GF Longo Prazo Parte I

Report
Gestão Financeira
de Longo Prazo
STA 00164
UFF – 2012 – 2 semestre
Prof. Jose Carlos Abreu
Boa Noite !
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Teoria
Exemplo
Exercícios
Boa Noite !
Nosso Material
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Calculadora Financeira
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Sistema de Notas e
Aprovação
Prova P1 = 20% da nota
Prova P2 = 40% da nota
Trabalhos = 40% da nota
Total = 100% da nota
Aula 1, 2, 3, 4, 5......
Parte I
Princípios de fluxo de caixa e orçamento de capital;
O conceito de fluxo de caixa.
O conceito de orçamento de capital. Elaboração de
Fluxo de caixa. Elaboração de orçamento de capital.
Parte II
Técnicas de analise de orçamento de capital. Certeza
e Risco. Custo do Capital; CAPM e CMPC.
Alavancagem e estrutura de capital.
Parte III
Decisões de Financiamento de longo prazo;
Conceitos, modelos de analise, opções de
financiamento de longo prazo, variáveis
intervenientes.
Parte IV
Politica de dividendos; conceitos e envolvidos e
política de distribuição.
Metodologia
A disciplina terá exposições, trabalhos de grupos e
apresentações. Será solicitada a maior participação
possível. Entende-se como participação o
levantamento de questões relativas ao ponto em
discussão ou aspectos correlatos, comentários
críticos, apresentação de textos ou outro recurso que
contribua para o rendimento do curso. As leituras
indicadas devem ser consideradas como referência.
Aconselham-se outras leituras, a critério dos
participantes. A leitura deve ser prévia e os
participantes devem trazer os livros de consulta,
preferentemente de autores variados.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração
Financeira. 12ª Ed. São Paulo: Pearson Education,
2012.
ROSS, Westerfiled, Jordan B.D. Administração
Financeira. 8ª Ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2010.
Parte I
Princípios de fluxo de caixa e orçamento de capital;
O conceito de fluxo de caixa.
O conceito de orçamento de capital. Elaboração de
Fluxo de caixa. Elaboração de orçamento de capital.
GF Longo Prazo Parte I
INTRODUÇÃO
 Fluxo de caixa de uma empresa é a movimentação de dinheiro
dentro de uma empresa. Caixa é dinheiro. Fluxo é movimento,
circulação. O Fluxo de Caixa, é como o sangue que corre nas
veias da empresa. O Fluxo de Caixa de uma empresa é a
circulação de recursos financeiros que faz a empresa operar e
funcionar. É o movimento de entrada e saída de recursos que
mostra que a empresa esta viva e operando. Os fluxos de caixa
devem ser o principal foco do gestor financeiro, tanto na gestão
na rotina do dia a dia quanto no planejamento e nas decisões de
prazos mais longos.
GF Longo Prazo Parte I
 Podemos separar os fluxos de caixa de uma empresa pelos seus
diversos objetivos, destinos ou procedências; Fluxos de caixa
das operações (venda e produção de bens ou serviços), Fluxos
de caixa de investimento (compra e venda de ativos
imobilizados), Fluxos de caixa de financiamento (transações
financeiras, inclui cap. próprio e terceiros), Fluxos de Caixa para
os credores(pagamento de juros e principal de dívidas), Fluxos
de Caixa para os sócios (pagamento de dividendos para os
sócios), Fluxos de Caixa das operações internacionais, Fluxo de
caixa livre.....
GF Longo Prazo Parte I
Exemplo; A lógica do Fluxo de caixa para o investidor
 Uma pessoa aluga o seu imóvel para um inquilino. O aluguel
contratado, incluindo taxas e impostos, é $2.000,00 por mês.
Será este o fluxo de caixa para o proprietário do imóvel? A
resposta é não ! Porque? Por que o proprietário não coloca
este valor no bolso. O fluxo de caixa para o investidor é o valor,
líquido, livre, após taxas e impostos que o investidor pode
colocar no seu bolso.
GF Longo Prazo Parte I
 Então vamos calcular o fluxo de caixa mensal para o bolso do
proprietário deste imóvel que foi alugado para um inquilino.
Considere que o inquilino paga um aluguel de $2.000,00 que
inclui IPTU (imposto predial) Taxa de incêndio (bombeiros) e
condomínio do prédio.
GF Longo Prazo Parte I
Informações adicionais;
IPTU (imposto predial)
Taxa de incêndio (bombeiros)
condomínio do prédio
Alíquota do imposto de renda
135,00 por mês
47,00 por mês
350,00 por mês
15% ao mês (carnêt Leão)
Calculando o fluxo de caixa financeiro para o proprietário;
Faturamento com alugueis
2.000,00
Menos despesas fixas mensais
IPTU (imposto predial)
135,00 por mês
Taxa de incêndio (bombeiros)
47,00 por mês
condomínio do prédio
350,00 por mês
Total das despesas mensais
532,00
Lucro Bruto
Alíquota do imposto de renda
Imposto
Lucro Liquido após IR
1.468,00
15%
220,20
1.247,80
GF Longo Prazo Parte I
 Finalmente o fluxo de caixa; O fluxo de caixa financeiro para o
investidor é o resultado das operações após o pagamento de
todas as despesas, taxas e impostos. OU seja dinheiro para o
bolso do investidor é $1.247,80. Este é o fluxo de caixa
proveniente do aluguel deste imóvel para o investidor.
GF Longo Prazo Parte I
OBJETIVO DESTE CAPITULO
 O objetivo deste capítulo é mostrar o que é o Fluxo de Caixa e
demonstrar como calcular e obter os diversos fluxos de caixa. O
objetivo é obter o fluxo de caixa de uma empresa ou projeto;
Vamos iniciar nosso capitulo apresentando todos os aspectos,
considerações, visões, classificações e modos de calcular e obter
os diversos fluxos de caixa.
GF Longo Prazo Parte I
TRABALHO FINAL DESTE CAPITULO
 Além das listas de exercícios que você vai encontrar ao longo
deste capitulo você deverá ler, estudar e fazer um resumo, não
mais que 6 paginas, do capitulo 3 do livro “Princípios de
Administração Financeira” – de Lawrence Gitman.
GF Longo Prazo Parte I
Fluxos de Caixa Futuros
 Para tomarmos as nossas decisões financeiras no tempo
presente, precisamos dos fluxos de caixa futuros projetados.
Estas projeções precisam ser o tão próximas da realidade
quanto possível.
Sempre iniciamos as projeções para
determinar os fluxos de caixa futuros a partir das vendas
projetadas. A partir das vendas projetadas podemos determinar
o faturamento projetado e então subtrair os custos
operacionais, fixos e variáveis, os impostos e taxas, as despesas
financeiras, as despesas para manutenção da empresa para
obtermos finalmente o resultado liquido futuro projetado para
as operações da empresa.
GF Longo Prazo Parte I
 Precisamos fazer estas projeções futuras pois precisamos nos
preparar agora, hoje, neste instante, fazendo as encomendas de
matéria primas, contratando ou não força de trabalho e mão de
obra, encomendando maquinas e equipamentos etc...
GF Longo Prazo Parte I
 Quando nossa projeções são acuradas e precisas as decisões de
compras e investimentos que tomamos em cima destas
projeções se mostram realistas e a empresa obtém bons
resultados. Quando nossas projeções falham e, por exemplo,
investimos muito na expectativa futura de grandes negócios e o
mercado não cresce conforme projetamos, teremos produtos
encalhados sem vender e possivelmente prejuízos. Uma
decisão financeira é tão boa ou tão ruim quanto a qualidade das
projeções que a embasaram.
GF Longo Prazo Parte I
VISÃO DE COMPETÊNCIA X VISÃO DO CAIXA
 Para determinarmos os fluxos de caixa precisamos antes saber
se estamos no regime de competência ou no regime de caixa.
GF Longo Prazo Parte I
Visão de Competência
 Visão de Competência esta focada na EFETIVA realização dos
negócios e dos contratos de compra e venda para incorporar
seus efeitos e valores no calculo do Fluxo de Caixa. Para
ilustrar, lembrando do exemplo inicial do imóvel de aluguel,
pela visão de competência (a que data compete) lançaríamos
os alugueis em nosso fluxo de caixa pelas datas constantes no
contrato, independente se o inquilino pagou ou não pagou.
GF Longo Prazo Parte I
Visão do Caixa
 Visão de Caixa esta focada na EFETIVA entrada e saída de
dinheiro na conta da empresa. Não importa se uma venda foi
feita, prometida ou contratada. Só haverá o reconhecimento e
respectivo registro de algum valor no fluxo de caixa da empresa
quando efetivamente o valor for recebido pela empresa (e o
cheque compensado). Idem para algum contrato onde a
empresa se comprometa a pagar. Para ilustrar, lembrando do
exemplo inicial do imóvel de aluguel, pela visão de caixa
somente lançaríamos os alugueis em nosso fluxo de caixa
quando efetivamente o dinheiro fosse recebido e
disponibilizado em nossa conta, independente se o inquilino
reza que o inquilino deveria pagar em outra data.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Depreciação
 Quando um empresa tem lucros, pode reinvestir uma parte
destes lucros e pode distribuir como dividendos aos acionistas
uma outra parte dos lucros.

 Quando a empresa reinveste uma parte dos seus lucros, este
dinheiro já foi tributado, ou seja é uma linha do demonstrativo
de resultados que fica lá embaixo, já depois de ter sido
tributado. A empresa pode reinvestir comprando maquinas e
equipamentos, pintando o prédio, quitando parte das suas
dividas, comprando um terreno para a construção da futura
fabrica ou sede......
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
 Ao longo do tempo as maquinas e equipamentos se desgastam,
e precisam ser repostas de tempos em tempos. Umas maquinas
se depreciam mais rápido outras maquinas se depreciam mais
lentamente. Para não haver BI tributação o governo permite a
DEPRECIAÇÃO.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
O que é a depreciação?
 Depreciação é um pedaço do valor de uma maquina que o
governo permite a empresa deduzir da base tributável para
reduzir o imposto a pagar. Lembrar que base tributável é a base
sobre aa qual o governo calcula os impostos que a empresa
deve pagar. Se você reduzir aa base tributável vai pagar menos
impostos. Este mecanismo de depreciação funciona de tal
forma que; quando uma maquina terminar sua vida útil já terá
abatido do IR todo o seu valor contábil, então a empresa poderá
comprar uma maquina nova para repor a maquina antiga sem
ter que pagar IR sobre esta reposição.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Depreciação em outras palavras
 Dentre muitos outros um fator importante que afeta o fluxo de
caixa das empresas é a depreciação. É uma conta reserva.
Nesta conta periodicamente credita-se o valor que uma
maquina, direito ou equipamento, perdeu neste período. Desta
forma quando a maquina, direito ou equipamento, chegar ao
final de sua vida útil, já deverá haver nesta conta depreciação o
valor suficiente para sua reposição. Na pratica não existe este
depósito de dinheiro, o que existe é que este valor que a
maquina depreciou é abatido da base tributável antes de
calcular o IR, e então desta forma, quando uma nova maquina
for comprada já terá sido totalmente abatida do IR.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Ficou claro? Ou confuso?
 Vamos terminar de ler este capitulo, na apostila e no livro
capitulo 3 de Lawrence Gitmam. Você vai ver que é muito fácil.
Vamos em frente.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Valor Depreciável de um ativo
 O valor a ser depreciado, ou seja a ser abatido da base
tributável a cada período, é tabelado pelo governo. Estas
tabelas são por exemplo no seguinte formato
 Maquinas do tipo A = Depreciação linear em 5 anos
 Isto significa que a cada ano você poderá abater da base
tributável 20% do valor contábil desta maquina. Então em 5
anos você terá abatido da base tributável 5 x 20% = 100% do
valor da maquina.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Uma tabela completa seria algo parecido com
 Maquinas do tipo A = Depreciação linear em 5 anos
 Maquinas do tipo B = Depreciação linear em 4 anos
 Equipamentos do tipo C = Depreciação linear em 8 anos
 Equipamentos do tipo D = Depreciação linear em 6 anos
 Maquinas do tipo E = Depreciação linear em 2 anos
 Maquinas do tipo F = Depreciação linear em 2 anos
Terrenos não são depreciáveis. E imóveis construídos sobre estes
terrenos são sim depreciáveis, porem, não são 100% depreciáveis.
O governo permite um determinado percentual de depreciação
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Vida útil de um ativo
 Depende do tipo de ativo. Novamente aqui o governo tem sua
tabela própria que as empresas devem seguir. Os períodos
variam de 2, 3, 4... ate 20 anos
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Depreciação não é movimentação de caixa. Não é movimentação
financeira.
 Depreciação é uma conta reserva que você usa para economizar
no pagamento do IR. Não é efetivamente movimentação de
caixa. O único impacto financeiro da depreciação é indireto, é
no valor do IR a pagar.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
ELABORAÇÃO
Apresentação
DAS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
-
 Vamos apresentar o BALANÇO de um ativo. Este ativo é um
imóvel. Suponha por exemplo um imóvel cujo valor é
$200.000,00. Este imóvel foi comprado com financiamento da
CEF no valor de $85.000,00. O valor da entrada paga a vista pelo
comprador foi de $115.000,00. Este imóvel é alugado e as
prestações são pagas periodicamente. O Balanço financeiro que
mostra o status deste imóvel imediatamente após a compra é o
seguinte:
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
BALANÇO
ATIVO
Imóvel 200.000
PASSIVO
Dividas CEF
Total do ativo 200.000
PATRIMÔNIO
Capital do proprietário 115.000
Total do Pass + Pat
200.000
85.000
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
O Demonstrativo de Resultados mostra o status deste imóvel no
período de UM ano é o seguinte:
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Faturamento com alugueis
Despesas fixas
condomínio
juros das prestações
Lucro Bruto
IR (carne Leão 15%)
Lucro Liquido
3.000,00
350,00
550,00
2.100,00
315,00
1.785,00
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
BALANÇO em t+1
ATIVO
Caixa
Imóvel
1.785
200.000
Total do ativo 201.785
PASSIVO
Dividas CEF 85.000
PATRIMÔNIO
Capital do proprietário 115.000
Lucros Retidos 1.785
Total do Pass + Pat 201.785
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
 Este exemplo a seguir foi copiado do livro do Gitmam capitulo 3.
A demonstração dos fluxos de caixa de um dado período é
desenvolvida a partir da demonstração do resultado do período.
