para a prática de atividade física?

Report
Prof. Ms. Marcelo Ferreira Miranda
CREF 000002-G/MS
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
A Comissão de Ensino Superior e
Preparação Profissional do CONFEF
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Emerson Silami Garcia
Georgios Stylianos Hatzidakis
Iguatemy maria Lucena Martins (presid.)
Margareth Anderáos (secretária)
Marino Tessari
Sergio Kudsi Sartori
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Autores
LUCIENE FERREIRA AZEVEDO
Universidade de São Paulo/Hospital das Clínicas - USP
MARKUS VINICUS NAHAS
Universidade Federal de Sta. Catarina - UFSC
ANTONIO CÉSAR CABRAL DE OLIVEIRA
Universidade Federal de Sergipe - UFS
JORGE ROBERTO PERROUT DE LIMA
Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
MARCELO FERREIRA MIRANDA
Universidade Católica Dom Bosco
Organização:
Francisco Martins da Silva
Universidade Católica de Brasília/UCB
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
LUCIENE FERREIRA AZEVEDO

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
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

Licenciatura plena em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais
(1993),
mestrado em Ciências (Fisiologia Humana) pelo Instituto de Ciências Biomédicas da
Universidade de Sao Paulo (2000),
doutorado em ciências (Cardiologia) pela Faculdade de Medicina da Universidade de
Sao Paulo (2011).
Atuou na unidade de reabilitação cardiovascular e fisiologia do exercício no Instituto
do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina - USP, por 15
anos.
No doutorado, dedicou-se ao estudo das adaptaçoes cardiovasculares e
autonômicas cardíacas em atletas de elite de diferentes modalidades em diferentes
períodos do treinamento físico.
Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em fisiologia do exercício,
treinamento para prevenção e reabilitação cardíaca, bem como treinamento para
performance de atletas amadores e profissionais.
Atualmente esta envolvida em projetos de pesquisa nas áreas de: fatores de risco
cardiovascular em atletas; prescrição da intensidade de exercício; bradicardia de
repouso, adaptações ecocardiográficas e funcional em atletas; adaptações
eletrocardiográficas em atletas, efeito do exercício agudo de alta intensidade na
atividade nervosa simpática de pacientes com insuficiência cardíaca
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
MARKUS VINICUS NAHAS
•
Licenciado em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina
(1976),
•
Mestrado em Educação Física na Vanderbilt University (1980)
•
Doutorado em Educação Física na University of Southern California (1985)
•
Concluiu dois estágios de pós-doutorado (em 1991 na Arizona State University, com
o Dr. Charles B. Corbin e em 2000 na University of South Carolina, com os Doutores
Russel Pate e Barbara Ainsworth) ambos enfocando a área da promoção de estilos
de vida ativos.
•
É professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina, onde coordena o
Núcleo de Pesquisa em Atividade Física e Saúde - NuPAF.
•
Sua experiência na área de Educação Física inclui, principalmente, os temas:
atividade física, saúde e qualidade de vida, estilo de vida, lazer e saúde do
trabalhador, medidas da atividade fisica habitual e educação física no ensino médio
•
É sócio fundador e foi o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Atividade
Física e Saúde - SBAFS (2008-2009).
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
ANTONIO CÉSAR CABRAL DE OLIVEIRA
* Graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe
(1981),
*Pós-Graduação em Ciência e Técnica da Natação Pelo Centro Educacional
de Realengo (Faculdades Integradas Castelo Branco) - 1991
* Doutorado em Ciencias da Atividade Física e do Esporte na Universidad
de León-ES (2006), com convalidação do título pela Universidade Federal
do Rio Grande do Sul -UFRGS (Ciência do Movimento Humano) 2008.
* Pesquisador do NUPAFISE (Núcleo de Pesquísa em Aptidão Física de
Sergipe.
*Tem experiência na área da Educação Física com ênfase em Natação,
Administração e Organização de Competições, Atividade Física e Saúde,
Crescimento e Desenvolvimento.
* É professor Associado da Universidade Federal de Sergipe
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
JORGE ROBERTO PERROUT DE LIMA

Graduação em Educação Física pela Universidade Federal de
Minas Gerais (1978),

Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro (1990)

Doutorado em Educação Física pela Universidade de São Paulo
(1998).

