GRUPO DE REFLEXÃO - pastoral familiar

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GRUPO DE REFLEXÃO
PARÓQUIA: REDE DE COMUNIDADES
INICIANDO A CONVERSA
“Venham e vejam!” (João 1,39)
• Nossas Paróquias hoje têm como propósito tornar-se, cada
vez mais, “Paróquias--redes-de-comunidades”.
• E que cada comunidade seja uma “rede-de-grupos-dereflexão”.
• O grupo de reflexão não existe para si mesmo. Ele existe é
para a missão.
• A missão é obra de Deus através da Igreja.
• Os grupos de reflexão devem ser as bases de nossa Igreja
Missionária.
• Para isso os nossos grupos precisam estar sempre atentos à
formação para a missão. Quando o grupo se descobre
como um grupo missionário, ele não tem como desanimar.
Primeira parte
TENTATIVA DE DEFINIÇÃO
• O que é Grupo de Reflexão
• O que é Comunidade Eclesial de Base
• Paróquia: Rede de Comunidades
“Pelo Batismo recebi uma missão:
Vou trabalhar pelo Reino
do Senhor!”
Segunda parte
•
•
•
•
FORMAÇÃO
Do Templo para as Casas
Visitas Missionárias
A Identidade dos Grupos de Reflexão
As palavras comovem, os exemplos
arrastam
PRIMEIRA PARTE
TENTATIVA DE DEFINIÇÃO
Grupos de Reflexão / CEBs / Paróquia: rede de
comunidades
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
"A Palavra de Deus crescia e se firmava com
grande poder" (Atos 19,20)
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
• “Grupo de Reflexão” é um pequeno grupo de pessoas
que fazem opção de se organizarem de forma
permanente para, a partir da Bíblia, refletir e viver a
Palavra de Deus.
• O objetivo do grupo de reflexão é o aprofundamento
da Palavra de Deus e o treinamento para a missão. O
grupo de reflexão existe para formar leigos
missionários.
• Para as reuniões semanais do grupo e para o plenário
mensal dos vários grupos da comunidade, nós temos
os Roteiros que nos vêm da Diocese. É maravilhoso ver
como a nossa Diocese apóia os grupos de reflexão.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
1. ORGANIZAÇÃO MÍNIMA
• Para que possa haver verdadeira e frutuosa reflexão, os
grupos são pequenos. De 10 a 12 pessoas. Passando de 12
membros devidamente amadurecidos, é bom criar um
novo grupo.
• Mas criar, em comum acordo com a coordenação em nível
de comunidade, como veremos logo a seguir, no número
dois.
• Cada grupo precisa de um(a) animador(a) e um(a)
secretário(a). Esses são os responsáveis pela organização
de tudo com antecedência.
• Organizar as reuniões semanais dos grupos e a participação
dos plenários mensais. Nada de improvisação.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
2. COORDENAÇÃO EM NÍVEL DE COMUNIDADE
• Tendo a comunidade vários grupos de reflexão, deverá haver
na comunidade uma "equipe de coordenação dos grupos de
reflexão” da comunidade toda.
• Essa coordenação não pode ficar nas mãos de uma só pessoa,
é claro. É bom que essa coordenação seja de 3 a 5 pessoas.
• A grande função dessa equipe de coordenação é cuidar para
que na comunidade não surjam grupos "avulsos", desligados
dos outros, e desligados das orientações da paróquia.
• Cuidado, pois, para não criar grupos descartáveis, só para
constar. Um grupo só para batizar seus filhos, por exemplo.
Isso banalizaria um trabalho que é muito sério.
• Portanto, alguém que já tem uma caminhada e deseja fundar
um novo grupo, converse com a equipe de coordenação dos
grupos em nível de comunidade.
• Essa equipe de coordenação vai ajudar a surgir um novo grupo
bem unido ao corpo eclesial, no caso à paróquia.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
3. AS REUNIÕES SEMANAIS
• As reuniões do grupo são todas as semanas, e sempre com
as mesmas pessoas. Grupo sério não dispensa nem troca as
reuniões semanais por nada.
• Quando um novato se interessar em entrar para o grupo,
passem para ele o que é um grupo de reflexão, e como está o
andamento do seu grupo.
• Não deixem a pessoa meio perdida. Se ela procurou, é
porque está querendo alguma coisa a mais, não é mesmo?
• Os assuntos das reuniões dos grupos exigem continuidade.
Exigem permanência dos membros e fidelidade às reuniões
(Hb 10,25).
• Não nos esqueçamos de que estamos falando de reuniões de
estudo, de reflexão e treinamento para a missão. Por isso o
animador e o secretário devem, de vez em quando, pedir a
um ou outro membro do grupo para dirigir a reunião. Assim
essa pessoa vai se soltando aos poucos...
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
Reuniões semanais
• Evitar comes-e-bebes nas reuniões de grupos de
reflexão. A preocupação com essas coisas pode
prejudicar a evangelização.
• Local da reunião: por causa da continuidade dos
assuntos, as reuniões semanais sejam feitas nas casas
dos próprios membros do grupo. Portanto, não tem
muito sentido fazer reuniões de grupo na casa de
quem ainda não é do grupo de reflexão.
• Para as demais casas de pessoas que não são de
grupo vamos levar o quê? E com as pessoas afastadas
de nossa Igreja, como proceder?
• Para essas casas, vamos levar os frutos do grupo, a
saber, uma visita amiga, uma visita que seja um
anúncio da Boa Nova de Jesus.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
Reuniões semanais
• Para que essas VISITAS sejam uma boa nova agradável
que toque no coração das pessoas, é bom notar que
cada casa é uma realidade.
