Centenário de Nascimento do Babalorixá Joãozinho da

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HOMENAGEM A JOÃOZINHO DA GOMÉIA
Muitos líderes religiosos contribuíram para a promoção e a valorização do Candomblé Angola na
Bahia e no Brasil, como Mameto Kamurissi (Terreiro Filhos de São Jorge da Goméia, Lauro de
Freitas) e Tata Muté Imê (Terreiro Casa dos Olhos do Tempo; Nação Angolão Paquetam, Salvador),
mas o religioso que é o principal divulgador da Música e Candomblé Angola, mesmo após sua
morte é o Babalorixá ou Tata Joãozinho da Goméia (1914-1971), ou Pai João da Goméia o Rei do
Candomblé como ficou nacionalmente conhecido. A possibilidade de se referir a Joãozinho da
Goméia como Tata (Nação Angola) e como Babalorixá (Tradição Alaketo ou Keto) se justifica
porque ele foi iniciado nos ritos do candomblé nas duas tradições e está é uma das muitas
polêmicas que envolveu a personalidade pública em questão.
A UNEB além de debater a história de Joãozinho da Goméia fará uma homenagem ao centenário
de nascimento e ao seu legado para a cultura brasileira cuja fusão entre arte (música e dança) e
candomblé é indissociável.
Em 1948 saiu de Salvador para o Rio de Janeiro, onde fundou em o Terreiro .Ele foi o responsável
pela fixação e difusão do candomblé Angola no Rio de Janeiro e São Paulo. Fundou um terreiro em
Duque de Caxias em meados do Século XX que inovou ao popularizar o candomblé e agregar
ações sociais as ações do terreiro.
Joãozinho da Goméia foi uma figura pública polemica e irreverente, vivenciou conflitos com as
comunidades de terreiro mais tradicionais de Salvador, assumiu a sua sexualidade homossexual
ainda na juventude em um cenário em que o preconceito e a discriminação eram práticas
toletadas, assim como, a persseguição policial era algo tolerado e legitimado entre os anos 20 e
50 do Século XX. Dentre as polemicas destacam-se: o fato de Joãozinho da Goméia ter se
fantasiado com vestes femininas no Carnaval do RJ, a sua participação nos filmes Copacabana
mom amour e ; a criação de espetáculo de dança que incorporou elementos da dança dos orixás,
a permissão para que fosse fotografado durantes os rituais religiosos com as vestes dos orixás,
dentre muitas outras por ter realizado o registro fonográfico de músicas do Candomblé Angola no
“Joãozinho da Goméia: Rei do Candomblé”, titulo dado pela Rainha da Inglaterra em visita oficial
ao Brasil.
Como houve o diagnóstico que tal legado ainda não objeto de pesquisado na Academia Baiana, o I
Seminário Herança Africana na Bahia oportunizará para o público a Conferência

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