
de seus filhos, a pastoral familiar deve oferecer
espaços de formação, materiais catequéticos,
momentos celebrativos, que lhes permitam
cumprir sua missão educativa. A família é
chamada a introduzir os filhos no caminho da
iniciação cristã. A família, pequena Igreja, deve
ser, junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a
iniciação cristã das crianças. Ela oferece aos filhos
um sentido cristão da existência e os acompanha
na elaboração de seu projeto de vida, como
discípulos missionários”
(DAp n. 302)
“ ... a formação dos filhos como discípulos de
Jesus Cristo se realiza nas experiências da vida
diária na própria família. Os filhos têm o
direito de poder contar com o pai e a mãe
para que cuidem deles e os acompanhem até
a plenitude de vida. A ‘catequese familiar’,
implementada de diversas maneiras, tem-se
revelado como uma ajuda eficiente à unidade
das famílias, oferecendo, além disso,
possibilidade eficiente de formar os pais de
família, os jovens e as crianças, para que
sejam testemunhas firmes da fé em suas
respectivas comunidades”
(DAp n. 303)
Querigma
• Proclamação da fé como acontecimento
de comunicação
• Mensagem que atualiza a salvação
• No próprio ato de proclamar o querigma,
coloca-se em jogo o dinamismo
transformante da Palavra de graça como
Boa Notícia (proposta), que apela à
pessoa, à sua liberdade e capacidade de
adesão vital (resposta)
• O conteúdo fundamental do
querigma é a morte e ressurreição
de Cristo enquanto acontecimento
salvífico atual
• A finalidade da proclamação do
querigma é suscitar a fé em Jesus de
Nazaré como Messias e Filho de
Deus, de modo que tal aceitação se
atualize em salvação para quem crê
O querigma deve empregar uma
linguagem que expresse a
convicção profunda do
mensageiro de que aquilo que é
proclamado já é realidade em sua
vida; daí que seu anúncio
demonstra vigor, entusiasmo e
alegria pois ele é testemunha
Exemplos
At 2,14-41 (discurso de Pedro aos judeus)
At 10,34-48 (discurso de Pedro aos gentios)
Esquema dos discursos
Introdução
At 2,14-21
Anúncio da Boa Notícia
At 2, 22-36
Consequências
At 2, 37-41
At 10,34-35
At 10, 36-43
At 10, 44-48
O querigma é a narração aos que não
creem do que Jesus faz por mim
como Messias e Senhor.
Não é uma teoria, uma filosofia, uma
ideologia,
mas a proclamação de um
acontecimento salvífico que está
ocorrendo
Catequese Permanente
“ A catequese não deve ser só ocasional, reduzida a
momentos prévios aos sacramentos ou à iniciação cristã,
mas sim ‘um itinerário catequético permanente’. Por isso,
compete a cada Igreja local, com a ajuda das Conferências
Episcopais, estabelecer um processo catequético orgânico e
progressivo que se estenda por toda a vida, desde a
infância até a terceira idade, levando em consideração que
o Diretório Geral de Catequese considera a catequese com
adultos como a forma fundamental da educação na fé. Para
que em verdade o povo conheça Cristo a fundo e o siga
fielmente, deve ser conduzido especialmente na leitura e
meditação da Palavra de Deus, que é o primeiro
fundamento de uma catequese permanente”
(DAp n. 298)
“A catequese não pode se limitar a uma formação
meramente doutrinal, mas precisa ser uma
verdadeira escola de formação integral. Portanto,
é necessário cultivar a amizade com Cristo na
oração, o apreço pela celebração litúrgica, a
experiência comunitária, o compromisso
apostólico mediante um permanente serviço aos
demais. Para isso, seriam úteis alguns subsídios
catequéticos elaborados a partir do Catecismo da
Igreja Católica e do Compêndio da Doutrina
Social da Igreja, estabelecendo cursos e escolas
de formação permanente aos catequistas”
(DAp n. 299)
Experiências de
Iniciação Cristã Hoje
• Pe. José Busch (Campinas)
• Pe. Lúcio Zorzi (Rio de Janeiro)
GRATO
Pe. Videlson Teles de Meneses
Arquidiocese de Aracaju
[email protected]

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