Para entender melhor vejamos seguir o exemplo da empresa
BAKER. Demonstração do resultado da BAKER ($mil) para o ano
encerrado em 31/12/2009. (cap 3, livro Gitman)
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Demonstração do resultado (ano 2009)
Receita com vendas
Menos custo das mercadorias vendidas
Lucro bruto
1.700,00
1.000,00
700,00
Menos Despesas Operacionais
Despesas de vendas
Despesas gerais e administrativas
Arrendamentos
Despesa de depreciação
Total da despesas operacional
70
120
40
100
330
Lucro Antes de Juros e Imposto de Renda (LAJIR)
Menos despesas financeira
Lucro Liquido Antes do Imposto de Renda (LAIR)
Menos Imposto de Renda (40%)
Lucro Liquido depois do Imposto de Renda
Menos dividendos preferenciais
Lucro disponível aos acionistas ordinários
370
70
300
120
180
10
170
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Balanço Patrimonial da BAKER ($mil)
ATIVO
Ativo Circulante
Caixa
Títulos Negociáveis
Contas a receber
Estoques
Ativo total circulante
2009
2008
400
600
400
600
2.000
300
200
500
900
1.900
Ativo Imobilizado Bruto (ao custo)
Imóveis
Maquinas e Equipamentos
Moveis e utensílios
Veículos
Outros (inclusive certos bens arrendados)
Ativo total Imobilizado bruto (ao custo)
1.200
850
300
100
50
2.500
1.050
800
220
80
50
2.200
Menos: depreciação acumulada
Ativo imobilizado líquido
Ativo Total
1.300
1.200
3.200
1.200
1.000
2.900
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Balanço Patrimonial da BAKER ($mil)
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Passivo Circulante
Fornecedores
Bancos a pagar
Despesas a pagar
Passivo total circulante
Dívida de longo prazo
Passivo total
700
600
100
1.400
600
2.000
500
700
200
1.400
400
1.800
Patrimônio líquido
Ações preferenciais
Ações Ordinárias
Ágio (na venda de ações ordinárias)
Lucros Retidos
Total do Patrimônio Liquido
Passivo Total e Patrimônio Liquido
100
120
380
600
1.200
3.200
100
120
380
500
1.100
2.900
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Demonstrações dos Fluxos de Caixa da Baker para o ano
encerrado em 2009
Fluxo de caixa das Operações
Lucro Liquido depois do Imposto de Renda
Depreciação
Redução de contas a receber
Redução do estoque
Aumento em fornecedores
Redução das despesas pagar
Caixa gerado pelas atividades operacionais
180
100
100
300
200
– 100
780
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Fluxo de caixa das atividades de Investimento
Aumento do ativo imobilizado
Variação do investimento em participações acionárias
Caixa gerado pelas atividades de Investimento
– 300
0
– 300
Fluxos de Caixa e Planejamento Financeiro
Fluxo de caixa das atividades de Financiamento
Redução de bancos a pagar
Aumento de dívida de longo prazo
Variação do patrimonial liquido
Pagamentos de dividendos
Caixa gerado pelas atividades de financiamento
Aumento liquido do caixa e títulos negociáveis
– 100
200
0
– 80
20
500
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Interpretação da demonstração
 A demonstração do fluxo de caixa permite que o administrador
financeiro e outras partes interessadas analisem o fluxo de caixa
da empresa. O administrador deve dedicar atenção especial a
cada item especifico para verificar se tem acontecido eventos
contrários a politica da empresa.
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Fluxo de Caixa Operacional
 O FCO - Fluxo de Caixa Operacional de uma empresa é o fluxo
de caixa que ela gera a partir de suas operações regulares, ou
seja produção e vendas de bens, produtos ou serviços.
 FCO = LAJIR – Taxas + Depreciação
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Fluxo de Caixa Livre
 O FCL - Fluxo de Caixa Livre, de uma empresa representa o
montante de fluxo de caixa disponível para os investidores, os
fornecedores de capital de terceiros(credores) e de capital
próprio (sócios). É o resultado líquido da empresa, após o
pagamento dos custos operacionais taxas e impostos, para o
bolso dos investidores.
 FCL = FCO + Variacões Ativo + Variações Passivo
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
CLASSIFICAÇÃO DAS ENTRADAS E SAÍDAS DE CAIXA
 Uma demonstração dos fluxos de caixa é na pratica um resumo
das entradas e saídas de caixa (dinheiro) durante um período de
tempo. Vejamos a seguir o que é ou o que significa entrada ou
saída de caixa. A tabela mostra a classificação das principais
entradas e saídas (fontes e usos) de caixa;
Tabela; Entradas e Saídas de Caixa
Entradas (fontes)
Redução de um ativo
Saídas (usos)
Aumento de um ativo
Aumento de passivo
Redução de um passivo
Lucro Liquido após IR
Prejuízo Liquido
Depreciação e outras
despesas não financeiras
Pagamento de dividendos
Vendas de ações
Recompra ou cancelamento de ações
Analise do Fluxo de Caixa da Empresa
Observações
 A redução de um ativo, tal como saldo de caixa da empresa, é
uma entrada de caixa. Por que? Porque o dinheiro que estava
empatado no ativo é liberado para o caixa da empresa e pode
ser usado para outra finalidade.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
 O planejamento financeiro começa sempre com os planos
financeiros de longo prazo (estratégicos) que por sua vez
proporcionam as bases para a elaboração dos planos e
orçamentos de curto prazo (operacionais)
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
 A noção de longo prazo varia de empresa para empresa. Para
algumas empresas longo prazo pode ser um prazo superior a 5
anos, para outras superior a 7 anos, ou 10 anos. A noção de
médio e curto prazo também varia de empresa para empresa.
Longe de tentar terminar com esta polemica e sem ditar regras
gerais, e apenas com o intuito de simplificar nossas analises
vamos considerar em nosso capitulo os prazos da tabela a
seguir;
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
Tabela sugerida dos prazos para curta, média e longa duração;
 Curto
 Médio
 Longo
0 ate 2 anos
2 ate 5 anos
acima de 5 anos
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
Planos financeiros de longo prazo (estratégicos)
 Planos financeiros de longo prazo são aqueles que envolvem as
decisões de onde investir e como financiar ativos que vão
permanecer na empresa por longo prazo. Por exemplo;
Construção de um terminal para containers, construção de uma
barragem para hidroelétrica, construção de um alto forno em
uma siderúrgica, compra de navios para operações de
transportes marítimos, compra e aquisição de terrenos,
galpões, maquinas e equipamentos.
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
Planos financeiros de curto prazo (operacionais)
 Planos financeiros de curto prazo são aqueles que envolvem as
decisões de compra e financiamento da matéria prima
necessária para a produção dos bens e serviços. Contratação de
mão de obra temporária. Planos financeiros para a contratação
de telefonia celular e fixa, luz e força, gaz.....
PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
Planos financeiros de médio prazo
 Planos financeiros de curto prazo são aqueles que envolvem as
decisões de compra e financiamento de itens que envolvam
prazos de permanência na empresa 2 a 5 anos.
 Por exemplo; Alugueis de salas comerciais, aquisição de
caminhões e ônibus (que durem entre 2 e 5 anos de vida útil)
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
 O orçamento de caixa ou projeção de caixa é a demonstração
de entradas e saídas de caixa futuras previstas para a empresa.
É fundamental ter uma visão das expectativas futuras de vendas
para poder determinar as necessidades de caixa no curto prazo.
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Projeção de vendas
 Tudo começa com vendas. Enquanto uma venda não for feita
nada , absolutamente nada, aconteceu na empresa. Por esta
razão a informação BASE para inicio do processo de
planejamento financeiro é a projeção das vendas.
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Como determinar Vendas Projetadas ?
Existem fundamentalmente 3 modos
•
Contratos firmados
•
Histórico de vendas
•
Pesquisas de Mercado
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Contratos firmados
 Contratos de Compra. É o modo mais seguro e garantido de ter
uma projeção de vendas. Por este contrato vamos comprar
1.000 unidades mensais do produto XXX da empresa YYY pelo
preço certo e ajustado de $10,00 por unidade
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Histórico de vendas
 Muitas vezes a empresa não tem contratos para vender seus
produtos, vendas no varejo por exemplo. Porém um bom
histórico de vendas pode dar suporte a uma boa projeção das
expectativas de vendas e consequentemente projeção do
faturamento.
Reuniões com os vendedores e com o
departamento de vendas vai dar bons subsídios para este tipo
de projeção de vendas.
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Gráfico das VENDAS
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
DE CAIXA
Pesquisas de Mercado
 Este é o método para projeção de vendas mais frágil e mais
incerto.
 Pesquisadores de empresas especializadas fazem pesquisas
junto ao publico alvo para “tentar” determinar se haverá
demanda e consumo do produto.
Conclusão;
 Qualquer que seja o modo de projetar as vendas este é sempre
o primeiro passo. Tendo disponível a projeção de vendas
podemos iniciar a elaboração das demonstrações projetadas
REVISÃO E RESUMO
FLUXOS DE CAIXA
 Fluxo de Caixa é o resultado liquido após descontarmos os
custos operacionais, fixos e variáveis, taxas e impostos.
REVISÃO E RESUMO
FLUXOS DE CAIXA
Fluxo de caixa dos investimentos
Existem 2 tipos de investidores Sócios e Credores
 Os Fluxos de Caixa para os sócios chamam-se DIVIDENDOS
 Os Fluxos de Caixa para os credores chamam-se JUROS
DETERMINAÇÃO DO FLUXO DE
CAIXA PARA OS SÓCIOS DO
PROJETO
Demonstrativo de resultados bem simplificado:
Vendas (quantidade)
Preço
Faturamento
Custo Variável
Custo Fixo
Lucro antes dos juros e do imposto de renda
Juros que é a Divida x taxa de juros (Kd)
Lucro antes do imposto de renda
Imposto de Renda (alíquota IR x Base tributável)
Lucro Liquido
Reinvestimento
Dividendo Total
x
=
–
–
=
–
=
–
=
–
=
Q
P
PQ
CV Q
CF
LAJIR
Juros
LAIR
IR (Base Trib)
Lucro Liquido
Reinvestimento
Dividendo
REVISÃO E RESUMO
FLUXOS DE CAIXA
Calculo da Base Tributável (lucro real):
Lucro antes dos juros e do imposto de renda
= LAJIR
Benefícios fiscais
–
Juros
Benefícios fiscais
–
Depreciação
Incentivos fiscais
–
Inv. Incentivados
Deduções
–
Doações
Base Tributável para calculo do IR
= Base Tributável
REVISÃO E RESUMO
FLUXOS DE CAIXA
Calculo do IR:
 Imposto de Renda (alíquota IR x Base tributável)=IR (Base Trib)
EXERCÍCIOS
1) Fazer os Problemas de auto-avaliação do capitulo 3,
12ª edição, SP 2012
Gitman
2) Determinar o FC da empresa prestadora de serviços Albatroz,
para os seus sócios
3) Determinar o FC do projeto Albatroz para os seus credores:
EXERCÍCIOS
 A empresa Albatroz tem serviços contratados pelos próximos 3
anos de 20 contratos em t=1, 30 contratos em t=2 e 40
contratos em t=3. Os preços de venda destes contratos são
respectivamente: $1.400,00, $1.500,00 e $1.600,00, por cada
contrato, pelos próximos 3 anos. O Custo variável Unitário é
$700,00, $800,00 e $900,00 em t=1, t=2 e t=3 respectivamente.
Os Custos fixos são de $3.200,00 ao ano pelos próximos 3 anos.
A alíquota do IR é 30%. Os investimentos totais necessários para
o perfeito atendimento destes contratos são da ordem de
$20.000,00, hoje. Os sócios só tem $12.000,00. As taxas de juros
disponíveis são de 22% ao ano. Assuma que somente serão
feitos os pagamentos dos juros dos empréstimos, ficando o
principal para o final.
Projeção BASEADA na
Percentagem das VENDAS
 UM METODO ALTERNATIVO E SIMPLES.
 PROJETANDO O FLUXO DE CAIXA FUTURO PELO MÉTODO DA
PERCENTAGEM DAS VENDAS
Projeção BASEADA na
Percentagem das VENDAS
Projeção das demonstrações financeiras pelo método da
percentagem das vendas.
 Este é um método bem simples e muito eficaz para elaborar as
demonstrações financeiras. Precisamos de ter uma empresa
com algum tempo de vida de operações. Então calculamos os
percentuais em relação as vendas dos diversos lançamentos das
demonstrações.
 Tendo calculado estas percentagens podemos então iniciar por
projetar as vendas para os próximos períodos e então
completar os diversos lançamentos das demonstrações
financeiras como percentagem das vendas projetadas.
Projeção BASEADA na
Percentagem das VENDAS
Condições
 Para este método ser minimamente eficaz precisamos estar
certos que os processos de produção, as tecnologias, as
margens de resultados, os produtos, a eficiência e eficácia das
linhas de montagem são as mesmas de um ano para o outro.
Projeção BASEADA na
Percentagem das VENDAS
Por exemplo
Passo 1;
Obtendo as percentagens a partir das demonstrações passadas
Custo das mercadorias vendidas (2012) / Vendas (2012) = 80.000 / 100.000 = 80%
Despesas operacionais (2012) / Vendas (2012) = 10.000 / 100.000 = 10%
Despesas financeiras (2012) / Vendas (2012) = 1.000 / 100.000 = 1%
Projeção BASEADA na
Percentagem das VENDAS
Passo 2;
Obtendo as projeções
Considerando que o faturamento com as vendas projetadas para
2013 sejam de $120.000,00, podemos iniciar a elaborar as
demonstrações financeiras projetadas com base nas percentagens
Custo das mercadorias vendidas (2013) = 80% de 120.000,00 =
96.000,00
Despesas operacionais (2013) = 10% de 120.000,00 = 12.000,00
Despesas financeiras (2013) = 1% de 120.000,00 = 1.200,00
LISTA DE EXERCICIOS 2
 1) A empresa Sigmundo apresentou as seguintes
demonstrações de resultados nos últimos 4 anos. Utilizando a
técnica da projeção PRO forma (percentuais), calcule e projete
os demonstrativos de resultados e os balanços para os próximos
4 anos. A empresa Sigmundo produz um único produto e esta
financiando seu crescimento com reinvestimentos e emissão e
vendas de novas ações.
LISTA DE EXERCICIOS 2
 2) A empresa CARTUM apresentou as seguintes demonstrações
de resultados nos últimos 4 anos. Utilizando a técnica da
projeção PRO forma (percentuais), calcule e projete os
demonstrativos de resultados e os balanços para os próximos 4
anos. A empresa CARTUM produz um único produto e esta
financiando seu crescimento com reinvestimentos e emissão e
vendas de novas ações.
Imposto de Renda
• O imposto de Renda é sempre calculado sobre
uma BASE TRIBUTAVEL.
• A base tributável pode ser presumida pelo
governo ou apurada com base no lucro real.
O que é o Imposto de Renda ?
• Tributos - os tributos formam a receita da União,
Estados e municípios e abrangem impostos, taxas,
contribuições e empréstimos compulsórios.
• O Imposto de Renda é um tributo, assim como a
taxa do lixo cobrada por uma prefeitura e a antiga
CPMF (Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira).
Calculo do Imposto de Renda
O imposto de renda é calculado multiplicando a
alíquota do imposto de renda pela base tributável. O
governo permite às empresas escolher por uma de
duas diferentes formas de calcular a base tributável;
• Base tributável sobre o lucro Presumido.
• Base tributável sobre o lucro Real (obrigatório para
faturamentos acima de 48mm/ano)
LUCRO REAL
Calculo da Base Tributável
Calculo da Base Tributável:
A partir do
LAJIR
Benefícios fiscais
–
Juros
Benefícios fiscais
–
Depreciação
Incentivos fiscais
–
Invest. Incentivados
Deduções
–
Doações
Base de calculo do IR =
Base Tributável
Imposto = Alicota do IR x Base Tributavel
LUCRO PRESUMIDO
Calculo da Base Tributável
Obtemos multiplicando o faturamento por um índice
que o governo presume ser o seu lucro:
Calculo da Base Tributável:
Índice do governo X faturamento = Base Tributável
Calculo do IR:
IR (alíquota IR x Base tributável) = Imposto
Exemplo Lucro Presumido
Voce tem faturamento com vendas este mês de $140.000,00
O governo presume que o seu lucro será 40% do faturamento
O governo tributa 30% sobre o lucro presumido.