É professor associado e Coordenador de Pós-Graduação em
Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em
Avaliação Física, atuando principalmente nos seguintes temas:
cineantropometria, imagem corporal, avaliação aeróbia, freqüência
cardíaca e percepção do esforço.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
MARCELO FERREIRA MIRANDA

Graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul
(1988),

Especialista em treinamento desportivo pela PUC-MG

Mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2003).

Conselheiro federal de Educação Física desde 1988.

É professor titular da Universidade Católica Dom Bosco

Diretor técnico da Academia M3.

Coordenador do LAF – Laboratório de avaliação física da Universidade Católica Dom
Bosco

Membro do Comitê nacional da FIEP
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
FRANCISCO MARTINS DA SILVA

Graduação em Educação Física pelo Centro Universitário de JoãoPessoa - UNIPÊ (1975)

Mestrado em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (1987)

Doutorado em Ciências do Desporto pela Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação
Física da Universidade do Porto - Portugal (1996).

É professor da Universidade Católica de Brasília e aposentado pela Universidade Federal da
Paraíba.

Foi conselheiro do Conselho Municipal de educaçào de João Pessoa, membro dos
Conselhos estadual e Municipal de Esportes e Coordenador de Educaçào Física e Desportos
das Secretarias Estadual e Municipal de Educação de João Pessoa.

É professor colaborador eventual da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação
Física da Universidade do Porto em Portugal.

Tem experiência na área de Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas:
atividade fisica e saude, exercicio fisico e saude, treinamento desportivo, desporto de
criancas e jovens e planejamento do treino.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
A proposta da publicação foi de
orientar e padronizar condutas e
procedimentos que auxiliem o
profissional de Educação Física no
uso da atividade física como elemento
principal ou complementar na atenção
à saúde, nos níveis primário,
secundário e terciário, especialmente
no que concerne às doenças crônicas
não-transmíssiveis.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Diretrizes curriculares de cursos de graduação em Educação Física,
Referencial teórico
ACSM´s Guidelines for exercise testing and prescription / American College of
Sports Medicine; [senior editor, Whaley MH; associate editor – clinical,
Brubaker PH, associate editor – fitness, Otto RM; authors, Armstrong L, et al.].
7th ed. Lippincott Williams & Wilkins; 2006.
Resoluções do CONFEF
Resoluções e portarias no Ministério da Saúde
Diretrizes curriculares de cursos de graduação em Educação Física,
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Preventing Chronic Diseases – a vital
investment, 2005. Disponível em: www.who.int/chp/chronic_disease_report/en/
Acesso em 18/5/2009.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Características da obra:

Pretende estabelecer um diálogo científico com os profissionais da
área;

Deve ser vista como uma orientação inicial, sujeitas às adequações
necessárias frente à realidade e a cada caso que esteja sob a sua
orientação;

Deve servir de referenciais orientadores para as Instituições de
Ensino Superior que oferecem Curso de Graduação (Bacharelado)
em Educação Física

O CONFEF proporcionou a elaboração deste trabalho como mais
uma contribuição para o desenvolvimento e a consolidação da
Educação Física na Área da Saúde.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
JUSTIFICATIVA

Consensos:

A grande associação entre estilo de vida ativo, melhores condições
de saúde e melhor qualidade de vida.

A probabilidade de surgimento de doenças crônico-degenerativas
advindas do sedentarismo é amplamente conhecida

O incremento da atividade física de uma população contribui
decisivamente para a saúde pública, com forte impacto na redução
dos custos com tratamentos, inclusive hospitalares.

A saúde pública incorporou os conceitos e práticas da promoção
da saúde, tanto por questões de efetividade das ações quanto por
determinantes econômicos.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
No Brasil, as reflexões acerca da promoção da
saúde (1986), resultaram na criação do Sistema
Único de Saúde – SUS, e a Atenção Básica à Saúde
passou a ser a principal estratégia para alcançar a
meta de Saúde para Todos.
 a eliminação da desnutrição infantil

a saúde da criança e do adolescente

prevenção e a promoção da saúde.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Em 1994, o Ministério da Saúde do Brasil
criou o Programa Saúde da Família – PSF

Objetivo:
» promover e reorientar as práticas e ações de saúde
de forma integral e contínua, levando-as para mais
perto do ambiente familiar e, com isso, promovendo a
melhoria da qualidade de vida da população