• E cada pessoa daquela casa é também uma realidade.
E quem vai fazer as visitas deverá ter jeito e certo
preparo para a missão de abordar as pessoas em suas
casas.
• Se a visita for respeitosa e agradável, as pessoas
visitadas vão, depois, tomar suas decisões. Algumas até
se animam a entrar para um grupo de reflexão... Quem
sabe?...
• Portanto, o que se leva até às casas dos mais afastados
é uma visita amiga, repetimos.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
Pauta das reuniões semanais
• Para as reuniões semanais é só seguir o roteiro que nos
chega da Diocese. Importante seguir o roteiro, levando
em conta o horário para começar e para terminar.
• Uma boa reunião dura mais ou menos uma hora.
Reunião semanal (toda semana) passando de uma hora
acaba cansando o grupo.
• O(a) secretário(a) não deixe de anotar a resposta da
“pergunta para o plenário” que deverá ser levada ao
plenário, como veremos a seguir. No plenário as
respostas das perguntas são colocadas no quadro. Ou
levem para o plenário um cartaz com essas respostas
do grupo.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
4. O PLENÁRIO MENSAL
• O Plenário Mensal é para os membros dos vários grupos de
reflexão da comunidade, e outras pessoas que, livremente,
queiram participar.
• O Plenário poderá ser num dia de semana ou no domingo,
num horário que não prejudique a Celebração da Palavra de
toda a comunidade.
• Não tem sentido forçar ou induzir a comunidade toda a
participar dos Plenários. Com certeza, o que é tratado nos
Plenários não é do interesse de todos.
• Notar que o plenário deverá acontecer num clima de muita
espiritualidade. Ele é como que uma grande celebração.
• Para que o plenário seja frutuoso, a coordenação dos grupos
de reflexão da comunidade elabore uma pauta capaz de fazer
dele um encontro suculento e atraente. E que, no final, o
plenário deixe um “gostinho de quero mais”.
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
4. O PLENÁRIO MENSAL
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Para o Plenário sugerimos a seguinte pauta:
LOCAL decorado, destacando bastante a Bíblia. Os roteiros da
Diocese trazem sugestões para cada plenário. Sugerimos que
a decoração faça lembrar o tema litúrgico ou do mês temático
(Campanha da Fraternidade, Mês da Bíblia, Mês das Missões,
Mês de Maria, etc.).
ACOLHIDA... ORAÇÃO ao Espírito Santo.
TEXTO BÍBLICO: Ver o sugerido no roteiro para o dia do
plenário.
APRESENTAÇÃO DAS RESPOSTAS de cada grupo com os
resultados das reuniões semanais.
Aqui se colocam as respostas àquela pergunta chave estudada
em cada reunião do mês (da reunião da primeira semana;
depois, da reunião da segunda semana, e assim por diante...).
- Essa colocação pode ser no quadro, ou através de cartazes,
ou em forma de encenações... – Aqui vale muito a
criatividade...
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
4. O PLENÁRIO MENSAL
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Para o Plenário sugerimos a seguinte pauta:
Em tudo isso, não se esquecer de que a Bíblia deverá
estar sempre presente e em destaque nessas
apresentações. Ela é a Palavra que sustenta nossa
caminhada.
APRESENTAÇÃO E APRECIAÇÃO de algum trabalho
missionário bem significativo realizado pelo grupo
durante o mês. Fazendo isso, um grupo anima o outro,
com certeza. - Aqui deve ser bem destacado o trabalho
de VISITAS MISSIONÁRIAS que determinados membros
do grupo já estão fazendo.
PRECES... Pai Nosso, Ave Maria...
BÊNÇÃO e CANTO DA PAZ
I - O QUE É UM GRUPO DE REFLEXÃO
5. EM SÍNTESE
• O grupo de reflexão é um treinamento de missionários. Um dos frutos do
grupo é a saída em visitas missionárias. Deus se faz muito presente em
nosso meio quando procuramos os irmãos.
• Para manter a vida do grupo nós temos as reuniões semanais, os plenários
mensais, os cursos e encontros de formação. Diz a Bíblia: “Não
abandonemos as nossas assembléias, como alguns costumam fazer. Antes,
procuremos animar-nos mutuamente...” (Hebreus 10,25). – Não podemos
parar!
UMA NOTA SOBRE OS CÂNTICOS
• Vale aqui lembrar a importância dos cânticos. Isso porque os cânticos são
como que o rosto de um grupo e de uma comunidade. O grupo de reflexão
deverá cantar hinos que despertem em todos o sentido da Igreja na Base.
(Ver o livro de cânticos de nossa Paróquia).
• Assim, no grupo, os hinos devem ser aqueles que criem consciência crítica
nos participantes...
• Nos plenários e encontros de formação, devem ser hinos que convoquem
e impulsionem os grupos para a missão.
• Nos momentos de espiritualidade, escolher hinos que levem o grupo à
oração, e fortifiquem a mística missionária dos irmãos de grupo. SSSSSSSS
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma
só alma" (Atos 4,32)
• Andando pelos bairros e pelas estradas da zona
rural de nossas Paróquias encontramos uma
igreja católica. Algumas ainda trazem uma placa:
“Comunidade São...”
• Isso é maravilhoso, pois aquela pequena igreja
construída com bom gosto e com muito sacrifício,
é um sinal de que naquele bairro ou naquele
córrego existe uma comunidade de nossa Igreja.
Trata-se de uma “Comunidade Eclesial de Base”
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
• Pois bem, esse assunto de comunidades nos interessa muito. Elas
têm um belíssimo nome: “Comunidades Eclesiais de Base”. Vejamos
o que isso tem a nos dizer:
• Comunidades - porque se trata de gente perto de gente, onde não
há mais o anonimato das grandes multidões.