Fazendo os cálculos
Base Tributável = $140.000,00 x 40% = $56.000,00
Seu imposto de renda será
Alicota do IR x Base trib = $56.000,0 x 30% = $16.800,00
Exercício Lucro Real e Presumido
• 1) As vendas da GUPTA deste ano são da ordem de
100.000 horas de serviços de consultoria. A GUPTA cobra
$300,00 por hora de consultoria. O governo tributa 30%
sobre a base tributavel. Os custos fixos são de
$5.000.000,00. O custo variável é de $100,00 por hora de
serviços prestados. No caso de lucro pressumido o governo
presume que o seu lucro será 40% do seu faturamento.
•
• Calcular o IR devido no ano com base no lucro Real
• Calcular o IR devido no ano com base no lucro Pressumido.
Exercício 1) GUPTA
IR Presumido
• Faturamento 100.000 x 300 = 30.000.000,00
• O lucro presumido é 40% de 30 mi = 12 mi
• IR (30%) de 12 mi = $3.600.000,00
• Resposta: O IR devido é $3.600.000,00
Exercício 1) GUPTA
IR Real
Faturamento 100.000 x 300 =
CF
CV
Lajir
IR (30%)
30.000.000
5.000.000
10.000.000
15.000.000
4.500.000
Resposta: O IR devido é $4.500.000,00
Exercício 2) HAYLA
IR Presumido
• Faturamento 20.000.000,00 por ano
• O lucro presumido é 42% de 20 mi = 8,4 mi
• IR (30%) de 8,4 mi = $2.520.000,00
• Resposta: O IR devido é $2.520.000,00
Exercício 2) HAYLA
IR Real
Faturamento é
CF
CV
Lajir
Juros
Base Tributável
IR (30%)
20.000.000
2.500.000
8.000.000
9.500.000
1.500.000
8.000.000
2.400.000
Exercício 3) América
IR Presumido
• Faturamento 16.000.000,00 por ano
• O lucro presumido é 32% de 16 mi = 5.120.000
• IR (22%) de 5.120.000 = $1.126.400,00
• Resposta: O IR devido é $1.126.400,00
Exercício 4) América
IR Real
Faturamento é
CF
CV
Lajir
IR (22%)
16.000.000
2.500.000
6.400.000
7.100.000
1.562.000
É melhor optar pelo lucro presumido
Benefício Fiscal
• Beneficio Fiscal ocorre quando o governo
PERMITE o abatimento dos juros da divida para o
calculo da base tributável. Beneficio Fiscal reduz o
imposto de renda a pagar.
• Em um ambiente com Beneficio Fiscal o IR é
calculado sobre uma base tributável. Em um
ambiente sem Beneficio Fiscal o IR é calculado
sobre o LAJIR.
Exemplo Comparativo
• Suponha que sua empresa obteve um empréstimo no Banco
AZUL no valor de $1.000.000,00 (D). A taxa de juros (i) é
de 10% a.a. e o imposto de renda é de 35% sobre o lucro
tributável.
• Suponha que sua empresa apresente vendas de 1.000
unidades do seu único produto a um preço de $2.000,00
(und). Os custos variáveis são de $1.000,00 (und). Os custos
fixos são $400.000,00.
• Considerando que exista Benefício Fiscal qual é o custo
efetivo deste empréstimo para a sua firma?
Benefício Fiscal
COM Beneficio Fiscal
Vendas
1.000
SEM Beneficio Fiscal
Vendas
1.000
Faturamento
Custos Variaveis
Custos Fixos
Faturamento
Custos Variaveis
Custos Fixos
2.000
1.000
400
2.000
1.000
400
LAJIR
Juros
LAIR
600
100
500
LAJIR
IR (Lajir)
LAJ
600
210
390
IR (Base Trib)
175
Juros
100
Lucro Liquido
Reinvestimentos
325
0
Lucro Liquido
Reinvestimentos
290
0
Dividendos
325
Dividendos
290
Custo do Capital de Terceiros
Na ausência de IR ou de Beneficio Fiscal o
Custo do Capital de Terceiros é dado por :
Kd
Custo do Capital de Terceiros
Com Benefício Fiscal o Custo do Capital de
Terceiros é dado por :
Kd (1 - IR)
Uma empresa apresenta um LAJIR de $5.000,00. A alíquota
do IR é 30%. As dividas desta empresa são da ordem de
$8.000,00 e a taxa e juros é 25% ao ano. Qual é o valor do
beneficio fiscal? Qual seria o valor do IR a pagar em um
mundo com e sem benefício fiscal?
COM Beneficio Fiscal
Faturamento
Custos Variáveis
Custos Fixos
LAJIR
5.000
Juros
2.000
LAIR
3.000
IR (Base Trib)
900
Lucro Liquido
2.100
Reinvestimentos 0
Dividendo
2.100
SEM Beneficio Fiscal
Faturamento
Custos Variáveis
Custos Fixos
LAJIR
5.000
IR (LAJIR)
1.500
LAJ
3.500
Juros
2.000
Lucro Liquido
1.500
Reinvestimentos 0
Dividendo
1.500
Benefício Fiscal
Beneficio Fiscal de cada período = 1.500 – 900 = 600
E se o benéficio fosse perpetuo?
Beneficio Fiscal Perpetuo = 600 / 0,25 = 2.400
OU seja: IR x D = 0,3 x 8.000 = 2.400
Benefício Fiscal e Valor das Empresas
• Exercícios da apostila
Exercício 1) Firma Azul
• CMPC = Kd (1-IR) D/(D+S) + Ks S/(D+S)
CMPC = 0,09(1-0,25)(1.200/3.000)+0,14(1.800/3.000)
CMPC = 0,111 = 11,1%
Exercício 2) BRACUÍ
•
•
•
•
•
Lajir
Juros
Lair
IR
LL
2.400
1.250
1.150
345
805
Lajir
IR
Laj
Juros
LL
2.400
720
1.680
1.250
430
• Benf. Fiscal de um período: 720 – 345 = 375
Técnicas de analise
orçamento de capital
de
GF Longo Prazo Parte I
 O Objetivo da Administração Financeira é a criação de valor e a
maximização da riqueza dos investidores, conforme
mencionado em capítulos anteriores. Saber determinar os
fluxos de caixa, saber calcular as taxas de retorno, conhecer o
risco dos ativos, analisar pelos índices são passos importantes
para a tomada de decisão que maximiza o valor. Somente as
decisões ótimas maximizam valor e criam riquezas. A decisão
ótima é aquela decisão que é a melhor dentre todas as opções
de decisão disponíveis ao administrador.
As técnicas de
Orçamentação de capital, e Técnicas de Analise de projetos que
vamos estudar neste capital
são fundamentais para a
determinação, escolha e seleção dos melhores projetos de
investimento. É a base para a tomada da decisão ótima.
GF Longo Prazo Parte I
 O objetivo de estudarmos as técnicas de analise de orçamentos
de capital é conhecer os principais critérios para analise de
projetos e permitir ao aluno conhecer estudar e praticar
técnicas de analise de projetos. O objetivo é dar ao aluno o
ferramental necessário para analisar e selecionar os melhores
projetos. Neste capitulo estudaremos os seguintes critérios;
Pay Back Simples, Pay Back Descontado, Valor Presente Liquido,
Taxa Interna de Retorno, Índice de Lucratividade Liquida e
Ponto de Equilíbrio (Break Even)
Analise de Projetos
Decisão de Investimento
SELEÇÃO de projetos
• A analise de projetos nos permite determinar se
um projeto específico é viável ou não.
CLASSIFICAÇÃO de projetos
• A analise de projetos nos permite determinar
dentre um grupo de projetos quais os melhores e
quais os piores.
CRITÉRIOS PARA ANALISE DE
INVESTIMENTOS E PROJETOS
Período Pay-Back
VPL
TIR
ILL
Break-Even
Período Pay Back
• MEDE TEMPO
• Queremos saber se o projeto se paga dentro
de sua vida útil.
• O Pay Back deve ser menor do que vida útil
do projeto ou empresa.
Valor Presente Liquido – VPL
• MEDE $$$$$$
• Queremos saber se o projeto custa mais do
que vale ou vale mais do que custa.
• VPL positivo é o LUCRO.
• VPL negativo é o prejuízo.
Exemplo
Projeto XINGU
Custo = 2.000.000
Valor = 2.800.000
VPL = VP – Io
VPL = 2.800.000 – 2.000.000 = 800.000
VPL Positivo é Lucro
Taxa Interna de Retorno – TIR
• MEDE Taxa %
• Queremos saber se o projeto apresenta taxas
de retorno maiores ou menores que a taxa
de seu custo de capital.
• A TIR deve ser maior que o CMPC do
projeto para ser viável.
Índice de Lucratividade Liquida – ILL
• MEDE a relação, é um índice
• Queremos saber se o projeto apresenta ILL
maior ou menor do que 1.
• ILL maior do que 1 significa que o
investidor vai receber mais do que investiu.
Ponto de Equilíbrio (Break Even)
• MEDE a quantidade que devemos produzir
• Queremos saber se o projeto apresenta capacidade
de produção e se o mercado apresenta demanda
acima do ponto de equilíbrio (PE).
• O PE deve ser menor que a demanda.
• O PE deve ser menor que a Capacidade Instalada.
ANALISE DE PROJETOS
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Taxa Media de Retorno Contabil
Pay Back Simples
Pay Back Descontado
VPL
TIR
ILL
Ponto de Equilíbrio
Taxa Media de Retorno
MEDE uma relação entre compra e venda
Formula:
Taxa media = VF / VP
Taxa Media de Retorno
Exemplo:
• Você comprou em 1990 um automóvel novo por
$2.000.000, vendeu este automóvel em 1992 por
$14.000.000. Qual é a taxa media de retorno
contábil ?
Período Pay Back
• MEDE TEMPO
• Queremos saber se o projeto se paga dentro
de sua vida útil.
• O Pay Back deve ser menor do que a vida
útil do projeto ou empresa.
Período Pay Back
Exemplo:
• Seja um investimento na área de agricultura.
O projeto custa $2.000.000 para ser
implantado hoje e promete pagar uma
seqüência de fluxos de caixa durante cinco
anos e então encerrar atividades. Qual é o
período Pay Back Simples deste projeto?
Período Pay Back
Exemplo:
• Seja um investimento na área de mineração.
O projeto custa $2.000.000 para ser
implantado hoje e promete pagar uma
seqüência de fluxos de caixa durante cinco
anos e então encerrar atividades. Qual é o
período Pay Back Simples deste projeto?
Período Pay Back Descontado
• Trazer a VP cada Fluxo de Caixa
• Contar quantos fluxos de caixa são necessários
para pagar o projeto incluindo o custo do capital
• Posto que cada fluxo de caixa corresponde a um
período, teremos o numero de períodos. Este é o
período para Pay Back
Período Pay Back Descontado
Exemplo:
• Considere um projeto na área de turismo, com uma
taxa Kp = 10% ao ano, que apresente um custo
inicial para sua implantação de $3.500,00 e que
apresente a perspectiva de retorno abaixo, determine
o PD deste projeto:
t=0
t=1
t=2
t=3
t=4
t=5
-3500 1100 1210 1331 1464,1 1.610,51
Período Pay Back Descontado
Exemplo:
t=0
t=1
-3500 1100
1000
1000
1000
1000
1000
t=2
1210
t=3
1331
t=4
1464,1
t=5
1.610,51
Período Pay Back
• Exercício da apostila
Exemplo: Projeto GAMA
• O projeto Gama custa hoje $10.000,00. Projeta
um pagamento anual perpétuo de $3.333,33. A
taxa de desconto adequada é 12,5898% aa.
• Calcular o Pay Back Simples, Descontado, e o
VPL.
Exemplo: Projeto GAMA
T=0
-10.000
t=1
t=2
3.333,33 3.333,33
t=infinito
3.333,33
A taxa de desconto é 12,5898%.
Calcular o período Pay Back Simples e Descontado
Calcular o VPL.
Pay Back: Projeto GAMA
T=0
-10.000
2.960,60
2.629,54
2.335,51
2.074,35
1.842,40
t=1
t=2
3.333,33 3.333,33
t=infinito
3.333,33
n=4
Exemplo: Projeto GAMA
T=0
-10.000
t=1
t=2
3.333,33 3.333,33
Resposta:
PB Simples = 3
PB Descontado = 4
VPL = VP – Io = $16.476,22
t=infinito
3.333,33
Valor Presente Liquido – VPL
• VPL é a diferença entre quanto vale
e quanto custa um projeto. VPL
positivo significa lucro. VPL
negativo, prejuízo. VPL é o lucro ou
prejuízo que um projeto
proporciona a seus investidores.
Valor Presente Liquido – VPL
• MEDE $$$$$$
• Queremos saber se o projeto custa mais do
que vale ou vale mais do que custa.
• VPL positivo é o LUCRO.
• VPL negativo é o prejuízo.
Valor Presente Liquido – VPL
VPL – Valor Presente Liquido
VPL = Valor (0) – Custos (0)
VPL = VP – Io
VPL Positivo é Lucro
VPL Negativo é Prejuízo
Valor Presente Liquido – VPL
Exemplo:
• O projeto TOP custa hoje $1.200.000,00.
Avaliadores experientes afirmam que o projeto tem
um valor presente de $2.000.000,00. Qual é o VPL
do projeto TOP ?
Valor Presente Liquido – VPL
Exemplo:
• O projeto Tabajara custa hoje $3.000,00. Este
projeto tem uma previsão de gerar os seguintes
resultados líquidos pelos próximos 3 anos:
$1.100,00 em t=1, $1.210,00 em t=2, $1.331,00 em
t=3. Calcule o VPL do projeto Tabajara,
considerando uma taxa de retorno de 15% ao ano e
uma taxa de retorno de retorno de 5% ao ano.
Valor Presente Liquido – VPL
Solução:
Projeto Tabajara fluxos de caixa:
T=0
t=1
t=2
t=3
-3.000 1.100
1.210
1.331
Calcular o VPL(@5%) e VPL(@15%)
Valor Presente Liquido – VPL
Projeto Tabajara na Calculadora
-3.000 g
Cfo
1.100
g Cfj
1.210
g
Cfj
1.331
g Cfj
15
i
f NPV = - 253,39
-3.000 g
Cfo
1.100
g Cfj
1.210
g
Cfj
1.331
g Cfj
5
i
f NPV = 294,89
Valor Presente Liquido – VPL
Projeto Tabajara:
VPL (@15%) = - 253,39
VPL(5%) = 294,89
Deve existir uma taxa para a qual o VPL é zero.
Esta taxa é chamada TIR.
VPL (@TIR) = 0
Para o Projeto Tabajara a TIR é 10%
1) Exercício de VPL
• Caso da Ana Maria....
