NASF-Manguinhos 2010

Report
Seminário
Um balanço do Programa Território-Escola
Manguinhos 2010-2012
Painel 4: Acesso e Qualidade na saúde da família em
NASF Manguinhos: apoio as equipes
de saúde da família
Manguinhos:
Teias Escola Manguinhos, 2012
Mirna Teixeira
Apoio Institucional ao NASF Manguinhos
4 de outubro de 2012
ENSP/Fiocruz
NOVA PNAB- PORTARIA Nº 2488 de 21 de outubro de 2011:
“ Fazem parte da atenção básica, mas não se constituem como serviços com unidades
físicas independentes e não são de livre acesso para atendimento individual ou
coletivo” .
• APOIO MATRICIAL como dispositivo potencializador:
• Articulação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) como estratégia para um
cuidado integral e direcionado as necessidades de saúde da população.
• Arranjos organizativos formados por ações e serviços de saúde com diferentes
configurações tecnológicas e missões assistenciais, articulados de forma
complementar e com base territorial.
• O matriciamento se apresenta como um importante campo de atuação na ESF
por meio do agenciamento do cuidado que incluam ações de promoção,
atenção e reabilitação tendo como eixos norteadores do cuidado a
integralidade; acessibilidade; equidade; desinstitucionalização;
acompanhamento contínuo e gestão em redes.
.
Ações/ferramentas do NASF:
Os especialistas, matriciadores,
ampliam a potência de resolutividade das equipes de atenção básica a partir
do compartilhamento de saberes e condutas em saude desses usuários.
– Atuar em equipe multidisciplinar;
– Trabalho em equipe (com os proprios matriciadores e com as equipes
de saude da familia);
– Gestão e Apoio matricial as equipes de saude da familia por meio de
ferramentas: interconsulta; discussao de casos; e até mesmo, por
meio do atendimento individual em casos específicos;
– Apoiar as equipes na elaboraçao, em casos complexos, de um projeto
terapeutico singular (PTS);
– educação permanente;
– intervenções no território e na saúde de grupos populacionais e da
coletividade;
– ações intersetoriais com ações de prevenção e promoção da saúde;
– discussão do processo de trabalho das equipes; etc
NASF-Manguinhos
2010 – 2012
11 profissionais contratados e o apoio de
profissionais do CSEGSF.
Objetivo: promover o apoio matricial as equipes de saúde da família (ESF)
a fim de contribuir em práticas que propiciem um cuidado integral aos
usuários. O apoio matricial é uma metodologia de trabalho dentro de um
arranjo organizacional que objetiva proporcionar a retaguarda
especializada da assistência tanto como um suporte técnico-pedagógico
às equipes de saúde da família (Campos, G. W., 2007).
NASF Manguinhos: 13 Esf e 01 eCR
Formado a partir das necessidades de saúde do
território:(epidemiológico e necessidade percebida pela população, ex:
.
Conferência Local de Manguinhos: perfil saúde mental e redução de danos)
Perfil população:
condições cronicas + agravos
agudos/infecciosos e males do subdesenvolvimento - mortalidade
infantil, tuberculose, dengue + causas externas/violência.
Modalidade de NASF: o NASF 1 que deverá ser composto
por no mínimo cinco das profissões de nível superior
vinculado de 08 a 20 Equipes Saúde da Família.
Implantação:
•2010 com uma demanda inicial das equipes de saúde da família de
especialidades médicas (pediatria, ginecologia, psiquiatria e
cardiologia).
•2011: ampliação para outras categorias profissionais formando um
grupo multiprofissional com educador físico, psicólogo e assistente
social.
•2012: Inserção do Fisioterapeuta e geriatra dentro de um Projeto
de Assistência Domiciliar (AD) respondendo a demanda do perfil
epidemiologico do territorio.
• Apoio às esf no que se refere ao álcool e outras drogas com
enfoque na redução de danos pela psicóloga da Equipe de
Consultório na rua.
Áreas estratégicas:
O NASF está dividido em
nove áreas estratégicas
sendo elas: práticas
integrativas e
complementares;
reabilitação;
alimentação e
nutrição; saúde
mental; serviço social;
saúde da criança/ do
adolescente e do
jovem; saúde da
mulher e assistência
farmacêutica.
• atividade física/praticas corporais:
Academia Carioca (02 educadores
fisicos 40 horas)
• Reabilitação: equipe de Atenção
domiciliar (01 geriatra 20 hs; 01
tecnica de enfermagem 40 hs; 01
fisioterapeuta 30 horas)
• Saude Mental: 01 psicólogo 40
horas; 01 psicologo 10 horas (RD); 01
psiquiatra; 01 assistente social.
• Saude da Mulher: 01 ginecologista
10 horas
• Praticas integrativas:
fisioterapeuta/acupunturista )
• Alimentaçao e nutriçao: apoio de
nutricionistas do CSEGSF
2012: Apoio Institucional aos matriciadores:
Espaço coletivo de encontros /grupo de trabalho/rodas de conversa com os
matriciadores, semanalmente, depois quinzenalmente, para discutir processo de
trabalho; ferramentas de apoio; discussao de casos complexos; etc...
• maior integração entre os matriciadores assim como tem servido de
espaço de reflexão da prática de apoio com definição de fluxos por áreas
temáticas trabalhando o que é do núcleo e o que é do campo profissional
potencializando o apoio matricial nas equipes. Dessa forma, o apoio
institucional realizado até o momento tem potencializado mudanças de
modelos de gestão verticalizados em relações mais horizontalizadas que
ampliem os graus de autonomia, emancipação e compromisso dos
trabalhadores e matriciadores.