• Eclesiais - porque são de Igreja, portanto, firmadas na fé, na Palavra
de Deus. Elas agem a partir da fé. (Nota: “eclesial” significa: “de
Igreja”).
• De Base - porque são da base da Igreja. Elas são a Igreja em
tamanho menor. Também porque se misturam com os problemas
do povo da base. É gente que vive os problemas do povo do lugar.
• Pelo que se nota, o nome diz tudo. Nas CEBs todos se entrosam na
base da fé, para servir a todos como fazia Jesus.
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
• NOTA IMPORTANTE: A CEB é a Igreja em tamanho menor.
Mesmo sendo pequena, ali naquela pequena IgrejaComunidade deve haver os vários serviços religiosos de que
o povo necessita para sua vida de Igreja
• Assim, em cada Comunidade temos de ter Celebrações da
Palavra, Celebrações Eucarísticas, Batismos, as várias
pastorais comuns a todas as comunidade.
• Lembramos a importância das pastorais sociais e
associações religiosas que atingem não só os membros da
Igreja, mas também todas as famílias do lugar (por
exemplo, as pastorais da familiar, catequese, Pessoa idosa,
juventude, criança e Terra, vicentinos e outras).
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
NOTA IMPORTANTE:
• Quanto mais a comunidade se ligar à Pessoa de Jesus Cristo,
mais ela vai se preocupar com as demais ovelhas como Jesus
se preocupou.
• Uma CEB bem madura caminha com seus próprios pés. É claro
que em comunhão com toda a paróquia e, em conseqüência,
em comunhão com a Diocese. A coordenação da Comunidade
deverá ficar muito atenta a isso.
• A ação principal dos membros de uma Comunidade Eclesial de
Base não é "forçar" todo mundo para vir aos templos, e para
nossas liturgias. O essencial para os membros das CEBs é
partirem logo para onde estão as ovelhas marginalizadas ou
desmotivadas e que até perderam o gosto pela vida.
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
AS CEBs E OS GRUPOS DE REFLEXÃO
• As CEBs, através dos grupos de reflexão, abrem os olhos e
o coração de seus membros para o seguimento da Pessoa
de Jesus. A exemplo de Jesus e dos apóstolos, essas
comunidades, através de seus grupos bem organizados,
procuram atingir as raízes do mal que gera esse mundo
tão injusto.
• Assim, os membros das CEBs, sobretudo através dos grupos
de reflexão, se preocupam com a situação das crianças.
Fazem isso valorizando e apoiando a Pastoral da Criança, e
outras iniciativas afins...
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
• Os membros das CEBs realmente vivas e com ardor
missionário, dão uma atenção especial aos jovens que
são induzidos a cada hora a se desviar do caminho do
bem.
• Os membros das CEBs, sobretudo através dos grupos
de reflexão, se preocupam com muitos idosos que,
depois de uma vida de dedicação à família e à própria
comunidade, caem na solidão, e até sofrem de
depressão por causa dessa solidão.
• Uma CEB que tem coração pastoral não deixa essas
pessoas maravilhosas caírem na solidão ou depressão.
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
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ATENÇÃO!
Não confundir uma CEB com uma associação de
moradores de bairro ou zona rural, ou outra associação
ou sindicato.
A CEB não é uma associação de classe.
Ela ajuda os moradores do lugar a se organizar em
associações. Mas a CEB mesma não é uma associação
a mais naquele lugar.
Tanto é assim que na hora de lutar pelos direitos do
povo, na hora das reivindicações, a maior força está na
organização do povo em associações livres e
conscientes.
II - O QUE É COMUNIDADE
ECLESIAL DE BASE
Comunidade Cristã: "um só coração e uma só
alma" (Atos 4,32)
ATENÇÃO!
• Estamos entendendo? O que importa não é a CEB aparecer
como se ela fosse uma associação de casse, um sindicato
ou um partido político.
• Ela age como fermento na massa. O que importa é que a
massa seja fermentada e se organize para o bem de todos
que moram naquele lugar.
• Sim, quando a Palavra de Deus "circula" nas veias da
comunidade, tudo se transforma. É para isso que existem
os grupos de reflexão. SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
• Ultimamente, na criação de novas paróquias, o
que mais sobressai é a idéia de que a “paróquia é
uma rede de comunidades”.
UMA “REDE DE COMUNIDADES”, MAS, QUE
“COMUNIDADES?”
• Temos de pensar em rede de comunidades sim,
mas pensar em comunidades que tenham uma
certa definição. Comunidade não é um templo ou
um grupo de gente presa num templo, sem
nenhuma preocupação com os de fora.
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
UMA “REDE DE COMUNIDADES”, MAS, QUE
“COMUNIDADES?”
• Um meio todo especial para conseguirmos
comunidades vivas e bem definidas é o cuidado da
organização dos grupos de reflexão permanentes.
• São pequenos grupos humildes, que se reúnem
semanalmente em torno da Palavra de Deus. Grupos
que sabem sair de si à procura dos irmãos.
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
UMA “REDE DE COMUNIDADES”, MAS, QUE
“COMUNIDADES?”
• Como as humildes sementes, os grupos de reflexão são
enterrados no chão da humildade. Uma vez “germinados”,
eles dão origem àquelas comunidades vivas, de que falam
os Atos dos Apóstolos. Os grupos de reflexão não se
esquecem de manter as raízes bem fincadas no chão. A
multiplicação dos grupos acontece por causa da identidade
humilde, baseada na perseverança.