1) Exercício de VPL
t=0
-250
t=1
60
t=2
80
t=3
120+300
1) Exercício de VPL
t=0
-250
-250
60
80
420
18%
t=1
60
g
g
g
g
i
t=2
80
t=3
120+300
Cfo
Cfj
Cfj
Cfj
NPV = 113.927,18
2) Exercício de VPL
•
•
•
•
Calcular VPL da Alternativa A)
Calcular VPL da Alternativa B)
Calcular VPL da Alternativa C)
Calcular VPL da Alternativa D)
Comparar para ver a melhor
Exercício 2) alternativa A
t=0
-4.000
t=1
2.000
t=2
2.000
- 4.000 Cfo
2.000
Cfj
3
Nj
24
i
VPL negativo, é prejuízo
t=3
2.000
NPV = – 37,39
Exercício 2) alternativa B
t=0
t=1
t=2
t=3
-1.000 240
820
410
- 1.000 Cfo
240
Cfj
820
Cfj
410
Cfj
19
i
NPV x 4 = 96,15
VPL positivo é lucro
Exercício 2) alternativa C
t=0
-4.000
t=1
1.800
t=2 ........
1.800
- 4.000 Cfo
1.800
Cfj
6
Nj
14
i
VPL positivo é lucro
t=6
1.800
NPV = 2.999,60
Exercício 2) alternativa D
t=0
-4000
t=1
1000
t=2 ........
t=7
1000 ............. 1000
- 4.000 Cfo
1.000
Cfj
7
Nj
12
i
Conclusão VPL = 563,76
Taxa Interna de Retorno – TIR
• MEDE Taxa %
• Queremos saber se o projeto apresenta taxas
de retorno maiores ou menores que a taxa
de seu custo de capital.
• A TIR deve ser maior que o CMPC do
projeto para ser viável.
Taxa Interna de Retorno – TIR
• É a taxa que Zera o VPL
• VPL (@ tir) = 0
• VPL (@ tir) = VP (@ tir) – Io = 0
Taxa Interna de Retorno – TIR
Exemplo:
• O projeto B2B custa $1.000. Este projeto deve
durar apenas um ano. Ao final deste único ano o
projeto B2B devera fornecer um resultado liquido
final de $1.200. Qual é a TIR deste projeto?
Taxa Interna de Retorno – TIR
Projeto b2b
T=0
-1.000
TIR = ?
t=1
1.200
Taxa Interna de Retorno – TIR
Projeto b2b
T=0
-1.000
TIR = 20%
t=1
1.200
Taxa Interna de Retorno – TIR
Projeto b2b na Calculadora
-1.000
1.200
g
g
f
Cfo
Cfj
IRR = 20%
Taxa Interna de Retorno – TIR
TIR deve ser maior que taxa de desconto
(taxa de retorno). Observe: Se a TIR (20%)
for menor que o CMPC (22%) o projeto é
inviável.
Projeto X
T=0
-1.000
t=1
1.200
-1.220
Taxa Interna de Retorno – TIR
• Exercício da apostila
Taxa Interna de Retorno – TIR
Exercício 1
t=0
-100
t=1 t=2 t=3
8
8
8
t=36
8+50
Taxa Interna de Retorno – TIR
Exercício 1
t=0
t=1 t=2 t=3
-100
8
8
8
-100 g
Cfo
8
g
Cfj
35 g
Nj
58 g
Cfj
TIR = ????
t=36
8+50
Taxa Interna de Retorno – TIR
Exercício 1
t=0
t=1 t=2 t=3
-100
8
8
8
-100 g
Cfo
8
g
Cfj
35 g
Nj
58 g
Cfj
TIR = 7,71% ao mes
t=36
8+50
Exercício 2: Projeto GAMA
• O projeto Gama custa hoje $10.000,00. Projeta
um pagamento anual perpétuo de $3.333,33. A
taxa de desconto adequada é 12,5898% aa.
• Calcular a TIR.
Exercício 2: Projeto GAMA
T=0
-10.000
t=1
t=2
3.333,33 3.333,33
t=infinito
3.333,33
É uma perpetuidade
VP de uma perpetuidade é VP = FC1 / (K – g)
Exercício 2: Projeto GAMA
VPL – Valor Presente Liquido
VPL = Valor (0) – Custos (0)
VPL = VP – Io
TIR é a taxa que faz o VPL ser igual a ZERO !!
Exercício 2: Projeto GAMA
VPL = VP – Io
VPL = {FC1/(tir-0)} – Io = 0
VPL = {3.333,33 / (tir-0)} – 10.000,00 = 0
{3.333,33 / (tir-0)} = 10.000,00
{3.333,33 / tir} = 10.000,00
Tir = 33,33%
Exercício 3; Problemas com a TIR
Calcular o VPL e a TIR dos projetos A e B
Considere taxa de 10% ao ano
Qual é o melhor ?
Projeto
A
t=0
- 1.000
t=1
1.210
Projeto
B
t=0
1.000
t=1
- 1.331
Exercício 3; Problemas com a TIR
Calcular o VPL e a TIR dos projetos A e B
Considere taxa de 10% ao ano
Projeto
A
B
t=0
- 1.000
1.000
VPL (A) = 100
VPL (B) = - 210
t=1
1.210
- 1.331
TIR (A) = 21%
TIR (B) = 33,1%
Índice de Lucratividade Liquida – ILL
• MEDE a relação, é um índice
• Queremos saber se o projeto apresenta ILL
maior ou menor do que 1.
• ILL maior do que 1 significa que o
investidor vai receber mais do que investiu.
Índice de Lucratividade Liquida – ILL
• Formula:
ILL = VP / Io
Índice de Lucratividade Liquida – ILL
Exemplo:
• Qual é o ILL do projeto CDS, o qual apresenta taxa
k = 10% e os seguintes fluxos de caixa.
t=0
-2000
t=1
1100
Lembrar que ILL = VP / Io
t=2
1210
t=3
1331
Índice de Lucratividade Liquida – ILL
Solução:
Calcular o VP
VP = 1.100/(1+0,1)1 + 1.210/(1+0,1)2 + 1.331/(1+0,1)3
VP = 3.000
ILL = VP / Io = 3.000 / 2.000
Obtemos o ILL = 1,5
Critérios para Analise de Projetos
• Analise de pequenos casos envolvendo os
critérios estudados ate este ponto.
Caso 1:
Projeto de intermediar vendas de Blocos X.
Você vai assinar um contrato para 4 anos. As
vendas para o ano 1 serão de 1.000 blocos. O
crescimento previsto das vendas é 10% ao ano.
O preço de venda do bloco é $1.000,00. O CV
de cada bloco é $480,00. Os custos fixos
anuais são de $230.000,00.
O risco beta desta operação é 1,7. A taxa RF é
18% aa. O custo para implantar este projeto é,
hoje, $400.000,00. Este projeto é viável?
Calcular o VPL, TIR, PayBack e ILL.
Caso 1 – Solução
Data
1
Vendas
1000
Faturamento 1.000.000
2
1100
1.100.000
3
1210
1.210.000
4
1331
1.331.000
Caso 1 – Solução
Data
1
Vendas
1000
Faturamento 1.000.000
CV
480.000
CF
230.000
2
1100
1.100.000
528.000
230.000
3
1210
1.210.000
580.800
230.000
4
1331
1.331.000
638.880,00
230.000,00
Caso 1 – Solução
Data
1
Vendas
1000
Faturamento 1.000.000
CV
480.000
CF
230.000
Lajir
290.000
Juros
LAIR
290.000
IR
Lucro Liq
290.000
Reinvestiment Dividendos
290.000
2
1100
1.100.000
528.000
230.000
342.000
342.000
342.000
342.000
3
1210
1.210.000
580.800
230.000
399.200
399.200
399.200,00
399.200,00
4
1331
1.331.000
638.880,00
230.000,00
462.120,00
462.120,00
462.120,00
462.120,00
Caso 1 – Solução
t=0
t=1
-400.000 290.000
t=2
t=3
t=4
342.000
399.200
462.120
Caso 1 – Solução
Calculo da Taxa
K = RF + Beta (Erm – RF)
K= 0,18 + 1,7 (0,25 – 0,18)
K = 0,299 = 29,9%
Caso 1 – Solução
CF’s:
-400.000
290.000
342.000
399.200
462.120
29,9
CFo
CFj
CFj
CFj
CFj
i
Caso 1 – Solução
CF’s:
-400.000
290.000
342.000
399.200
462.120
29,9
NPV = 370.349,35
ILL = 1,9258
CFo
CFj
CFj
CFj
CFj
i
IRR = 75,24%
Payback = 1,87 anos
Caso 1 – Solução
t=0
t=1
-400.000 290.000
t=2
t=3
t=4
342.000
399.200
462.120
223.248,65
202.678,55
182.122,28
162.299,86
Pay Back = 1 ano + 0,87 do segundo ano
Caso 2 – O projeto Albatroz
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Vendas(Q)
20
30
40
Preço
Faturamento
CV
CV Q
CF
Lajir
Juros
LAIR
IR
30%
LL
Reinvst
Dividendos
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
CV Q
CF
Lajir
Juros
LAIR
IR
30%
LL
Reinvst
Dividendos
Ano 3
40
1.600
64.000,00
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
700
800
CV Q
14.000,00 24.000,00
CF
3.200,00
3.200,00
Lajir
Juros
LAIR
IR
30%
LL
Reinvst
Dividendos
Ano 3
40
1.600
64.000,00
900
36.000,00
3.200,00
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
700
800
CV Q
14.000,00 24.000,00
CF
3.200,00
3.200,00
Lajir
10.800,00 17.800,00
Juros
1.760,00
1.760,00
LAIR
IR
30%
LL
Reinvst
Dividendos
Ano 3
40
1.600
64.000,00
900
36.000,00
3.200,00
24.800,00
1.760,00
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
700
800
CV Q
14.000,00 24.000,00
CF
3.200,00
3.200,00
Lajir
10.800,00 17.800,00
Juros
1.760,00
1.760,00
LAIR
9.040,00
16.040,00
IR
30%
LL
Reinvst
Dividendos
Ano 3
40
1.600
64.000,00
900
36.000,00
3.200,00
24.800,00
1.760,00
23.040,00
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
700
800
CV Q
14.000,00 24.000,00
CF
3.200,00
3.200,00
Lajir
10.800,00 17.800,00
Juros
1.760,00
1.760,00
LAIR
9.040,00
16.040,00
IR
30%
2.712,00
4.812,00
LL
Reinvst
Dividendos
Ano 3
40
1.600
64.000,00
900
36.000,00
3.200,00
24.800,00
1.760,00
23.040,00
6.912,00
O projeto Albatroz
Demonstrativo de Resultados Projetados
Data
Ano 1
Ano 2
Vendas(Q)
20
30
Preço
1.400
1.500
Faturamento
28.000,00 45.000,00
CV
700
800
CV Q
14.000,00 24.000,00
CF
3.200,00
3.200,00
Lajir
10.800,00 17.800,00
Juros
1.760,00
1.760,00
LAIR
9.040,00
16.040,00
IR
30%
2.712,00
4.812,00
LL
6.328,00
11.228,00
Reinvst
Dividendos
6.328,00
11.228,00
Ano 3
40
1.600
64.000,00
900
36.000,00
3.200,00
24.800,00
1.760,00
23.040,00
6.912,00
16.128,00
8.000,00
8.128,00
O projeto Albatroz – Fluxo para os SOCIOS
Data
Ano 0
Ano 1
FC Socios
-12.000,00 6.328,00
Ano 2
Ano 3
11.228,00
8.128,00
Projeto Albatroz
Calculo da Taxa de desconto:
Ks = RF + s (Erm – RF)
Ks = 0,19 + 1,4 (0,26 – 0,19) = 28,8%
Tendo a taxa e o FC calculamos VP
Fluxos de Caixa
Data
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Dividendos
6.328,00 11.228,00 8.128,00
Taxa de desconto:
Ks = RF + s (Erm – RF)
Ks = 0,19 + 1,4 (0,26 – 0,19) = 28,8%
• Valor (ações) = $15.485,17
O projeto Albatroz – Calculo do VPL e ILL
Tendo o VP podemos calcular o VPL
VPL = 15.485,17 – 12.000 = 3.485,17
Tendo o VP e o Io podemos calcular o ILL
ILL = 15.485,17 / 12.000 = 1,29
Ponto de Equilíbrio (Break Even)
• MEDE a quantidade que devemos produzir
• Queremos saber se o projeto apresenta capacidade
de produção e se o mercado apresenta demanda
acima do ponto de equilíbrio (PE).
• O PE deve ser menor que a demanda.
• O PE deve ser menor que a Capacidade Instalada.
Exemplo de Break Even
Você fabrica bolas de tênis. Cada bola é vendida por
$10,00. O custo variável de cada bola é $4,00. Os
custos fixos são de $60.000,00 mensais. Pergunta-se
qual é o Break Even?
Exemplo de Break Even
Você fabrica bolas de tênis. Cada bola é vendida por
$10,00. O custo variável de cada bola é $4,00. Os
custos fixos são de $60.000,00 mensais. Pergunta-se
qual é o Break Even?
PQ =
CF +
CV Q
Exemplo de Break Even
Você fabrica bolas de tênis. Cada bola é vendida por
$10,00. O custo variável de cada bola é $4,00. Os
custos fixos são de $60.000,00 mensais. Pergunta-se
qual é o Break Even?
P Q = CF + CV Q
10 Q = 60.000 + 4 Q
Q = 10.000
Exemplo de Break Even
Considere que o projeto de instalação de uma
fábrica de latas de alumínio tenha como meta a
instalação de máquinas capazes de atingir uma
produção de 1.000.000 de latas por mês.
Cálculos do ponto de equilíbrio econômico
indicam que o ponto de equilíbrio se dará com a
produção e venda de 1.250.000 latas / mês.
Deve-se investir neste projeto?
Break Even
Existem diversos pontos de
equilíbrio, exemplos:
• Ponto de Equilíbrio Operacional
• Ponto de Equilíbrio Contábil
• Ponto de Equilíbrio Econômico
Break Even Operacional
É a quantidade que devemos vender para ter
Lucro Operacional igual a Zero:
P.Q = CF + CV.Q
Break Even Contábil
É a quantidade que devemos vender para ter Lucro
Contábil igual a Zero:
P.Q = CF + CV.Q +Depre+IR (Base Tributavel)
Break Even Econômico
É a quantidade que devemos vender para ter Lucro
Econômico igual a Zero:
P.Q = CF + CV.Q + C.Cap.+IR (Base Tributavel)
Caso do Sanduiche
Caso do Sanduíche
Ponto de Equilíbrio Operacional
P Q = CF + CV Q
2 Q = 1.500 + 0,8 Q
2 Q - 0,8 Q = 1.500
1,2 Q = 1.500
Q = 1.500 / 1,2
Q = 1.250
Resposta = 1.250 sanduiches
Caso do Sanduíche
Ponto de Equilíbrio Contabil
P Q = CF + CV Q +Depre+IR (Base Tributavel)
2Q=1500+0,8Q+(4000/60)+0,2 [2Q-1500-0,8Q- (4000/60)]
Q = 1.253,333 / 0,96
Q = 1.305,555
Resposta = 1.306 sanduiches
Caso do Sanduíche
Ponto de Equilíbrio Economico
P Q = CF + CV Q + C Cap+IR (Base Tributavel)
2Q=1500+0,8Q+(176,81)+0,2 [2Q-1500-0,8Q- (4000/60)]
Q = 1.421
Resposta = 1.421 sanduiches
Respostas do caso do Sanduiche
Calculo do custo periódico do capital
PV
FV
i
N
=
=
=
=
4.000
0,00
4 % ao mês
60 meses
Custo periódico do capital (PMT) = $176,81
GF Longo Prazo Parte I
Para casa;
 LISTA DE EXERCÍCIOS 10:
Parte II
Técnicas de analise de orçamento de
capital. Certeza e Risco. Custo do
Capital; CAPM e CMPC.
