Democracia Ateniense

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Grécia
A Democracia Ateniense
Período Clássico e
Helenístico
Atenas
Atenas
• Atenas, fundada na Ática pelos jônios no
século X a.C., por sua vez, é exemplo do
regime democrático presente na história
grega, uma vez que uma significativa parcela
da população da cidade tinha acesso às
decisões políticas.
A Ágora situa-se no coração da cidade e era o ponto de encontro dos
atenienses. A Ágora era a praça do mercado de Atenas, ponto central da
vida da cidade e em especial da vida política e religiosa da polis. Ali se
encontravam os comerciantes ambulantes, com as suas tendas de perfumes
e lojas de barbeiro à volta da praça.
Sócrates passou a maioria do seu tempo na Ágora discursando com
quem o quisesse ouvir.
Eram as seguintes as classes sociais
em Atenas:
• eupátridas: grandes proprietários de terra,
que tinham acesso à cidadania e ocupavam os
principais cargos políticos e administrativos;
• eram aqueles considerados bem nascidos (eu
= Bom, pátrida = parido), ou seja, filhos da
elite.
• (aristos), melhores; e (kratos), poder,
literalmente poder dos melhores
• georgoi: pequenos proprietários e
camponeses que viviam em péssimas
condições; seu papel político ser secundário;
• thetas: grupo intermediário que arrendava
terras;
• alguns deles enriqueceram, dedicando-se ao
comércio, artesanato ou carreira militar, e
tornaram-se pessoas de prestígio conhecidas
como
• demiurgos; participavam da vida política da
cidade;
• metecos: estrangeiros que viviam em Atenas,
dedicando-se sobretudo ao comércio; não
tinham acesso à cidadania;
• escravos: base da mão-de-obra ateniense;
ocupados em todas as atividades sem direito à
cidadania.
•
"A natureza faz o corpo do escravo e do
homem livre diferentes. O escravo tem corpo
forte, adaptado para a atividade servil, o
homem livre tem corpo ereto, inadequado
para tais trabalhos, porém apto para a vida do
cidadão.
(ARISTÓTELES (384-322 a. C.). "Política“
• Na cidade bem constituída, os cidadãos devem viver
executando trabalhos braçais (artesãos) ou fazendo
negócios (comerciantes). Estes tipos de vida são
ignóbeis e incompatíveis com as qualidades morais.
Tampouco devem ser agricultores os aspirantes à
cidadania. Isso porque o ócio é indispensável ao
desenvolvimento das qualidades morais e à prática
das atividades políticas."
(ARISTÓTELES (384-322 a. C.). "Política“
• Ócio entre os gregos era um conceito, de origem
aristocrática, que implicava, precisamente, a
liberdade, eleutheria, que advém de não se ter
obrigatoriamente que trabalhar.
• Mas liberdade para quê?
• Liberdade para participar da vida pública e para
refletir sobre o mundo, para flanar, para dedicar-se a
discussões estimulantes.
• A palavra que os gregos usavam, skholé,
originou "escola" e o nexo entre nossa escola
e o ócio grego está, justamente, nessa
oportunidade de se refletir, que deveria estar
no centro da escola.
• Para os gregos, essa importância da
oportunidade de reflexão pode ser avaliada
por um texto de Aristóteles:
• convém considerar que a felicidade não está na posse
de muitas coisas, mas no estado em que a alma se
encontra. Poder-se-ia dizer que é feliz não um corpo
com uma bela roupa, mas aquele que é saudável e
está em bom estado, ainda que despido. Da mesma
forma, a uma alma, se está educada, a tal alma e a
tal homem se há de chamar de feliz, não se ele está
com adornos externos, não sendo digno de nada.
• Felicidade, eis uma palavra que pouco
associamos à escola, mas que estava no
centro da skholé dos antigos.