• Sim, os grupos de reflexão têm uma força interna, com
certeza. Com essa força interna, os grupos dão consistência
às várias comunidades de uma paróquia e fazem com que
essa paróquia seja, de fato, uma "rede de comunidades",
mas de comunidades que tenham uma certa definição, repetimos. Que sejam Comunidades "leves e
missionárias". É o que veremos a seguir...
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
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COMUNIDADES LEVES E MISSIONÁRIAS
A leveza das comunidades transforma a Paróquia num
rede-de-comunidades, Uma paróquia assim procura dar
prioridade à evangelização.
Mais ainda: tudo é feito de modo a não deixar que uma
estrutura pesada impeça os passos dos leigos que estão
entrando na caminhada evangelizadora.
Na Paróquia leve e missionária é incentivado um trabalho
de procura das ovelhas que estão ficando distantes de nós,
sem a evangelização.
Sim, é preciso dar prioridades às ovelhas. É esse um
princípio fundamental.
Dar prioridade às "ovelhas" é uma grande sabedoria. Está
na Bíblia. (Ver Ez 34,1-7 / Mt 9,36-37).
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
TUDO ISSO É ASSUNTO E VIVÊNCIA DOS "GRUPOS
DE REFLEXÃO ".
• Um ponto que não podemos esquecer: o que é
especifico dos grupos de reflexão é, antes de
tudo, a ligação da vida com a Palavra de Deus.
• Com a força da Palavra e a partir da fé, os
grupos de reflexão despertam seus membros
para que não escondam seus dons. Eles animam
a caminhada da comunidade. Por isso muitos
membros de grupos vão se engajando em
pastorais, sobretudo nas “visitas missionárias”.
III - PARÓQUIA: UMA “REDE DE
COMUNIDADES” - QUE É ISSO?
"Rede lançada em águas profundas" (Luc 5,4)
TUDO ISSO É ASSUNTO E VIVÊNCIA DOS "GRUPOS DE
REFLEXÃO
• Os grupos conscientes levam as pastorais a terem mais base e
agirem mais na base. Sobretudo as pastorais sociais que são
mais abrangentes.
• Portanto, ao falar de grupos de reflexão, estamos tratando de
grupos que se reúnem em torno da Palavra de Deus. É nesse
contato com a Palavra que está a força dos grupos de reflexão.
• Quer na cidade grande, quer na pequena cidade, quer na zona
rural, os grupos unidos pela força da Palavra, dão base a nossas
comunidades eclesiais. Eles dão sentido À PARÓQUIA, REDE DE
COMUNIDADES LEVES E MISSIONÁRIAS.
ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
SEGUNDA PARTE
FORMAÇÃO
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
LENDO O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS,
LÁ DOS COMEÇOS...
• Lendo o livro dos Atos dos Apóstolos, notamos uma coisa
interessante e significativa: os apóstolos e os primeiros
cristãos, logo depois da ressurreição e ascensão de Jesus, se
reuniam numa casa "onde costumavam hospedar-se" (Atos
1,13).
• Foi "nesse mesmo lugar" (nessa mesma casa onde se
encontravam) que aconteceu a vinda do Espírito Santo (Atos
2,1-4).
• Depois, mesmo sendo cristãos, continuaram a conviver com
os judeus, freqüentando normalmente o grande Templo de
Jerusalém. Mas, não demorou muito, os apóstolos e os
primeiros cristãos foram se organizando em pequenos grupos
que se reuniam em determinadas casas.
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
•
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LENDO O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS,
LÁ DOS COMEÇOS...
Sim, os Atos dos Apóstolos nos mostram essa dinâmica usada
pelos apóstolos: partir do grande Templo para as casas...
No grande Templo estava uma multidão de desconhecidos, ou
conhecidos que não se entrosavam como irmãos...
Nas casas eram os pequenos grupos de irmãos que,
naturalmente, iam se transformando em líderes de
comunidade...
Nesses pequenos grupos que se reuniam dentro das casas é
que acontecia o milagre do crescimento da reflexão da Palavra
de Deus.
Aliás o grupo já era fruto da Palavra. Depois, cada grupo se
transformava em grupo semeador da Palavra. Assim, através
desses grupos, a Palavra se fazia presente nas casas, em todas
as ruas da cidade e pelos campos. E a Palavra ia influenciando
na cultura do povo.
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
LENDO O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS,
LÁ DOS COMEÇOS
Um episódio acontecido com São Pedro
• Um pequeno grupo muito forte se reunia na casa de
Maria, a mãe do João Marcos. Um dia, Pedro escapou
milagrosamente da prisão, refletiu, e foi direto para a
casa de Maria onde o grupo já estava rezando. Foi uma
surpresa alegre para todos. A Rosa (ou Rode), ao abrir
a porta, quase desmaiou de susto e de alegria (Ver Atos
12,12-17). Aquele grupo que se reunia na casa da mãe
de João Marcos era um grupo acolhedor e animador de
todos. Isso ficou bem registrado no livro dos Atos dos
Apóstolos.
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
LENDO O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS,
LÁ DOS COMEÇOS
São Paulo não parava
• Ele foi um grande missionário das pequenas comunidades e
dos pequenos grupos. Ele era apaixonado pela Palavra de
Deus. E a Palavra por ele anunciada fazia nascer pequenos
grupos por toda parte. Grupos que se reuniam em casas fixas
e conhecidas. Por exemplo:
• Em Filipos as reuniões eram permanentes na casa da Lídia
que havia se batizado, ela e toda a sua família (Atos 16,1140). Ela franqueou a sua casa para as reuniões.
• E por aí vai o livro dos Atos falando das casas onde os
grupos se reuniam... Tratava-se de uma prioridade, com
certeza...