Estatística
Para que serve ESTATÍSTICA?
• Nosso MUNDO não é deterministico
• Nosso mundo é Estocastico, isto é a ocorrencia de
seus eventos são probabilisticos
• Em um mundo deterministico as coisas são
determinadas e não mudam
Para que serve ESTATÍSTICA?
• A ESTATÍSTICA estuda o comportamento dos
eventos passados na expectativa que repitam este
comportamento no futuro
• A ESTATÍSTICA mede tendência e a dispersão dos
eventos
• A ESTATÍSTICA mede a correlação que diferentes
eventos possam ter entre si.
Exemplo
• Voce vai da sua casa para o aeroporto em 60
minutos. Alguns dias leva mais tempo. Alguns dias
menos tempo, mas na media demora 60 minutos.
Exemplo
• Voce vai da sua casa para o aeroporto em 60
minutos. Alguns dias leva mais tempo. Alguns dias
menos tempo, mas na media demora 60 minutos.
• Se nosso mundo fosse deterministico voce sempre
faria este percurso em 60 minutos
Exemplo
• Posto que nosso mundo não é determinístico, voce
nunca sabe exatamente quanto tempo vai demorar,
pois não temos o poder de advinhar.
Exemplo
• Posto que nosso mundo não é determinístico, voce
nunca sabe exatamente quanto tempo vai demorar,
pois não temos o poder de advinhar.
• Podemos ter no máximo uma expectativa.
Exemplo
• Posto que nosso mundo não é determinístico, voce
nunca sabe exatamente quanto tempo vai demorar,
pois não temos o poder de advinhar.
• Podemos ter no máximo uma expectativa.
• A estatística chama esta expectativa de MEDIA
Atravessar uma rua
• Atravessar uma rua, por exemplo, é um exercício estatístico altamente
complexo que envolve cálculos estáticos bastante sofisticados que
devem ser realizados em tempo absurdamente curto e em condições
ambientalmente adversas pelo nosso cérebro. Começamos pela
observação do transito e pelo calculo da probabilidade de dar tempo
de atravessarmos a rua. Este calculo depende dentre outros fatores;
dos veículos em nosso campo de visão, estimativa das suas
velocidades absolutas e relativas, largura da rua que vamos atravessar,
aferição de nossas condições de mobilidade (aceleração e velocidade
final), avaliação das condições do solo a nossa frente ..................
Antes de atravessarmos uma rua avaliamos estatisticamente as nossas
probabilidades de alcançarmos, ou não, o outro lado.
Exemplo 1
• Considere que você mediu, anotou e registrou que leva 60 minutos em
media para ir do seu escritório (ou consultório) para o aeroporto.
•
• Estatisticamente falando isto significa que, se a media estiver certa, na
metade das vezes você leva mais que 1 hora e na outra metade das
vezes você leva menos que 1 hora. Traduzindo, se você sair hoje do
seu consultório, para o aeroporto, exatamente com 1 hora de
antecedência você tem 50% de chances de chegar atrasado.
Exemplo 1
• Vemos abaixo a anotação em sua agenda do tempo que voce levou
para chegar ao aeroporto ao longo do ultimo mês
xxx
xxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
30 min
60 min
90min
tempo
Exemplo 2
• Alguns eventos tem comportamento mais errático do que outros.
• Suponha que voce administra 2 restaurantes.
• Um restaurante é aberto ao publico e fica no centro da cidade em uma
rua movimentada.
• O outro restaurante é fechado, dentro de um hospital, e fornece
alimentação para médicos, funcionários e pacientes do hospital.
• No restaurante do hospital você tem mais certeza de que o numero não
será muito diferente do esperado.
• No restaurante aberto ao publico você sempre tem muitas duvidas a
cada dia sobre quantos clientes vão aparecer. A estatística te ajudar a
quantificar e medir esta incerteza.
Exemplo 3
• Incerteza significa risco de prejuízo financeiro. O produto “JORNAL”
(Estado de Minas, O Globo, Estado de São Paulo) tem vida útil de 1
dia.
• Se não vender no dia, não vende mais. A demanda por jornais nas
bancas e nas ruas depende de muitos fatores, chuva, noticias ou falta
de noticias. A possível dispersão (variância) na demanda é grande.
• Por esta razão os jornais procuram fazer uma carteira de assinantes. A
carteira de assinantes tem variância zero em relação a demanda. Uma
vez feita assinatura do jornal, valores são pagos e jornais são
entregues
Exemplo 4
• Relacionando estatística a decisões empresariais. Suponha que você
quer investir na compra de equipamentos para um laboratório de
analises clinicas.
• a) Vamos observar o histórico da demanda por este determinado tipo
de exame.
• b) Com este histórico podemos determinar a media e a dispersão desta
demanda
• c) Conhecendo a media e a dispersão podemos determinar o risco
desta demanda estar acima ou abaixo de determinados níveis.
• d) Comparamos estes níveis com nossos custos.
Vejamos os números
• Os equipamentos custam $1.000.000,00 e podem ser financiados em
36 meses com juros de 2% ao mês.
• A vida útil destes equipamentos é de 36 meses.
• O custo variável para a realização de cada exame é R$100,00
• O preço de venda para cada exame é R$190,00
Os números da demanda
• media 845,45
• desvio padrão 83,71
Intervalo de Confiança
• Podemos esperar entre 929,16 e 761,75 exames
com 68,27% de certeza
• Podemos esperar entre entre 1.012,87 e 678,04 exames com
95,45% de certeza
• Podemos esperar entre entre 1.096,58 e 594,33 exames com
99,73% de certeza
Podemos montar o seguinte gráfico
da demanda
Analise dos possíveis resultados $
Custo de capital dos equipamentos
Prazo do financiamento
Taxa de juros
Valor da prestação PRICE
R$ 1.000.000,00
36 meses
2% ao mês
R$ 39.232,85
Vendas (media) 845 exames por mês
Demonstrativo dos Resultados Projetados
Faturamento
($190,00 unit)
Custo Variável - total
($100,00 unit)
Custo Fixo
LAJIR
Custo do Capital
Resultado liquido
160.550,00
84.500,00
20.000,00
56.050,00
39.232,85
$16.817,15
por mês
por mês
por mês
por mês
por mês
por mês
Agora vamos variar as vendas, dentro do intervalo
de confiança e verificar o que podemos esperar
deste investimento
• Esperamos na media vender 845 exames por mês e obter
R$16,817,15. Existe a possibilidade de 50% de obtermos resultados
superiores a R$16,817,15.
•
• Existe a probabilidade de 15,87% das vendas estarem abaixo de 761
por mês e obtermos resultado inferior a R$9.257,15.
•
• Existe a probabilidade de 2,28% das vendas estarem abaixo de 678
por mês e obtermos resultado inferior R$1.787,15.
•
• Existe a probabilidade de 0,14% das vendas estarem abaixo de 594
por mês e obtermos resultado NEGATIVO pior do que R$5.772,85.
Estatística
É para isto que serve a
Estatística , para projetar
resultados futuros
esperados com base
Matemática e Científica
PASSADO X FUTURO
• Somos seres que vivemos em uma linha que
separa o passado do futuro
• Tudo que fazemos e construimos é em
funcao da expectativa futura dos eventos,
com base em experiencias passadas
PASSADO garante FUTURO?
• Não
• Porem o passado nos fornece subsidios para
ter expectativas sobre o futuro
• Exemplo: Vemos o RELAMPAGO e nos
preparamos para ouvir o TROVÂO
ESTATÍSTICA & FINANÇAS?
• A ESTATÍSTICA serve para informar ao
administrador o comportamento futuro das vendas,
em funcao de suas tendencias e variacoes passadas
• A ESTATÍSTICA serve para informar ao
administrador a expectativa de vendas futuras de
guarda chuva, em funcao das chuvas pela sua
correlacao passada com as chuvas.
Dispersão e Intervalo
• Eventos com baixa dispersao passada em suas
ocorrencias projetam uma baixa dispersao futura.
• Exemplo: Horario de partida e chegada dos TRENS
ingleses. Podemos afirmar que intervalo de tempo
dentro do qual esperamos o trem chegue ou parta é
pequeno
Dispersão e Intervalo
• Eventos com alta dispersão passada em suas
ocorrencias projetam uma alta dispersão futura.
• Exemplo: Duração de uma partida de tenis.
Podemos dizer que o intervalo de tempo dentro do
qual esperamos o termino da partida é grande
ESTUDAREMOS
• Medidas de Tendencia
• Medidas de Dispersao
• Medidas de Correlacao
• Intervalo de Confiança
Serve para
• Tendencia: Vendas esperadas
• Dispersao: Volatilidade das vendas
• Correlacao: Vendas X Chuva X Mercado
• Intervalo de Confiança: Risco de vendermos mais
ou menos que determinado quantidade
Mundo de RISCO
• Risco é a medida da probabilidade de um evento não
ocorrer de acordo com o esperado
• Risco é função da INCERTEZA
• Em um mundo sem incerteza não temos risco
RISCO
• Risco é a medida da probabilidade do
resultado de um evento não ser o esperado.
• Quando não existe a probabilidade do
resultado de um evento dar diferente do
esperado não há o risco.
ESTATÍSTICA
• As principais medidas da Estatística são:
Medidas de TENDENCIA = Media
(retorno esperado)
Medidas de DISPERSAO = Variância e DP
(risco)
Vamos começar ??????
Estatística
• É a ciência que estuda o
comportamento passado de
eventos buscando prever
comportamento futuro.
As principais medidas da
Estatística são:
Medidas de TENDENCIA = Media (mede o retorno
esperado)
Medidas de DISPERSÂO = Variância e DP (mede a
dispersão, a volatilidade, o risco)
Risco
• Risco é função da Incerteza
• Quanto mais certo um resultado menor o
risco
• Quanto mais incerto maior o Risco
• Nossa medida de Incerteza é a variação
Receita sem dispersao
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600
1400
1200
1000
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Receita com pouca dispersao
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600
1400
1200
1000
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Receita com muita dispersao
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600
1400
1200
1000
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Receita com crescimento e pouca dispersao
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600
1400
1200
1000
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Receita em queda e acelerando queda
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Comportamento histórico de
alta X baixa dispersão
Alta dispersão
• Numero de pessoas que chegam para
almoçar em um restaurante publico
Baixa dispersão
• Numero de pessoas que chegam para
almoçar no restaurante da fabrica
Comportamento histórico de
alta X baixa dispersão
Alta dispersão
• Numero de pessoas que chegam para
assistir uma peça de teatro
Baixa dispersão
• Numero de pessoas que chegam para
assistir as aulas do MBA
Comportamento histórico de
alta X baixa dispersão
Alta dispersão
• Vendas de peças no varejo
Baixa dispersão
• Vendas de peças para fabricas
Alem disto.....
• Observar comportamento passado em
relacao a tendenca e dispersao
• Estatistica tambem mede a correlacao entre
dois eventos diferentes
Correlação entre dois eventos
• Vendas de guarda chuva
• Epoca de chuvas
• Aumento em roubo de carros
• Aumento no preço dos seguros
Dispersão = Variação = Risco
• Risco é funcao da incerteza
• Incerteza é funcao da dispersao
• Variancia e Desvio Padrao são medidas de dispersao
• Nossa medida de risco é o Desvio Padrao
Nosso Modo de Medir o Risco é
através da medida do Desvio Padrão
• Quanto maior o desvio padrão maior ao RISCO.
AMOSTRA E POPULAÇÃO
TOTAL
• Um conjunto de dados para observação pode ser
uma população total ou uma amostra da população
total. Quanto maior for o tamanho da amostra
melhor a amostra refletira o comportamento da
população. Vejamos a definição:
AMOSTRA E POPULAÇÃO TOTAL
População Total:
• É um conjunto completo de informação numérica de um aspecto
particular no qual o investigador esteja interessado. É o espaço total.
•
Amostra:
• É um subconjunto da população do qual são obtidas as informações
pertinentes. É o espaço amostral.
•
Estatística:
• Estatisticamente falando podemos inferir o comportamento de toda
uma população pela analise e estudo de um pequeno grupo amostral,
desde que representativo da população.
MEDIDAS DE TENDÊNCIA: MEDIA
A media de um conjunto de observações numéricas é a soma dos
elementos conjunto dividido pelo numero de observações. Expressões
algébricas para as medias:
a) Sejam x1, x2, ... xN membros de uma população. Então a media da
população será:
 = Ni=1 xi / N
b) Sejam x1, x2, ...xn membros de uma amostra da população, então a
media da amostra será:
X = Ni=1 xi / n
Exemplo A = Calculo da Media
Data
2007
2008
2009
2010
Media
Venda
A
2
6
2
6
B
5
3
5
3
C
4
4
4
4
Exemplo A = Calculo da Media
Data
2007
2008
2009
2010
Media
Venda
A
2
6
2
6
B
5
3
5
3
C
4
4
4
4
4
4
4
Calculo da Variância e DP
Data
2007
2008
2009
2010
Venda
Media
Variância
Desvio Padrão
A
2
6
2
6
B
5
3
5
3
C
4
4
4
4
4
4
4
Calculo da Variância e DP
Data
2007
2008
2009
2010
Venda
Media
Variância
Desvio Padrão
A
2
6
2
6
B
5
3
5
3
C
4
4
4
4
4
4
4
1
4
0
Calculo da Variância e DP
Data
2007
2008
2009
2010
Venda
Media
Variância
Desvio Padrão
A
2
6
2
6
B
5
3
5
3
C
4
4
4
4
4
4
2
4
1
1
4
0
0
Exemplo B = Calculo da Media
A seguinte tabela a seguir foi montada após
observação e registro do resultado de um
determinado tipo de eventos ao longo de 2
anos (24 meses). Calcular a media de
ocorrência deste evento nos últimos 24 meses.
Exemplo B = Calculo da Media
Mês
1
3
5
7
9
11
13
15
17
19
21
23
Resultado
940
100
1200
740
940
820
1020
1100
920
830
970
810
Mês
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
22
24
Resultado
1050
1080
910
840
880
930
910
990
1100
1120
1080
990
Exemplo B = Calculo da Media
Resposta:
A soma dos resultados dos últimos 24 meses é
22.270.
Dividindo este total por 24 obtemos a media de 927,92
para os resultados
Lista de Exercícios 1
Exercício 1
1) Abaixo temos a tabela com as unidades vendidas nos últimos meses
do produto WWW. Calcular a media de unidades vendidas do
produto WWW
Mês
1
2
3
4
5
Vendas do WWW
1000
1200
830
1170
800
Exercício 1
1) Abaixo temos a tabela com as unidades vendidas nos últimos meses
do produto WWW. Calcular a media de unidades vendidas do
produto WWW
Mês
1
2
3
4
5
Vendas do WWW
1000
1200
830
1170
800
Resposta: A media de unidades vendidas do produto WWW é 1.000 por
mês
Exercício 2
2) A seguir tempos a demanda media por determinado tipo de exame
clinico nos últimos meses
Mês
1
3
5
7
9
Demanda
100
112
86
93
102
Mês
2
4
6
8
10
Demanda
82
97
91
104
95
Exercício 2
2) A seguir tempos a demanda media por determinado tipo de exame
clinico nos últimos meses
Mês
1
3
5
7
9
Demanda
100
112
86
93
102
Mês
2
4
6
8
10
Demanda
82
97
91
104
95
Resposta: A demanda media é 96,20 exames por mês.