Composição:
»
»
»
»
1 médico generalista
1 enfermeiro
1 auxiliar de enfermagem
4 a 6 agentes comunitários de saúde
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Núcleos de Apoio à Saúde da
Família (NASF) 2008
A portaria nº 154 de Janeiro de 2008 e republicada em 04 de março de 2008

Aprimoramento do PSF;

O Nasf é composto de nove áreas estratégicas:
»
»
»
»
»
»
»
»
»
saúde da criança/do adolescente e do jovem;
saúde mental;
reabilitação/saúde integral da pessoa idosa;
alimentação e nutrição;
serviço social;
saúde da mulher;
assistência farmacêutica;
atividade física/práticas corporais;
práticas integrativas e complementares.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Programas para
estimular a
prática de atividade física
O Ministério da Saúde lançou no Dia Mundial da Saúde, em 2011, o
programa Academia da Saúde. O projeto estimula a criação de espaços
adequados para prática de atividade física e de lazer
O programa Academia da Saúde prevê a implantação de infraestruturas,
para realização de atividades individuais e coletivas, e equipamentos para
alongamentos e outras atividades físicas e de lazer, com a orientação de
profissionais qualificados.
Cada NASF pode ter até três polos do programa vinculados ao núcleo
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Na atenção básica à saúde se exige do profissional
de Educação Física :

Conhecer em profundidade os benefícios e os riscos potenciais que
a prática de exercícios físicos pode trazer às pessoas de diferentes
idades e as limitações inerentes aos diversos grupos de risco.

As competências dos profissionais de Educação Física devem ser
estabelecidas à luz das competências das demais áreas envolvidas,
considerando a característica multiprofissional da atenção básica à
saúde;

Na atenção básica à saúde, o profissional de Educação Física
poderá atuar nos três níveis de intervenção (primária, secundária e
terciária), dependendo das necessidades e grau de competência
profissional.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Segundo as recomendações do CONFEF o profissional
deve atuar nos 3 níveis de intervenção as saúde:
Entende-se por intervenção primária qualquer ato destinado a diminuir
a incidência de uma doença numa população, reduzindo o risco de surgimento de casos novos.
A intervenção secundária busca diminuir a prevalência de uma doença
numa população reduzindo sua evolução e duração, exigindo diagnóstico
precoce e tratamento imediato.
A intervenção terciária visa diminuir a prevalência das incapacidades
crônicas numa população, reduzindo ao mínimo as defciências funcionais
consecutivas à doença já existente, permitindo uma rápida e melhor
reintegração do individuo na sociedade, com aproveitamento das
capacidades remanescentes
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
O profissional de Educação Física inserido na
atenção básica à saúde pode (ou deve) atuar:



Avaliando o estado funcional e morfológico dos sujeitos
acompanhados, estratificando e diagnosticando fatores
de risco à saúde,
prescrevendo, orientando e acompanhando atividades
físicas, tanto para pessoas ditas “saudáveis”,
objetivando a promoção da saúde e a prevenção de
doenças, como para grupos de portadores de doenças e
agravos, envolvendo-se com tratamento não
farmacológico, e intervindo nos fatores de risco;
socializando junto à comunidade a importância da
atividade física com base em conhecimentos científicos
e desmistificando as concepções equivocadas a cerca
de sua prática.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Para atuar na área da saúde é
imprescindível que o PEF:
Conheça em profundidade os benefícios e os
riscos que a prática de exercícios físicos oferece
nos diversos grupos etários e as limitações
inerentes aos diversos grupos de risco.
Busque conhecer detalhadamente a saúde e as
condições gerais do indivíduo ou do grupo de
indivíduos que estará submetido a sua
intervenção.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
idade
2001
2010
ESTÉTICA
76,1 %
53,4 %
PERFORMANCE
30,4 %
25 %
QV E SAÚDE
2,1 %
21,6 %
% em 2001
% em 2010
15 a20
13
6
20 a 25
16
8
25 a 30
21
11
30 a 35
16
12
35 a 40
12
14
40 a 45
9
18
45 a 50
6
14
50 a 55
3
7
55 a 60
3
6
acima de 60
1
4
Em 2001
22% tinham mais de 40 anos
Em 2010
49% tem maios de 40 anos
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÃO
MÉDICA
NÃO (53 %) SIM (47 %)
NÃO (97 %)
SIM (3 %)
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Nesse novo contexto, a avaliação é um
procedimento fundamental para conhecer
as condições da pessoa ou grupo que
está sob sua responsabilidade e
orientação, e objetiva reunir elementos
para fundamentar a sua decisão sobre o
método, tipo de exercício e demais
procedimentos a serem adotados.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Para aplicação de avaliação física o Profissional
de Educação Física deve apresentar domínio de
conhecimentos de:
» protocolos de testes e suas indicações;
» indicações e contra-indicações dos protocolos;
» fisiologia do exercício e das respostas hemodinâmicas e
respiratórias ao exercício físico;
» preparo do paciente;
» mecanismo de funcionamento dos equipamentos, bem
como suas limitações;
» objetivos a serem atingidos;
» indicações de interrupção dos testes.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Profissional de Educação Física deve estar
apto para as seguintes intervenções:

Aferir e avaliar pressão arterial e freqüência cardíaca;

Coletar dados e interpretar informações relacionadas com prontidão
para a atividade física, fatores de risco, qualidade de vida e nível de
atividade física,

Aplicar escalas de percepção do esforço;

Prescrever atividades físicas baseadas em testes ergoespirométricos;

Prescrever atividades físicas baseadas em limiares metabólicos,
freqüência cardíaca e percepção de esforço;

Prescrever exercícios resistidos e de flexibilidade;
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE

Utilizar equipamentos para medição de glicemia e
concentração de lactatos e interpretar os resultados obtidos;

Utilizar ergômetros (esteira, cicloergômetro, etc) e
equipamentos normalmente utilizados em programas de
atividade física;

Conhecer, aplicar e interpretar testes de laboratório e campo
utilizados em avaliação física;

Realizar e interpretar avaliação de medidas antropométricas;

Trabalhar em equipes multiprofissionais.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Nesse sentido, sugerimos uma série de
procedimentos básicos:
Sugestão de anamnese:
Informações
Dados pessoais
Pergunta
Nome,
Data nascimento
Sexo
Dados cadastrais
Endereço,
Telefones
E-mail
Dados trabalho
Profissão,
Horas de trabalho diário
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Anamnese: dados de saúde
Realizou consulta clínica recentemente (últimos 6 meses) para a prática de
atividade física?
Sente dor no peito, tontura ou falta de ar aos esforços?
Uso de medicamento(s)
Presença de fatores de risco para doença cardiovascular
Presença de doença(s)
Cirurgia prévia
Limitações ósteo-articulares?
Limitações músculo-articulares?
Gravidez
Sono
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Testes e avaliações
Valores de testes e avaliações
Resposta cardiovascular ao teste de esforço
Prática
regular
de Experiência prévia
exercício físico
Experiência atual
Objetivos
Qual o objetivo com a prática regular do exercício
físico?
Preferências
Tipo de exercício que mais gosta.
Tipo de exercício que não gosta
Disponibilidade de tempo
Dias da semana
Turno e horas
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
E na realização de programas públicos com grande
número de participantes???
Questionário sobre Prontidão para Atividade Física
PAR-Q (Physical Activit Readiness Questionnaire, © Soc. Canadense de Fisiologia do Exercício,1994)
1. Seu médico já mencionou alguma vez que você tem algum problema cardíaco e que você só
deve realizar atividade física recomendada por um médico?
2. Você sente dor no tórax quando realiza atividade física?
3. No mês passado, você teve dor torácica quando não estava realizando atividade física?
4. Você perdeu o equilíbrio por causa de tontura ou alguma vez perdeu a consciência?
5. Você tem algum problema ósseo ou articular que poderia piorar em conseqüência da
atividade física?
6. Seu médico está prescrevendo medicamentos para sua pressão ou condição cardíaca?
7. Você conhece alguma outra razão que o impeça de realizar atividade física?
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Portanto, não se deve prescrever
exercício físico sem antes fazer uma
BOA avaliação física
Solicitar check-up
médico quando for
necessário
Quando é necessário???
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Recomendações do ACSM sobre a
presença do médico durante a
realização de testes e programas de
exercícios físicos
Baixo risco
Risco
Moderado
Alto
risco
Exercícios
moderados
Não é
necessário
Não é
necessário
Recomendável
Exercícios
intensos
Não é
necessário
Recomendável
Recomendável
Fonte:Manual do ACSM, 2006
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Análise de risco coronariano
Fatores de risco
Histórico familiar (infarto, revascularização, morte súbita)
Habito de fumar nos últimos 6 meses
Hipertensão ou uso de medicação anti-hipertensiva
Hiperlipidemia - CT > 200 mg/dl,
HDL < 35 mg/dl, LDL > 130 mg/dl
Obesidade ou sobrepeso – IMC > 30 Kg/m2
Sedentarismo
Baixo risco
Indivíduos jovens, assintomáticos com até um fator de
risco
Risco moderado
Homens > 45 anos, mulheres > 55 anos ou aqueles com
2 ou mais fatores de risco.
Alto risco
Indivíduos com conhecida doença cardiovascular,
pulmonar ou metabólica
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Definições de intensidades de exercício.
Exercício de Entre 40 e 60 % do VO2max, dentro da capacidade
intensidade
física habitual da maioria dos indivíduos e que
moderada
pode ser mantida confortavelmente.
Exercício
de alta
intensidade
Acima de 60 % do VO2max, suficiente para
apresentar uma demanda metabólica substancial
e que em geral causa fadiga em 20 minutos.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Principais sintomas ou sinais sugestivos
de doença cardiovascular e pulmonar:

- Dor ou desconforto no toráx, pescoço, queixo, braços;

- Falta de ar em repouso ou com exercício leve;

- Vertigem ou desmaio;

- Falta de ar parado ou durante o sono;

- Fadiga incomum.;

- Palpitação ou taquicardia;

- Claudicação intermitente;

- Sopro cardíaco conhecido;

- Edema de tornozelos.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Procedimentos e equipamentos para
testes
TESTES E AFERIÇÕES
Antropometria:
EQUIPAMENTOS
Balança (digital ou analógica), estadiômetro,
paquímetro, compasso de dobras cutâneas, fita
métrica, bioimpedância elétrica.
Testes neuromotores:
Aparelhos de musculação, dinamômetro, banco
de wells, goniômetro, pista, cronômetro, trena
Avaliação metabólica:
concentração de
lactatos, glicemia,
Frequencímetros (monitores de freqüência
cardíaca), estetoscópio, bicicleta ou esteira
ergométrica, ergômetro de braço, lactímetros,
monitores de glicemia.
Avaliação cardiorespiratória:
Avaliação postural
Frequencímetros (monitores de freqüência
cardíaca), esfignomanômetro, estetoscópio,
bicicleta ou esteira ergométrica, ergômetro de
braço, ventilômetro, ergoespirômetro.
Posturógrafo (simetógrafo)
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Regras a serem respeitadas pelo PEF:

Ambiente e equipamentos adequados,

Pessoal treinado,

preparo e orientação do avaliado de acordo com o objetivo do
exame.

Deve ter competência em socorros de urgência.

Registro de informações,
» é imprescindível que sejam registradas, de modo o mais
pormenorizado possível, em prontuário, ficha de controle ou
equivalente, o histórico do beneficiário, incluindo dados sobre
avaliação física (idade, fumante, sedentário, etc), condições
fisiocorporais, medicamentos, tratamentos, programa proposto e
desenvolvido, etc. Tais informações devem ser mantidas sob
guarda e sigilo do profissional.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Condutas sugeridas na atenção primária:

Na primeira semana os exercícios devem ser simples e agradáveis para que
o aluno desperte interesse pela modalidade escolhida (adaptação neuromuscular).

Nas semanas seguintes deve-se aumentar a carga gradualmente.

A prescrição deve ser individualizada ou no máximo para grupos
homogêneos, considerando as condições de saúde e a capacidade física
apresentada por cada indivíduo ou grupo, orientando o praticante sobre o
seu acompanhamento e evolução por meio de avaliações periódicas.

Periodicamente a prescrição deve ser revista com troca de exercícios e
adequação das cargas para proporcionar melhores adaptações e evitar que
o praticante não se desmotive pela monotonia da repetição.

