Ética e construção da realidade

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ÉTICA E CONSTRUÇÃO DA
REALIDADE
• Ser humano
programado.
inacabado,
imperfeitamente
• Os outros animais vem ao mundo com impulsos
especializados e firmemente dirigidos. São
determinados pelo instinto.
• Organizar o mundo para dar sentido a existência,
precisa organizar o caos.
Cultura: a segunda natureza
• Cultura é o mundo construído pelos homens,
produtos humanos :
- Linguagem
- Memória
- leis, normas
• Cultura possibilita suprir ausência de instintos.
• Internacionalização da cultura possibilita agir
de forma instintiva e automática.
• As culturas são diferentes, são as diferenças
que mostram que os atos não são
automáticos.
• Cultura possui códigos e normas. Não se vive
sem grupo social e sem normas.
• Para pertencer ao um grupo social precisa-se
assimilar os mesmos valores e normas morais.
• A cultura passa a ser a segunda natureza.
Cultura: uma criação social
• A Cultura é fruto da criação social.
• Surge da exteriorização da geração anterior.
• A partir da primeira geração se forma uma
tradição, que é transmitida de geração em
geração.
• As novas gerações iniciam o seu
relacionamento com o mundo interiorizando a
cultura estabelecida como algo dado.
• A partir e dentro desse mundo dado dão
contribuições no processo social de construção
da realidade gestando novas perguntas e
soluções.
• A nova geração faz a mudança sem perder a
tradição.
• Tipos de mudança:
- Novas técnicas, que não entram em conflito com
valores estabelecidos.
- Mudança de paradigma, mudanças que conflitam
e alteram os principais valores. Alteram a vida do
grupo.
Objetividade da cultura
• Cultura quando se torna a segunda natureza é
difícil percebê-la, assim tornar-se realidade.
• Cultura: realidade evidente
• Coerção: quem não compartilha desta
realidade é considerado louco. Poder
coercitivo.
• Autoridade: usa-se a cultura (normas e leis)
para se punir em nome da ordem social.
Relação com o diferente
• É difícil ser diferente em uma cultura rígida.
• O diferente questiona valores vigentes.
• O diferente mostra a insegurança, a
provisoriedade e a relatividade da condição
humana.
• Contato com o diferente se dá de duas
formas:
- Alguém que não internaliza normas sociais, a
ordem estabelecida e se contrapões nas
soluções aos demais.
-Encontro com etnias diferentes: o mais
poderosos dominam.
• A sociedade cria mecanismos de repreensão
contra os diferentes.
Legitimidade da ordem estabelecida
• A construção da realidade não é perfeita, não
reproduz
completamente
a
ordem
estabelecida.
• Surge um espaço para se pensar em um
mundo diferente.
• Liberdade:
- Liberdade que gera medo do novo.
- Os grupos sociais criam defesa contra o novo,
pois ameaça a ordem estabelecida.
Sociedades tradicionais
• A tradição tem um lugar central: tradição
honra e família são seus valores principais.
• Tudo legitimado em nome da tradição. As
novidades não eram bem vistas.
• As desigualdades legitimadas pelos valores
morais.
• Nada de fundamental poderia ser modificado.
• Não havia a condição de se pensar em dias
melhores.
• A religião era a base da legitimação da ordem:
vontade divina.
Sociedades modernas
• Surge o mito do progresso.
• Valorização do individuo, em detrimento a
coletividade.
• Querer é poder... A ciência realiza todos os
desejos.
• O progresso técnico científico é apresentado
como o paraíso, para a realização de todos os
desejos individuais.
• O novo passou a ser sinônimo “melhor”.
• Objetivo mítico:
- acumulo de riquezas
- o fim das doenças, através do progresso
infinito das ciências medica.
• A ordem legitimada não mais pela religião e a
moral. Tudo é feito em nome do progresso. E
em seu nome “tudo” é justificado.
• Se o progresso é a solução para tudo, não há
espaço para a ética.
• A discussão sobre a vida passa a ter um
caráter técnico. A convivência social e a
condição humana. Se reduz a um problema
meramente técnico.
• No entanto, a interiorização da ordem
burguesa moderna não é perfeita, assim
continuam existindo pessoas com outros
valores.
• E continuam existindo questões como a fome,
a miséria, violência, corrupção, morte... Que
nem o mito do progresso e nem a técnica
conseguem abafar.
• Por isso a ética volta a ser um tema
importante para a nossa sociedade.
BIBLIOGRAFIA
• SUNG, Jung Mo. Conversando sobre ética e
sociedade. Petrópolis,Vozes, 2004.

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