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
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LENDO OS "ATOS DOS APÓSTOLOS" DE HOJE
Sim, os primeiros cristãos davam muita importância às
reuniões nas casas.
Hoje, depois de vinte séculos, temos grandes templos,
catedrais, santuários e belíssimas capelas construídas com
muito bom gosto.
Mesmo assim, percebemos que essas belas construções
ainda não representam solução para a evangelização.
A pequena comunidade continua sendo o instrumento básico
para manter viva a Palavra de Deus, e fazê-la crescer pelo
mundo afora.
É com alegria que notamos que a experiência daquele
tempo, está brotando hoje em muitos lugares.
Estamos vendo a Igreja se articulando em pequenas
comunidades... Estamos vendo pequenas comunidades
articuladas em grupos de reflexão. Vemos raízes que não
param de brotar por toda parte.
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
Os grupos de reflexão se parecem com as abelhas.
• Vejamos: depois de certo tempo de "vivência" em
determinada árvore produzindo mel, o grupo de abelhas
resolve se multiplicar. Desse modo surge outro grupo de
abelhas que vai pousar em outra árvore para produzir o
mesmo mel gostoso. Eis uma lição da natureza para todos
nós.
Aprendendo com as abelhas.
• Elas são unidas e empenhadas na produção do mel. Grande
lição para nós de grupo de reflexão, pois os assuntos das
reuniões dos grupos, como todos notamos, exigem
continuidade, exigem permanência dos membros e
fidelidade às reuniões (Hb 10,25). Não nos esqueçamos de
que estamos falando de reuniões de estudo, de reflexão e
treinamento para a missão.
I - DO TEMPLO PARA AS CASAS
"Põe sangue novo nas veias da tua Igreja"
Perguntas práticas
• Seu grupo de reflexão já se firmou suficientemente de
modo a produzir esse mel gostoso e forte capaz de
alimentar o povo que sente tanta fome de Deus? E,
quem sabe, até os nossos filhos também estão
sentindo falta desse mel gostoso e substancioso?!
(Salmo 18,11 / ou 19,11).
• Seu grupo de reflexão já existe há quanto tempo? Ele
está bem enraizado? Ele já deu origem a outro grupo?
Deu origem a qual grupo? Quando? Como está esse
novo grupo nascido dele? Onde ele está, continua
unido, produzindo o mesmo mel gostoso?
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
GRANDE TAREFA DOS GRUPOS DE REFLEXÃO
• Nós de grupos de reflexão temos as reuniões todas as
semanas para estudar, refletir a Palavra de Deus, rezar e
planejar o trabalho missionário. Neste sentido, dizemos que o
grupo de reflexão é uma escola de missionários.
• Nas reuniões semanais do grupo sempre é lembrada a saída
em missão, pois o grupo de reflexão não pode ficar parado.
Então, uma das grandes tarefas do grupo de reflexão é a
visitação. Os membros do grupo deverão ser treinados para a
visitação...
• Não estamos no tempo antigo da civilização
predominantemente rural. A mentalidade da cidade vai
penetrando a zona rural também.
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
GRANDE TAREFA DOS GRUPOS DE REFLEXÃO
• Por isso, é importantíssima a visita às casas das famílias
dos irmãos de nosso lugar, tanto da roça como da cidade.
Eis porque se diz que grupo de reflexão é “grupo de rua”
ou “grupo de córrego”.
• Por aí se vê que não podemos ficar fechados dentro de
nossos templos, ou fechados dentro de nossos grupos de
reflexão. Não podemos deixar de enxergar tantas ovelhas
sedentas de atenção, de carinho e de evangelização.
• Em vista de tudo isso, notamos a importância da partida
do Templo para as casas. Percebemos a urgência das
saídas para visitas missionárias. Vejamos...
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
CARISMA E TREINAMENTO PARA ESSA MISSÃO
• Por tudo que acabamos de observar, nota-se a necessidade do
carisma e de bastante treinamento para um trabalho tão
importante que é a visita missionária.
• Saem em visita aqueles que já estão preparados. Os mais
novatos no grupo esperem um pouco. Eles vão sair depois
que ficarem mais treinados. Assim teremos visitas bem feitas
e de qualidade.
• Com certo tempo e experiência, esse trabalho de visitadores
bem treinados pode ir se articulando mais ainda, formando
assim uma "Equipe Missionária" bem mais organizada...
• Seja como for, os missionários já preparados saem enviados
por seu grupo de reflexão e enviados pela Equipe de
Coordenação dos grupos de sua comunidade. Eles não saem
de modo avulso.
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
A ORDEM DE VISITAR VEIO DE JESUS CRISTO
• Jesus organizou os discípulos e os enviou dois-a-dois (Mc
6,7). Enviou-os para um setor determinado (Mt 10,5-6). Ele
disse que tipo de gente os seus discípulos deveriam atingir
de modo imediato. É que Jesus estava de olho nas pessoas
que estavam perdidas como ovelhas sem pastor (Mt 9,36).
• Lição para nós: sair em visita, mas sair bem organizados e
bem preparados. Não sair sozinho(a). Sair dois a dois é
muito de acordo com o que Jesus fez com seus discípulos.
• Usar a cabeça: se for preciso, convide mais uma pessoa de
grupo, e que esteja disponível para ir com vocês.
• Usar também o coração: ter muita compaixão dos
desanimados e abatidos como Jesus teve (Mt 9,36).
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
A ORDEM DE VISITAR VEIO DE JESUS CRISTO
• Jesus dizia que o “sábado foi feito para o homem, e não o
homem para o sábado” (Mc 2,27). Em outras palavras: a lei foi
feita para a gente, e não a gente para a lei. – Assim, Jesus nos
ensinou que, acima da rigorosa lei do sábado judaico, estava a
Lei do Amor. (Ler e meditar Mateus 12,9-14).