• Fluxos por áreas temáticas definidos: objetivo de esclarecer às esf
(equipes de referencia) o fluxo de matriciamento a partir de criterios
estabelecidos.
FLUXOGRAMA SAÚDE MENTAL/NASF
Critérios SM:
-Usuarios com sintomas
psicóticos (alucinação, delírio,
embotamento importante) sem
tratamento em outra instituição,
ou tratamento que não estejam
‘compensados’ – expondo a si ou
outros a risco.
- Usuarios com transtornos
mentais em isolamento social.
-Usuarios deprimidos ou
ansiosos com prejuízo no
funcionamento diário.
- Usuários com uso nocivo de
substâncias psicotrópicas ou
solicitando ajuda para acessar o
uso.
- Usuarios fazendo uso crônico
ou abuso de benzodiazepínico.
Grupos de
SM
Solicitação de apoio a Equipe
SM do NASF
Discussão da demanda de SM
com profissional SM:
-Solicitar profissional na reunião
de equipe SF;
-Marcação interconsulta (médico
psiquiatra e/ou psicólogo)
- Marcação de VD
Consulta individual
(médico psiquiatra)
Espaço de
acolhimento para
abuso de
substâncias
Elaboração
do PTS
Encaminhamento para
outros dispositivos da
rede
FLUXOGRAMA
Solicitação da Equipe
AD do NASF
Reunião de
equipe/Interconsulta/VD
(Discussão de caso)
Indicado
Não indicado
Critérios de inclusão:
1. Portadores de doenças crônico-degenerativos agudizadas;
2. Portadores de patologias que necessitam de cuidados
paliativos;
3. Portadores de incapacidade funcional, provisória ou
permanente;
4. Ser residente na área adscrita;
5. Possuir um “cuidador” com disponibilidade para participar,
responsabilizando-se pelo enfermo, aceitando e colocando em
prática as orientações fornecidas pela equipe multidisciplinar;
7. Possuir domicílio com recursos mínimos para atender as
necessidades
do tratamento.
VISITA DOMICILIAR
(avaliação funcional)
Reunião de Equipe
para definição PTS
Acompanha
mento pela
EqAD com
ESF
Acompanhamento
pela ESF e
capacitação
cuidador EqAD
PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO
PERMANENTE:
& Educaçao continuada: “Qualificaçao das Esf em Saude
Mental” – protocolo de atendimento
Para o processo de qualificação dos profissionais inseridos
da Estratégia Saúde da Família, em conformidade com a
recém atualizada Politica Nacional de Atenção Básica
(2011), adota-se neste âmbito a estratégia da Educação
Permanente, aliada a processos de educação continuada
identificados como necessários aos trabalhadores.
2012: Qualificação do NASF
Curso de Co-gestão da
Clínica Ampliada e
Compartilhada em parceria
com o grupo de pesquisa Coletivo
Paideia da Unicamp com cargahoraria de 45 horas.
A metodologia adotada no curso –
Método Paidéia– privilegia o trabalho
em pequenos grupos a partir de
discussão de casos e combina ofertas
teóricas com as demandas do próprio
grupo, procurando exercer uma
intervenção sintonizada com a
realidade e objetos de interesse de
cada grupo. Pressupõe o enfoque na
relação terapêutica entre profissionais
e usuários e a produção de efeitos
simultaneamente pedagógicos e
terapêuticos junto aos
alunos.(Campos, 2000)
Desafios do NASF…
A responsabilização compartilhada entre a equipe do NASF e as equipes de saúde da
família prevê a revisão da prática do ENCAMINHAMENTO com base nos processos de
referência e contra-referência, ampliando para um processo de COMPARTILHAMENTO DE
CASOS e acompanhamento longitudinal de responsabilidade das equipes de atenção
básica, atuando no fortalecimento de seus princípios e no papel de coordenação do
cuidado nas redes de atenção à saúde.
Ter estratégias e mecanismos de integração e
comunicação com outros profissionais e com
outros pontos da rede
•
•
•
•
•
•
Apoio Matricial e Institucional;
Gestão Compartilhada e a Co-gestão;
Prontuário eletrônico integrado
Reunião com outros serviços / Parcerias
Troca com experiências exitosas
Estratégias de comunicação efetivas com outros pontos da rede:
telefone, e-mails, sistemas informatizados... (Relação
personalizada)
• Avaliação contínua da qualidade das contra-referências - SISREG
• Educação permanente compartilhada/ conjunta
Atuar como apoio institucional na busca da
integração entre os serviços e pontos da RAS
O apoio institucional deve ser pensado como uma função
gerencial que busca a reformulação do modo tradicional
de se fazer coordenação, planejamento, supervisão e
avaliação em saúde. (...) deve ainda operar como um forte
disparador de processos que propiciem o suporte ao
movimento de mudança deflagrado por coletivos,
buscando fortalecê-los no próprio exercício da produção
de novos sujeitos (PMAQ – PNAB/MS).
Intersetorialidade
Rede de atenção/intersetorial
Ambulatório de
especialidade com
equipes de
referência para
paciente crônico:
Unidade Básica
de Saúde
Integração
Rede de Atenção Psicossocial: Enfrentamento do
Álcool, Crack e outras Drogas
Contatos NASF Manguinhos
[email protected]
SMSDC Clinica da Familia Victor Valla
25982764/ 22014476
[email protected]

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