MEDIDAS DE DISPERSÃO:
VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO
Medidas de dispersão:
• O grau ao qual os dados numéricos tendem a
dispersar-se em torno de um valor médio chama-se
variação ou dispersão dos dados. Dispõe-se de
varias medidas de dispersão ou variação, sendo as
mais comuns a amplitude total, o desvio médio e o
desvio padrão.
Amplitude total:
A amplitude total de um conjunto de números é a
diferença entre o mais alto e o mais baixo do
conjunto.
Exemplo:
A amplitude total do conjunto
2, 3, 3, 5, 5, 5, 8, 10, 12, é 12 - 2 é 10
Desvio médio:
É o somatório da diferença entre cada numero do conjunto e a
media dividido pelo numero de números do conjunto.
Ou por outra definição, é a media dos desvios absolutos de
cada numero do conjunto em relação a media aritmética
 N j=1
| xj - X | / N
Variância:
É a media quadrática dos desvios em relação a media.
Ou por outra definição, o desvio da raiz media
quadrática
2 =
 N j=1
(xj - X)2 / N
Desvio Padrão:
É a raiz media quadrática dos desvios em relação a
media.
Ou por outra definição, o desvio da raiz media
quadrática:  = 2
Ou seja Desvio Padrão é a raiz quadrada da Variância.
Exemplo
Consideremos que um evento apresenta os seguintes
resultados
Data 1 – resultado = 6
Data 2 – resultado = 2
Data 3 – resultado = 6
Data 4 – resultado = 2
Media = (6 + 2 + 6 + 2 ) / 4 = 16/4 = 4
Exemplo
Dispersão de cada resultado em relação a media
Data 1 – dispersão = 6 – 4 = 2
Data 2 – dispersão = 2 – 4 = –2
Data 3 – dispersão = 6 – 4 = 2
Data 4 – dispersão = 2 – 4 = –2
Exemplo
Obtemos então as seguintes dispersões para cada data
em relação a media esperada.
Data 1 = 2
Data 2 = –2
Data 3 = 2
Data 4 = –2
Exemplo
A dispersão destes resultados é a media destas
dispersões, ou seja a soma ponderada.
Dispersão Media =
(0,25)(2) + (0,25)(-2) + (0,25)(2) + (0,25)(-2) = 0
• Observamos que ao somar estes valores para
calcularmos a dispersão media obtemos a soma zero
!! Isto é obvio, se a media estiver certa, ela estará
no meio, então a soma das dispersões calculadas
desta forma será SEMPRE zero !!
• Como resolver este problema? A solução para
obtermos esta medida é fazermos esta conta com os
quadrados das diferenças entre a media e o resultado
de cada período, depois podemos tirar a raiz
quadrados para voltarmos as unidades regulares.
• Em Estatística esta medida pelo quadrado das
diferenças é chamado VARIANCIA
• Quando tiramos a raiz quadrada da Variancia
obtemos o DESVIO PADRAO.
Vejamos
• A soma dos quadrados das dispersões (diferença
entre resultado em uma data e a media dos
resultados) chamamos Variância.
• Entretanto uma soma de diferenças quadradas nos
fornece um resultado as vezes estranho.
• Por isto calculamos a raiz quadrada da variância. A
esta medida chamamos de Desvio Padrão.
Data 1 – dispersão2 = (6 – 4)2 = 4
Data 2 – dispersão2 = (2 – 4)2 = 4
Data 3 – dispersão2 = (6 – 4)2 = 4
Data 4 – dispersão2 = (2 – 4)2 = 4
Soma ponderada dos quadrados das diferenças
Dispersão Media =
(0,25)(4) + (0,25)(4) + (0,25)(4) + (0,25)(4) = 4
Podemos agora calcular a raiz quadrada e obtemos 2 como
Desvio Padrão.
É podemos observar que efetivamente o desvio da media em
relação a cada ponto é 2.
Lista de Exercícios 2
Exercício 1
Abaixo temos a tabela com as unidades vendidas nos últimos meses do
produto WWW. Calcular a seguintes medidas de dispersão nas
vendas do produto WWW; Desvio Padrão e Variância.
Mês
1
2
3
4
5
Vendas do WWW
1000
1200
830
1170
800
Exercício 1
Abaixo temos a tabela com as unidades vendidas nos últimos meses do
produto WWW. Calcular a seguintes medidas de dispersão nas
vendas do produto WWW; Desvio Padrão e Variância.
Mês
1
2
3
4
5
Vendas do WWW
1000
1200
830
1170
800
Resposta: A Variância é 27.560 unidades por mês. O Desvio Padrão é
166,012
Exercício 2
Abaixo temos a tabela com a demanda por determinado exame clinico
nos últimos meses. Calcular a seguintes medidas de dispersão na
demanda deste exame; Desvio Padrão e Variância.
Mês
1
3
5
7
9
Demanda
100
112
86
93
102
Mês
2
4
6
8
10
Demanda
82
97
91
104
95
Exercício 2
Abaixo temos a tabela com a demanda por determinado exame clinico
nos últimos meses. Calcular a seguintes medidas de dispersão na
demanda deste exame; Desvio Padrão e Variância.
Mês
1
3
5
7
9
Demanda
100
112
86
93
102
Mês
2
4
6
8
10
Demanda
82
97
91
104
95
Resposta: A demanda media é 96,20 exames por mês. A Variância é
70,36 exames e o Desvio Padrão é 8,39 exames
Distribuição de Probabilidades
Distribuição dos Resultados
• A distribuição dos resultados é a visualização da
dispersão dos resultados observados
Distribuição de Probabilidades
DISCRETA
Distribuição dos numeros obtidos com o
lançamento de 1 DADO
25
Distribuição Uniforme
20
15
10
5
0
1
2
3
4
5
6
Distribuição dos numeros obtidos com o
lançamento de 1 DADO
25
Distribuição Uniforme
20
15
10
5
0
1
2
3
4
5
6
Distribuição de Probabilidades
CONTÍNUA
Distribuição das alturas das pessoas
que entram no shopping
250
Distribuição Normal
tem forma de SINO
200
150
100
50
0
0
-50
0,5
1
1,5
2
2,5
Distribuição dos Resultados
Resultados financeiros apresentam distribuição
Normal dos resultados com:
• Tendência (Media esperada)
• Dispersão em torno da media (desvio padrão)
Mais ou Menos Dispersão
• Dependendo do evento (negocio) sob analise,
teremos uma dispersão maior ou menor.
• A distribuição Normal toma então diferentes
achatamentos na sua forma de SINO
Distribuição Normal
Baixa dispersao
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
-5
-3
-1
-0,1
1
3
5
Distribuição Normal
Media dispersao
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
-5
-3
-1
-0,1
1
3
5
Distribuição Normal
Alta dispersao
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
-5
-3
-1
-0,1
1
3
5
TRES distribuições Normais
Superposição comparativa
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
-5
-3
-1
-0,1
1
3
5
Exemplo de venda de revistas
• Você tem uma empresa que opera há 24 meses vendendo revistas
mensais de noticias no mercado. Suas vendas históricas estão anotadas
na tabela abaixo:
Mês Vendas
1
2.232
2
1.896
3
1.972
4
2.214
5
2.120
6
1.890
7
1.950
9
1.987
Mês
10
11
12
13
14
15
16
17
Vendas
2.075
1.789
2.012
1.956
2.014
1.995
1.823
2.300
Mês
18
19
20
21
22
23
24
Vendas
2.136
1.939
1.789
2.124
2.060
2.036
2.002
Distribuição das Vendas ao longo
do Tempo
2500
2000
1500
y = 0,0348x + 1999,6
1000
500
0
0
5
10
15
20
25
30
Venda de revistas
Suponha que você queira se preparar para as vendas
do próximo mês e quer saber quanto devera produzir
de tal forma que não sobre nem falte muito em seu
estoque. Primeiramente vamos calcular a media e a
variância histórica de suas vendas. Conforme
podemos calcular temos:
Media = 2.000 e Desvio padrão = 144
Distribuicao das Vendas em torno
da media
7
6
5
4
3
2
1
0
-1
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
Intervalo de Confiança
• Mede a probabilidade de termos nossos
resultados projetados dentro de um
determinado intervalo
• Mede a probabilidade de termos um
determinado resultado acima ou abaixo de
determinado valor
Intervalo de Confiança
• Um intervalo de Confiança em torno da Media
com largura que vai de menos 1 ate mais 1
Desvio Padrão Incorpora 68,27% dos
resultados.
• CI com +/- 1 DP
68,27%
• CI com +/- 2 DP
95,45%
• CI com +/- 3 DP
99,73%
Intervalo com 1 DP
0. 35
0. 3
0. 25
0. 2
0. 1 5
0. 1
0. 05
0
-8
-4
0
4
8
Intervalo com 2 DP
0. 35
0. 3
0. 25
0. 2
0. 1 5
0. 1
0. 05
0
-8
-4
0
4
8
Intervalo com 3 DP
0. 35
0. 3
0. 25
0. 2
0. 1 5
0. 1
0. 05
0
-8
-4
0
4
8
Intervalo com 2 DP
0. 35
0. 3
0. 25
0. 2
2,275%
0. 1 5
2,275%
0. 1
95,45%
0. 05
0
-8
-4
0
4
8
Intervalo com 2 DP
0. 35
0. 3
0. 25
0. 2
2,275%
0. 1 5
97,725%
0. 1
0. 05
0
-8
-4
0
4
8
Exemplo de venda de revistas
Ao observarmos a media das vendas das revistas é 2.000
unidades com um desvio padrão de 144 unidades, podemos
fazer o seguinte intervalo de confiança com mais e menos 1
desvio padrão:
Media mais 1 desvio padrão: 2.000 + 144 = 2.144
Media menos 1 desvio padrão: 2.000 – 144 = 1.856
Teremos então uma certeza de 68,27% das vendas estarem
entre 1.856 e 2.144 unidades.
Exemplo de venda de revistas
Ao observarmos que a media das vendas das revistas é 2.000
unidades com um desvio padrão de 144 unidades, podemos
fazer o seguinte intervalo de confiança com mais e menos 2
desvios padrão:
Media + 2 desvios padrão: 2.000 + 144 + 144 = 2.288
Media – 2 desvios padrão: 2.000 – 144 – 144 = 1.712
Teremos então uma certeza de 95,45% das vendas estarem
entre 1.712 e 2.288 unidades.
Lista de Exercícios 3
Exercício 1
Abaixo temos os resultados da demanda por determinado tipo de serviço
nos últimos 8 meses. Calcule a media, a variância e o desvio padrão
destas demandas:
Serviço A) 12, 6, 7, 3, 15, 10, 18, 5
Serviço B) 9, 3, 8, 8, 9, 8, 9, 18
Exercício 1
Serviço A) 12, 6, 7, 3, 15, 10, 18, 5
Datas
1
2
3
4
5
6
7
8
Soma
Dados
12
6
7
3
15
10
18
5
76
diferença dif2
2,5
-3,5
-2,5
-6,5
5,5
0,5
8,5
-4,5
Soma
6,25
12,25
6,25
42,25
30,25
0,25
72,25
20,25
90,00
Media = 76 / 8 = 9,5
Variância = Soma dos quadrados da diferenças / Tamanho da População
Variância = 190 / 8 = 23,75
Desvio Padrão = Raiz quadrada de 23,75 = 4,87 DP
Exercício 1
Serviço B) 9, 3, 8, 8, 9, 8, 9, 18
Datas
1
2
3
4
5
6
7
8
Soma
Dados
9
3
8
8
9
8
9
18
72
diferença dif2
0
-6
-1
-1
0
-1
0
9
Soma
0
36
1
1
0
1
0
81
120
Media = 72 / 8 = 9
Variância = Soma dos quadrados da diferenças / Tamanho da População
Variância = 120 / 8 = 15
Desvio Padrão = Raiz quadrada de 23,75 = 3,87 DP
Exercício 2
• Considere que você recebeu as seguintes informações sobre a região
onde sua clinica esta instalada. Determinado exame tem, nesta área da
cidade, a demanda media nos últimos 24 meses de 1400 exames por
mês. O desvio padrão desta demanda é 200 unidades (por mês na
media dos últimos 24 meses).
•
Pede-se
i) Calcular a probabilidade desta demanda ser menor do que 1.400 exames por mes
ii) Calcular a probabilidade desta demanda ser maior do que 1.400 exames por mes
iii) Calcular a probabilidade estar entre 1.200 e 1.600 exames por mes
iv) Calcular a probabilidade desta demanda ser menor do que 1.200 exames por mes
v) Calcular a probabilidade desta demanda ser menor do que 1.000 exames por mes
vi) Calcular a probabilidade desta demanda ser menor do que 800 exames por mes
Exercício 2
• Obtemos
i) Calcular a prob desta demanda ser menor do que 1.400 exames por mês = 50%
ii) Calcular a prob desta demanda ser maior do que 1.400 exames por mês = 50%
iii) Calcular a prob estar entre 1.200 e 1.600 exames por mês = 68,27%
iv) Calcular a prob desta demanda ser menor do que 1.200 exames por mês = 15,865%
v) Calcular a prob desta demanda ser menor do que 1.000 exames por mês = 2,275%
vi) Calcular a prob desta demanda ser menor do que 800 exames por mês = 0,135%
Exercício 3
Você dirige a emergência de um pequeno hospital e tem problemas de
não ter leitos para atender todos os feridos que chegam. Na ultima
reunião ficou decidido que o seria aumentado o numero de leitos na
emergência para atender a pelo menos 99% dos feridos. Pergunta-se
quantos leitos você vai precisar ter nesta emergência? Informações
adicionais. Pesquisa de campo com o numero de pessoas que chegam
na emergência do hospital procurando atendimento, ao longo do dia,
durante os últimos cem dias.
Exercício 3
Resposta
Para atender e ultrapassar 99% devemos contar com a MEDIA + 3 DPs.
Ou seja 16,40 + 3 x 3,58 = 27,14 leito
Como não existe 0,14 leito vamos arredondar para 28 leitos.
Analise do Risco
CALCULANDO O RISCO:
• Formula:
Z = [ X(i) – X(médio) ] / DP X
• Com o Z vamos a tabela da distribuição de
probabilidades da Normal
• Na tabela obtemos a probabilidade de X estar abaixo
ou acima de X(i).
Entra com unidades e décimos de Z
Usando a Tabela da
Distribuição NORMAL
Entra com centésimos de Z
Probabilidade
Acumulada
Exemplo de venda de revistas
Em nosso exemplo: Media = 2.000 e Desvio padrão = 144
Podemos prever com uma probabilidade de: 68,27%
que as vendas estarão entre: 1.856 e 2.144 revistas
Pergunta-se:
a) Qual é a probabilidade das vendas de revistas no próximo mês sejam
menores que 1.856?
b) Se quisermos calcular o tamanho do estoque para termos um risco
menor que 5% de faltarem revistas quantas devemos encomendar para
o próximo período?
Analise do Risco
Resposta a)
A distribuição Normal é simétrica.
A probabilidade total é 100%.
Se 68,27% dos eventos estão dentro do intervalo de confiança.