• Lição para nós: ao visitar a família, evitar falar de normas e
mais normas, de leis e mais leis da Igreja. Não ficar falando de
curso disso, curso para aquilo. Uma visita dessas acaba
irritando as pessoas.
• Então, qual é a finalidade das visitas às casas? As visitas
missionárias são, primeiramente, para criar comunidade. São
para as famílias visitadas se sentirem amadas pela
comunidade e pela Igreja.
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
A ORDEM DE VISITAR VEIO DE JESUS CRISTO
• Jesus levava a sério cada pessoa. Ele fazia como aquele pastor que foi
atrás da ovelha que havia se afastado das outras (Mt l8,12-14). Era
apenas uma ovelha. O dedicado homem gastou tempo procurando
essa única ovelha que havia desaparecido. Que empenho! Que
valorização da ovelhinha!
• Notar no texto do evangelho que Jesus contou essa parábola
justamente para os fariseus que não se reocupavam com as pessoas
marginalizadas. Além de não ligar para os pobres e pecadores, os
fariseus ainda se escandalizavam com o fato de Jesus se misturar com
essas pessoas (Mc 2,16-17). Por isso, Jesus já começou a contar a
parábola puxando pela reflexão daqueles ouvintes: “O que vocês
acham?” (Mt 18,12).
• Lição para nós: ir atrás das ovelhas perdidas. Ir com respeito e amor,
pois elas são nossas irmãs. Ela são de Deus como nós também somos.
• Não nos iludamos: há muita gente que não está caminhando conosco,
mas vai caminhar, vai se engajar na comunidade. Vai até passar em
nossa frente. Quem sabe?
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
ALGUNS LEMBRETES...
• O sonho de muitas famílias: Muitas famílias raramente (ou
nunca) receberam visitas de um católico. Isso é triste, mas vai
melhorar, se Deus quiser. Aliás, já está melhorando muito. - O
certo é que o(a) visitador(a) vai realizar o que a família sempre
sonhou: ser escutada pela Igreja. Mesmo uma família "irregular"
quer ser valorizada pela Igreja.
• Cuidado para não ficar corrigindo a família. Não ficar levando
normas de Igreja para os visitados. Visita não é para isso. No
fundo mesmo, o que a família mais quer de nós é atenção.
• Grande princípio: dar toda atenção às ovelhas. Então, façamos
visitas bem evangelizadoras. Visitas que sejam uma Boa Nova
para as famílias. Depois, só depois, é que essas famílias vão
procurar conscientemente os sacramentos, para si e para os seus
filhos.
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
ALGUNS LEMBRETES...
• Trajes: muito cuidado com os trajes durante as visitas. Trata-se de
uma atividade religiosa. Estamos num ato religioso. Não estamos
em pic-nic. – Notar como as pessoas da casa nos recebem com
tanto cuidado e carinho... Não podemos decepcioná-las. Portanto,
muito cuidado com o modo da gente se vestir. Nada de luxo. Trajes
simples e decentes.
• Alegria: O missionário tem de ser alegre. Não confundir seriedade
com fechamento. Nos momentos de descontração o povo nos quer
ver bem alegres e irradiando felicidade. Certo? – Sobretudo ao fazer
visitas, sejamos alegres. “Onde houver tristeza, que eu leve alegria”
(assim rezava São Francisco).
• Fiquemos preparados, pois, muitas pessoas vão nos procurar nas
reuniões de comunidade, ou no momento das celebrações ou nos
grupos de reflexão. Não podemos decepcionar essas pessoas, que
certamente vão nos procurar...
• Numa palavra: tenhamos a coragem de Jesus para dizer a essas
pessoas que nos procurarem: “Venham e vejam!” (João 1,38-39).
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
O QUE DIZEM OS NOSSOS BISPOS
• "É importante ressaltar que as pessoas não buscam em
primeiro lugar as doutrinas, mas o encontro pessoal, o
relacionamento solidário e fraterno, a acolhida. O 'encontro'
é o primeiro dom ou carisma que o Espírito concede às
pessoas (...). O cristão deve dar grande valor ao encontro com
as pessoas (...). O cristão que tomou consciência de sua
missão de evangelizador, deverá, não apenas acolher bem
quem se aproxima, mas ir ao encontro dos outros e retomar
a prática evangélica das visitas às casas (Mt 10,11-14; Mc
6,10-11; Lc 10,5-7.38-42). A 'visitação' tem profundo sentido
teológico: a pessoa enviada por Deus representa o próprio
Deus que visita seu povo. (CNBB, Doc 71, n. 99).
II - VISITAS MISSIONÁRIAS
Missão especial dos Grupos de Reflexão
UM BELO TEXTO BÍBLICO
• Texto que o missionário não pode esquecer: “A Palavra de
Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada
de dois gumes. Ela penetra até o ponto onde a alma e o
espírito se encontram, e até onde as juntas e as medulas se
tocam; ela sonda os sentimentos e pensamentos mais íntimos.
Não existe criatura que possa esconder-se de Deus; tudo fica
nu e descoberto aos olhos dele; e a ele deve prestar contas”
(Hebreus 4,12-13).
• Em linguagem bem nossa: A Palavra de Deus, quando bem
assimilada por nós, vai nos organizando em grupos de
reflexão; ela contagia os membros dos grupos com um tal
ardor missionário que os leva a sair dois a dois em missão por
todos os cantinhos de nosso bairro, de nosso córrego.
Nenhum lugar fica esquecido, nenhuma casa é deixada de
lado...