O profissional de Educação Física deverá trabalhar em perfeita interação
com a equipe multidisciplinar de saúde (médico, nutricionista, fisioterapeuta,
psicólogo)
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Continuação…
Orientar e acompanhar de forma técnica, observando as condições de
segurança, e usando terminologia adequada, a execução das
atividades planejadas.
Atualizar semanalmente as fichas individuais de acompanhamento e
avaliação.
Aferir e acompanhar a freqüência cardíaca dos beneficiários, antes,
durante e após as atividades, para verificação da intensidade do
exercício e respectivas respostas fisiológicas.
Manter-se atento aos sinais e sintomas de cansaço excessivo
apresentados pelos alunos.
Reunir-se regularmente com o beneficiário ou com o grupo para
“conversar” sobre os sentimentos deles acerca das atividades
realizadas.
Orientar e acompanhar possíveis estagiários na aplicação das suas
atividades, não permitindo que os mesmos atuem na ausência dessa
condição.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Condutas sugeridas na atenção
secundária:

Identificar os indivíduos que referiram a presença de alguma
patologia encaminhando-os, se for o caso, para exames
clínicos e laboratoriais e, só após a análise médica, proceder a
respectiva prescrição e aplicação de exercícios.

Deve-se prestar atenção especial para os beneficiários que
fazem uso de betabloqueadores ou que apresentem alterações
glicemias, hipertensão arterial, histórico de trombose e de
acidente vascular cerebral (AVC).

Aferir a pressão arterial, pelo menos daqueles que apresentam
algum problema de saúde (prevenção secundária), antes de
cada aula e identificar o estado geral que o praticante alcançou
(cansado, muito cansado, alguma dor, etc.).
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
ATENÇÃO TERCIÁRIA Á SAÚDE

Nessa fase o profissional de Educação física
poderá atuar em diferentes ambientes:
» hospitais (fase II da reabilitação cardíaca),
» clínicas para programa de exercício físico
supervisionado (fase III da reabilitação
cardíaca)
» residências em treinamento
individualizado.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Nessa fase, para se atuar com maior
segurança é fundamental:

Interagir com o médico, uma vez que nesta fase o
beneficiário poderá estar em acompanhamento médico
contínuo

Atentar para o fato de que alguns pacientes poderão ser
indicados para a realização de exercício físico
supervisionado e tal recomendação deverá vir do
médico.

Possuir o encaminhamento médico (por escrito) da
liberação do beneficiário para a prática do exercício
físico.

Possuir formação adicional (especialização) para
prescrever e acompanhar beneficiários portador de
doenças.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
A seguir são descritas as principais
condutas profissionais para melhor
acompanhamento da prática regular do
exercício físico em portadores de fatores
de risco, para desenvolvimento de
doenças cardiovasculares ou portadores
de patologias crônicas
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
obesidade

Certificar-se de que o aluno tomou as medicações diárias. Estar
atendo a possíveis mudanças na dosagem ou tipo de medicamento.

Alguns medicamentos para redução ponderal pode aumentar o
metabolismo e a freqüência cardíaca.

Evitar a prática de exercícios que promovam impacto articular
(caminhada, corrida). Preferir exercícios em piscina e bicicleta.

Propor modificações na prescrição para encorajar maior gasto
energético total. O treinamento intervalado poderá ser utilizado, de
forma progressiva, paralelamente ao treinamento contínuo.

Incentivar o acompanhamento nutricional para iniciar dieta.
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Diabetes Mellitus

Na prática regular de exercício físico, o nível de glicemia poderá alterar
e assim, o médico deverá ser contatado para ajustes de medicação,
principalmente em aluno(s) portador(es) de diabetes Mellitus tipo 1.

No paciente com diabetes tipo 2, a variação glicêmica é menos
comum, desta forma, o monitoramente glicêmico antes do exercício é
aconselhável.

Monitorar o nível de glicemia antes, durante (> 30minutos) e após a
sessão de exercício físico.

Não começar a sessão de exercício se a glicemia estiver > 250 mg/dL
com a presença de cetose. Atenção se a glicemia estiver > 300 mg/dL
sem a presença de cetose.

A ingestão de carboidrato ou injeções de insulina deve ser ajustada
antes do início do exercício, de acordo com o nível glicêmico e
intensidade de exercício, para prevenir hipoglicemia. Ingerir de 20 a
30g de carboidrato antes de começar o exercício se a glicemia estiver
< 100 mg/dL.
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
Evite aplicar insulina em membros exercitados, prefira região
abdominal.