Podemos dizer que 100% – 68,27% = 31,73% estão fora.
Teremos metade (15,865%) acima e metade abaixo.
Querendo saber a probabilidade das vendas do mês estarem
abaixo de 1.856 temos que esta probabilidade é 15,865%.
Analise do Risco
Resposta b)
Precisamos ter no mínimo um estoque que atenda as
vendas em 95% das vezes. Em outras palavras
queremos saber qual é a largura de nosso intervalo
de confiança que deixa de fora, acima do intervalo,
apenas, 5% dos eventos.
Temos que fazer a conta inversa ao do item a) anterior.
Consultando a tabela da distribuição NORMAL e
entrando com a probabilidade para obter o Z
(numero de desvios padrão).
Analise do Risco
Resposta b)
Encontramos: Z = 1,64 para probabilidade 94,95% e Z
= 1,65 para probabilidade 95,05%, podemos fazer
uma interpolação, é uma aproximação razoável, e
então encontramos Z = 1,645 desvios padrão.
Analise do Risco
Resposta b)
Encontramos: Z = 1,64 para probabilidade 94,95% e Z
= 1,65 para probabilidade 95,05%, podemos fazer
uma interpolação, é uma aproximação razoável, e
então encontramos Z = 1,645 desvios padrão.
• Media = 2.000 e Desvio padrão = 144
• Media mais 1,645 desvios padrão teremos 2.236,88
= 2.237 revistas
ÍNDICES DE COBERTURA
ANALISE DO RISCO DE FALÊNCIA.
ÍNDICES DE COBERTURA
Índices de cobertura para analise clássica
Índices de cobertura para analise de projetos com
resultados estocásticos
Intervalo de confiança e Risco
Exemplos e exercícios
Índices de Cobertura
ANALISE FINANCEIRA CLÁSSICA E OS
ÍNDICES DE COBERTURA (IC's)
Examina capacidade de pagamento de juros e
principal antes de assumir novas dividas
E(Lajir)
ICJ(R) = ---------Juros
Aonde o ICJ(R) = Índice de Cobertura dos Juros
VISÃO CLÁSSICA:
Nível ótimo varia com a Empresa:
Risco Financeiro = f(IC) (maior IC menor risco)
REGRA PRATICA GERAL:
IC Baixo
Apropriado para firma estável
IC Alto
Apropriado para firma cíclica
Exemplo:
Seja o projeto Y com um esperado Lajir de $1.000.000,00.
Este projeto é financiado em condições de perpetuidade com
capital de terceiros no valor de $2.000.000,00. A alíquota do
IR é 25%. A taxa de juros cobrada pelos credores é Kd =
15%.
Qual é o índice de cobertura pela visão clássica?
ICJ =
E(Lajir)
---------Juros
1.000.000
=
------------- = 3,33333
300.000
VISÃO MODERNA:
Nível ótimo varia com a Empresa:
Risco Financeiro = g (IC,IC)(maior , maior risco)
Exemplo numérico: Sejam duas firmas, A e B, cada uma com
as seguintes características:
E(LAJIR A) = 100 J(A) = 60
Lajir (A) = 40
E(LAJIR B) = 100 J(B) = 60
Lajir (B) = 30
Estime o risco financeiro pela visão tradicional e pela visão
moderna.
Solução:
1) Pela visão classica
ICJ (A) = 100/60 = 1.67 ICJ (B) = 100/60 = 1.67
Riscos financeiros iguais pela visão clássica
2) Pela visão moderna
60 - 100
Z (A) = ----------- = -1
40
60 - 100
Z (B) = ----------- = -1.33
30
Prob (ICJ(A)) < 1 ou seja Prob (Lajir(A) < 60) = aprox 15%
Prob (ICJ(B)) < 1 ou seja Prob (Lajir(B) < 60) = aprox 9%
Risco Financeiro de B é Menor. Risco Operacional de A é Maior.
Ou seja pela visão moderna analisamos o risco dos Juros serem iguais ao
LAJIR da seguinte forma. Z = (Juros – Lajir) / DP
Colocamos Z na tabela da distribuição Normal para obtemos a
probabilidade. Esta probabilidade será a probabilidade do Lajir ser
menor que os Juros
Lista de Exercícios 4
Exercício 1:
• Qual é o risco financeiro de falência da fabrica de
motores elétricos ALFA? A fabrica Alfa existe
desde 2001 (10 anos) e tem um histórico de
vendas dado na tabela seguinte:
Vendas Históricas de 10 anos
•
•
•
•
•
Ano 2001
Ano 2002
Ano 2003
Ano 2004
Ano 2005
1470
1200
1350
1520
1340
Ano 2006
1420
Ano 2007
1580
Ano 2008
1200
Ano 2009 1650
Ano 2010 1580
Informações da fabrica ALFA
•
•
•
•
•
Preço venda dos motores:
$100,00
Custo Variável Unitário: $40,00
Custo Fixo:
$30.000,00
Dividas da ALFA:
$333.333,33
Taxa de Juros:
11,34% a.a.
Calculando:
• MEDIA E DESVIO PADRÃO
• Calculando obtemos as seguintes
informações estatísticas relevantes para
nossas decisões:
• Media:
• Desvio Padrão:
1430
150
Demonstrativo Projetado 2011
•
•
•
•
•
•
Esperado
- 1 DP
Vendas
1.430
1.280
Faturamento
143.000
128.000
Custos Variáveis 57.200
51.200
Custos Fixos 30.000
30.000
LAJIR
55.800
46.800
• Diferença no LAJIR = $9.000,00
Conclusão 1:
• O efeito do Desvio Padrão anual das
Vendas de 150 unidades é um Desvio
Padrão de $9.000,00 sobre o LAJIR.
• O valor mínimo que o LAJIR poderia
assumir é o valor dos juros a pagar:
• 0,1134 X 333.333,33 = $37.800,00
Então podemos calcular Z:
• Z = (Xi - Xm) / DP
• Z = (37.800 - 55.800) / 9.000 = -2
Conclusão 2:
• Na tabela da Distribuição Normal
encontramos que para Z = -2 a
probabilidade é 2,275%.
• Este é o risco de falência.
• Vamos Conferir >>>>>>
Demonstrativo Projetado 2011
•
•
•
•
•
•
•
•
Esperado
- 2 DP
Vendas
1.430
1.130
Faturamento
143.000
113.000
Custos Variáveis 57.200
45.200
Custos Fixos 30.000
30.000
LAJIR
55.800
37.800
Juros
37.800
37.800
LAIR
18.000
0,00
Exercício 2:
• Considere que a fabrica ALFA prevê que após os
últimos problemas ocorridos no mercado os
Custos Fixos devem subir para $32.600,00 e os
Custos Variáveis para $45,00 por unidade.
• Qual é o novo risco financeiro de falência?
Exercício 2:
•
•
•
•
•
•
•
•
Esperado
- 1 DP
Vendas
1.430
1.280
Faturamento
143.000
128.000
Custos Variáveis 64.350
57.600
Custos Fixos 32.600
32.600
LAJIR
46.050
37.800
Juros
37.800
37.800
LAIR
8.250
0,00
Exercício 2:
• Calculando Z
• Z = (Xi - Xm) / DP
• Z = (37.800 - 46.050) / 8.250 = -1
• Probabilidade = 15,87%
Exercício 3: Arrecadação
Tributaria do Município X
Considere a arrecadação histórica (passada) de tributos
do Município X
Data
2001
2003
2005
2007
2009
Receita
105
80
140
130
110
Data
2002
2004
2006
2008
2010
Receita
120
110
120
90
105
Vamos calcular a media e o desvio
padrão histórica das receitas
• Media
111
• Desvio Padrão16,85229955
Exemplo: Município X
• Podemos então calcular o intervalo de
confiança para estas receitas
Exercício:
Calcular os valores esperados das receitas com
1, 2 e 3 Desvios Padrão
Exemplo: Município X
Esperamos para 2011 receitas de R$ 111
Com certeza de 68,27% será entre: ???
Com certeza de 95,45% será entre: ???
Com certeza de 99,73% será entre: ???
Exemplo: Município X
Esperamos para 2011 receitas de R$ 111
Com certeza de 68,27% será entre 94,14 e 127,85
Com certeza de 95,45% será entre 77,29 e 144,70
Com certeza de 99,73% será entre 60,44 e 161,55
PROJEÇÃO DE TENDENCIAS
DE CRESCIMENTO
• INCORPORANDO AS
TENDENCIAS DE
CRESCIMENTO EM NOSSAS
ANALISES
PROJEÇÃO DE TENDENCIAS
DE CRESCIMENTO
• Os eventos probabilísticos alem das medidas de
tendência (media) e dispersão (desvio padrão)
PODEM apresentar (ou não apresentar) tendência de
crescimento, estabilidade ou decrescimento ao longo
do tempo.
• O primeiro passo é fazer o gráfico do evento para
observar se existem estas tendências.
• Veja por exemplo o gráfico a seguir
PROJEÇÃO DE TENDENCIAS
DE CRESCIMENTO
Receita com crescimento e pouca dispersao
3000
2800
2600
2400
2200
2000
1800
1600
1400
1200
1000
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
PROJEÇÃO DE TENDENCIAS
DE CRESCIMENTO
Vamos fazer um exemplo numérico para aprendermos
como podemos incorporar as eventuais tendências
de crescimento em nossa analises e projeções
futuras.
Exemplo
Vamos colocar em um gráfico as receitas dos últimos
10 anos de nossa clínica medica.
Exemplo - Vamos colocar em um gráfico
as receitas dos últimos 10 anos de nossa
clínica medica.
Data
2001
2003
2005
2007
2009
Receita
79
86
99
110
120
Data
2002
2004
2006
2008
2010
Receita
85
94
100
110
122
Fazendo o gráfico no EXCEL obtemos
Calculando
Podemos ver claramente neste gráfico uma nítida tendência de
crescimento. Podemos ver claramente neste gráfico uma
dispersão bem pequena em torno da tendencia (media
esperada). Calculando obtemos um desvio padrão de 3,4
Podemos obter a taxa media de crescimento na HP 12C
PV -79
N=9
FV = 122
Pmt = 0
i = Taxa ??? = 4,95%
Sabendo que a tendência de crescimento é de
4,95% de ano para ano temos;
Projeção esperada 2011 = 122 mais 4,95% = 128,04
Com 68,27% de certeza a receita estará entre R$ 124.639,00 e
R$ 131.439,00
Com 95,45% de certeza a receita estará entre R$ 121.239,00 e
R$ 134.839,00
Com 99,73% de certeza a receita estará entre R$ 117.839,00 e
R$ 138.239,00
Lista de Exercícios 5
LISTA DE EXERCÍCIOS 5
1) Para o exemplo anterior calcule
probabilidade da receita ficar abaixo de
125.000,00 no ano de 2011.
Lista de Exercícios 6
LISTA DE EXERCÍCIOS 6
• Risco de falência = O risco de falência é o
risco do seu negocio não ser capaz de gerar
resultados para pagar o serviço da dívida (os
juros)
LISTA DE EXERCÍCIOS 6
1) Calcular o risco de falência do seu negocio.
O seu negócio tem vendas medias históricas de 1.000
unidades do seu produto (ou serviço) por mês. O Desvio
Padrão das suas vendas é 200 unidades. O preço de venda
de cada produto é $10,00. O custo variável unitário é $4,00.
O custo fixo mensal é de $100,00. As suas dividas são de
$120.000,00 em condições de perpetuidade e a taxa de juros
que incide sobre a sua divida é 2% ao mês. Considere a
alíquota do IR como 25% sobre os lucros.
Parte III
Alavancagem e estrutura de capital.
Decisões de Financiamento de longo
prazo; Conceitos, modelos de analise,
opções de financiamento de longo prazo,
variáveis intervenientes.
Avaliação de Empresas
GF Longo Prazo Parte III
 RISCO E RETORNO
 Risco e Retorno; Toda decisão financeira é fundamentada na
relação risco X retorno percebida pelos analistas e investidores.
Por esta razão entender como é medido o retorno e o risco é
muito importante.
GF Longo Prazo Parte III
 Definição de Risco; Em uma definição simplista podemos dizer
que o risco estaria relacionado com a possibilidade de perda
financeira (prejuízo). Porem uma visão mais completa, holística
e integrada nos leva a perceber que o risco esta realmente é
associado com a incerteza, com a variação, com a insegurança
de não saber o que vai acontecer com o retorno de um
investimento.
GF Longo Prazo Parte III
 Definição de Retorno; Retorno é o ganho ou prejuízo total
(incluindo pagamentos periódicos recebidos e variação no valor
do ativo) ao longo de um período de tempo. Retorno costuma
ser expresso em termos percentuais ou em termos absolutos. A
formula genérica para determinação da taxa de retorno
(percentual) de um ativo é dada por;
 Taxa de retorno = (Dividendo + Valor Final – Valor Inicial) / Valor
Inicial
GF Longo Prazo Parte III
 EXEMPLO
 Considere os seguintes investimentos A e B para você aplicar
$100,00;
 a) Investimento A você investe $100,00 para receber $10,00
mensais como rendimento periódico.
 b) Investimento B você investe $100,00 para receber a cada mês
ou $9,00 ou $11,00 com 50% de probabilidade cada, ou seja no
longo prazo na media você espera receber $10,00 mensais.
GF Longo Prazo Parte III
 Considerações
 Em ambos investimentos A e B você tem uma expectativa de
receber $10,00 mensais. No investimento A você com certeza
vai receber $10,00. No investimento B apesar de ter uma
expectativa de receber na media $10,00 você vai na realidade
receber a cada mês $9,00 ou $11,00. Ou seja, no investimento
B, você nunca tem certeza de quanto vai receber.
GF Longo Prazo Parte III
 Definição do Investidor quanto a sua preferencia ao risco
 O investidor avesso ao risco prefere aplicar em A
 O investidor neutro ao risco fica indiferente entre aplicar em A
ou B
 O investidor propenso ao risco prefere aplicar em B
GF Longo Prazo Parte III
 O objetivo deste capitulo; É apresentar, explicar e esclarecer
para o aluno o que é risco e suas definições. Mostrar que o
investidor típico é avesso ao risco pois em um mercado
competitivo, no longo prazo, os investidores neutros e
propensos ao risco tendem a quebrar. Demonstrar que como
consequência o investidor demanda retornos adicionais para
correr riscos adicionais.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 O modelo CAPM apresenta uma forma de determinar a taxa de
retorno de um investimento adequada ao risco deste
investimento. O modelo CAPM parte do principio que o
investidor tem aversão ao risco, então a taxa de retorno de um
ativo com risco deve obrigatoriamente remunerar pelo tempo e
pelo risco. O risco total é composto de 2 elementos; risco não
diversificável e risco diversificável.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 Risco diversificável. Este é o risco não sistemático (risco
particular) de um ativo. Todo investidor pode criar uma carteira
de ativos, suficientemente diferentes, de modo que elimine
praticamente todo o risco diversificável. Todo executivo
financeiro deve ter entre suas responsabilidades eliminar ou
pelo menos reduzir bastante este risco. Por esta razão o único
risco relevante para nossas atenções é o risco não diversificável.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 Risco não diversificável . Este é o risco sistemático (risco do
sistema). Este risco não conseguimos eliminar com
diversificação. Por esta razão o CAPM é tão importante. O
CAPM determina a taxa de remuneração adequada a este nível
de risco. O Beta é a medida de risco utilizada pelo CAPM em
sua formula para determinar a taxa adequada ao risco. Beta é a
medida do risco não diversificável. Beta é uma medida relativa
de risco. O Beta é a medida da variação dos resultados do ativo
em relação a variação do retorno de mercado. O Beta é a
tangente (medida da inclinação) da reta de regressão que se
relaciona o retorno do mercado com o retorno do ativo nos
últimos 60 meses.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 A diversificação consegue reduzir ou, mesmo, praticamente
eliminar o risco intrínseco (não-sistemático). Restará sempre,
porém, a componente de risco relativa ao mercado (risco
sistemático). Em outras palavras, o aumento do número de
ações na carteira tem como efeito a redução do risco nãosistemático, mas não consegue eliminar o risco sistemático. Tal
fato é ilustrado na figura A5.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
Figura A5
DP (p)
Risco diversificável
Risco não diversificável
Numero de ativos na carteira
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 INTRODUÇÃO AO CAPM: Capital Asset Pricing Model
Um pouco da historia. Desde o inicio dos anos 60 a preocupação
dos administradores tem sido com a relação RISCO x RETORNO.