III - A IDENTIDADE DOS
GRUPOS DE REFLEXÃO
Identidade e espiritualidade
“UM SÓ CORAÇÃO E UMA SÓ ALMA”
• O livro dos Atos nos mostra como a Igreja deverá ser. O Livro
dos Atos nos apresenta a Igreja como um organismo vivo.
• Nesse precioso livro da Bíblia nós vemos que os pequenos
grupos “eram um só coração e uma só alma” (Atos 4,32).
Esses grupos estavam sempre dando testemunho de Jesus
Cristo ressuscitado (Atos 4,33).
• Por causa da grande fé em Jesus, e por causa da grande união
entre eles, os grupos eram muito respeitados, bem aceitos
por todos (Atos 4,33). E o Senhor ia colocando mais gente
dentro desses grupos tão simpáticos. (Ver Atos 2,47).
• Os pequenos grupos dos seguidores de Jesus tinham uma
definição. Inclusive eles eram chamados de grupo dos
seguidores "do Caminho" (Atos 19,9 / 19,23 / 24,14 / 24,22).
III - A IDENTIDADE DOS
GRUPOS DE REFLEXÃO
Identidade e espiritualidade
•
•
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COMPARANDO COM A MESA
Nos Atos há um texto que sabemos até de cor: está em Atos 2,42-47,
onde lemos que “Os cristãos eram per-se-ve-ran-tes.”
“Eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos.
Eram perseverantes na comunhão fraterna.
Eram perseverantes no partir o pão (fração do pão = missa).
Eram perseverantes nas orações...”
Aqui estão quatro pontos básicos que sustentam os grupos de reflexão
e a comunidade. Esses quatro pontos são como as quatro pernas de
uma mesa. Assim também é a comunidade. Ela precisa de quatro
pernas. É o que lemos em Atos 2,42. Vejamos:
Primeira “perna” da comunidade ou do grupo: A escuta da Palavra de
Deus. Os primeiros cristãos eram cuidadosos em ouvir a Palavra de
Deus que saía bem quentinha da boca dos apóstolos...
No grupo de reflexão, essa Palavra é para ser lida, relida, ouvida e
rezada. Estamos fazendo isso? Se não estivermos fazendo isso, lá se foi
a primeira “perna” de nosso grupo.
III - A IDENTIDADE DOS
GRUPOS DE REFLEXÃO
Identidade e espiritualidade
COMPARANDO COM A MESA
• Segunda “perna” da comunidade ou do grupo: a comunhão
fraterna. Essa comunhão fraterna é vital para o grupo. Não
adianta o pessoal do grupo querer “comungar” a eucaristia se
o grupo não tiver essa comunhão fraterna. O povo não
acredita num grupo frio, onde falta o afeto, onde ninguém é
amigo de ninguém.
• Nossa amizade deverá ser muito visível em nossos grupos de
reflexão. Essa comunhão fraterna faz parte de nossa
identidade.
• Se não estiver acontecendo isso no grupo, lá se foi mais uma
“perna” desse grupo.
III - A IDENTIDADE DOS
GRUPOS DE REFLEXÃO
Identidade e espiritualidade
COMPARANDO COM A MESA
• Terceira “perna” da comunidade ou do grupo: a Eucaristia. Lá
no tempo dos Atos dos Apóstolos, ao se referir à Eucaristia,
eles usavam a expressão: “fração do pão” ou “partir o pão”.
Então, participar da Eucaristia é receber o “Corpo de Cristo”
para que o “grupo” todo possa ter “espírito de corpo” (o que
significa espírito comunitário ou mentalidade eucarística).
• Sem a vivência eucarística, lá se foi a terceira e importante
“perna” do grupo.
• (Notar que o espírito ou mentalidade eucarística não significa
só a participação da comunhão eucarística. De fato, uma
pessoa que não tem condições de receber a comunhão
eucarística, poderá ter grande vivência eucarística visitando o
Santíssimo e se dedicando aos outros, sendo como que uma
“hóstia viva”. Entendido?)
III - A IDENTIDADE DOS
GRUPOS DE REFLEXÃO
Identidade e espiritualidade
COMPARANDO COM A MESA
• Quarta “perna” da comunidade ou do grupo: a oração. Grupo sem
espiritualidade, sem momentos de oração, não vai para frente.
• Se o grupo de reflexão descuidar da vida de oração, já perdeu a última
“perna”. E ninguém vai querer se identificar com um grupo totalmente
caído, vazio e quase morto.
É ISSO AÍ...
• Se o grupo descobriu sua identidade, muita gente se identifica com ele.
Em vista disso, o que fazer? Levar em conta o afeto, as preferências
pessoais, os interesses comuns. Nada de constranger as pessoas para
entrarem nesse ou naquele grupo.
• O que importa, pois é fazer com que nossos grupos sejam muito
afetuosos, agradáveis, firmes, perseverantes e atraentes.
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Se a comunidade não cuidar dos grupos de reflexão ajudando-os a serem
evangelizadores, ela poderá crescer em número de batismos e primeiras eucaristias de
crianças, mas depois irá diminuindo com as saídas de jovens e adultos não
evangelizados...
Era por isso que São Paulo dizia:
“Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o evangelho" (1Cor 1,17).
"Ai de mim se eu não evangelizar..." (1Cor 9,16).
IV - AS PALAVRAS COMOVEM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM
"Para que vejam vossas boas obras..."
(Mt 5,16)
HISTÓRIA DO CASAL INQUIETO... - REFLEXÃO...