• "não há vergonha no trabalho, a vergonha
está na ociosidade" (O trabalho e os dias,
verso 311) e esta era a tradição que os pobres,
definidos como aqueles que vivem do
trabalho e que constituíam o grosso dos
cidadãos de Atenas, mantinha e que marcava
fundamentalmente a democracia ateniense. A
massa de cidadãos trabalhava e orgulhava-se
disso
As instituições políticas que compunham o
governo de Atenas eram:
• Arcontado: 9 indivíduos recrutados entre os
eupátridas; tinham um mandato de 1 ano, exercendo
os poderes militar, judiciário e religioso;
• Areópago: conselho composto por eupátridas,
encarregado de elaborar as leis e controlar a ação
dos arcontes;
• Eclésia: assembléia popular da qual participavam
todos os cidadãos; principal instituição política da
cidade a quem cabia as decisões políticas.
ATENAS
SÉCULO VIII a.C.
TRANSFORMAÇÕES SÓCIO-ECONOM ICAS
DESENVOLVIMENTO
DO
COM ÉRCIO
ENRIQUECIM ENTO
DOS DEMIURGOS
(Ricos Comerciantes
e Artesãos)
EMPOBRECIMENTO
DOS
PEQUENOS
AGRICULTORES
REINVIDICAM
DIREITOS
POLITICOS
REINVI DICAM
JUSTIÇA
SOCIAL
Processo de constituição da
democracia ateniense
• Lento conflituoso.
– Drácon, - propôs a implantação de um código de
leis escritas e extremamente severas para evitar
delitos.
– Sólon, a libertação dos escravos por dívida;
divisão da sociedade pela renda e não pelo
nascimento; criação da Bule (Conselho dos 500).
– Tiranias (Psístrato, Hiparco e Hípias.) governo
autoritário – confiscaram as terras dos nobres de
distribuíram aos agricultores.
DEMOCRACIA
•
•
•
•
Clístenes
Implantou o regime democrático em Atenas.
Instituiu o ostracismo
Reforma política na qual os cidadãos
participavam das decisões políticas
Ostracismo, mecanismo pelo qual o indivíduo
que ameaçasse o regime seria punido pela
Eclésia (assembléia), podendo ter suspensos
seus direitos políticos e, até mesmo, ser banido
da cidade pelo prazo de 10 anos.
DEMOCRACIA
ATENIENSE
IMPLANTAÇÃO
CLISTENES
COMO
FUNCIONAVA?
PARTICIPAÇÃO
DIRETA
OSTRACISMO
(Exílio 10 anos)
RESTRITA
AOS
CIDADÃOS
HOMENS
L IVRES
MAIORES
ATENIENSES
Democracia ateniense, cidadania
e escravidão
• A democracia ateniense era direta: todos os cidadãos podiam
participar da assembléia do povo (Eclésia), que tomava as
decisões relativas aos assuntos políticos, em praça pública.
• Em Atenas, eram considerados cidadãos
apenas os homens adultos (com mais de 18
anos de idade) nascidos de pai e mãe
atenienses. Apenas pessoas com esses
atributos podiam participar do governo
democrático ateniense, o regime político do
"povo soberano".
• Os cidadãos tinham três direitos essenciais:
liberdade individual, igualdade com relação
aos outros cidadãos perante a lei e direito a
falar na assembléia.
• Isonomia
• Isegoria
“Escravidão e democracia: aparentemente, não
há duas palavras mais incomparáveis.
Entretanto, não é exagero dizer que a
democracia ateniense dependia da existência
da escravidão.”
Revisão
Quem eram os helenos?
• Helenos ou gregos são de origem indoeuropéia. Começaram a chegar à Grécia por
volta do ano 2000 a.C. em vários grupos:
aqueus, jônios, eólios e dórios.
Como o relevo influenciou a
formação da Civilização Grega?
• A Grécia Continental é montanhosa, com
planícies férteis isoladas. Isto explica porque
surgiram as cidades-estado, pois as
comunicações eram difíceis. Na Grécia
Peninsular, o litoral era recortado por golfos e
baías, o que facilitava a criação de portos e a
navegação. As inúmeras ilhas da Grécia Insular
permitiam a navegação com terra sempre à
vista.
A "Ilíada" e a "Odisséia" são obras escritas por Homero,
em forma de poema. O que narram essas obras?