A teoria do CAPM foi desenvolvida para explicar o
comportamento dos preços dos ativos e fornecer um
mecanismo que possibilite aos investidores avaliar o impacto do
risco sobre o retorno de um ativo.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 O desenvolvimento da teoria do CAPM é atribuído a Sharpe e
Lintner que separadamente desenvolveram, quase que
simultaneamente, a mesma teoria;
 Willian Sharpe que publicou seu artigo “Capital Asset Prices: a
Theory of Market Equilibrium Under Conditions of Risk” Journal of Finance #19, september 1964 (pp 425 – 442).
 John Lintner desenvolveu e publicou o artigo “Security Prices,
Risk, and Maximal gains from Diversification” - Journal of
Finance #20, dezembro 1965 (pp 587 – 615)
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
O CAPM, Modelo de Precificação de Ativos Financeiros
Posto que o investidor tem aversão ao risco a taxa adequada de retorno deve remunerar
pelo TEMPO e pelo RISCO: Ki =
Prêmio p/ TEMPO + Prêmio p/ RISCO
CAPM define a taxa adequada ao risco como:
Onde:
Ki
RF
i
ERm
Ki = RF + i (ERm - RF)
= Taxa adequada ao risco do ativo i
= Taxa das aplicações livres de risco (renda fixa)
= Risco relativo do ativo i, em relação ao mercado
= Retorno (esperado) do portfolio de mercado.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
 INTRODUÇÃO AO BETA; Medida de Risco Relativa
 Beta mede a sensibilidade de um ativo em relação aos
movimentos do mercado. A tendência de uma ação de moverse junto com o mercado é refletida em seu Beta, o qual é a
medida da volatilidade da ação em relação ao mercado como
um todo. Beta e o elemento chave do CAPM.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
Exemplo; DETERMINAÇÃO DA TAXA ADEQUADA AO RISCO DE UM
PROJETO
Calcule a taxa de retorno requerido para o ativo ALFA () que
tenha risco Beta() igual a 0,7. Assuma ERm = 14% e RF = 8%.
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
Exemplo; DETERMINAÇÃO DA TAXA ADEQUADA AO RISCO DE UM
PROJETO
Calcule a taxa de retorno requerido para o ativo ALFA () que
tenha risco Beta() igual a 0,7. Assuma ERm = 14% e RF = 8%.
Solução:
K = RF +  (Erm – RF)
K = 0,08 + 0,7 (0,14 – 0,08)
K = 0,08 + 0,7 (0,14) – 0,7 (0,08) = 0,122 = 12,2%
Resposta: A taxa K é 12,2%
MODELO CAPM
Capital Asset Pricing Model
LISTA DE EXERCICIOS 17:
 1) Determine a taxa de retorno adequada para o ativo SIGMA
() que tem um risco Beta() igual a 1,0. Considere a taxa RF =
4% e o esperado retorno do mercado (Erm) igual a 14%.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS SEM IR:
 Exemplo Completo da Deep Space Company, do uso dos
diversos custos do capital e dos respectivos fluxos de caixa
projetados para avaliação de empresas, na ausência de
Imposto de Renda. Calculo e conferencia.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
Exemplo: DEEP SPACE COMPANY
 Considere que o próximo exercício é 2002. O valor dos
dividendos projetados é $114,00 por ação. Não existe
reinvestimento. A distribuição dos lucros é de 100%. Existem
1.000 ações da Firma Deep Space. O valor total dos juros a
serem pagos referentes a este exercício é $90.000,00. A taxa Kd
é 8% ao ano. A taxa Ks é 12% ao ano. Pede-se; Calcular o valor
total do equity ; O valor de cada ação. O valor das dividas. O
FCO e o CMPC da Deep Space Co. Considere a alíquota do IR
zero.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
CONCILIAÇÃO ENTRE O VALOR DA FIRMA, VALOR DA DÍVIDA E O
VALOR DAS AÇÕES DOS ACIONISTAS.
Valor da firma (V) = Valor das Ações (S) + Valor das dívidas (D)
Valor das dividas = Juros / Kd
Valor das ações =
Dividendos / (Ks – g)
Valor da Firma =
FCO / CMPC = LAJIR (1-IR) / CMPC
Observação: Como você pode observar estamos considerando um
cenário de perpetuidade
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
LISTA DE EXERCÍCIOS 18
1) TRIUMPHO Comida Canina S. A.
Considere que o próximo exercício é 2002. O valor dos dividendos
projetados é $16,00 por ação. Não existe reinvestimento. A
distribuição dos lucros é de 100%. Existem 10.000 ações da Firma
Triumpho. O valor total dos juros a serem pagos referentes a este
exercício é $100.000,00. A taxa Kd é 12% ao ano. A taxa Ks é 18%
ao ano. IR é zero.
Pede-se; Calcular o valor total do equity ; O valor de cada ação. O
valor das dividas. O FCO e o CMPC da Triumpho S. A.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
VALOR DE HORIZONTE, PERPETUIDADE, VALOR TERMINAL
Valor de Horizonte: É o valor que o ativo tem no tempo t = T, dados
os fluxos de caixa que o ativo gerara a partir de t = T+1 ate t = .
Valor de Perpetuidade: É o valor que o ativo tem no tempo t = 0,
dados os fluxos de caixa que o ativo gerara a partir de t = 1 ate t = .
Valor Terminal: É o valor de venda do ativo no tempo t = T
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS COM IR & BENEFÍCIOS FISCAIS:
 Exemplo Completo da Deep Space Company, do uso dos
diversos custos do capital e dos respectivos fluxos de caixa
projetados para avaliação de empresas, na presença de IR com
Benefícios Fiscais. Calculo e conferencia.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
 Exemplo: Suponha a QUIKOISA que tenha um Lajir de $500 e
uma dívida de $1.000 sobre a qual pague uma taxa de juros, Kd,
igual a 8% ao ano. Assuma que a taxa de retorno adequada aos
acionistas, Ks, seja de 12% ao ano. O imposto de renda é de
30% . Calcule CMPC, o valor das ações da firma (equity) e o
valor total da firma em condições de perpetuidade. Não há
reinvestimento.
GF Longo Prazo Parte III
ALAVANCAGEM - ENGENHARIA FINANCEIRA
Tópicos:
Valor Presente do Beneficio Fiscal - VPBF
Valor da Firma com e sem dividas
Beta Alavancado e Desalavancado (Levered e Unlevered)
GF Longo Prazo Parte III
IMPOSTO DE RENDA & BENEFÍCIO FISCAL
Exemplo comparativo: Com e Sem Beneficio Fiscal
Seja uma firma que apresente um Lajir de $1.000,00. Primeiro
vamos supor que a firma não tenha dividas (all equity), depois
vamos supor que parte da firma seja financiada por capital de
terceiros no total de $2.000,00. Vamos assumir que IR = 30% e que
Ks = Kd = Ka = 10%.
GF Longo Prazo Parte III
SEM DÍVIDAS
COM DÍVIDAS
Com B.F.
Lajir
1000
Juros
0
Lair
1000
IR
300
Lucro
700
Reinvt.
0
Divid
700
Com B.F.
Lajir
1000
Juros
200
Lair
800
IR
240
Lucro
560
Reinvt.
0
Divid
560
Sem B.F.
Lajir
1000
IR
300
Laj
700
Juros
0
Lucro
700
Reinvt.
0
Divid
700
Sem B.F.
Lajir
1000
IR
300
Laj
700
Juros
200
Lucro
500
Reinvt
0
Divid
500
GF Longo Prazo Parte III
Conseqüências:
Se perpetualizarmos os dois cenários acima com beneficio fiscal , COM e SEM
dívidas
SEM Dividas:
COM dívidas
Valor da Divida:
Valor das ações; 700 / 0,1
Valor da Firma
Valor da Divida: 200 / 0,1
Valor das ações; 560 / 0,1
Valor da Firma
=
=
=
$0
$7.000
$7.000
$2.000
$5.600
$7.600
GF Longo Prazo Parte III
O Beneficio Fiscal:
 A diferença $60,00 a cada período é devido a redução no IR (Cai
de $300 para $240). É devido aos juros (Kd D = 0,1 x 2.000 =
$200) não tributados (IR Kd D = 0,3 x 200 = $60).
 Perpetualizando este beneficio de cada período pela taxa
apropriada ao seu risco, Kd:
{ IR Kd D } / Kd = IR D =
0,3 x 2.000 = $600
GF Longo Prazo Parte III
 O beneficio perpetualizado, obtido acima, IR D é independente
da taxa de juros Kd, repare que a taxa Kd desaparece da
formula (em condições de perpetuidade). A conseqüência lógica
é que se o beneficio fiscal não depende da taxa KD, então a taxa
Kd não pode afetar o B.F.
GF Longo Prazo Parte III
Conclusão:
Os benefícios fiscais são independentes da taxa de juros das
dividas da empresa. Podemos relaxar nossa suposição inicial onde
Ks = Kd.
Na presença de benefícios fiscais o valor da empresa com dividas
em situação tributável é igual ao valor da mesma empresa sem
dividas acrescido do valor presente dos benefícios fiscais
VL
Ou
=
V(D>0) =
VU
V(D=0) +
+
IR D
VPBF
GF Longo Prazo Parte III
ALAVANCAGEM (LEVERAGE) e a RELAÇÃO ENTRE Ka e CMPC:
Partindo das seguintes premissas e definições:
Relacionamento dos diversos Betas de uma firma, na presença de
IR:
 (assets) =
D (1-IR)
S
----------------- (debito) + ---------------- (ações)
D (1-IR) + S
D (1-IR) + S
GF Longo Prazo Parte III
Antes ou Após a alavancagem: Ka não muda. O CMPC pode mudar
Sem Alavancagem: Ka = Ks = KsU.
Com alavancagem: Ks é KsL
Pelo CAPM:
Ka = rf + a (Erm – rf)
Kd = rf + d (Erm – rf)
KsL = rf + sL (Erm – rf)
GF Longo Prazo Parte III
Chegamos a relação entre KsU e KsL
Ka
=
D (1-IR)
------------------ Kd
D (1-IR) + S
+
S
----------------- KsL
D (1-IR) + S
Ou colocando de outra forma:
Com Alavancagem: KsL = Ka + (D/S) (1-IR) {Ka - Kd}
Sem Alavancagem: KsU = Ka
GF Longo Prazo Parte III
Não confundir com a formula para o CMPC;
CMPC =
D
--------- Kd (1-IR)
D + S
+
S
-------- KsL
D+S
GF Longo Prazo Parte III
QUANTO VALE A FIRMA QUIKOISA COM ALAVANCAGEM ?
 Suponha a QUIKOISA que tenha um Lajir de $500 e uma dívida
de $1.000 sobre a qual pague uma taxa de juros, Kd, igual a 8%
ao ano. Assuma que a taxa de retorno adequada aos acionistas,
Ks, seja de 12% ao ano. O imposto de renda é de 30% . Calcule
CMPC, o valor das ações da firma (equity) e o valor total da
firma em condições de perpetuidade.
GF Longo Prazo Parte III
LISTA DE EXERCÍCIOS 19
 1) Considere novamente a firma QUIKOISA com 1.000 ações
emitidas na situação original (com dividas de $1.000). Quanto
deve valer cada ação antes e depois da desalavancagem? Qual o
numero de ações após a desalavancagem?
 Resposta: $2,45, $2,15, 1.465 ações
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
ESCOLHENDO A MELHOR ESTRUTURA DE CAPITAL (RELAÇÃO
D/S): *- Não existe resposta fácil a esta questão -*
A melhor relação D/S é uma solução de compromisso entre
diversas variáveis. As principais variáveis que devem ser
ponderadas para a decisão da estrutura de capital de uma firma
são:
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
1) Impostos:
Se a sua firma esta em uma posição taxavel,
o aumento da alavancagem financeira implica em diminuição dos
impostos pagos pela firma. Se a firma esta em uma posição de
prejuízo perante o IR, a alavancagem não beneficiara a firma.
Lembre-se alavancagem financeira não e a única forma de reduzir
o pagamento de impostos, existem diversas outras formas:
a) Depreciação
b) Leasing
c) Terceirização d) outras
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
2) Risco:
Risco de incorrer em custos de falência, risco
de incorrer em custos de concordata, riscos de incorrer em custos
de crise financeira. A estrutura de capital determina o nível de
alavancagem financeira, o qual deve levar em conta tais custos,
considerando o risco operacional da firma.
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
3) Tipo de Ativo:
Os custos de uma crise financeira serão
maiores para firmas que possuam proporções elevadas de ativos
intangíveis ou de baixa liquidez, quando comparados a idênticos
custos para firmas que possuam elevada proporção de ativos que
apresentem características de divisibilidade, liquidez e capacidade
de reversão.
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
4) Folga Financeira: No longo prazo o valor de uma firma
repousa mais em seu capital de investimento e em suas decisões
operacionais do que em suas decisões financeiras. Firmas que
possuam folga financeira podem tirar proveito de oportunidades
que surjam, levantando capital rapidamente e a custo baixo. Em
contrapartida firmas que estejam sempre no seu limite de
alavancagem financeira não terão muitas opções de levantar
capital extra a baixo custo.
GESTÃO FINANCEIRA
LONGO PRAZO
EFEITOS DOS CUSTOS DE FALÊNCIA:
* Custos Legais
* Ineficiência operacional
* Custos Administrativos
* Liquidação de ativos
GF Longo Prazo Parte III
GF Longo Prazo Parte III
GF Longo Prazo Parte III
GF Longo Prazo Parte III
GF Longo Prazo Parte III
Parte IV
Politica de dividendos; conceitos e
envolvidos e política de distribuição e
politica de reinvestimentos.
GF Longo Prazo Parte IV
 INTRODUÇÃO
 Avaliação ou Valoração, determinação de Valor é para o
iniciante algo polemico e pode as vezes ser confuso. Mas após
alguns momentos de reflexão vemos que trata-se de algo que
não tem nada de complicado. Primeiro devemos esclarecer que
existem diversos valores; valor da empresa, valor das ações
desta empresa, e valor das dividas desta empresa. Veja o
esquema abaixo de um balancete para ficar mais claro;
GF Longo Prazo Parte IV

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