Estar atendo aos principais sintomas tanto da hiperglicemia (>300
mg/dL – fraqueza, sede, boca seca, náusea, vômito, respiração
cetônica, edema pálpebras, diurese freqüentemente) quanto da
hipoglicemia (<80 mg/dL – sonolência, desmaio, tonturas, tremores
mãos, suor, fome excessiva, fadiga, irritabilidade, apatia, visão turva,
dor de cabeça, dificuldade de concentração).

Atenção à possibilidade de hipoglicemia noturna.

Evitar exercícios aeróbios de alta intensidade.

Aluno(s) com maiores complicações decorrentes do diabetes Mellitus
(retinopatia, nefropatia e/ou neuropatia periférica) requer(em) cuidados
específicos.
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hipertensão

Certificar-se de que o aluno tomou as medicações diárias.

Estar atendo a possíveis mudanças na dosagem ou tipo de medicamento.

Não realizar exercícios de alta intensidade.

Realizar somente 1 série de 8 a 12 repetições.

Observar o intervalo de recuperação entre um exercício e outro.

Evitar manobra de valsalva durante a realização dos exercícios resistidos.

Aferir a pressão arterial (PA): antes do início da sessão e durante a sessão
de exercício aeróbio.

Não começar o exercício aeróbio ou resistido caso a PA esteja acima de
200 mmHg (PA sistólica) e 110 mmHg (PA diastólica).
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Doença arterial coronariana

Certificar-se de que o aluno tomou as medicações diárias.

Estar atendo a possíveis mudanças na dosagem ou tipo de medicamento.

Caso o aluno(s) tenha isquemia, conversar com o médico para conhecer o limite da
intensidade de esforço a ser prescrita.

Interromper o exercício caso a PA sistólica diminua mais que 10mmHg.

Estar atendo aos sinais e sintomas de intolerância ao exercício, como angina, dispnéia
intensa e alteração eletrocardiografia sugestiva de isquemia ou arritmias (aluno na fase II
de reabilitação cardíaca).

Ensinar ao aluno(s) as características da angina clássica, para que o mesmo possa
reconhecer os sintomas durante a prática do exercício físico.

Caso os sintomas de angina não cessem após a interrupção do exercício físico ou após a
administração de trinitrina (nitroglicerina) sublingual, o aluno(s) deverá ser levado ao
pronto socorro imediatamente.

Evitar exercícios com membro superior em pacientes com angina.

Qualquer mudança ou aumento nos sintomas de angina deve ser comunicado ao médico,
pois pode significar mudança no estado das coronárias.
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Insuficiência cardíaca

Certificar-se de que o aluno tomou as medicações diárias.

Estar atendo a possíveis mudanças na dosagem ou tipo de medicamento.

O aluno só poderá realizar exercício físico se estiver estável com a terapia
medicamentosa e sem contra-indicações.

O mesmo deverá ter capacidade funcional maior que 3 METS (se possível com medida
direta de oxigênio).

Estar atendo aos sintomas de descompensação, como a dispnéia aos pequenos
esforços ou arritmias.

Possível risco de hipocalemia (potássio sérico < 3.5 mmol/L), por uso de diuréticos.

Evitar exercícios isométricos.

Por causa de arritmias a intensidade do exercício aeróbio poderá ser controlada com o
uso da escala de percepção subjetiva do esforço.
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RESPONSABILIDADE ÉTICOPROFISSIONAL
O livro remete ao Código de ética, que tem por objetivo nortear as atitudes
do profissional de Educação Física e elucidar direitos, deveres e
responsabilidades ético-profissionais.
Destacando que o profissional de Educação Física deve procurar no
exercício de sua profissão prestar sempre o melhor serviço, a um número
cada vez maior de pessoas, com competência, responsabilidade e
honestidade e, ainda, que as relações interprofissionais devem basear-se
no respeito, na liberdade e independência profissional de cada um, na
busca do interesse e do bem estar dos seus beneficiários, assegurando
uma intervenção segura, competente e atualizada, livre de danos
decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência, utilizando todo seu
conhecimento, habilidade e experiência.
RECOMENDAÇÕES SOBRE CONDUTAS E PROCEDIMENTOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
Grato pela atenção
Prof. Ms. Marcelo Ferreira Miranda
[email protected]
O livro esta disponibilizado na página do CONFEF
www.confef.org.br
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