• A "Ilíada" vem da palavra grega 'Ílion' que
significa Tróia, tratando-se assim da guerra
entre gregos e troianos. A "Odisséia" trata do
retorno do herói grego Ulisses à sua terra
natal depois da guerra de Tróia.
Por que Heródoto é conhecido
como o "Pai da História"?
• Heródoto, mesmo que através de uma
concepção religiosa, relatou as guerras
pérsicas e se preocupava em conhecer os
povos cujas histórias contava: visitou o Egito, a
Itália e a Ásia Menor.
Qual era a função da mulher na
sociedade ateniense?
• As mulheres tinham poucos direitos na
democracia ateniense, esperava-se delas a
dedicação permanente à família e ao marido,
embora as mulheres pobres trabalhassem no
campo ou no mercado.
Por que dizemos que as cidades
gregas eram cidades-estados?
• Porque eram independentes entre si. Cada
cidade possuía o seu próprio governo,
aparelho administrativo, leis próprias, exército
exclusivo, como qualquer estado.
Por que os gregos formavam um
povo e não um Estado?
• Não formavam um Estado porque não havia
um poder central único, nem uma unidade
política, jurídica e militar únicos. Porém,
possuíam a mesma origem, uma mesma
língua, seguiam os mesmos mitos.
"Os gregos inventaram a liberdade plena para si
mesmos, mas criaram a escravidão para
outros.”Justifique a afirmação.
• A democracia ateniense era restrita aos
homens livres, chamados cidadãos. As
mulheres, jovens, escravos, estrangeiros, ou
seja, a grande maioria da população não
possuía direitos políticos.
O que era a "Ágora" para os gregos?
• Era a praça pública onde o cidadão ateniense
podia expressar as suas opiniões e votar nas
questões da cidade.
Faça uma comparação entre a democracia
Grega e a democracia atual.
• A democracia grega, mesmo que restrita para
a maioria da população, era direta, sem
intermediação e as questões eram votadas
pelo cidadão em praça pública.
• Hoje, a democracia é representativa, os
eleitores transferem para deputados o poder
de decidir o destino do país.
Cite e explique duas características
do governo de Esparta.
• Uma rígida educação militar dos espartanos
como forma de garantir a dominação sobre os
periecos e os hilotas. Governo oligárquico, ou
seja, só uma minoria de cidadãos participava
dos assuntos políticos.
Explique como era formada a
sociedade de Esparta.
• Era dominada pelos dórios que formavam a
classe dos espartíatas, que se impunha aos
periecos e aos hilotas (escravos).
Qual o aspecto mais importante,
na educação espartana?
• A orientação para fins militares, pois era
fornecida pelo estado para os homens desde
os 7 anos de idade.
Explique como funcionavam as comunidades gentílicas
(Genos), na Grécia, no período Homérico (XII a.C.-VIII
a.C.).
• A célula básica eram os "genos", uma grande
família. Todos os descendentes de um mesmo
antepassado viviam no mesmo lar. Cada
membro (gens) dependia da unidade da
família. O membro mais velho (pater-familia)
era o chefe. Esse cargo era passado para o
filho mais velho.
O PERÍODO CLÁSSICO (VI - IV A.C.)
• Período de apogeu da
história grega no qual
se destaca o século V
a.C., também chamado
de “Século de Péricles”,
fase de estabilidade
política, prosperidade
econômica e rica
produção cultural.
Guerras Médicas
• início do período
clássico é marcado
pelas Guerras Médicas.
• No século VI a.C., a
Pérsia formava um
poderoso império
detentor de vastas
regiões no Oriente.
Guerras Médicas
• Suas pretensões
expansionistas
voltaram-se, então,
para o Ocidente,
ameaçando a
hegemonia grega no
mar Egeu e,
principalmente, sua
independência.
Primeira Guerra Médica
• Sob o comando de
Dario I, os persas
conquistaram algumas
colônias gregas na Ásia
Menor, avançando a
partir daí em direção
aos Balcãs.
Primeira Guerra Médica
• Em 490 a.C., o
comandante persa e
suas tropas invadiram a
Grécia continental,
sendo repelidos, no
entanto, pelos
atenienses na Batalha
de Maratona.