• Sr. Gustavo era um homem que estava querendo encontrar o
rumo de sua vida de comunidade. Certo dia Sr. Gustavo
chegou em casa falando para sua esposa, Da. Mariana:
• “Olha, eu estou começando a me encontrar na vida. Saí com
uns amigos e descobri que eles são realmente amigos. Eles me
ajudaram a ver umas coisas que antes eu não via… Eles me
disseram que estavam indo para uma reunião de ‘grupo de
reflexão’. Fui com eles à tal reunião, acabei gostando”.
• Da. Mariana, para a surpresa dela e do marido, falou a mesma coisa. Disse
que “tinha ido passear na casa de umas amigas e fez a mesma
descoberta”. É que naquela comunidade já existem vários grupos de
reflexão, uma verdadeira rede de grupos. E os dois, num mesmo domingo,
mais ou menos no mesmo horário, caíram na rede de Deus.
IV - AS PALAVRAS COMOVEM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM
"Para que vejam vossas boas obras..."
(Mt 5,16)
HISTÓRIA DO CASAL INQUIETO... - REFLEXÃO...
• Que tal essa feliz experiência do casal, Gustavo e Mariana?
• A história do Gustavo e Mariana é bem semelhante àquela dos
primeiros discípulos que Jesus foi convidando para participarem do
trabalho de evangelização. É que lemos em João 1,35-51.
• O texto relata o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos.
Nesse encontro cada discípulo ia se tornando uma espécie de
“padrinho” do outro. Cada um que se encontrava com Jesus se
lembrava do colega, e dava um jeito para que esse colega também se
encontrasse com Jesus. Observem bem o texto!
• Vendo o interesse deles por saber onde Jesus morava, ele ia
respondendo: “Venham e vejam!” - Eles iam, viam e permaneciam... E
até registravam as horas do feliz encontro. Um exemplo está no texto
citado acima: “eram mais ou menos 4 horas da tarde” (João 1,39). - Foi
o que aconteceu também com o Gustavo e Mariana...
IV - AS PALAVRAS COMOVEM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM
"Para que vejam vossas boas obras..."
(Mt 5,16)
HISTÓRIA DE UM CASAL LÍDER. - REFLEXÃO...
• Sr. Maurício e Da. Rosária moravam na roça. Agora moram na
cidade. Com seus três filhos, eles formam uma família invejável.
Os três filhos são batizados, sendo que o mais velho já é
crismado. Da. Rosária é da Equipe de Pastoral do Batismo em
sua comunidade. Ela está vibrando. O Sr. Maurício anima a
Associação de Moradores do seu bairro. Faz isso como um
verdadeiro leigo engajado. Com isso eles atingem as famílias e a
sociedade do seu bairro. Todo mundo está vendo esse grande
testemunho do casal exemplar.
• Como não podia ser diferente, a associação liderada pelo
Maurício está incomodando certos políticos que gostariam de
ver a população amortecida, parada e conformada com a
exploração. Sim, a associação está se mexendo, e mexendo com
todo esse pessoal mal-intencionado.
IV - AS PALAVRAS COMOVEM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM
"Para que vejam vossas boas obras..."
(Mt 5,16)
HISTÓRIA DE UM CASAL LÍDER. - REFLEXÃO...
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Sr. Maurício e esposa não se cansam de repetir que o grupo de reflexão está
sendo para eles e os filhos uma constante evangelização. A cada dia eles vão
descobrindo o que significa ser igreja dentro do templo, e fora do templo.
Muitas e muitas vezes aparecem incompreensões, mas a missão que
assumiram é muito maior do que tudo isso. A missão, assumida com amor e
coragem, tem ajudado o casal a vencer todas essas dificuldades. Se não fosse
a formação que eles adquiriram, já teriam abandonado tudo. No entanto
acontece justamente o contrário: eles estão cada vez mais firmes na
caminhada. .
Afinal, como esse casal conseguiu tal maturidade na fé? O Sr. Maurício e Da.
Rosária entenderam o que significa ser de grupo de reflexão. Estudaram a
Bíblia em grupo, partilharam a Palavra. O coração deles ferveu, os olhos se
abriram (Lc 24,13-35).
Sim, é dentro da sociedade que está o campo específico do leigo cristão. Nada
de “fugir” do mundo, mas entrar dentro dele como fermento. Eis a lição que
está nos dando o casal Maurício e Da. Rosária.
Por aí se vê que os grupos de reflexão, com as reuniões semanais, são uma
escola de treinamento dos missionários ardorosos.
IV - AS PALAVRAS COMOVEM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM
"Para que vejam vossas boas obras..."
(Mt 5,16)
CONCLUSÃO
• Hoje, quando se fala em presença da Igreja em determinado local, logo se
fala da comunidade ou grupo que se reúne na rua tal, casa do fulano de
tal. - Grande responsabilidade para os grupos de reflexão que têm a
missão de dar base à comunidade eclesial!
• Nos grupos de reflexão bem desenvolvidos, as pessoas vão aprendendo a
partir "do centro para a margem". Vão aprendendo a sair "do templo para
as casas".
• Em reuniões de grupos de reflexão, os leigos vão descobrindo o gostinho
de ser leigos maduros, livres e responsáveis pela Igreja e sua missão.
• Felicidades para você que é de grupo de reflexão! Que Deus abençoe a
você e toda sua família!
• PALAVRAS DOS NOSSOS BISPOS: "Seja incentivada e reforçada a prática da
leitura pessoal e orante da Bíblia conforme as orientações do Concílio e,
especialmente, a prática dos “círculos bíblicos” ou das reuniões de grupo,
para a leitura da Bíblia e a reflexão sobre a vida hoje, com o decorrente
compromisso cristão. Também dioceses e paróquias incentivem as formas
mais adequadas e acessíveis de formação bíblica, inclusive para multiplicar
o número de animadores ...” - ( CNBB, Doc. 71 – ns. 21-22).

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