Primeira Guerra Médica
• A vitória de Atenas
sobre o exército persa
conferiu-lhe prestígio e
poder, transformando-a
na mais importante
cidade-estado grega.
Segunda Guerra Médica
•
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•
As batalhas de
Termópilas,
Salamina e
Platéia
Veja em
http://educacao.uol.co
m.br/historia/batalhastermopilas-salaminaplateia.jhtm
Fim das Guerras Médicas
• Os gregos venceram definitivamente a ameaça
persa em 468 a.C. e a cidade de Atenas
converteu-se no centro econômico, político e
cultural da Grécia, posição garantida pelo
imperialismo que exercia sobre as cidades sob
seu controle.
Fim das Guerras Médicas
• O comércio desenvolveu-se
consideravelmente,
garantindo prosperidade
econômica; o escravismo foi
reforçado graças às novas
conquistas e ao afluxo de
prisioneiros de guerra; a
democracia, em
consequência, também se
fortaleceu; e, finalmente, a
cultura grega viveu seu
momento de esplendor.
Guerra do Peloponeso
• As cidades gregas
submetidas ao imperialismo
ateniense, bem como
aquelas aristocráticas que
não se conformavam com o
poderio de Atenas,
formaram uma aliança, sob
o comando de Esparta, para
destruir a hegemonia
ateniense.
• A aliança ficou conhecida
como Liga do Peloponeso.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pelop_k
rieg1.png
Guerra do Peloponeso
• Entre 431 - 404 a.C., Atenas,
Esparta e as cidades coligadas a
ambas travaram intenso e
equilibrado conflito chamado
Guerra do Peloponeso.
• Depois de anos de combates, e
do conseqüente enfraquecimento
da Grécia como um todo, Esparta
venceu Atenas e estabeleceu seu
domínio sobre a Grécia.
Domínio Macedônico
• Tal domínio, porém, não
durou muito, pois os
macedônicos, povo que
habitava o norte da
península balcânica,
apercebeu-se da fraqueza
grega e, liderados por Filipe
II, invadiram e conquistaram
o território grego em 338
a.C. Iniciou-se assim o
Período Helenístico da
história da Grécia.
O PERÍODO HELENÍSTICO (VI - I A.C.)
• O Período Helenístico corresponde à fase de
dominação macedônica sobre a Grécia.
• No século IV a.C., chefiados por Filipe II que há
muito alimentava um sonho de expansão
territorial, os macedônicos conquistaram a
Grécia. Filipe II possuía formação militarista e
sonhava em constituir um vasto império que
atingisse o Oriente. A morte, porém, impediuo de concretizar esse objetivo.
Alexandre
• Seu sucessor, Alexandre, havia
sido educado na Grécia, por
Aristóteles, e, desde jovem,
revelara extrema coragem e
habilidade guerreira. Coube a ele
levar adiante os planos do pai de
estender o domínio macedônico
até o Oriente. Para isso, era
necessário vencer os persas que,
a essa altura, já estavam
enfraquecidos pela derrota
contra os gregos nas Guerras
Médicas.
Expansão
• Alexandre estendeu seu domínio pelo Oriente
Próximo, anexando o Egito e vastas regiões da
Ásia até os limites da Índia e da China.
Transferiu a capital do Império para a
Babilônia e, através da fundação de cidades,
construiu a cultura helenística, fusão da
cultura grega clássica à cultura oriental.
Divisão
• A morte precoce de Alexandre, em 323 a.C.,
levou à divisão do império entre seus
sucessores, originando assim os reinos
helenísticos (Ptolomaico, Selêucida e
Antígona), os quais não resistiram ao
expansionismo romano do século I a.C.
A tríplice divisão do império foi aceita de
forma definitiva: os Ptolomeus governavam o
Egito (dinastia dos Lágidas), Antíoco ficou com
a Síria e a Pérsia (dinastia dos Selêucidas) e
Antígono Gónatas dominou as regiões
européias (dinastia dos Antígonas).

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